domingo, 14 de dezembro de 2014

António Campos, fundador do PS, enlouqueceu e o Portugal Contemporâneo está aflito

O sr António Campo não sabe, na sua simplicidade, que a separação de poderes precede de muito a democracia. É outrossim um fundamento do Estado de Direito.

O Estado de Direito precede de muito a democracia, pois há Estado de Direito sem democracia, bastando para isso que o Estado se fundamente no Direito, na lei, mesmo que essa lei seja anti-democrática.

É esse o caso de muitos regimes musculados de direita, como era o caso do governo de Marcelo Caetano e de boa parte da Monarquia Constitucional, que era um estado de direito mas não uma democracia completa.

Destruir a separação de poderes, colocando ex-primeiros-minstros acima da lei, para salvar a democracia é uma contradição de termos pois não havendo democracia direta em nenhum país do mundo, a democracia obriga ao Estado de Direito e à separação de poderes. Mesmo a democracia direta é teoricamente impossível de aplicar a soberania popular a todos os assuntos de forma imediata, obrigando, ainda que de forma transitória até à expressão da vontade soberana do povo, a intermediação executiva, legislativa e judicial. Assim sendo até aí prevalece a separação de poderes boa parte do tempo.

Assim sendo pode-se prender um ex-Presidente da República, ex Primeiro-MInistro, ex Presidente da Assembleia da República e ex Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

É demasiada areia para o Campos, mas tenho esta esperança que o Portugal Contemporâneo, que já se arrependeu de ter entrado no comboio que proclama hosanas ao prisioneiro 44, mas ainda não sabe como sair dele, descubra essa estreita passagem em breve.

Aconselho o Portugal Contemporâneo a saltar do comboio que pretende salvar Sócrates mesmo  em andamento, porque ele não tenciona parar em estação nenhuma até conseguir o que conseguiu com Otelo e outros intocáveis.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Volta. Estás perdoado.

C Meneses-Oliveira no twiter:

"Em lado nenhum (o Memorando) diz venda parcial da TAP. Diz venda da TAP. Se quisesse dizer venda parcial tinha dito."

"Dr António Costa, se alguém no eBay ou no OLX puser uma coisa à venda e depois só entregar metade (alegando que era venda parcial) é um burlão."

"Com esta história de venda ser igual a venda parcial, acho que Costa não precisa de visitar Sócrates (a Évora, para ter lições): Já tem 20 valores a inglês técnico."

BoyBoy

No Blasfémias.

Recomendo.

Costa: o nosso pequeno G. W. Bush?

As gaffes de António Costa sucedem-se.

Desta vez é a história da privatização da TAP estar prevista como uma privatização apenas parcial.

Quando se lê o texto do memorando percebe-se que não se programa uma privatização parcial para todas as grandes empresas. Diz-se, é verdade, que uma privatização parcial do conjunto de todas as grandes empresas garante o alvo de 5,5 bil. que é aliás um alvo mínimo, não um limite máximo. Mas depois esclarece-se que para a EDP, REN e TAP o governo quer ir mais longe.

Mais longe como?

Num segundo parágrafo, referindo-se à  EDP e à REN, e também da TAP, se as condições de mercado o permitirem,  passam a surgir os objectivos "2011" e "sale".  Em vez de "parcial divestment", surge  como novo objectivo a expressão  "full divestment" que é substituída depois por "sale", a título de expressão  equivalente.  E é essa a palavra usada para a EDP, REN e TAP: sale. Não parcial coisa nenhuma.

Porque é que EDP e REN aparecem primeiro e TAP depois? Porque a troika sabia bem que vender a EDP e a REN era fácil. O mercado da aviação comercial pia mais fino, haviam empresas a falir em todo o mundo  e a venda surgia como menos provável ou menos fácil até fins de 2011. O futuro confirmaria que era mais difícil vender a TAP. Daí EDP e REN como inescusáveis e TAP se possível.

Se no memorando se quisesse falar de partial sale para a TAP, tinha-se dito isso mesmo. Há tinta que chegue no mercado para se escrever isso. Mas não se quis escrever tal coisa, mas sim sale. Se o estado se compromete a vender uma coisa é porque vai vender a coisa. Deixa de ser o estado a mandar nessa empresa e passam a ser os novos donos, os que a compraram. Se quer vender parte de uma coisa diz isso mesmo e usa habitualmente a expressão "alienação parcial" ou "privatização parcial".  Não a palavra sale ou venda.

Aliás nalgum lado se vê falar de full sale em linguagem económica? Fala-se de full privatization, de full divestment e de sale. Nunca se vê full sale. Sale nunca é partial sale, é passagem de um dono para outro dono.

Será Costa um bluff, como foi Durão Barroso? Um incompetente, o nosso pequeno Bush? Há cada vez mais sinais de que sim.

Já agora que tal perceber que se o objectivo final era atingir um certo déficit, não tendo este sido atingido, qualquer margem de variação possível, à partida, nas medidas geradores de receita para diminuir a dívida, passa a ter de ser otimizada?

O objectivo do memorando era a diminuição estrutural do déficit até um certo valor e as medidas propostas são, na verdade, as medidas mínimas, sendo que mesmo nessas mínimas se abre nas três grandes empresas citadas (TAP, etc) a porta para ir mais longe.

Muita areia para a camioneta de Costa?


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Doutrina Oficial

O Estado Islâmico preocupa-se com a pureza e clareza doutrinárias das populações.
Por isso tem distribuído à portas das mesquitas, nomeadamente em Mossul, panfletos em que esclarece o que os ensinamentos de Maomé dizem, na sua interpretação, em relação aos infiéis que são capturados:

Os infiéis são escravos dos muçulmanos que são seus proprietários.
Os escravos podem ser vendidos ou oferecidos como presente. Um escravo pode ser compartilhado por mais de um muçulmano.
Em relação à mulheres escravas (coisa que aqui mais interessa pois por um lado a prática habitual para com os infiéis do sexo masculino é o seu assassinato e por outro lado os fundamentalistas islâmicos são por definição tarados sexuais) podem:
Ser usadas como objectos sexuais, sendo permitida a sua violação mesmo que não tenham ainda atingido a puberdade, desde que o seu dono entenda que estão preparadas para isso.
Caso entenda que não estão ainda preparadas devem divertir-se sexualmente com elas, evitando relações sexuais completas.
Caso uma escrava tenha dois donos podem ambos ter relações com ela.
Se a escrava for virgem o seu dono deve ter relações com ela imediatamente. Caso não seja ela deve primeiro ser purificada (seja o que for que isso quer dizer)
As escravas podem ser torturadas para serem disciplinadas, mas deve evitar-se a tortura para divertimento do dono.
Os escravos têm uma longa lista de pecados a evitar. O mais grave deles é tentar fugir do dono.

Tudo bem explicado em folhetos entregues à porta das mesquitas para não haver dúvidas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Agressão e ataque cardíaco

O Ministro Palestiniano Zaid Ein morreu de ataque cardíaco após ter sido agredido pela tropa israelita.

Alguém explica a essa tropa que se virem um ministro do governo do país que eles ocupam, de 55 anos de idade, a querer plantar oliveiras, não se agride esse ministro apertando-lhe o pescoço e atirando-lhe gás lacrimogénio?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Roubado do Insurgente

No Insurgente explica-se muito bem que a diferença de yields entra a dívida Grega e a Portuguesa ocorre apesar de ambos os países beneficiarem da política do BCE. A diferença parece ser a credibilidade Portuguesa face à grega.

O dito blog dá uma boa coça ao futuro Professor Doutor Galamba que não percebe coisas básicas mas "um burro carregado de livros é um doutorado", dirá o povo à medida de os Dr. são substituídos pelos Doutorados?


Terrorista? Quem?

O Ministro Palestiniano Ziad Ein que morreu momentos depois da tropa israelita o agredir na Palestina (não em Israel), é classificado por alguma imprensa Israelita como tendo um passado terrorista.

Não duvido.

Não terá sido um terrorista da mesma monta que Ariel Sharon, mas terá sido um terrorista.

