sábado, 23 de julho de 2011

Colossal atraso mental

Ouvi hoje mais um debate em torno de um não assunto que tem enchido a nossa imprensa nos últimos dias: a (não) afirmação por parte de Passos de que haveria um desvio colossal nas contas públicas.

Passos é o Primeiro-Ministro e tem acesso a dados que mais ninguém tem. Diz que há um desvio nas contas públicas e que esse desvio põe em causa o cumprimento do deficite acordado com a troika de 5,9% para este ano. Por isso anunciou um imposto sobre a classe média e sobre a classe alta no valor de quase meio subsídio de Natal, bem como vai anunciar mais cortes na despesa pública. Os números publicados até agora são a favor de que nos primeiros meses deste ano não se estava a conseguir o deficite pretendido.

Afinal qual é a questão, para além da apetência nacional para a maledicência e para não conseguirmos distinguir o essencial do acessório? É o adjectivo começar por "c"? É acabar com um "l"? É ter 8 letras?
É sermos todos atrasados mentais?

Alguém me explica qual é a questão?

domingo, 17 de julho de 2011

É triste mas é Cavaco

A idade raramente melhora as pessoas.

Cavaco, o melhor primeiro ministro pós- 25 de Abril tão só pelo facto de que Sá Carneiro governou pouco tempo e os outros foram todos particularmente maus (dois foram mesmo politicamente criminosos - Vasco Gonçalves e José Sócrates), continua a revelar-se um mau Presidente.

Durante os seis anos de Sócrates, enquanto este dizimava o país Cavaco declamava maus poemas da sua própria autoria. O pior foi aquela história senil das escutas. Agora com um Governo que parece decente Cavaco pronuncia-se de forma tosca sobre assuntos externos.

A última versão é pôr-se a comentar de forma patética a força do Euro face ao dólar como se não fosse evidente para toda a gente que se trava uma batalha de enfraquecimento do dólar e outras moedas (como o real) face à moeda chinesa, o renminbi ou yuan. O dólar lutou pela desvalorização.

Os capitais que perderam confiança no dólar foram comprar euros? Não. Foram comprar ouro.

A seguir Cavaco pronuncia-se sobre Obama quando Obama disse que os Estados Unidos não são a Grécia ou Portugal. Ouvindo-o percebemos que Cavaco é tão irrelevante que o seu título de presidente devia ser removido. Podia-se chamar por exemplo Grão-Mestre da Ordem Constitucional.

Verdadeiramente não preside ao País. O País é presidido de fora.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Piratas Portugueses atacam página da Moody's

Piratas informáticos portugueses atacaram o site da Moody's e colocaram novamente Portugal em AA+.

Para além disso colocaram uma imagem de D. Afonso Henriques e insultaram a Moody's a propósito do uso que o rei poderia dar à sua espada.

sábado, 9 de julho de 2011

Cavaco e a Wikileaks

Cavaco diz que um vasto conjunto de políticos europeus criticaram a Moody's por causa da notação dada a Portugal. Protegido pelo que considera um inédito apoio a Portugal, Cavaco pede a fogueira não apenas para a Moody's mas também para todas as agencias de rating americanas ou sediadas nos Estados Unidos.

Ora segundo a Wikileaks, o Embaixada Americana classificou no passado Cavaco como "vingativo".

Cavaco teria levado a cabo "sérias vinganças políticas pelo simples facto de não ter sido convidado à Sala Oval na Casa Branca"


Promovam o Senhor Embaixador.

Cavaco Silva fala e diz

Todas as agencias de rating americanas são uma ameaça à europa.
Todas.

Provavelmente na América põem coisas na água e todos os americanos desatam a lixar a Europa.
Todos.

Como eles são mais de 300 milhões é muita água estragada.
Muita.

O Cavaco é que sabe.
O Bibi deve concordar. Já o lixaram com a coisa da água.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Moeda sem Príncipe?

Nenhum verdadeiro príncipe prescinde de cunhar moeda.

O Príncipe que se chegue à frente para saber se o deixamos ficar na nossa terra.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto

A sua vida fez a diferença

Moody's, a falência e o governo

O governo não deve comentar as decisões das agências de rating pela voz de ninguém que esteja acima da categoria de secretário de estado. Idealmente de chefe de gabinete.

Os comentários do Governo não têm impacto nas decisões das agências de rating, não têm impacto no exterior e só reforçam (se possível for) a importância mediática interna das notações.

O governo deve dizer que o que depende de nos será feito. Não estamos sozinhos no mundo mas temos 850 anos de história. A médio prazo dependemos de nós próprios.

Faremos o que tem de ser feito.

sábado, 2 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

13º mês e Passos Coelho

Passos Coelho contradisse o que afirmara na campanha eleitoral.

Talvez não houvesse outra solução. Talvez venham aí cortes na despesa que mostrem que o equilíbrio da contas não se faz apenas à custa de cobrar mais impostos.

Estamos cá para ver

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mentir, mentir até à porta do inferno

Ainda recentemente secretários de estado demissionários (os ministros e o primeiro-ministro desapareceram) e políticos do PS proclamavam a eficácia da correção das contas públicas ocorridas no primeiro trimestre deste ano. Em certos balanços lançavam a orgulhosa expressão superávite.

Agora percebeu-se que era tudo ... mentira.

Mesmo depois de decapitado o estado socialista canta ossanas, mentindo e resfolegando de tão intensa alegria.

Duas camisas de forças para esses homens e para a Senhora que em Berlim os elogiava.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Boas ideias e os liberais mais extremados

Uma pessoa para ter uma boa ideia precisa desde sempre de ter pedigree.

As boas ideias não valem por si mesmas.

O Ministro da Economia apresentou uma ideia: atrair reformados do norte e centro da europa para o sul do país, como a Flórida faz nos USA.

Contudo o Ministro não tem o pedigree necessário pois não é empresário, segundo dizem.

As boas ideias só podem partir de quem tem conta bancária para isso e está disposto a pôr dinheiro seu nas suas ideias.

Desenterrem D. João II e enforquem-no. Ele teve uma ideia para este país.

Passos Coelho e a Europa

Não gostei que Passos Coelho passasse tão blasé pela cimeira europeia.

Não gostei que Merkel gostasse tanto dele - Merkel também gostava de Sócrates, tal como gosta de quem quer que seja que diga que sim.

Ter um programa para o seu país e ter um programa para o continente e a união excede a simpatia.

Merkel não promove nem paga a conta de bailes de debutantes.

Aguardamos a chegada da verdade.

domingo, 26 de junho de 2011

Rocha Vieira e Paulo Macedo

No fim do mandato de Rocha Vieira em Macau este para combater o crime mandou vir um magistrado que prendia mafiosos violando descaradamente a lei.

Alguns, poucos, acharam que melhor teria sido ser eficaz de forma civilizada como fazem os Suiços, os Canadianos, os Americanos, os Holandeses, etc. Decidimos, em vez disso, inspirar-nos na Arábia Saudita e no Irão. 

No combate à fuga ao fisco Paulo Macedo fez pior que Rocha Vieira: violou direitos de forma sistemática como muito bem lembrou Pacheco Pereira na última Quadratura do Circulo. Direitos dos mais fracos. 

Esta questão lembra-nos da herança do Estado Novo e da Iª República. Só conhecemos dois tipos de figuras públicas. Os que nada fazem para defender os interesses do estado, sendo incompetentes ou pior, e os que para serem eficazes na prossecução do interesse público violam a lei e os direitos das pessoas.

Terceiro Mundo.

Discordar de si próprio

Estanislau. Nome invulgar. Praxis invulgar.

Trata-se do caso de um administrador que decidiu levar mais longe aquele conceito que todos conhecemos dos políticos que "enquanto governantes" são bem distintos do que são "enquanto líderes partidários".

Corria o ano de 2010 e o local da ação foram os CTT.

O senhor decidiu como chefe hierárquico de si próprio dar ordem de demissão de si mesmo, alegando que não cumpriu as suas próprias determinações.

A palavra esquizofrenia terá saído do dicionário?

Numa coisa tem razão

Numa coisa Oscar tens razão:

A banalização da mentira e a histeria correctora que se lhe seguiu fez com que muitos comentadores, como é o caso de Pacheco Pereira no artigo de opinião do Público e de muitos outros em blogs, deixassem de conseguir distinguir dois conceitos totalmente distintos na ética privada e parcialmente distintos na ética de Estado: mentir e mudar de ideia.

Mudar de ideia e mentir não são a mesma coisa.

Pacheco Pereira - errata e dúvidas

Pacheco publicou com alguns erros um artigo de opinião no Público dia 25.