Só que este ex-terrorista estava na sua pátria a tentar plantar Oliveiras e a tropa Israelita estava também lá, armada até aos dentes,  para defender a ocupação colonial da Palestina pelos sionistas.

Julgo que um mês de bloqueio europeu à importação de frutas israelitas faria mais para Israel perceber a diferença entre plantar Oliveiras e agredir ministros que lindos discursos.

Israel só percebe a linguagem da força.

Oliveiras

O Ministro, segundo testemunho da Reuters, queria plantar Oliveiras em território Palestiniano que os Israelitas estariam interessados em expropriar para a dar aos colonos que se instalam em propriedades roubadas aos árabes.

Morreu.

A lógica Israelita é muito simples. Como a nossa sociedade é democrática dentro das nossas fronteiras, podemos matar quem nos apetecer fora das nossas fronteiras, por exemplo se se tratar de um Ministro Palestiniano armado de rebentos de oliveiras.

Para quando o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal?

Ministro Palestiniano atacado pela tropa Israelita, momentos antes de morrer

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O Estranho Mundo de Ricardo Salgado

O aparecimento e crescimento do BCP percebeu-se bem: foi o banco que inovou de raiz a informática financeira em Portugal e em que era fácil controlar, saber e decidir rapidamente. Foi, com Jardim Gonçalves, inovador não apenas em Portugal, mas no Mundo.

O BES não parece ter feito nada disso.

Porque cresceu então tanto o grupo BES? Porque Ricardo Salgado tinha e tem uma especial competência: vender-se a si próprio como credível no mundo da elite da elite financeira.

Basta vê-lo no parlamento. Mesmo após a queda em que se desmorona uma história de mais de 140 anos e em que é uma presa fácil, mantém sangue frio e mantem-se um sedutor e um argumentador credível.

Salgado foi um jogador de alto nível, gerindo conhecimentos, promovendo imagem, ligando-se às pessoas certas, as que tinham poder, dinheiro e influência.

Não inovou nada no mundo da banca.

Pertence ao mesmo mundo a que pertencem os serviços secretos, a diplomacia de alto nível e a mais baixa política de bastidores. O GES morreu com a morte de Sócrates, o envelhecimento de Mário Soares e a ascensão de Passos Coelho. Só por isso morreu. Mas era inevitável, apesar de ter chegado mais cedo do que o esperado.

Era um mundo de inteligência emocional e charme, em tudo se decide em almocinhos com as pessoas certas. Depois desse mundo houve a emergência de Silicon Valley, do verdadeiro mérito, da inovação, do conhecimento no mundo das empresas. Após 140 anos de glória, a última imagem de marca da monarquia e da corte chegou ao fim.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Carta a Pedro Arroja: faça o favor de abandonar a campanha contra a Justiça, para libertar José Sócrates.

Quando um tipo suficientemente poderoso como Sócrates, que está no núcleo estrito dos Donos do País, o tal núcleo duro do poder que banqueiros, os media main-stream e intelectuais bajulam, é  suspeito por parte da Justiça, mesmo que após investigação judicial ao longo de muitos meses, de ser um corrupto de milhões, é muito difícil julgá-lo.

Vimos isso no caso FP 25 de Abril e vimos isso no caso Casa Pia.

Quando é preso levanta-se em peso o poder dos donos do país:

#1 O grupo Pinto Balsemão, com a SIC, o Expresso, a Visão, + o grupo Sonae, com o público, etc, lançam uma campanha contra a Justiça. 

#2 É visitado na prisão por nada menos que ex-Presidentes da República como Mário Soares e Jorge Sampaio, ex-primeiros-ministros ou candidatos a isso como Guterres e, em breve António Costa. Para além de deputados, políticos e autarcas. Alguns fingem que vão ver um amigo e outros abrem a boca como gorazes, mas a mensagem de todos é a mesma: o nosso amigo é inocente. Julgámo-lo lá em casa num tribunal que temos no armário e temos a certeza que a Justiça está enganada. Mesmo que não estivesse, a esquerda democrática que fundou o estado atual está acima da lei. Tirem o cavalinho da chuva, nós estamos acima da lei.

#3 Surgem todo tipo de intelectuais serventuários, ou que usam estes momentos decisivos para serem aceites na clique dominante e que aproveitam logos este momento para discutir os procedimentos judiciais que não lhes convêm. Vimos fora do âmbito judicial essa necessidade de aceitação por parte de Freitas do Amaral e Basilio Horta,  e vimos agora, no âmbito judicial, por muitos como Pedro Arroja. Vimos isso em bastonários da Ordem dos Advogados, cujo dinheiro vem da defesa dos poderosos, como foi o caso de J Miguel Júdice e é o caso da atual bastonário. Vimos conhecidos advogados dos ricos como Daniel Proença de Carvalho que quer ser tratado como um semi-deus e não aceita que os Juízes insistam na sua independência e dignidade específicas, imunes ao dinheiro que compra os advogados mais caros.

#4 PRINCIPALMENTE, mesmo que os jornais se dividissem por igual, uns a favor da ideia que os Donos do País estão acima da lei e outros defendendo que a elite corrupta tem contas a prestar à comunidade, há em Portugal uma diferença extraordinária de meios entre a justiça e os poderosos: o acusador público que mandou prender Sócrates não pode dar a cara, explicando publicamente nas televisões porque é que acha que Sócrates é um criminoso. Está de mãos atadas pela lei que os donos do país publicam para se defenderem. Noutros países mais evoluídos é doutra forma: ouve-se na televisão a opinião do advogado de defesa e ouve a opinião do procurador. O advogado de defesa diz que quem lhe paga está inocente por este e aquele motivo e o procurador diz que é culpado por esta e aquela razão. Ambos os lados prestam contas ao soberano, o povo. Cá somos massacrados pelos advogados de defesa nas televisões e a voz do acusador público não é ouvida. É uma coisa unilateral e é essa coisa que salva os Otelos Saraivas de Carvalho e outros.

Pedro Arroja entrou na caravana do ataque à Justiça, para a fragilizar quando ela se meteu com o intocável José Sócrates. Escreve no seu blog que os que  criticam Sócrates ou a elite corrupta, são uma cambada de selvagens sedentos de sangue. Os bem-pensantes compreendem que tem de haver gente acima da lei. Para isso afirma, tresloucado, que  A MISSÃO DA JUSTIÇA É DEFENDER OS DIREITOS DAQUELES QUE A PRÓPRIA JUSTIÇA ACUSA DE SEREM CRIMINOSOS.

Arroja está enganado. Redondamente. A Justiça existe, em primeiro lugar para proteger o cumpridor e a comunidade, dos criminosos. É por isso que existe polícia  judiciária e Ministério Público para investigar.  A polícia não se levanta de manhã para defender os direitos dos putativos criminosos, mas sim para defender a comunidade.

Ao atacar a Justiça quando esta persegue um criminosos o Sr. Arroja nem se apercebe que estimula a justiça popular - ou sabe bem que o faz, mas valores mais altos se levantam.  Estimula-se a justiça popular  sempre que se tenta amarrar os braços da Justiça, para que ela seja impotente e fraca. 

A pressão do poder legislativo como deputados, do poder autárquico como presidentes de câmara, dos que têm um passado de exercício do mais alto cargo do poder executivo como Guterres, ou mesmo do poder moderador (a existir) que é símbolo do país (ao lado da bandeira e do hino) como Mário Soares e Jorge Sampaio, essa corrupta, desleal e inaceitávelmente terceiro-mundista pressão sobre o poder judicial, o Sr. Arroja não a vê? Não vê o circo montado à porta de Évora?

Se fosse um acusado da direita, caía-lhes o mundo em cima se Cavaco, Sá Carneiro (a estar vivo), Adriano Moreira, Paulo Portas, Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa, etc pressionassem a Justiça indo visitar o corrupto e declarando que estava inocente.  Como sabiam que estava inocente? Como se atreviam, sendo parte do poder político, a pressionar o poder judicial, desrespeitando a separação dos poderes?

Mas não bastavam os Mários Soares, Sampaios e Guterres para pressionar a Justiça. Faltava a sua pressãozinha não é Sr. Arroja?

Critico-o no meu blog e nem preciso de ler mais que os títulos e duas linhas dos seus posts disso para lhe lembrar o seguinte: O Sr. é uma figura pública e quando profere uma opinião tem de ter um cuidado especial. Não apenas porque é escrutinado, mas principalmente porque tem influência.

Não é verdade que a Justiça tenha criada com a principal missão de proteger os acusados da ira popular. 

A Justiça é um dos poderes soberanos, separado funcionalmente dos outros porque é um poder sobre a comunidade como um todo. A justiça é o verdadeiro braço armado da lei e a lei aplica-se à comunidade como um todo. Não, não é a polícia e não são as forças armadas. É a justiça esse braço armado e os outros atuam tão só quando há uma urgência, em flagrante, um delito "menor que pequeno" ou um estado de exceção que historicamente é raro.

A Justiça tem por objetivo proteger a comunidade dos criminosos. Dos assassinos, dos corruptos, dos burlões, dos que têm poder e dinheiro e abusam dele fora da lei. Durante o Salazarismo eram os tribunais de trabalho os defensores dos trabalhadores pois os sindicatos não valiam nada.

Quando o cumpridor exige justiça, não exige vingança. Exige que os poderosos não escapem porque são poderosos. 

Leia o livro de Rui Mateus sobre o PS e sobre Soares e questione-se porque é que Soares não foi investigado. Será porque era um intocável?
Leia o processo das FP 25 e questione-se porque é que só os arrependidos foram presos e Otelo e a clique libertos por Sampaio. Será porque os militares de Abril são intocáveis?

Esses são alguns dos poderosos e você, como parte da nossa pobre elite, tem a obrigação de usar de inteligência mínima na sua análise. Não de dizer a primeira coisa que lhe sai da ideia, não se pode vender a preço barato como as Claras Ferreira Alves desta choldra.

Sim, para a justiça ser Justiça tem de conseguir simultaneamente investigar sem rebuço e proteger os direitos dos que são judicialmente perseguidos.

Só que isso nada tem a ver com a sua frase inaceitável de que a Justiça tem como missão principal proteger da ira popular os direitos dos suspeitos de crime e que o Sr. desenterra para manter os intocáveis, intocáveis. É que quando o suspeito é um desconhecido ou um tipo de direita, vemos menor concentração de Arrojas a sair desbocados à rua.

A elite portuguesa, Sr. Arroja,  NÃO TEM VERGONHA NA CARA.

Blog Supraciliar

Vamos apoiar Sampaio à Presidência para este fazer a Sócrates o que fez a Otelo: o liberte da prisa

Petição para que Jorge Sampaio se recandidate e Indulte José Sócrates

Para: Partido Socialista

António Costa, líder do Partido Socialista, desafiou Jorge Sampaio a que se recandidate a Presidente da República. Apoiamos esta iniciativa inteligente, para que Jorge Sampaio possa fazer como presidente eleito com o apoio do Partido Socialista e de toda a esquerda, ao querido líder José Sócrates aquilo que fez a Otelo Saraiva de Carvalho: indulte o nosso querido líder, libertando-o. Lá porque Otelo não conseguiu prender os democratas no Campo Pequeno, não quer dizer que José Sócrates não consiga pôr lá os juízes de carreira, magistrados do ministério público e polícia judiciária.
Ainda vamos a tempo de conseguir libertar Sócrates, dando uma alegria a Mário Soares, Jorge Sampaio, Armando Vara, António Guterres, Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues e António Costa. Quanto mais a luta aquece mais força tem o PS.

Ver no site Petição Pública.

Pedro Arroja entra na campanha contra a Justiça

No melhor pano cai a nódoa.
Pedro Arroja decide atacar no seu blog o Juiz Carlos Alexandre.

Diz que nenhum Juiz em Portugal tem o poder de mandar prender casos mediáticos ou que envolvam pessoas poderosas à exceção de Carlos Alexandre. Basta olhar para Armando Vara para se ver que nem só o DCIAP investiga poderosos.

Diz que Carlos Alexandre tem um poder absolutamente discricionário, como se ele não estivesse sujeito à lei que interpreta, como se as suas decisões não fossem passíveis de recurso (como aconteceu junto do Supremo a propósito se Sócrates)e como se fosse ele quem manda o Ministério Público investigar B ou C.

Porque mente até à estupidez Pedro Arroja? Porquê?

Fica impune o criminoso Guilherme Pinto?

O criminoso Guilherme Pinto, autarca de Matosinhos, declarou aos jornais que Sócrates tem mais força que os cobardes que o mantêm na prisão.

Não desmentiu essas notícias, em que ele desrespeita o bom nome de um juiz e de um magistrado do ministério público, os difama e desrespeita a justiça.

Após este crime de difamação sobre a justiça, se não for processado, teremos nisso um bom barómetro da eficácia da pressão ilegítima que Soares, Sampaio, Guterres e Costa exercem em contínuo sobre o poder judicial no circo que foi montado à porta do preso 44, em Évora.

Se o Juiz Carlos Alexandre não estava preparado para o que aí vinha, não se metia com o putativo corrupto Sócrates. Este insulto, feito em público é apenas uma amostra do que pode acontecer.

Se estava preparado e não processa o criminoso Guilherme Pinto, então qualquer um de nós passou a poder insultar Juízes e Procuradores em concreto, impunemente.

Ou a lei não se cumpre para os apaniguados dos Soares, Sampaios, Guterres e Costas?

Vergonha no sistema prisional

Apesar do Juiz ter determinado que o motorista e o testa de ferro de Sócrates não podiam falar um com o outro, alguém no sistema prisional decidiu colocar aqueles que são descritos como o motorista Perna e o cúmplice Silva, os dois na mesma cela.

Ora isto é uma clara violação da ordem judicial, certo?

Esperamos por ver elementos do PS protestarem este flagrante crime contra uma determinação judicial.

Ou será que lhes dá jeito que os dois combinem a história que contarão em tribunal...?

domingo, 7 de dezembro de 2014

Já repararam que Costa não sobe nas sondagens?

Até desce.
Estranho não é?
Depois do tempo de antena que as primárias, o congresso e as constantes aparições do claudicante Mário Soares, lhe granjearam, não era de esperar que o governo tivesse sido esmagado pelo delicodoce número dois de Sócrates?

Já repararam que a extrema esquerda evita visitar Sócrates, o metralha Armani?

Só lá aparecem os militantes do PS, muitos dos quais colaboracionistas de Sócrates e do seu ministro António Costa.

O objectivo desta gente é muito simples: pressionar a justiça através de campanhas televisivas em que declaram que o aparelho judicial está a injustiçar um dos cabeças de fila da sua organização, sem contudo apresentarem nenhuma prova desse engano.

Para a culpa da máquina judicial já não há presunção de inocência. Só para os amigos de Mercedes de 100.000 euros e altas cavalas.

Já a extrema esquerda ia ter de explicar aos seus amigos do Podemos em Espanha porque é que aqui a esquerda apoia as elites mais corruptas* do poder instalado.

(* a acreditar na Polícia, no Ministério Público e nos Juízes de Direito).

Galamba dixit

O inconfundível Galamba diz que na reforma do IRS, os filhos dos ricos levam a maior poupança que os filhos dos pobres.

Galamba mente porque sabe que os pobres não pagam IRS. Estão isentos. Poupam zero porque pagam zero. Não têm desconto porque é grátis.

O demagogo diz que gosta muito dos pobres, mas gosta mais dos carros de alta cilindrada, de topo de gama, comprados com o nosso dinheiro pela bancada parlamentar do PS.


Às vezes parece que adivinho. Mete medo

Alguém se lembra de eu ter escrito que Sócrates precisa de um Presidente que o indulte? Precisa que o PS eleja um presidente que o indulte?

Ora parecia que adivinhava  a graçola de António Costa, em que este meio a sério meio a brincar, desafia Sampaio a recandidatar-se à Presidência. 

Que melhor presidente que Sampaio que indultou Otelo para indultar Sócrates?