Apresentamos a errata a pedido de várias famílias e algumas dúvidas / agradecimentos pessoais:

"Caso Nobre" - Por erro saiu um não a mais. Pacheco queria dizer que o facto de Passos Coelho ter passado o dia inteiro no Parlamento a tentar passar Nobre e ter sido incapaz de o fazer vencer a eleição, nomeadamente ter sido incapaz de convencer Portas a fazer o que qualquer imitador de Amaro da Costa teria feito a qualquer imitador de Sá Carneiro, não ter um plano B, ter decidido pôr na ordem os dois candidatos que proclamavam o seu amor pela "casa" e ido buscar uma pessoa tão light que ficou delirante com a honra, dando saltinhos de alegria, foi uma derrota que alerta para uma questão simples: quem manda? A teoria dos inimigos, semi-inimigos, semi-amigos, amigos e amigados era a reinar e foi um tipógrafo que por maldade publicou.

"A quebra de palavra de Nobre que mostra que a palavra de Passos nada vale". Nobre não quebrou a palavra dada porque não deu palavra nenhuma. Caíram em cima do bom doutor quando ele  ao telemóvel numa picada do Sri Lanka disse ao Expresso que não ficava no parlamento se não pudesse assumir a presidencia e o dito platinado doutor, já sentado e de cabeça fria, mudou de ideia e dizendo então que ficaria, se houvesse como servir os cidadãos sem presidir à casa. Isto há muito tempo. Além disso o que tem a palavra do Passos a ver com a do Nobre?

"teve quinhentos mil votos". A calculadora do arredondamento tinha pouca bateria. Quando pôs bateria e Pacheco viu que eram seiscentos mil o Público já estava nas rotativas.

A comparação que Pacheco faz entre as críticas à partidocracia de António Barreto Nobre e a acampada foram feitas já depois da meia noite e por isso não contam.

A manifestação da geração à rasca foi para aparecer na televisão e se as televisões desatarem a promover a acampada caiem lá imediatamente duzentas mil pessoas, o que eram muitos rolos de papel higiénico e por isso elas não alinham.

As criticas do António Barreto  movimento democracia verdadeira não têm qualquer fundamento pois todos sabemos que desde que existam partidos e eleições há democracia como os Mexicanos e Indianos bem sabem.

O Pacheco não grama o facebook mas não era para dizer já - era para outro artigo.

"Uma centena de pessoas decide pelo país inteiro" - ah não ma tinha apercebido disso.

"Era na acampada que Nobre devia estar"- eh pá Pacheco mas atão e aquele cabelinho com laca como era?

A malta da acampada apoia o general fuzilador de Singapura? É tudo a mesma coisa? - é bom que alguém avise.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Governo grego e a moção de confiança

Vencida a moção de confiança a Grécia deve limpar a casa e Portugal deve liderar a resistencia aos juros absurdos da UE.

Os apoios comunitários ao desenvolvimento devem deixar de depender do co-financiamneto nacional dos projectos durante três ou quatro anos.

Governadores Civis

Pedro Passos Coelho mantém a liderança ao não distribuir os Governos Civis pelos amigos.

Assunção Esteves

Pedro Passos Coelho surpreende ao escolher um nome inesperado.

Duplicidade, traição e a demissão de Fernando Nobre

Lamento que Fernando Nobre não se tenha demitido do cargo de deputado à AR após a sua derrota de ontem.

Um dos problemas de muitos independentes que decidem abraçar uma causa política é a compreensão incompleta da ferocidade desse meio. São muitas vezes pessoas com boas intenções, inteligentes, articuladas e com falta de treino na comunicação em ambiente em que predominam os sound bites de tom politicamente correto. Essa falta de treino, a bondade das suas intenções e a não compreensão da agressividade do meio político são-lhes geralmente fatais.

Parecia o caso do falecido Gentil Martins e talvez seja o caso de Fernando Nobre.

Acresce que muitas destas pessoas têm um pensamento original sem que contudo esse pensamento seja filosoficamente completamente estruturado. Por último são pessoas sós na migração para as causas políticas. O resto dos seus companheiros de sempre fica para trás.

Na actual praxis política há inúmeros casos de candidatos a deputados que não têm a menor intenção de ocupar o cargo. É prática corrente. Posso dar os nomes de Alberto João Jardim ou José Sócrates mas qualquer um de nós pode nomear muitos mais.

Não há qualquer razão decente para que alguém isole um candidato e faça campanha contra ele por se candidatar a deputado com outra intenção que não a de ficar na bancada. Quem o faz serve outra agenda.  Fernando Nobre devia ter-se mantido desde sempre fiel  à sua posição inicial: tinha um projecto para aproximar a AR dos cidadãos, esse projecto pode ser prosseguido apenas por grupos políticos organizados ou pelo presidente da AR pela projeção especial que é possível atingir através do cargo.

A quem  o acusasse de arrogância limitava-se a dar um ou dois exemplos de pessoas de se candidatam à AR com o propósito de prosseguirem outros projetos, notar a duplicidade do critério e repetir que a sua ambição era aproximar a AR das pessoas. Repetir e esperar. 

Mal foi derrotado, mal foi cuspido, o meio que o devorou entrou em damage control tentando amansá-lo e apaziguar a consciencia própria dizendo que afinal ele era uma pessoa prestigiada e boa. Só que não ao nível de um Guilherme Silva...

Por outro lado Paulo Portas foi prejudicado por ter falhado um cálculo. Portas convenceu-se que Nobre seria eleito sem os votos do CDS e por isso deu ordens para os deputados do CDS dobrarem à vista de toda a gente os boletins mal os recebessem para que fosse público que votavam em branco e não em Nobre. A ideia não era trair Passos - a ideia era atestar que cumpriam os compromissos com o seu eleitorado, que falavam verdade e eram coerentes. O país está carente de sinais de que os políticos falam verdade e Portas queria dar sinais nesse sentido.

A estratégia falhou até por incompetência de Nobre que tinha dito que a solidariedade maçónica garantia os votos necessários na bancada do PS.

Portas falhou a sua estratégia mas não traiu ninguém e manter-se-á leal à coligação.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Humilhação de um Nobre pela República

Um homem que dedicou toda a sua vida aos outros, que constituiu do nada a mais prestigiada ONG não religiosa portuguesa e a única com projecção internacional, quantas vezes com risco pessoal, foi hoje humilhado pela instituição mais desprestigiada da República.

Acresce que além de ter vida pública própria, o homem atreveu-se a criticar em voz bem alta um dos ninhos da partidocracia, verberou a casa que se propunha mudar. A casa, aqueles senhores que se levantam e sentam quando o dono manda não gostou. Como podia mandá-los levantar e sentar, falar e calar, agendar e desagendar um mestre de cerimónias que não está habituado a ajoelhar? Como podia competir com pessoas que como Guilherme Silva e Mota Amaral passaram todo o dia a lembrar que nada tinham contra a casa?

Sózinho todo o dia, com raros deputados do PSD a acompanharem-no, com excepção do Pedro Passos Coelho, abandonado pela maçonaria e pelo parceiro da coligação que num pequeno-almoço recente o amolecera, foi maltratado sem apelo nem agravo todo o dia.

Os candidatos a independentes retirem daqui a lição mais visível: pode não se ser político e tentar-se entrar na política. O que não se pode fazer é deixar em casa o killer instinct ... para o ter, é claro, ajuda muito ser político. Coisa que poucos nobres são. 

Perceber a posição do CDS

A posição do CDS na eleição para a presidência da AR é difícil de perceber.

Se o Presidente da AR tem alguma importância e é um deputado - ou seja é eleito pelos portugueses - faz até mais sentido que os partidos que se acham em condições de poder propor o nome em causa, o façam antes das eleições, do que acontece com o nome do Primeiro-Ministro. As eleições são para deputados em primeira mão.

O PSD fez bem em dizer que nome propunha aos portugueses para liderar o Parlamento e Passos Coelho fez bem em dizer que o partido defende a aproximação do parlamento aos cidadãos.

O PSD fez campanha eleitoral na rua por Fernando Nobre.

Aparentemente o CDS, não tendo um candidato tinha uma agenda de veto contra o candidato do PSD. Foi o que disse Portas: tinha-se comprometido com o eleitorado com o veto a Nobre e agora era coerente. Sabemos que isso é falso. Portas apenas dissera que o candidato revelava falta de humildade democrática e que a sua eleição não estava garantida.

Percebemos agora que o CDS vetava Sócrates e vetava Nobre. Sabemos porque vetava Sócrates  que tinha exercido o cargo e tinha falhado. É necessário explicar melhor porque teria (sabemos que não o fez) feito campanha eleitoral vetando Nobre.