Às vezes parece que adivinho. Mete medo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Guterres e a falta de vergonha da nossa elite

Soares nunca foi politicamente uma pessoa de bem. Nunca suscitou respeito verdadeiro e é a imagem da falência da democracia portuguesa. 

Sampaio ao ter fechado os olhos à cabala contra a justiça orquestrada há 12 anos, também merece respeito político limitado, apesar de nos parecer um ser humano de mais valia que Soares. A sua ordem para que se libertasse Otelo Saraiva de Carvalho e a pandilha dos operacionais do grupo de terroristas das FP- 25 de Abril já tinha dado a perceber que politicamente era duma democraticidade e equidade fortemente deficitárias.

Guterres, apesar da sua falta de fibra política, parecia diferente. Foi um aluno exemplar no IST e fez uma carreira política internacional defendendo os mais fracos. Mas agora troca o respeito que lhe deviam merecer os portugueses que trabalham honestamente para pagar as instituições, o Estado de Direito, o dever de quem ocupa altos cargos de inspirar um mínimo de confiança aos cidadãos, pela amizade pessoal.

Um homem quando assume determinados cargos está obrigado a colocar o interesse nacional e o interesse público à frente dos seus interesses e preferências pessoais. 

Guterres tinha de ter a certeza de que Sócrates não é um bandido como a Justiça o acusa de ser, tinha de ter a convicção fundamentada de que a Justiça se enganou ao indiciar Sócrates, antes de entrar no circo  mediático das visitas a Évora.

Guterres trocou os mais altos valores do interesse nacional, do futuro da confiança do povo soberano naqueles em que esse povo delega o poder, pelo aconchego do caminho fácil da amizade pessoal. Ao fazê-lo branqueou Sócrates.

Guterres não foi visitar um desvalido caído em desgraça. Foi visitar um Arquiduque, um Marquês que usurpou a confiança dos simples.

Guterres trocou o supremo interesse nacional pelo amiguismo dos ricos e poderosos que até na prisão têm privilégios.

Devia ter vergonha na cara.

Sócrates: um detalhe importante

Da leitura dos jornais parece que há a possibilidade de Sócrates estar a ser acusado pelo Ministério Público de corrupção após a saída do poder em 2011. Seria pouco habitual pois corrompe-se quem tem poder real para mudar o curso dos acontecimentos e essa pessoa está no exercício de um cargo.

Caso isto se confirme as coisas mudam muito.

É totalmente diferente uma pessoa ser corrupta durante o exercício do poder político, de o ser após.

Se o foi após então é um caso de crime semelhante ao da condenação exarada contra Duarte Lima e aos que  devem ser investigados contra Dias Loureiro.

É por estas coisas que a nossa prática do acusador público fingir que é outra coisa e se resguardar nessa outra coisa que de facto não é - é um acusador, ponto final - para não prestar declarações, é tão pior que a prática doutros países em que o Ministério Público dá a cara.

Sócrates é acusado pela justiça de cometer crimes durante, como se presume, ou após o exercício do poder?

É preciso saber a resposta a esta pergunta.

Miguel Sousa Tavares e a traição de Costa a Sócrates

António José Seguro, o anão, acusou António Costa de trair o Partido Socialista.

Sócrates sugerirá que Costa o traiu a ele, a não ser que Costa o vá visitar à prisão.

Esta última traição colhe na lógica de Miguel Sousa Tavares que, quando entrevistou Rui Mateus, um dos fundadores do PS, acabara este de apresentar o testemunho factual de que Soares era corrupto num livro que a máquina do PS tratou de tirar das livrarias, MST, dizia, acusou-o de ser um bufo.

Miguel Sousa Tavares, um menino boas famílias, repetiu que Rui Mateus era um bufo por denunciar  a máfia socialista e, provavelmente, sente que Costa é da mesma laia dos bufos, por não prestar vassalagem a Sócrates.

Mas Costa presta vassalagem e só quer que não se note muito. Ora esse é que é o problema - Miguel Sousa Tavares deve estar na esperança que se note.

A minha proposta para resolver o assunto é simples: vão os dois de mãos dadas, Costa e MST, visitar o indiciado corrupto, José Sócrates. 

À entrada da prisão podem até tirar uma selfie. Está na moda.

Sócrates, Costa e a cabala dos tontos

Depois de José Sócrates, num primeiro impulso racional, ter dado ordens para o PS parar a cabala contra justiça, exigindo que o Partido Socialista tentasse ganhar as eleições legislativas e presidenciais, única forma dele se safar da prisão, o congresso socialista fingiu que Sócrates não existia.

Excusado será dizer que Sócrates queria o fim da cabala, mas não queria ser votado ao ostracismo.

Muitos acharam que Costa foi esperto em fingir que o elefante na sala do congresso era transparente. Mas não era isso que Sócrates queria. Sócrates queria que não se montasse uma urdidura, sempre fácil de descobrir num país pequeno e que desta vez tem menos chances de vencer do que no passado, mas se mantivessem as expressões emotivas de amizade por parte do PS.

A Sócrates cabia o papel de pedir "não se metam, não confundam o nosso belo Partido Socialista com a minha tragédia pessoal" e ao PS o papel de expressar lealdade, mas manter a coisa na esfera pessoal.

Costa errou, ao contrário do que disse a imprensa, ao ignorar em excesso Sócrates. A coisa precisava da dose certa, não de fingir que Sócrates nunca tinha nascido. Não vale a pena a Costa pretender que Sócrates não está indiciado de corrupção enquanto primeiro-ministro do tal governo de que Costa foi o número dois. Corrupção à escala de milhões e que terá passado pelo BES de Salgado, o banqueiro a quem Sócrates declarou amizade eterna em plena televisão.

Costa tinha de tentar o trabalho de defender que Sócrates merece a confiança pessoal dos socialistas, que é um caso humano, que há um processo em relação ao qual não nos podemos precipitar, que confia na Justiça, mas que a pobreza do país não permite que o drama pessoal de Sócrates seja usado pelo governo para esconder a má governação. A seguir tinha de falar da má governação e avançar propostas concretas.

Mas Costa tentou assassinar Sócrates através do silenciamento e Sócrates não gostou. Infelizmente para Costa o elefante Sócrates não é transparente e nos media trava-se, mesmo sem a interferência da máquina do PS, uma campanha do grupo Balsemão (SIC, Expresso e Visão) e do Público / TSF contra a Justiça. Não é uma cabala de competentes, é uma campanha de tontos e os tontos não estão a obedecer a Costa.

Essa campanha de incompetentes dá tiros nos próprios pés. Por exemplo alguns tontos exigiram saber porque é que Sócrates foi preso, sim, diziam eles, "porquê?", facilitando a decisão do Supremo de revelar que Sócrates é suspeito de corrupção ativa e não apenas passiva, durante o exercício de funções governativas. Facilitando ainda a revelação da história dos computadores que foram retirados da casa de Sócrates às escondidas para os apagar e da história da fuga para o Brasil, com bilhetes comprados e tudo.

Os totós queriam saber tudo e quanto mais sabem pior para Sócrates. Uma especialmente obtusa, Clara Ferreira Alves, exigia até praticamente uma conferência de imprensa do Ministério Público que, a acontecer, revelaria muito mais suspeições concretas contra o putativo corrupto socialista. 

Os burros exigem saber porque se prendeu Sócrates e quando lhes explicam levantando uma ponta doa manta, dão gritinhos de falsas virgens clamando "ai que estão a revelar segredos de justiça", "as patifarias do Sócrates são para manter em segredo e eles estão a revelar tudo, ai, ai".

No seu pequeno cérebro o Teco faz as perguntas e o Tico dá guichinhos de horror quando lhe dão as respostas. Se não querem ouvir as respostas, não seria melhor não fazerem as perguntas?

Ponhamo-nos agora no lugar de Sócrates: ele tem o pior de dois mundos.

A) Mantém-se a cabala que ele não queria, só que agora é uma cabala de tontos e não do PS. Provoca os estragos de qualquer cabala sem conseguir salvá-lo a ele. 
B) É votado ao ostracismo por Costa, o seu ex-número dois, que o trai apesar de lhe dever tanto.

Por isso a fuga para a frente de Sócrates neste segundo impulso, agora descabelado e irracional, da carta enviada para o Diário de Notícias.

Costa precisava de ter uma ideia para o país, uma ideia que fosse, para que as forças do Status Quo acreditassem na sua vitória. Mas Costa vivia da sorte do seu opositor ser o TóZero Seguro e do país estar farto de sofrer às mãos de Passos Coelho. Não viva das suas ideias próprias, inexistentes, sua força pessoal, da sua coragem e carisma.

Costa fez a fuga para a esquerda, esquecendo que o fenómeno "Podemos" em Espanha impede que a esquerda silencie a corrupção das elites, de que Sócrates e o seu amigo Salgado são o expoente máximo. Corre para a esquerda mas a esquerda está ressabiada.

António Costa está nas suas próprias pequenas mãos, nas mãos da esquerda e nas mãos dos tontos. Nenhuma das três o consegue ajudar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sócrates, o indiciado-corrupto, engana velhinhos

Depois de Soares foi triste ver Almeida Santos, claudicando enquanto jurava a inocência de Sócrates.

Exijo um mandato judicial que proteja a terceira idade dos malefícios do contacto com José Sócrates.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

João Galamba e o Insurgente

Não gostei de ver num fórum público os sinais de amiguismo de André Azevedo Alves em relação à putativa subida do colega Galamba na escadaria dessa organização que dá pelo nome de PS.

André diz que na sua opinião as ideias de Galamba são más para o país.

Infelizmente, muito pior para o país é a desonestidade intelectual de Galamba. Doutorados temos aos milhares, ideias não fazem mossa desde que os seus defensores se disponham a debate-las sem a falsidade burlesca da maioria dos socialistas da primeira linha.

O elogio à promoção dos intelectualmente desonestos, mesmo quando disfarçado de pessoal e amenizado por críticas às suas ideias, reforça o impacto da desonestidade predominante.

O salivante deputado Magalhães e as desnudas avantajadas

Em resposta a uma carta enviada por uma aluna de 16 anos que se apercebeu, numa visita à Assembleia da República, que parte dos deputados usa o tempo que nós lhes pagamos para navegar na net, salivando perante imagens eróticas de mulheres "avantajadas", na linguagem da carta, José Magalhães, a dar para o velhote, disse que o parlamento não é uma missa. 

Bom ... não será uma missa da Igreja Católica, mas consta que é uma missa de outra religião, aquela que construíu uma catedral conhecida por Colombo - a religião do dinheiro. Que o diga o querido líder José Sócrates que lá deu missa durante anos, bem como os múltiplos deputados socialistas que montam conhecidos esquemas de entre-ajuda, entre os quais se contam campanhas contra a justiça.

Mas não posso terminar sem uma nota positiva: muito me apraz que Magalhães salive e ore defendendo os deputados que acham que lhes pagam para se divertirem vendo raparigas avantajadas.
Lembrando as acusações do Ministério Público contra Paulo Pedroso, confesso a Magalhães: Ore, ore que podia ser pior.

sábado, 29 de novembro de 2014

O Abrupto passou à clandestinidade?

É que está tão silencioso.
No pasa nada?

O Podemos e o Cartoon do Avante

O Avante, jornal de um partido em que o voluntarismo  é severamente punido, publica um cartoon onde entre as fotografias dos vários secretários gerais do PS aparece uma atualização da foto de Sócrates, colocando-o atrás das grades.

Leiam o que escrevi sobre o Podemos e a sua influência na esquerda portuguesa e concordarão que, ao contrário do que aconteceu com o caso da pedofilia / Paulo Pedroso, desta vez o PS está sózinho.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pinto Monteiro e o Almocinho com Sócrates

Pinto Monteiro que na véspera da detenção de Sócrates almoçou com ele para falar de literatura e coisas afins, exige agora, em bicos de pés, que se apurem em inquérito as violações do segredo de justiça. Ao contrário de Ferro Rodrigues, nesta fase Sócrates "não se está a cagar para o segredo de justiça". Ou melhor - está, mas finge que não está porque quer atacar a máquina judicial.

Pinto Monteiro diz que está bem de ver quem foi que violou, apesar de não nomear ninguém em particular. Jura que ele próprio não foi pois só falou de livros e futebol com Sócrates no almocinho que antecedeu detenção de Sócrates, o Mãos-Cheias

O problema da demente declaração de Pinto Monteiro, em cujo mandato não consta que houvessem grandes avanços no combate a esse "crime", o problema é que ele não exige que se publiquem apenas as conclusões fundamentadas do inquérito, mas os passos que foram dados durante as investigações.

Ora a publicação desses passos se for feita no fim nada acrescenta à fundamentação das conclusões e se for no decorrer da investigação não violará ela própria o segredo de justiça?

Já agora - porque não publicar a lista dos informadores da PJ? 


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

António José Teixeira - o branqueador suave

António José Teixeira, um dos branqueadores da ação do Partido Socialista, sabe que a sua campanha de defesa de Sócrates tem mais impacto se se apresentar com algum distanciamento. Contudo esse distanciamento implicaria que fosse independente e não um homem de mão. Implicaria alguma racionalidade na sua análise e não uma campanha. Nada disso existe, sendo substituído por um tom suave que nada altera. Não é por ser suave ou monocórdico que um logro deixa de ser um logro.

Como não se pode enganar toda a gente todo o tempo e a inteligência desta gente tem as suas naturais limitações, a campanha de defesa de Sócrates segue os mesmos passos da campanha de defesa de Pedroso:

- Ataca quem ataca Sócrates. Por isso importa denegrir a Justiça e a imprensa que está contra o mitómano que destruiu o país.

Só que, mesmo nesse ataque, que ignora o âmago do assunto - a roubalheira das elites - a duplicidade é evidente:

#1 Quando o lado de Sócrates viola o segredo de Justiça como fez o seu advogado, ignora-se pois é a favor (lembram-se do "estou-me a cagar para o segredo de justiça de Ferro Rodrigues). Quando alguém na acusação viola o segredo de justiça é crime de lesa majestade.

#2 Quando se faz uma acusação a Sócrates, mesmo vindo essa acusação das autoridades competentes e passando o crivo da magistratura a que pertencem os procuradores e o crivo da magistratura a que pertencem os Juízes, monta-se o circo da presunção da inocência. Mas quando os mesmos procuradores e juízes mandam prender funcionários da administração, como o Diretor do SEJ, os mesmos calam-se sobre a presunção de inocência.

#3 Quando se faz uma acusação a Sócrates, mesmo vindo essa acusação das autoridades competentes  monta-se o circo da presunção da inocência. Mas os mesmíssimos atacam a "policia e a magistratura" de serem a fonte da fuga da informação. Aqui não há provas nem presunção de inocência. Como se sabe que não foi um funcionário administrativo? Como se sabe que não foi intrusão informática? Como se sabe se não foi o próprio Sócrates - não era da SIC, a televisão socrática, uma das câmaras que estava no aeroporto filmando tudo sem definição nem luz?

#4 Quando os críticos falam do caso na imprensa é um circo. Mas quando o Expresso, a Visão e a SIC falam ou falarem - aí já não é circo.

É mais fácil apanhar um branqueador de Sócrates que um coxo. Não admira pois é mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo.

E já agora o segredo de justiça não tem como objectivo proteger os acusados de corrupção, por mais socialistas que sejam: tem como objectivo proteger a investigação que tenta apanhar o corrupto. Porque se há coisa que a Justiça, no fim, não pode tolerar são os segredos: tem de ser pública e transparente (com escassas exceções, nomeadamente quando envolve crianças).

Hoje no Insurgente mais exemplos das mentiras factuais de Sócrates

Sócrates é um mitómano compulsivo.

Hoje no insurgente mais um exemplo concreto disso (aldrabando um jornalista da Sábado) e nos comentários mais exemplos concretos de mentiras factuais que só num país do terceiro mundo foram toleradas durante anos a fio.

E quem era o número dois do mitómano?

António Costa.