O seu líder parlamentar fez pior que Portas: veio dizer que devia ser uma pessoa com a "inteligência necessária" para o cargo, entre outras características. As outras características serão currículo. Inteligência não.

Ou seja o CDS decidiu enxovalhar o candidato do PSD, já após a sua derrota, sem se perceber bem com que vantagem. 

Não percebo o que quer Portas. 

Spin doctors

Os spin doctors de Passos Coelho, devem estar a correr para as redações dos jornais para tentar que as primeira páginas de amanhã se foquem na pessoa de Fernando Nobre, escondendo a falta de liderança do Primeiro-Ministro que passou o dia no parlamento e não conseguiu fazer passar o seu candidato.

Vai ser difícil: ou o candidato não prestava e fica em causa a competência de Passos ou o candidato prestava e fica em causa a capacidade de liderança de Passos Coelho.

Se a coisa se arrastar para amanhã mais impacto terá a derrota de Passos.

domingo, 19 de junho de 2011

A má sorte dos inimigos da caridade (I)

Uma das pessoas que na minha opinião mais tem contribuído para a reanimação semântica de certas palavras em Portugal, tem sido Vasco Pulido Valente. Muita gente dedica tempo a tentar encontar e até colecionar os disparates desse génio. Não me dou a tal actividade porque sei bem que o que distingue o génio do homem comum, é a capacidade do primeiro ver mais longe que o último e não o facto de não avançar aqui ou ali um disparate.

Todos sabemos que o recordista mundial de velocidade pode andar tão devagar como um portador de deficiência motora, mas nunca um portador de tal deficiência pode correr tão rápido como o dito campeão.

Palavras que aqui há quinze anos estavam erradicadas do discurso público entraram em circulação. Palavras virtualmente ofensivas como bondade (reintroduzida em grande parte por VPV na expressão "bondade da decisão"), honestidade, herói, pessoa frágil, pobre (ao contrário de pobreza que se manteve sempre permitida), mentiroso, são agora ditas sem vergonha. 

Defendo que a melhor maneira de seguir a mudança duma cultura é seguindo a evolução das palavras do discurso aceite. As palavras proibidas começam a despontar em meios auto-limitados, sub-culturas, nichos, até que alguém as reintroduz (ou introduz) no discurso "mainstream", onde são  muitas vezes aceites com uma rapidez inesperada, que significa terem morrido ou sido digeridos conceitos que a conotavam de forma inaceitável ou, ao contrário, que soçobraram as ideias  que antagonizavam o seu uso. No naipe das palavras trava-se muito mais que uma batalha semântica, trava-se a guerra da mundivisão.

A evolução linguística das últimas duas décadas em Portugal tem sido uma sequência lenta de vitórias para a direita e para a verdade. Ainda recentemente, numa entrevista na SIC um homem da esquerda decente, António Barreto, teve uma expressão inesperada que dificilmente seria aceite há dois ou três anos: o entrevistador convidava Barreto a esclarecer que longe dele estava a ideia de demonizar fosse quem fosse, pois é óbvio que um homem tão ilustre não seria tentado por tal maniqueísmo, quando Barreto lhe diz de forma clara, quase brutal, que "não me importo de demonizar o demónio".

Essa entrevista é uma peça de antologia da mudança em curso na cultura portuguesa que quando passa pelo uso intencionado das palavras, tem como expressores pessoas com coragem intelectual acima da média.

Blair nunca. Perceberam agora porquê?

A Sra. Angela Merkel, a candidata a coveira do euro, recusou terminantemente a candidatura de Blair a "presidente" da europa, preferindo um senhor que é tão influente como Barroso mas mais calado. Aparentemente a senhora não gostava de Blair por causa da apetência deste para o estrelato e, mesmo, por falar demais.

Percebe-se agora com o comportamento suicidário da Alemanha, com a sua manha na busca do lucro a curto prazo, porque é que Angela preferia Herman José  Van Rompu.

Barroso não existe

"Eu não percebo - sem dúvida sou demasiado ingénuo - esta perversidade europeia que exige que, quando se trata de atribuir à Grécia volumes financeiros importantes em matéria de coesão e de política regional, continuemos a insistir na obrigação de co-financiamento daqueles programas", afirmou Jean-Claude Juncker


O presidente do eurogrupo propõe que a ajuda à Grécia venha do orçamento da UE e não de empréstimos.


Igualmente afirmou que se está a brincar com o fogo arriscando que com a queda da Grécia caiam Portugal, a Irlanda, a Espanha, a Bélgica e a Itália.


Barroso, como é evidente, não existe.


Portas tem uma oportunidade de entrar para a história falaando português claro no eurogrupo.

sábado, 18 de junho de 2011

Não digam ao Marcelo. É segredo

Fernando Nobre quer recandidatar-se com hipótese de vencer a próxima eleição para Presidente da República.

Quer juntar os 600.000 votos que obteve aos votos que Cavaco. Diz que é de esquerda e o timing é o correcto - nem precisará de se demitir de presidente da assembleia da república para ser candidato.

Percebe-se a ideia. Se fosse ministro não ia lá. Agora, antes disso, tem de conseguir vencer uma eleição, mesmo que esta só tenha um universo de 230 votantes.

Depois, tem de perceber que não se passa de número dois para número um do estado com um saltinho no pódio de prata para o de ouro. Tem de se descer até ao chão e começar do "zero".

Não digam a ninguém. Principalmente não digam nada a Marcelo, a Barroso e ao Freitas. É segredo.

Oscar, 18-06 (20:25)

Um ano depois da morte de Saramago

Pilar fala da cama que se partilha entre duas pessoas maduras, fala do amor maduro.
Gostei de a ouvir.

Negociar com estilo

Mário Nogueira, líder da Fenprof, afirmou que  "muitas vezes o estilo" constitui um entrave às negociações entre os sindicatos de professores e o Ministério da  Saúde. 

Muitas vezes.


Normalização

A política não acaba nunca enquanto existirem dois homens.
Mas a campanha pelo fim de Sócrates, quer da sua sombra quer da sua penumbra, teve o seu fim agora que o novo governo desponta e transforma os anteriores actores em memórias.

O novo governo, mal ou bem, é o advento de uma nova geração à direita.

Morreu o PSD que ninguém representa tão bem como Marques Mendes. Morreu de tal forma que até Cavaco parece estar a terminar o seu segundo mandato.

Parafraseando Barreto tomámos a tarefa de demonizar o demónio, cuidando que ajudávamos à nova alvorada.

Chegou a hora de enterrar essa campanha. Se algum leitor quiser cópias dos posts do tempo dessa batalha estou à sua disposição para os fornecer.

MBO

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ministro das Finanças

O Ministro das Finanças vai ter de saber uma coisa: ele é o portador de notícias de morte. Não pode pedir que lhe façam a justiça de perceber a sua situação, o que herdou, o que está e não está nas suas mãos. O sacrificado costuma ter pouca empatia pelos dramas do carrasco.

Tem uma coisa a seu favor: Pedro Passos Coelho não tem margem para o demitir.

Ministro da Economia

O ministro da economia tem um problema: não conhece a economia portuguesa.

O ministro da economia tem uma virtude: a economia portuguesa não o conhece.

Terá fibra para o que o espera?

Tem uma coisa a seu favor - Pedro Passos Coelho não tem margem para o demitir.

Coisas boas deste governo

A idade das pessoas. Uma nova geração.

Comparando o meu governo com o que saiu...

Há dois ministros melhores no governo que na minha proposta:

O ambiente.
A educação.

Propus um estrangeiro. Passos optou por vários estrangeirados.

"Demitir o Ministro, o PGR e a Direção do CEJ"

Já. (Sociedade)

Outra vez



Financiamento e qualidade

Para melhorar a qualidade sem diminuir a genuinidade deste sitio necessitamos de gerar receitas. Vamos tentar fazê-lo sem que isso perturbe o aspecto razoavelmente austero do sitio. Nalgumas páginas como Margem direita, Margem esquerda (ainda não activada), Economia (ainda não disponibilizada) e Medicina teremos um especial cuidado em evitar conflitos de interesses. Agradecemos opiniões e sugestões.

Jaime Gama, Fernando Nobre e a importância do dito cargo

É evidente que para isto é necessário ser-se um indivíduo da mais alta tarimba parlamentar.
Ou isso ou um mestre de cerimónias.

Agora perguntemos ao soberano, o povo, qual a mais desprezível instituição da república?