António Costa e a onda da vitória

António Costa, sem se lhe conhecer uma ideia, recusando mesmo terminantemente apresentar uma ideia para o país durante a sua campanha nas primárias (essas sim uma ideia, mas avançada por apoiantes de Seguro), surfava uma onda mediática e psicológica de vitória contra o governo.

Apesar de representar a máfia de incompetentes Socráticos que destruíram Portugal, de aparecer rodeado por rostos comprometidos com o passado e ser ele próprio o número dois do governo Sócrates, Costa estava destinado à vitória porque as pessoas querem ajustar contas com quem as pôs a  pagar festa socialista de Sócrates e que os pôs a pagar foi Passos.

Agora a onda esfumou-se. Desapareceu. Está mar chão e da sua prancha de surf, Costa vê emergirem na água barbatanas de tubarão.

A própria extrema esquerda está menos prestável a ajudar os putativos corruptos, porque aqui ao lado, na vizinha Espanha, um partido de extrema esquerda tem sucesso atacando a corrupção.
Como podem os responsáveis pelo BE, pela CDU, pelo Livre, explicar aos seus amigos de Badajoz que aqui a esquerda apoia a corrupção Armani que rola de Mercedes topo de gama e aparentemente compra os seus próprios tristes livros para fingir ter sucesso?

Agora Costa vai ter de falar e não pode avançar para a teoria da cabala, pois está esgotada, não podendo ajudar Sócrates.

Costa vai ter de falar e tem muito pouco para dizer.

Estratégia para a Década a discutir no congresso do PS

Como evitar que a elite, ao mais alto nível, seja corrupta e cúmplice da corrupção, roubando o país?

Como credibilizar as Instituições de Ensino Superior, fazendo com que os diplomas sejam um valor acrescentado e testemunho de estudo e mérito, e não um papel sem valor?

Como impedir que a justiça seja bloqueada por advogados que litigam de má fé e usam expedientes processuais, não para garantir a proteção de direitos legítimos, mas para levar ao atraso ou à prescrição dos processos?

A ética do capitalismo selvagem e a esquerda caviar

"Bonito, bonito mesmo é ganhar" - Mário Soares
"Reconhecer um erro é errar duas vezes" - José Sócrates

Porque é que em Portugal é raro alguém reconhecer um erro ou um crime?

Porque é que num grau muito além do que observa noutros países do ocidente, o acusado sabe que deve negar, negar sempre sem titubear, qualquer acusação por mais fundamentada que seja?

Porque é que esse comportamento apresenta ainda maior ferocidade na esquerda que na direita, esta última a única que é capaz de pedir desculpa por um erro ou uma incoerência (e só perder com isso)?

Porque é que quem reconhece o erro acaba muitas vezes preso por períodos mais longos que os que os negacionistas?

Veja-se por exemplo o caso das FP 25 em que os arrependidos acabaram presos anos e anos e os negacionistas "indultados" pelo presidente Jorge Sampaio.

Porquê?

Jorge Sampaio apreensivo com indícios de corrupção ao mais alto nível.

Estou só a reinar.

Ele, Jorge Sampaio, está é apreensivo por terem preso um suspeito de corrupção do seu partido.

"Não foi para isto que mandei libertar os suspeitos no caso FP 25 de Abril", podia explicar.

Tem boa solução: recandidate-se a Presidente da República e mande soltar Sócrates como fez com o Otelo Saraiva de Carvalho.

Proença de Carvalho e J.M. Júdice - entender os advogados dos ricos

Ouçam os nomes que chama o advogado milionário ao Juiz que deu voz de prisão a Sua Excelentíssima e Digníssima Pletórica Sumidade, o alegadamente Primeiro-Ministro Mãos-Cheias.

O dinheiro compra quase tudo.

A forma como uma certa estirpe de advogados dos ricos exige sacrossanto respeito por clientes e potenciais clientes, ao mesmo tempo que insulta sem sombra de respeito quem se opõe aos viscondes que os trazem pela trela,  atinge foros de maior náusea cá que noutros países do Ocidente.

Há quem venda a alma por interesses comezinhos, mas nem toda a gente o faz de pesporrenta forma bem falante.

Terceiro mundo.


Carta de Sócrates: the day after

Sócrates, ao prescindir da ajuda do PS na sua defesa, ao oferecer-se como sacrifício por uma causa maior, injecta em cada socialista uma militância mais forte que nunca.

Pode não se ter de vencer por Costa, pelo PS, pelo programa, mas será necessário dar tudo pelo chefe que se põe nas nossas mãos: Sócrates, o injustiçado, a vítima.

A mensagem não podia ser gritada mais alto: vençam para me ajudarem.

Carta ao Público e Teoria da Cabala: morte súbita

Sócrates consegue o que Costa não conseguiu: salva o PS da teoria da cabala.

Porquê?

Expliquei no último post:

"Sócrates sabe que para sobreviver precisa desesperadamente dum Presidente da República socialista que faça com ele o que Jorge Sampaio fez com Otelo.

Um passo nesse sentido será a vitória de Costa na eleições legislativas e para isso a sombra de Sócrates deve sair do caminho de Costa, o seu número dois.

A teoria da cabala dá lugar à teoria de que a corrupção dum Primeiro-Ministro é um problema pessoal, um mero caso de justiça, nunca o centro de debate político. Percebe-se isso na carta de Sócrates ao Público.

Infelizmente para Sócrates o nosso povo e a campanha eleitoral no país vizinho vão recordar Costa que a nossa elite está podre.

E Costa vai ter de explicar como é que sendo Ministro da Administração Interna e número dois do governo que destruiu o país, nunca suspeitou que dentro daqueles fatos Armani estava o putativo corrupto José Sócrates.

No Público Sócrates declara o seu apoio a Costa; em Espanha o Podemos ataca elites corruptas

Sócrates sabe que para sobreviver precisa desesperadamente dum Presidente da República socialista que faça com ele o que Jorge Sampaio fez com Otelo.

Um passo nesse sentido será a vitória de Costa na eleições legislativas e para isso a sombra de Sócrates deve sair do caminho de Costa, o seu número dois.

A teoria da cabala dá lugar à teoria de que a corrupção dum Primeiro-Ministro é um problema pessoal, um mero caso de justiça, nunca o centro de debate político. Percebe-se isso na carta de Sócrates ao Público.

Infelizmente para Sócrates o nosso povo e a campanha eleitoral no país vizinho vão recordar Costa que a nossa elite está podre.

E Costa vai ter de explicar como é que sendo Ministro da Administração Interna e número dois do governo que destruiu o país, nunca suspeitou que dentro daqueles fatos Armani estava o putativo corrupto José Sócrates.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sócrates: Repito, António Costa não suspeitava?

Zeinal Bava terá tentado convencer os Brasileiros da Oi que não sabia que a sua empresa, a PT, tinha metido mais de 900 milhões de euros no Grupo Espírito Santo.

Eram só 900 milhões de euros, quem presta atenção a trocos?

Os brasileiros da Oi correram com ele.

Costa diz-se muito amigo do aparentemente corrupto ex-primeiro ministro do PS, quando Costa era ministro da administração interna e de estado. Muito amigo do número um, quando ele era o número dois.

Tal como Zeinal Bava, Costa não sabia?

Mário Soares, Sócrates e os Magistrados

Os Magistrados insurgiram-se contra as declarações de Soares após visitar José Sócrates na prisão em Évora. Fingem leva-lo a sério, apesar de saberem bem que está diminuído pela idade.

Muita gente, imagino, está-se a rir da figura de velhinho de Soares. Alguns pensarão que a família devia protegê-lo da exposição que o ridiculariza, mas antecipo que não seja fácil. Muitas vezes um idoso teimoso e sem insight é difícil de proteger. 

Cabe à imprensa poupar um ancião como Soares à exposição mediática da sua deterioração progressiva.

Era a isso que deviam apelar os magistrados: poupem a memória de Soares à claudicação dos seus noventa anos.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sócrates: tentáculos e corporações descontroladas tentam defender polvo decapitado

Vejamos uma amostra do que exprimem nos media:

ANTÓNIO COSTA: Grande amizade e solidariedade (com Sócrates; nada diz sobre as putativas vítimas).
JOÃO SOARES: Exceto por crime de sangue em flagrante delito não aceito que se prenda um ex-primeiro ministro (por pedofilia, por pegar fogo a florestas, por tráfico de droga, etc, mesmo em flagrante delito não se pode prender. Só se faca e alguidar. Um génio pois.).
JOÃO SOARES: Prisão injusta e injustificada (deve conhecer o processo).
GABRIELA CANAVILHAS: Amizade e respeito intocados(pelo suspeito; os roubados pelo putativo saque não são referidos)
MÁRIO SOARES: Democratas preocupados com prisão e se calhar quem deu ordens à polícia não foi o procurador (terá sido a CIA?).
BASTONÁRIA da Ordem dos Advogados: Detenção é ilegal, não porque conheça o processo mas  porque assim à primeira vista é o que lhe cheira.
MARINHO E PINTO: Vingança de Juízes e Procuradores (deve conhecer o processo).
SANTOS SILVA: Não tem nada a ver com o PS (foi secretário geral e era só primeiro ministro enquanto roubava milhões, 2º os indícios). Mal possamos pomos lá outro igual
PINTO MONTEIRO: Contra aproveitamento político de um mero caso jurídico.
VERA JARDIM: Não é presunção de inocência, é a convicção de inocência (fez um mini julgamento lá em casa e transitou em julgado).
FERRO RODRIGUES: é preciso defender os partidos contra os que prendem dirigentes indiciados por corrupção.
FERNANDO SERRASQUEIRO (deputado do PS): Sócrates deve resistir ao estado de direito democrático como Nelson Mandela resistiu ao apartheid.
MRPP: A prisão de Sócrates é um golpe de estado da direita, executado pela polícia política.
SÉRGIO FIGUEIREDO (jornalista): Gosto de Sócrates. Ele perde tudo. Dói só de pensar.
EDITE ESTRELA: A Justiça prendeu Sócrates para desviar a atenção dos vistos Gold.
SÉRGIO LAVOS (Livre): Prisão de Sócrates foi instrumentalização da Justiça e da polícia.
RUI PEREIRA: A detenção para apresentação ao juiz neste caso não se justifica (é especialista e conhece o processo)
VIEIRA DA SILVA: Sente dor por José Sócrates (pelos esbulhados parece que não).
RENATO SAMPAIO deputado: Perante a detenção de Sócrates não nos resta outra alternativa que não acreditar na sua boa fé e na sua inocência (este também tem um tribunal especial debaixo da cama em que só é ouvida a parte amiga).
PAULO PEDROSO: Ver 12 anos depois noutra pessoa a passar pela mesma encenação mediática, choca da mesma maneira (já agora quando é que prendem as crianças violadas?).
CLARA FERREIRA ALVES: - custa um pouco reproduzir, tal é o nível. Mas cá vai. A Justiça tem de ser perfeita e infalível. O Sol não tem editores. Os juízes obrigaram o Sócrates a apanhar o avião no dia do congresso do PS. Há pedófilos e putativos assassinos que já foram vítimas da justiça e da coboiada. A hora noturna é tardia. Houve um linchamento público porque disseram nos jornais que havia indícios de corrupção. Exijo uma conferência de imprensa para o procurador dizer aos jornais que há indícios de corrupção. O Sol é um jornal sensacionalista. No Watergate não houve fugas de informação. Penso eu de que.



Carlos Alexandre manda prender Sócrates: parabéns pela sua coragem

Ao mandar prender José Sócrates, impedindo-o de destruir provas e coordenar a campanha contra a verdade e contra justiça, numa altura em que António Costa não pode fazer esse serviço (como fez na Casa Pia), o Juiz de 53 anos prova uma coisa: temos homem.

Sabe ao que vai. Sabe o grupo Balsemão (SIC, Expresso e Visão) e o Grupo Sonae (Público) vão largar os cães à procura de qualquer detalhe que possam usar e se nada encontrarem inventarão. É gente com muito dinheiro a perder se houver perturbação do status quo.

Sabe ao que vai e deu o peito às balas em nome duma coisa simples que entre nós vale pouco: a verdade e a igualdade dos cidadãos perante a lei.

António Costa não sabia?

António Costa era Ministro da Administração Interna de Sócrates.
António Costa foi Ministro de Estado de Sócrates.
Não sabia daquilo a que o Ministério Público chama de corrupção?

Ninguém lhe pergunta nada? Sabia ou não sabia que havia indícios de eventual corrupção por parte de Sócrates? Se não sabia, não deveria ter a obrigação de suspeitar?

Como podemos confiar em Costa?

Mais sinais de cabala da área PS contra a justiça



Área PS continua na montagem da fase inicial do esquema que conhecemos no caso Paulo Pedroso.

Sócrates sabe que vai ser detido, pois os comparsas são ouvidos pela justiça. Escolhe o momento em que regressa a Portugal. O grupo Balsemão, neste caso a SIC, é avisada e monta uma câmara escondida para gravar imagens do carro da polícia que leva Sócrates, suficientemente escuras para não se perceber nada, mas suficientemente claras para se poder acusar a policia de “coboiada”. Imagens verdadeiramente claras fariam mal a Sócrates e nada acrescentavam aos mentores da operação contra a justiça. As sombras faziam o serviço.

Nada pois de imagens focadas que um simples telemóvel podia obter com clareza dentro do avião, no aeroporto ou à entrada para o carro da polícia. Apenas sombras indefinidas, just enough para atacar a justiça.

A SIC, o Expresso e imagino que em breve a visão, montam depois o circo mediático em que inúmeros comentadores acusam a justiça de promover a fuga de segredo, mas esquecem-se de dizer que a fuga foi entregue à SIC.

Ontem o advogado de Sócrates promove uma descarada fuga de segredo de justiça para proteger o seu cliente, pré-anunciando em alta voz a decisão do tribunal e defendendo a posição de Sócrates. Nada de misturadas com o amigo e o pobre motorista e nada de confronto com o facto de que um arguido (o advogado) não merecia ficar preso. Finge pateticamente que pensava que a imprensa já sabia da decisão judicial, quando sabia muito bem que todas as rádios e televisões estavam a leste.


Reação dos meios de comunicação a esta fuga em direto e à miss en scéne, com um autor que se auto-revela? Zero.

Contra a justiça vale tudo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sócrates, Marinho e Pinto e duas cartas de Duarte Marques

Marinho e Pinto é mal querido pela esquerda e pela direita. Em boa parte isso acontece por dizer coisas que só tem coragem de afirmar quem não tem acesso à televisão e aos media de grande dimensão. Isso é um mérito.

Mas essa coragem convive no mesmo homem com problemas inultrapassáveis de incoerência.

O mais visível foi o seu comportamento quando conseguiu deitar as mãos ao ordenado de até 18.000 euros todos os meses, como eurodeputado. Isso deu-lhe acesso a meios financeiros superiores aos habituais e perturbou-o. 

Como bem lhe recordou um deputado do PSD, numa troca de cartas mal escritas mas cheias de verdades, publicadas no Expresso e de que Marinho e Pinto sai muito mal-tratado, quem envereda pelo caminho fácil de dizer que os ordenados dos eurodeputados são uma roubalheira ao povo deve devolver a parte que considera excessiva, como faz o espanhol Iglesias do Podemos.

Não se pode abotoar com ele usando desculpas esfarrapadas. Se o ordenado é mau para os outros tem de ser mau para ele. Marinho aparece, aplicando-lhe o seu próprio remédio, como um comilão.

Ao pé de Sócrates que aparenta ser, com o seu amigo Salgado do BES, o grande comilão, Marinho e Pinto é apenas um pequeno comilão. Mas o que espanta é que enquanto Sócrates viveu anos de contenção, Marinho vendeu a alma na primeira oportunidade. Foi triste e, principalmente, foi precipitado.

É claro que Sócrates é acusado não apenas de ganância, mas de crime. O seu dinheiro, ao contrário do ordenado de eurodeputado de Marinho e Pinto, terá sido roubado não em sentido politico, mas no sentido criminal.

Mas também é verdade que Sócrates, como Marinho e Pinto, foi corajoso nalgumas medidas. Menos corajoso que Passos Coelho, mas corajoso.