Sim, vocês sabem a resposta: é a Assembleia da República.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

"Quadratura do Circulo - 16-06-2011 (1)"

C'os diabos na Margem direita

Mão Invisível

Assisti em Madrid há algum tempo a um teatro de rua de Marionetes. É fantástico como os cordeis conseguem imprimir movimentos quase-humanos aos bonecos. A sua suavidade e a sincronização com a voz dão vida aos bonecos, que se tornam verdadeiros actores na pele de personagens credíveis. Apesar do Castelhano serrado os meus dois filhos mais velhos estavam enfeitiçados, absortos na acção. Eu confesso que só não entrei na fase onírica porque estava atento a uma outra "acção": a dos carteiristas locais. Não fui roubado mas a minha atenção foi-se fixando nas mãos invisíveis que controlavam o boneco. Voltarei a este assunto mais tarde.

"O que é o terror?"

Isto seria o terror (na Margem direita).

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Indigitado na situação inversa

Aquando do debate Passos - Sócrates a expectativa em relação a Passos era muito baixa. Era fácil ganhar.

Agora que foi indigitado a situação é exactamente a inversa e as expectativas são muito altas.

As minhas preferências que seriam revolucionárias.:

PM: Passos Coelho
MNE: Paulo Portas
Educação e Ciência: Mariano Gago (sim, não leram mal)
Assuntos Sociais: Bagão Felix
Finanças: Vitor Bento
Economia: Luis Portela (sim, o da BIAL)
Justiça: António Barreto (sim, nem pensar num jurista)
Agricultura: Roberto Rodrigues (sim, o brasileiro que revolucionou a agricultura desse país no governo de Lula)
Ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares: Paulo Rangel
Cultura: Jaime Nogueira Pinto
Defesa: Luis Amado (actualizado dia 16)
Obras Públicas : Leonor Beleza (actualizado dia 16)
Ambiente: Cecilia Meirelles (actualizado dia 16)

Quem enganou o nosso João Semana?

Mas diz que aprendeu. É bom saber. No Medicina.

A Equação

 Equação de Defesa da Verdade Oficial (em unidades de intensidade)


DVO = VO x (iAMA x PAT + iAQDV x PIN)

sendo que VO =  (iPC x PAT x UATI) / VF

DVO -  defesa da verdade oficial
VO -     verdade oficial
iAMA - índice de aceitação da mentira à vontadinha e sem espiga
PAT -   para os amigos tudo
iAQDV - índice de afogueamento no ataque a quem defender a verdade factual
PIN -    para os inimigos nada
iPC -    índice de politicamente correto
UATI -   usar os amigos que temos na imprensa
VF - verdade factual

Em defesa de Paulo Portas


"On November 13, 2002, while the Prestige was carrying a 77,033 metric tons cargo of two different grades of heavy fuel oil, one of its twelve tanks burst during a storm off Galicia, in northwestern Spain. Fearing that the ship would sink, the captain called for help from Spanish rescue workers, with the expectation that the vessel would be brought into harbour. However, pressure from local authorities forced the captain to steer the embattled ship away from the coast and head northwest. Reportedly after pressure from the French government, the vessel was once again forced to change its course and head southwards into Portuguese waters in order to avoid endangering France's southern coast. Fearing for its own shore, the Portuguese authorities promptly ordered its navy to intercept the ailing vessel and prevent it from approaching further."




Não! - a palavra mais importante da língua portuguesa.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Alemanha joga sujo

Lança pânico sobre pepinos espanhois protegendo a culpa e agriculturas próprias.

Taxa de Juro do BCE ao subir defende os interesses alemães (a crescer e com medo da inflação) contra os interesses mediterrânicos (que com pequeno crescimento económico queriam ver a taxa descer).

Pressionou Sócrates, o Falso lambe botas, a não pedir resgate pois não queria ter de levar ao parlamento alemão outro pedido de ajuda.

Finge que os trabalhadores mediterrânicos trabalham pouco e divertem-se muito.

Impediu que o BCE financiasse diretamente os estados e depois financia-os bilateralmente com lucro a curto prazo e risco a médio prazo.

"Planeta UCI"

Num sistema solar perto de si. Na página Medicina.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Justo?"

Em Medicina.

http://medicinasupraciliar.blogspot.com/2011/06/justo.html

"António Barreto - a esquerda de outro campeonato"

na Margem direita

"O que vende na TV nestes dias B)"

Mais boas ideias a vender programas de TV. Na Margem direita

"O que vende na TV nestes dias A)"

O que faz pingar dinheirinho de publicidade nestes dias. Na Margem direita.

Fascismo II (Salazar II) - uma impressionante máquina de crescimento económico

Poderemos nós aprender alguma coisa sobre desenvolvimento com o fascismo?

No blogue Portugal Contemporâneo o autor argumenta que no fim do Estado Novo Portugal seria o 24º país mais desenvolvido do mundo. Como não são dados os cálculos fui à fonte (http://www.photius.com/rankings/human_developement_index_1975-2005.html) e excluíndo a Eslovénia que na altura não existia, sendo quando muito a província mais rica de um país mais pobre e, com os parcos conhecimentos que tenho dessa área, concluo que Portugal seria o 26º país mais desenvolvido do mundo no fim do fascismo.

Ou seja o regime fascista "entregou" ao regime democrático um país que era o 26º pais mais desenvolvido do mundo. Ora hoje descemos para o 40º lugar no mundo http://hdr.undp.org/en/media/HDR_2010_EN_Table1_reprint.pdf) .

Em termos de desenvolvimento a democracia falhou. Mas isso é apenas metade da história. No referido texto o autor diz que durante o fascismo Portugal cresceu economicamente de forma ímpar na europa. Era o número um do crescimento no continente. Crescemos ao dobro da velocidade da Inglaterra, para dar um exemplo, segundo o autor. Ou seja muito mais do que olhar para os números e dizer que falhámos devemos olhar para esses dados e reconhecer que alguma coisa funcionava no Estado Novo.

Salazar, costumava com ironia dizer o meu falecido pai, cometeu crimes económicos terríveis quando "recebeu" o país da Primeira República:
Salazar, dizia ele, mandou esburacar as estradas e auto-estradas construídas pelo partido democrático, demoliu as escolas, tribunais, cidades universitárias, hospitais e institutos técnicos e científicos construídos de 1910 a 1926, mandou pegar fogo às florestas plantadas, terraplanou as barragens hidro-eléctricas e arrancou todos os aeroportos que os republicanos haviam deixado ao país.

Infelizmente sabemos que era ironia: os números mostram que Salazar recebeu um país miserável da Primeira República e o fascismo português, como nos diz o autor desse blog, foi uma impressionante máquina de crescimento económico.

Será todo esse crescimento justificado pela exploração de colónias e exportação de pessoas ou há outras condicionantes?

Ou seja, que fracção do crescimento se devia à exploração indevida das colónias e à emigração que não poderia ser substituído nesse regime por outras alternativas?

Que outras coisas teria o fascismo a seu favor que nós não temos?

Fascismo I ( Salazar I )

A ditadura do Estado Novo não é classificada como fascista pelos politólogos com algum afastamento em relação ao fenómeno político Salazarista. Apesar disso em Portugal é de bom tom chamar à ditadura de 26 de Maio "fascista" evitando ser-se conotado como tendo alguma simpatia pelo regime. Tomando este facto tão sui generis como identitário pela sua faceta ritual e, principalmente, para não perder tempo com coisas que até por motivos geracionais me dizem pouco, trato de secundarizar a "verdade" a bem de evitar o ruído.

Interessa-me sobremaneira perceber o sucesso do regime durante meio século, bem como o facto desse regime histórico suscitar em muita gente um inesperadamente intenso sentimento de oposição.

Esse sentimento de oposição terá alguma proporcionalidade com a falta de sucesso económico da democracia e tem relação com o carácter aparentemente vivo do defunto Estado Novo.

Estou convencido que a modificação do destino português ganhará muito com a compreensão do Estado Novo.

domingo, 12 de junho de 2011

Portugal

Data de descoberta: 1986

Descobridor: Richard Martin West

População: 0

Angola

Data de descoberta: 28 de Maio de 1935

Descobridor: Cyril Jackson

População: 0

sábado, 11 de junho de 2011

Rever o caso de Beja

Aguardemos os esclarecimentos sobre as declarações de Beja.

A verdade é que:

#1  há cargos de nomeação política.
#2  a desastrada intervenção do CDS de Beja e a pouco clara intervenção do PSD do mesmo distrito não podem ficar impunes. Incompetência política é o mínimo que lhes podemos atribuir.

Agora Paulo Portas e Pedro Passos Coelho têm a palavra.

Vai partir o Comboio da Alegria?

Em entrevista a uma rádio local a líder do CDS de Beja, Sílvia Ramos, declarou que chegou a hora dos militantes do CDS correrem atrás dos lugares a que têm direito  pela votação alcançada.

É o momento, repetia alegadamente a senhora. É o momento!

Interrogado o PSD de Beja este terá passado a ideia que as coisas se devem fazer pela calada, com bom recato.

Começou a grande corrida ao dinheiro dos nossos impostos?

RTP - 2 mil milhões de euros numa década não será demais?

Com a gravissima crise económica que atravessamos ter gasto mais de 2 mil milhões de euros nos últimos 10 anos não será demais?

Não será um luxo?

RTP tem de deixar de ser financiada com os nossos impostos.

Libia no atoleiro

O atoleiro em que se encontra a guerra na Libia prova bem a dependência da europa da força militar norte-americana.

Países como a França, o Reino-Unido e a Itália, em conjunto, são incapazes de pôr em ordem meio vizinho de pouco mais de 6 milhões de habitantes, apesar de terem no terreno o apoio da maioria desse país.

Militarmente a europa é um gigante de pés de barro. Um tigre de papel.

Agricultura

A agricultura representa talvez 2,6% do nosso PIB.

É claro que a importancia da agricultura não se esgota na economia.

Contudo, no que toca à economia, para o país crescer é necessário que os seus vários sectores, nomeadamente os dos bens transacionáveis, cresçam. Mas por muito que cresça um sector que assegura menos de 3% do PIB, dificilmente aceitaremos que é por aí que Portugal monta uma estratégia de crescimento com sucesso.

Desenvolvamos a agricultura mas não façamos disso uma moda que ocupe o espaço mediático para além do que realmente vale.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cavaco Silva e Pinto Monteiro - tomem lá que é democrático.

Pinto Monteiro, num acto de servilismo tão desprezível como o que revelou na protecção a Sócrates, o Falso, decidiu apressar-se a processar criminalmente o director da Sábado, por este ter anotado que Cavaco interpretara a sua vitória eleitoral da mesma forma que dois condenados pela justiça. 

Cavaco, o Simples, concordou com o processo crime. Apesar de péssima, essa decisão é menos má que a do serventuário de serviço, o yes-man a todos os actos provindos do poder.

A justificação vermicular que acompanha a decisão de processar o crítico de Cavaco tresanda ao que mais senil havia no estado novo.
Como dizia o ex-bobo oficial do regime ... não havia necessidade.

Em relação a Cavaco há vários sinais de mudança de personalidade e pobreza de pensamento preocupantes. A sério: ficaria mais descansado se tivesse a certeza absoluta que o cidadão Cavaco Silva não sofre de um processo demencial em fase inicial.

Pinto Monteiro - não pode ser verdade


Não pode ser verdade que este senhor tenha tomado a iniciativa de processar o director da Sábado por ter escrito que «tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas».


António Costa e a Quadratura

António Costa assassinou politicamente Seguro dizendo que o conhece pessoalmente há "décadas" mas "não sabe o que ele pensa".

Para bom entendedor: Seguro é mesmo muito fraco para o cargo a que se propõe.

António Costa lançou a sua candidatura a Primeiro Ministro após o esgotamento de Assis ("se não fosse presidente da CML é possível que me candidatasse a secretário geral do PS).

Em resumo: mata Seguro e descreve Assis como líder transitório.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quadratura do Circulo - 09-06-2011

António Costa


"Não conheço António José Seguro. Sei quem é mas não o conheço bem.
Não conheço o pensamento de Seguro."
"É necessário fazer a integração regional dos organismos desconcentrados do estado."
"Há coisas que se não se fizerem no início da governação já não se farão pois nessa altura os serviços já terão tido tempo de dar ao ministro as 100 razões pela qual não podem ser fundidos".

Pacheco Pereira


Nem que houvessem 50 génios no governo deixaríamos de ter enormes dificuldades de governação.
Repete a pergunta "com a extinção das instituições no estado para onde vão as pessoas?"
"É inaceitável que a primeira coisa que se faça para reduzir o estado é criar mais uma comissão".
"Não é possível emagrecer o estado sem despedimentos na administração pública"

Lobo Xavier


"Segundo Costa quem será Seguro? Ninguém!"
"Sou tido como ministriável porque um comentador (Marcelo) lançou essa ideia. Quando não há noticias fazem-se notícias sobre notícias."
"Eu e o Pacheco sempre dissemos..." - definitivamente ainda não o convidaram para ministro.
"Agora já estou a governar..." - definitivamente ainda não o convidaram para ministro.
"Se eu fosse governante..." - definitivamente ainda não o convidaram para ministro

Gulaguezinho

O Daniel está quase a descobrir que aquilo que lhe diziam ser uma arca frigorifica lá no BE é afinal a sementesinha do Gulag da esquerda caviar.

A propósito   ...   quem é Daniel Oliveira?

Cuidado na hora de telefonar

Conta-se, não sei com que fundamento, que Salazar teria decidido convidar o Prof. Ricardo Jorge para o que hoje é o ministro da Saúde. Contudo, por engano, alguém ligou ao filho que era homónimo - igualmente médico mas sem o talento do pai. O rapaz viria a exercer o cargo por escassos meses após o que  confirmada a sua menoridade foi afastado. 

Recentemente Sócrates teria cometido um erro semelhante ao convidar para ministro da cultura não o homem certo mas um homónimo com grande vontade de dizer sim mas sem qualquer conhecimento da área.

Agora, com os olhos postos em nós, seria bom ninguém se enganar e telefonar à pessoa errada para um cargo ministerial.

Assédio sexual

Um grupo irrelevante de feministas lusas decidiu avançar com a proposta de criminalização dos comportamentos tipificáveis como assédio sexual. Que comportamentos serão esses? Segundo o grupo, comportamentos que incluam piropos, assobios e comportamentos afins.

Este tipo de proposta é divertida e atrai o interesse da opinião pública mas a comunicação social não a apresenta dessa forma - como uma curiosidade divertida. Porquê? Porque por um lado atrai o público falar dessa "notícia" infantil e levemente picante - ou seja vende - e por outro é politicamente incorrecto fingir-se que a proposta é patética. Assim é apresentada fingidamente como séria tendo por objectivo que o público se riA.

Blogues de Oposição

Alguns dos mais conhecidos escritores de blogues não se adaptam à vida após deixarem de ser oposição.

Têm três hipóteses - ou passam a fazer oposição à oposição ou passam a ser autodenominados porta-vozes do governo ou fazem como a imprensa escrita e procuram a independência possível a quem não é neutral.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Diáspora

Diáspora portuguesa. Termo interessante para designar aquilo que se chamavam "emigrantes" e depois "comunidades portuguesas".

Há medida que o mundo fica menor, mais próximos ficamos dos que partiram. A cooptação desses portugueses para a defesa dos interesses da nossa diplomacia é feito de forma errática e pode ser melhorado, muito melhorado. Outros países fazem-no de forma bem mais sistemática, usando os seus nacionais e as suas lideranças para alanvacar os interesses dos seus países junto das potências.

Israel é o gold standard, inimitável na sua extensão por motivos vários. 

Eis uma tarefa para o novo governo, nomeadamente se o novo MNE for um peso pesado dentro da coligação.

Candidatos Presidenciais do PS

Helena acha que António Costa e Sócrates são pré-candidatos do PS à Presidência pós Cavaco.

Não concordo. Não sei quem serão os pré-candidatos mas do lado do PS acho que Vitor Constâncio e Jaime Gama teriam outro peso.

Aditamento em 2013: No caso BPN Vitor Constâncio suicidou-se e Jaime Gama pode recusar reaparecer em 2014 pelos mesmos motivos que não quis suceder a Guterres no passado.

Liderança

Um líder aponta caminhos, interpreta e potencia vontades.

Não é um teórico e não é apenas um representante. Menos ainda é um analista ou um comentador. Quer ter sucesso mas esse não é o primeiro ponto da sua agenda.

O PS dificilmente encontrará um líder nestas eleições.

Francisco Assis

Francisco Assis é um homem sério e intelectualmente capaz.

É demasiado palavroso, lembrando um pouco Guterres, o "picareta falante".
Tem uma trajectória rica em que inclusivamente ponteia a presença de espírito em situações de adversidade física, como aconteceu em Felgueiras.

Há contudo nele e, pior, em António Costa, um passado recente de branqueamento da acção de um homem tão maligno como Sócrates.

Mais tarde ou mais cedo vai ter de se perceber porquê.

Vender os submarinos?

Cadilhe recomenda que se vendam todos os activos que têm comprador.

Recomenda nomeadamente que se vendam os submarinos.

Spread da dívida portuguesa em queda?

O spread da dívida soberana no mercado secundário parece ter deixado de subir.
É demasiado cedo para tirar conclusões.
A acompanhar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Casa Pia ? - Pessoalmente desaconselho

Pessoalmente desaconselho Ana Gomes a reacordar a vertente política do caso Casa Pia. Julgo que isso irá ajudar a impedir uma profunda renovação do Partido Socialista. Essa linha vai enquistar e barricar os interesses da parte do PS que dominava o partido quando ele teceu uma urdidura para proteger militantes seus da máquina judicial. Ora o timing é péssimo pois ainda não foram explantados os comedores de impostos (de grupo de Sócrates) e já se querem acordar os casapianos (do grupo de Ferro). Isto vai direitinho à re-judicialização da política.

Ora, judicializar a política, como escrevi no passado, é uma tradição portuguesa que impede o verdadeiro debate político.

É sinónimo da nossa dificuldade em assumir posições políticas antagónicas. Se discordas de mim, é a mensagem, é porque és criminoso ou mau.

Veja-se como o Bloco de Esquerda fez uma campanha centrada em valores morais não suficientemente associados a opções políticas.

Como dizia McCain, numa campanha impossível nesta triste europa, podemos discordar de pessoas que respeitamos.

domingo, 5 de junho de 2011

Parabéns ao Ricardo Baptista Leite

Os meus parabéns ao Ricardo com os desejos que sirva o país com o mesmo talento e empenho com que serviu a profissão médica.

You can copy but please don't paste

Copiem-se as leis da Alemanha e não seremos a Alemanha.
Copiem-se as leis dos Estados Unidos e não seremos os Estados Unidos.
Copiem-se as leis do Japão e não seremos o Japão.
Goes beyond that.
Copiado de um blog associado

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O último círculo do circo

Se olharmos para os braços armados da esquerda trauliteira peri-Socrática reconhecemos de imediato a presença isolada de gente de baixo estrato social à solta. Ou seja as pessoas mais instruídas que geralmente frenam esta gente estão pouco presentes.

Este é um dos sinais da decadência final de Sócrates. Está cada vez mais rodeado apenas pelos desesperados e pelos tontos.

Portugueses

Não sou patrioteiro mas ainda assim causa-me um incómodo particular quando se tratam mal portugueses.

Mau grado a nacionalidade do maltratante.

P.S. Portugueses, Angolanos, Romenos, Brasileiros, Ucranianos, ...

Sondagem unipessoal 03-06-2011

PSD 37%
PS 28,5%
CDS 13%
BE 7,5%
CDU 7,5%
MEP 1,2%
OB 5,3%

Aceitam-se apostas

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Devia a Alemanha sair do Euro?

O BCE perante a inflação alemã e o fraco crescimento económico do sul da europa decide aumentar a taxa de juro, o que diminui a inflação na Alemanha e trava o crescimento no sul da europa.

Perante isto ocorre-me uma sugestão: que tal a Alemanha sair do euro?

Liberdade e Transparência

Para além da necessidade de mudar o Estado, há a necessidade de aumentar a liberdade e a transparência.

Liberdade para que a iniciativa, o empreendedorismo e a imaginação, não sejam sepultados pela burocracia, a inveja e o status quo dos interesses já estabelecidos.

Transparência para que quem quer começar algo de novo saiba quais são as regras do jogo, as verdadeiras e não as expressas oficialmente, para que haja uma competição sã e para que as regras não mudem constantemente segundo interesses inconfessáveis. Se mudarem, temos de saber que vão mudar e temos que saber claramente porquê.

Mérito ético

O mérito ético não é um atestado de santidade nem a promoção de pregadores da moral.

O mérito ético é a compreensão dos efeitos deletérios para a "economia" de se usar o amiguismo e interesses de grupo em vez da transparência, da frontalidade, do primado da verdade e da defesa do interesse geral, na escolha de pessoas e de políticas para as instituições.

O aspecto essencial quando se escolhe uma pessoa é saber com que critérios é que essa pessoa escolhe os seus colaboradores.

As redes de influência que tomaram o estado com a intenção de distribuir pelos amigos o dinheiro dos impostos têm de ser identificadas e afastadas.


domingo, 29 de maio de 2011

A necessidade de diversificar os media

Em Portugal quer a imprensa escrita quer os media audio-visuais são dominados pelo conservadorismo de centro-esquerda que impõe o que é politicamente correcto. A linguagem, os factos e temas escolhidos, os termos do debate, os interesses fácticos infelizmente dependentes do orçamento de Estado, o esboço apenas da especialização, fazem da informação portuguesa uma aliada da cultura política que o PS representa.

O programa televisivo Prós e Contra é um exemplo típico: fora do período eleitoral em que se compete por votos e portanto têm de se criar divergências, muitas vezes menores e artificiais, o programa mais se podia chamar de prós e prós. Durante a Guerra do Iraque, para dar um exemplo de um episódio em que era fácil encontrar opiniões antagónicas, quando se queria um debate sobre a guerra se convidavam pessoas de direita que eram CONTRA a intervenção para debater com pessoas de esquerda que eram CONTRA a intervenção!

Apesar destes media representarem sem dúvida um  posicionamento representativo e em boa parte "mainstream" não representam todo o espectro politico-cultural do país.

É por isso urgente que se criem meios de comunicação abertos a outra mundivisão que não a socialista / socialdemicrtatica.

Quem está disposto a dar esse passo?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Almeida Santos e o Beijo de Judas

Se não aconteceu...

Almeida Santos, a mando do Pai Soares deu o Beijo de Judas a Sócrates com o elogio do patriota. Como disse atrás marcou-o para morrer.

Agora o filho é chamado para "damage control", tentando acordar velhas solidariedades do tempo da cabala do PS contra a Justiça nos tempos mortais do caso Casa Pia, e tentando que certa gente acorde para uma ameaça diferente da ameaça que os devoradores do orçamento do estado sentem com a perda de Sócrates.

Julgo que não irá a tempo nem tem para tal talento.

Soares, o Pai, marcou Sócrates para morrer. Está marcado.

Mas há um pequeno problema : Sócrates. Pinto da Costa sentiu esse problema quando Mourinho foi treinador do Porto. Se bem que no caso de Mourinho este fosse tecnicamente  de uma competência excepcional e Sócrates seja incompetente e se bem que Mourinho não fosse claramente Portista e Sócrates pareça ferrenho, há semelhanças.

Os Aliados - com os dos dois pólos tradicionais do PS (os moderados Soaristas e a esquerda Sampaísta) - não podem ter a certeza de conseguir vencer o Eixo Sócrates - Polvo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Grécia

O risco de colapso da Grécia pode ter impacto na nossa campanha eleitoral.

Curiosamente, ou talvez não, Passos Coelho continua a acertar.

Acertou quando não demonizou o FMI, ao contrário do que fazia Sócrates. Hoje vemos que o FMI é bem mais racional (para ser inocente) do que a UE.

Acertou quando fora de Portugal afirmou que o déficite previsto para 2011 (e 2012) tinham de ser aumentados.

Acertou quando exigiu que fosse dado ao próximo governo alguma margem de manobra.

Acertou, contra corrente, quando quis um programa eleitoral com clareza e compromissos.

Acertou quando assumiu que a dívida externa podia ter de ser reestruturada.

O curso dos acontecimentos na Grécia e a taxa de juro abusiva que a UE nos está a cobrar têm dado credibilidade a Louçã e a Passos Coelho. Sócrates não tem nada para dizer. Limita-se a mentir e a assustar as pessoas contra o PSD.

Muito pode mudar até dia 5.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

PSD a subir; CDS forte.

O pânico ameaça instalar-se nas hostes de Sócrates, o Falso.
Muitos socialistas abrem garrafas de champanhe.

O ciclo que finda é o mais grave exemplo de destruição económica desnecessária do país.

Em Portugal não houve crise na banca como em Inglaterra, na Islândia ou na Irlanda.

Em Portugal, como na Grécia, uma elite egocêntrica e patológicamente mentirosa devorou o orçamento de estado durante seis anos e vendeu o pais para salvar a pele nos últimos dois anos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Medicina

Iniciámos postagens na página "Medicina". O blog está assim a funcionar com três páginas activas: Política, Sociedade e Medicina.

A Experiência de Abrantes

Abrantes parece ser uma personagem colectiva em que ao contrário do que acontecia com Pessoa e muitos escritores e comentaristas, a mesma personagem é partilhada por diversos autores. Para usar a terminologia netiana, em vez de a um bloguer corresponderem vários nicks, a um nick correspondem vários bloguers.

Perde-se a coneção de autenticidade mínima, mesmo onírica, entre autor e voz pois se todos sabemos que um autor pode ter várias vozes já é impossível vários autores terem a mesma voz.

Mas esse não é o problema de Abrantes. O problema de Abrantes está ligado a esse aspecto patológico de personalidade múltipla porque se concentram nessa voz não apenas o disfarce da turba mascarada de homem mas, muito mais, o disfarce de meios eventualmente ilegítimos que profissionalmente se dedicam à busca de informação para destruir pessoas singulares ou colectivas. São essas questões dos meios e do anonimato que tornam diferente a ameaça que Abrantes impõe à liberdade e à privacidade. 
Abrantes tem os meios de uma polícia e a motivação de perseguir ideias como quem persegue malfeitorias. Mas Abrantes faz ainda outra coisa: mistura alhos com bugalhos para fazer mal a ambos.

No Ocidente achamos que aos alhos o que é dos alhos e aos bugalhos o que é dos bugalhos.

Este post no Albergue Espanhol foi mal recebido em vários quadrantes por motivos de identificação partidária. Mas também por razões de principio: presumir que o trabalho de um jornalista é mera correia de transmissão dos interesses do partido a que pertence a filha é mau e obriga-nos a pedir prova dessa intenção (o que é geralmente impossível e neste caso eventualmente falso), publicar relações de parentesco com a mera intenção de diminuir uma pessoa pelas acções, imagem ou ideias de outra, é mau e usar essas estratégias para servir interesses de um grupo é mau.

Sem querer fazer equivaler o referido post à Câmara C, não confundindo infelicidade que qualquer um pode ter com o que a CC é, a verdade é que continua muita gente de sobreaviso em relação aos sinais de que os boys do PSD dêem agora que têm pouco poder, para que se antecipe o que farão amanhã com o estado à sua disposição. 

A experiencia de Abrantes não pode ser repetida nos próximos 4 anos. O Ovo da Serpente, agora a arrefecer, não deve ser incubado de novo mesmo que a incubadora seja laranja.

Portas precisa de um novo trunfo

Depois da retoma de energia na campanha de Passos Coelho, Paulo Portas precisa de um trunfo para ser relevante.

Não é certo que perdida a capacidade de assustar os eleitores com Pedro Passos Coelho, Sócrates, perdidos muitos votos úteis, não decida virar à esquerda combatendo o BE no seu território.

Para isso precisa de outdoors e deixará de poupar Portas. Sócrates e a imprensa socratina. Libertos da obrigação de poupar Portas e juntando ao agradável o útil de agradar ao futuro primeiro ministro, Passos, a imprensa pode tornar-se num espinho contra o PP.

Que trunfo?

Uma declaração de Freitas a favor de Portas seria ouro sobre azul. Está totalmente dependente de Freitas que também deve estar a ser assediado pelo PSD.

Uma viragem à esquerda, por exemplo um ataque sustido à decisão do Banco de Portugal a favor dos bancos no empréstimo à habitação, assumindo Portas o compromisso de impedir a liberalização unilateral desses spreads teria um enorme público alvo. Uma decisão a favor da protecção dos fiadores - figura jurídica que marca a usura dos bancos pois não é parte interessada no negócio - teria um efeito complementar.

A desistência de um ou dois pequenos partidos a favor do CDS com a criação de uma mini-AD em torno do CDS seria também ouro sobre azul, apesar do risco envolvido. O MEP e o MPT seriam bons alvos. Parece difícil. Um apoio de Roberto Carneiro seria uma alternativa.

España me encanta! (o arrastão e o 5 dias que me desculpem)

Vitória histórica do PP.

domingo, 22 de maio de 2011

Revolução e Imitação da revolução

A internet está a facilitar as revoluções mas não apenas.

Está também a facilitar as imitações.

Era bom que o 5 dias atentasse nisso.

Diversificação

Iniciámos postagens na página sociedade.

sábado, 21 de maio de 2011

Primeira República

Ultimamente tem sido referido o espectro da Primeira República como atracção fatal da nossa democracia.

Um leitor, sob o Nick Skeptikos, comentou "Gostei (do debate Passos-Sócrtaes) e PPC surpreendeu-me pela positiva e pela 2ª vez. Na 1ª surpreendeu-me o seu programa. Terá o meu voto, sem sombra de dúvida!".


Respondi na caixa de comentários "Ainda não decidi o meu voto entre o PSD, o PP ou o MEP.
Mas Pedro Passos Coelho surpreendeu-me também nos dois temas que referiu.
Além disso passa uma imagem de autenticidade e genuinidade que verdadeiras ou não me surpreenderam. Aí compete com outra figura igualmente interessante do PSD - Paulo Rangel."

Será que está a surgir uma nova geração menos ressabiada que está a divergir da atracção fatal pela "Primeira República"? Como vai interagir essa "geração", se é que existe, com as máquinas de assalto ao orçamento que dão pelos nomes de PS, PSD (e em menor escala o CDS PP)?

Diversificação

Este blogue irá diversificar lentamente os seus conteúdos no futuro.

As cinco páginas temáticas que aparecem de Sociedade a Ciência ainda NÃO estão funcionantes, apesar de termos já alguns novos colaboradores na calha para lhes dar conteúdo. Algum do conteúdo anterior do Blogue será passado para a página Sociedade.

Avisaremos aqui e no Editorial quando as coisas começarem a funcionar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fim de um ciclo - fim do Abrantes?

O Câmara Cooperativa, o Abrantes, figura colectiva sobre a qual há fortes suspeitas de corresponder á intervenção organizada de meios estatais, vai esvaziar-se como um balão, perdido o acesso aos meios que todos nós pagamos?

O ovo da serpente morrerá antes de conseguir sobreviver à luz do dia.

Vamos todos ajudar o Partido Socialista

Como explicou Catroga o PS quer livrar-se de Sócrates.

Quer ver pelas costas o Falso mas não sabe como há-de fazê-lo.

Julgo que a maneira mais fácil de ajudar é chegar ao boletim de voto dia 5 e pôr  a cruz num sitio qualquer - partidos e propostas diferentes não faltam - menos no PS.

Não querem votar Portas ou Passos? Votem BE ou PC. Votem PTP ou MPT. Votem MEP ou PPM: Votem num partido qualquer mas não votem em branco nem votem PS.

Esse é o caminho mais rápido para se livrarem do Falso.

Maioria Submersa

As sondagens que revelam que Sócrates, o Falso, está empatado ou mesmo em maioria relativa não devem ter sido feitas no meu bairro. Ou melhor nos meus bairros - onde vivo, onde estudo, onde trabalho, onde circulo.

Onde estão os apoiantes do Falso?

À excepção dos apoiantes profissionais que se deslocam de autocarro para encher salas e aparecer na TV, onde está essa gente que não vê em lado nenhum em grande número?

Talvez se trate de uma maioria silenciosa, o que se estranha pois a esquerda, principalmente quando coloniza extensamente os media, costuma ouvir-se bem alto.

Talvez seja gente acantonada a grupos sociais menos esclarecidos onde até os gatos abrem os olhos mais tarde.

Talvez seja gente submersa. Gente que se envergonha de dizer que é Socrática, como até à pouco tempo se tinha vergonha de se dizer que se era do CDS PP ou que se acreditava em Deus.

Esperemos que o Falso nos faça o favor de submergir dia 5, recolhendo junto aos seus e deixando em paz a população que traiu.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Paulo Rangel versus Marcelo, Vital e outros

Quadratura do Circulo:
Paulo Rangel prenhe de razão quando explica com uma frescura assinalável que nem a constituição nem nenhum tipo de lógica política permite aceitar que o PR não possa deixar de indigitar como primeira escolha para formar governo o líder do partido mais votado.

Se até nos regimes parlamentaristas se formam governos de coligação sem a presença do partido mais votado quanto mais legítimo será num regime semi-presidencialista em que o PR tem uma legitimidade directa.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um militante socialista que não vota Sócrates.

(via corta-fitas)

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=484969

Espero que apesar de tudo este militante do PS não decida votar PCP.

Obrigar-me-ia a retirá-lo da minha série "Democraticidade, Integridade e Coragem" pois votar PCP não se coaduna com a primeira característica nomeada.

Foi aliás pelo seu recente apoio ao PCP que não incluí Nuno Grande.

38.550

PIB per capita da Irlanda em 2010 (já ajustado ao custo de vida PPP) : 38.550 USD
PIB per capita de Portugal em 2010 (mesmos critérios): 23.230 USD

Isto em 2010 porque em 2011 a Irlanda já vai crescer e Portugal está em recessão.

Economia e Finanças não são exactamente a mesma coisa.

Acusações com putativos factos a que alguém tem de responder

A ser verdade metade do que é dito, é grave

http://arrastao.org/2258357.html

Cavaco e o novo Governo

Sócrates diz que caso ele seja o mais votado, tem de ser ele a ir para o governo mesmo que o PSD e o CDS tenham em conjunto maioria.

Diz que é uma questão de tradição.

Mais um argumento para criar uma nova tradição: o PSD e o CDS devem parar ataques mútuos e fazer já uma declaração de aliança pós-eleitoral.

Eu chamava-lhe AD para não existirem dúvidas.

Síntese entre coragem e comunicação eficaz

O que deveria ter dito Passos?

1º que o PSD é o partido dos que almejam subir na vida e dos que almejam que os seus filhos e netos subam na vida.
2º que o PS é o partido do facilitismo e da manipulação estatística.
3º dar como exemplo as Novas Oportunidades, um programa que em vez de dar às pessoas uma segunda oportunidade reconhecendo competências e complementando-as com novas competências permitindo certificar o resultado final se limitou muitas vezes a certificar as pessoas sem dar competências.
4º que ao fazê-lo Sócrates quis como sempre melhorar as estatísticas sem melhorar o país e que essa falsificação defrauda quem merece uma segunda oportunidade e desvaloriza a certificação feita pelas Novas Oportunidades.
5º que as Novas Oportunidades foram mais uma oportunidade perdida pelo PS

VERSÃO 2 - Erro de Passos

Ao criticar as novas oportunidades, acusando-as de facilitismo por se limitarem a certificar a ignorancia em vez de darem formação adaptada às competências necessárias a um adulto com um percurso de progressão laboral no mundo real e, DEPOIS, certificarem o resultado final Passos Coelho corre um risco e revela um mau controlo do discurso político.

O risco é que esse programa deu equivalência a formação académica a muitos, muitos milhares de portugueses que se podem sentir diminuídos e ofendidos pelo comentário. Para além de que a falsidade socrática vai, como sempre, pôr palavras e intenções na boca de Passos tentando transformar a defesa de uma segunda oportunidade de qualidade num ataque à promoção das pessoas.

Como em política o que parece é, este mau controlo discursivo tem duas consequências:

1º Torna-se num ataque efectivo às pessoas que foram certificadas pois estas certificações ficam diminuídas aos olhos da comunidade e dos empregadores.

2º Abre o flanco a Sócrates, o Falso, aos seus cúmplices e branqueadores.

Versão 1 - Coragem de Passos

Ao criticar as novas oportunidades, acusando-as de facilitismo por se limitarem a certificar a ignorancia em vez de darem formação adaptada às competências necessárias a um adulto com um percurso de progressão laboral no mundo real e, DEPOIS, certificarem o resultado final Passos Coelho corre um risco e revela coragem.

O risco é que esse programa deu equivalência a formação académica a muitos, muitos milhares de portugueses que se podem sentir diminuídos e ofendidos pelo comentário. Para além de que a falsidade socrática vai, como sempre, pôr palavras e intenções na boca de Passos tentando transformar a defesa de uma segunda oportunidade de qualidade num ataque à promoção das pessoas.

Teoria da conspiração caseira

Eis uma das raras teorias da conspiração em que é legítimo acreditar-se:

Sócrates não quis que se traduzisse o memorando de uma lingua estrangeira para português para dificultar a sua leitura generalizada por jornais locais, blogues, rádios, movimentos sociais, etc, etc.

Trata-se de uma "damage control strategy". Se fosse um governo AD 36% acreditariam nesta linda teoria.

Enfim ... é do que me consigo lembrar a estas horas (infelizmente deve ter sido só incompetência e servilismo).

http://aventar.eu/2011/05/16/socrates-julga-que-o-mdf-traduziu-o-memorando/

domingo, 15 de maio de 2011

A nova prostituição. Face indizível da bancarrota

"As técnicas da Associação O Ninho aperceberam-se a partir de 2009 que começavam a aparecer nas ruas de Lisboa novas mulheres". 


2009, antes do PEC; antes da crise política.


São "mulheres recorrem à prostituição para conseguir sustentar os filhos"
"As mulheres estão desesperadas. Aqui há uns anos pediam ajuda à família, mas hoje nem a família pode ajudar», sublinhou Inês Fontinha, lembrando que estas mulheres vivem entre o medo de ter como cliente um vizinho do bairro ou de serem rejeitadas por um filho que descobre o que andam a fazer."


Lido no Sol hoje.

Á atenção dos Branqueadores do Falso.

Lisboa

Imaginemos que tinha acontecido em Lisboa.

Não se trata já de Paulo Pedroso, ex-ministro e número 2 do PS.Trata-se de Dominique Strauss-Kahn.
O patrão do FMI, francês, socialista e putativo candidato a substituir Sakozy na presidência da França.

Strauss-Kahn era acusado por uma empregada de quarto de agressão sexual.

ALGUÉM o ia buscar a um avião da Air France?

Sócrates versus Figueiredo

O antigo presidente brasileiro Figueiredo teve um problema grave durante a transição para a democracia no Brasil. Acusado de ser responsável por múltiplos males do gigante sul americano era particularmente impopular. Fosse onde fosse juntavam-se expontaneamente pessoas que o verberavam e vaiavam. A coisa era de tal forma expontânea e generalizada que ficou virtualmente prisioneiro do seu palácio.

Punha um pé na rua e minutos depois era uma correria de populares a ver quem mais perto dele chegava para descarregar todo o fel de um povo ofendido.

Figueiredo não podia sair à rua.

Sócrates é um caso bem diferente. Destruiu o seu país numa escala não vista.  É causa de sofrimento e imprevisibilidade na vida de milhões de pessoas.  Centenas de milhar de famílias viram o desemprego bater-lhes à porta. Restrições foram impostas aos seus filhos e aos avós dos seus filhos. Casais separaram-se nas guerras que sempre surgem quando o dinheiro falta e as pessoas se incendeiam para saber de quem é a culpa. Que poderiam ter feito de diferente? Raramente olham para a televisão e apontam o dedo ao Falso imputando-lhe a razão da sua desgraça.

Crianças comem só uma vez por dia e as suas mães ficam com o coração partido quando as mandam para a cama com uma sopa no estômago. Perguntam-se se mereciam o que lhes aconteceu e atribuem culpas a este e àquele. Raramente olham para a televisão e sentem que foi o Falso quem afundou a vida colectiva do país e tirou aos seus filhos o direito a uma refeição quente.

Dezenas de milhar de jovens licenciados meteram-se num avião ou num autocarro e emigraram. Eles e outros profissionais menos jovens. Deixam para trás as suas famílias que muitas vezes nunca recuperarão e que baixam os braços por esta volta inesperada do destino que as deixa sós. Poucas vezes olharam o verdugo, o Falso e souberam no seu coração que quem os deportou foi ele.

Doentes reumáticos, doentes com arritmias, asmáticos, insuficientes cardíacos, deprimidos, etc, abandonam a medicação que não podem pagar e vêem voltar a incapacidade e a doença, fragilizados e impotentes. Quantos se viraram para o demagogo e quiseram que este lhes dissesse que ganhou ele com a sua miséria física e moral?

Por isso Sócrates passeia-se em campanha sem risco. Os carneiros mansos, domesticados e impotentes, obtusos e vergados, até se voluntarizam, se necessário for, para agitar a bandeirinha rosa se lhe puserem uma nas mãos. 

Sócrates pode sair à rua. Onde está o povo que já teremos sido?

sábado, 14 de maio de 2011

Gestão de expectativas

As expectativas em relação a Passos foram de tal modo diminuídas que a campanha eleitoral do PSD vai ser uma agradável surpresa.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A europa da nossa desconfiança II

Ao estabelecer o precedente dos 3,25% o FMI dá-nos um argumento para exigir à europa, após o 5 de Junho, a descida dos juros para esse nível.

Depois de se ter obtido essa vitória devemos bater à porta de alguns credores, escolhidos a dedo, e renegociar os juros.

Caso a europa recuse renegociar os juros devemos fazer ao contrário: renegociar com alguns credores, nomeadamente franceses e alemães. Credores escolhidos de forma a que os mercados se apercebam de critérios que sejam suficientemente claros para não contaminar o grosso dos empréstimos e o grosso dos credores.

Uma coisa é certa: a >5,5% ou mais é impossível pagar. No fundo a europa está a transferir recursos das nossas familias para credores alemães.

O exemplo, simplificando, é o seguinte:

Um banco alemão emprestou-nos 7 mil milhões a 3,8% há 5 anos. Essa dívida atingiu a maturidade. O BCE / UE emprestam-nos a 5, 7 % 7 mil milhões e esse dinheiro vai direitinho ao tal banco alemão. a diferença de 3,8 para 5,7 é pago pelas nossas famílias e empresas.

Lamento mas não vai dar. Portugal e a Irlanda deviam renegociar juntos. O caso da Grécia tem de estar dependente da confirmação de uma nova política de seriedade por parte desse país.