Temos portanto três homens corajosos politicamente: Sócrates que a justiça acusa de ser um bandido, Marinho que Duarte Marques pôs na ordem recentemente, por destilar ódio, ser ignorante e ser incoerente e Passos Coelho que, não sendo um Sá Carneiro e rodeando-se de figuras pouco recomendáveis como Relvas e Paulo Macedo, está léguas acima dessa gente.

Marinho e Pinto já no passado saiu em defesa de José Sócrates e volta a fazê-lo exprimindo todo o ódio que verte há anos contra juízes e procuradores. Esse ódio, essa cegueira que confunde justos com pecadores só porque usam a mesma farda, é da mesma natureza da que o atrai para os 18.000 euros mensais de eurodeputado: é a perturbação emocional que levou à sua ascensão e levará à sua perdição.

Confesso que me desiludiu pois cheguei a pensar que esse demagogo iria causar problemas ao status quo, mas o tempo esclarece que pode suicidar-se, reduzindo-se à insignificância antes dessa praia.

Dias Loureiro - o nosso pequeno Sócrates

Onde pára Dias Loureiro, o pequeno Sócrates da "direita"?

Para quando um esclarecimento judicial sobre o seu papel no assalto ao BPN?




domingo, 23 de novembro de 2014

Vasco Lobo Xavier e a pergunta certa

No Corta Fitas VLX pergunta e bem se os demais herdeiros do avô rico também circulam de Mercedes de 100.000 euros e compram apartamentos de 3 milhões à custa da fortuna que a mãe de Sócrates herdou.

Já agora quem é essa misteriosa  e ancestral figura milionária? E a fortuna que deixou valia quanto??

Sócrates, os tontos e Nuno Garoupa

Nuno Garoupa, que consegue ser catedrático de direito e não ter o provincianismo do costume, diz, numa entrevista hoje no Expresso, o óbvio. Que o julgamento judicial e o julgamento político são coisas diferentes, que seguem regras diferentes. Há muito que o afirmo, em contracorrente.

Mas não diz a outra parte, a politicamente muito mais incorreta: essas regras são dúplices. Castram o julgamento político cingindo-o às normas do julgamento judicial, mas só se aplicam quando o acusado é de esquerda.

Quando é de direita nem é necessário haver acusação judicial - avança-se direto para o julgamento popular sem mais demoras. Veja-se o caso de Portas e dos submarinos.

Quando o alvo está à esquerda, pode ser acusado pela magistratura de crimes sexuais contra crianças  ou corrupção à escala dos milhões, que a presunção de inocência no julgamento judicial é usada para impedir o julgamento político. Fortíssimos indícios judiciais de saque em larga escala são silenciados porque todos são inocentes até prova em contrário.  E os mesmos que enfatizam a presunção de inocência judicial, tratam de atacar a justiça com todas as forças que têm para impedir o julgamento dos apaniguados. Não se pode julgar politicamente até haver julgamento judicial e depois impede-se o dito. O que interessa, percebe-se, é que os putativos criminosos de esquerda nunca sejam julgados pois eles na verdade não são inocentes à partida - são é inocentes à chegada.

Quando o alvo está à direita, mesmo que tão só culturalmente, aí já basta a teoria da conspiração e zero provas, para as Anas Gomes (inteligente mas desaustinada) e as Claras Ferreira Alves (também desaustinada, mas sem o resto) gritarem "fogueira, fogueira"  à primeira suspeição jornaleira.

Para atacar a direita e as profissões independentes não há presunção de inocência. Ela só existe quando se atacam, com fortes indícios, os indiciados corruptos à esquerda.

Pablo Iglesias ataca Sócrates, Salgado e Costa

Pablo Iglesias, numa intervenção a convite do BE, atacou ferozmente Sócrates, Salgado (o tal do BES onde Sócrates terá escondido os milhões) e António Costa, antigo número dois de Sócrates, pois declarou que Portugal tem uma elite sem vergonha. Provavelmente estaria também a pensar nos Varas, Dias Loureiros, Limas Duarte e resto da pandilha.

O mais importante membro da elite sob suspeita de não ter vergonha parece-me ser, não um alegado criminoso, mas o próprio António Costa: ele era ministro da Justiça e da administração interna (pasme-se) enquanto o seu grande amigo alegadamente roubava o país.

A vergonha, aliás, também não abunda na rapaziada do BE e do Livre.

Sócrates e Elina Fraga, Bastonária da Ordem dos Advogados

Será que Elina Fraga, a bastonária da Ordem dos Advogados, se vai prestar para fazer para o PS o trabalhinho que José Miguel Júdice fez no caso Carlos Cruz / Paulo Pedroso?

Sócrates e Costa: o azar de haver o Partido Livre

António Costa tem um problema prático. Uma das partes que alinhou ao lado do PS na teoria da conspiração, de forma a tentar salvar Paulo Pedroso e Carlos Cruz, tem agora um partido que compete com o PS pelo mesmo eleitorado: o Livre.

O Livre não vai apenas canibalizar o BE, vai tentar canibalizar o PS.

O interesse objectivo do Livre é que o PS caia sem se destruir. Isso pode passar por uma ajuda apenas suave a José Sócrates, de forma a manterem a sintonia emocional com o eleitorado da esquerda PS, facilitando a transferência de votos, sempre tão clubísticos em Portugal.

É diferente o "apoio suave" da campanha aberta que montaram com Paulo Pedroso. Se o PS avançar para a cabala contra a Justiça está quase só.

Sócrates: o dilema de Costa

Costa tem um dilema com Sócrates.

Se o PS não montar uma urdidura como fez no caso da pedofilia, será esmagado pela Justiça, pois os sinais de que Sócrates é corrupto são avassaladores há muitos anos, mesmo se até agora nunca provados.

Se montar uma urdidura contra os Juízes e os tribunais, o PS vai ter de travar durante 2015 uma batalha em duas frentes: uma contra a Justiça e outra contra o governo.

Pode sair-lhe a sorte grande e o governo entrar nessa batalha e entrar mal, permitindo ao PS transformá-la numa batalha política. É improvável que o PSD e o CDS caiam nessa tentação. Provavelmente vão ficar calados diminuindo a chance do PS ter sucesso na invenção duma cabala contra si, como fez no caso da pedofilia, em que fingiu que existia um príncipe negro na sombra que manipulava, através duma organização secreta, as crianças alegadamente violadas por Pedroso, os educadores dessas crianças, os pediatras, a polícia judiciária, a procuradoria da república e os juízes.

Quem é esse Príncipe Negro? perguntou na altura o procurador. Como consegue ser Todo-Poderoso? Como recruta os seus agentes? Quem são os seus agentes? Onde está a sua sede? Como se financia?

Depois do caso Paulo Pedroso o PS governou anos a fio, tendo na sua mão o ministério da justiça, a administração interna (nas mãos de Costa) e outros. Descobriu esse príncipe negro? Não descobriu. Porquê? Porque não existe.

Agora, pretender como se esboça, que o Principe Negro que não existe está de volta, é uma teoria da conspiração que não vai funcionar tão facilmente. As provas contra Sócrates, suspeito, não são apenas testemunhas. São provas documentais.

Mas o drama de Costa permanece: que caminho seguir?

Daniel Oliveira hesita no Expresso

Daniel Oliveira, mais inteligente que Clara Ferreira Alves (também não é difícil), escreve de forma cautelosa. Ainda não aderiu à campanha contra a justiça.

Provavelmente Daniel Oliveira suspeita duma coisa que Clara não percebe pois limita-se a vomitar as cassetes da ideologia dominante:

O caso contra Sócrates não se vai basear apenas em testemunhos, por credíveis que sejam, como foi o caso da Pedofilia contra Carlos Cruz e Paulo Pedroso. Há documentos.

No caso Sócrates a máquina judicial já aprendeu com a ofensiva do PS contra a Justiça. Sabe o que vem aí. Pensou nisso.

Daniel Oliveira suspeita que contra Sócrates a coisa pia mais fino.

Maria de Lurdes Rodrigues

O Diretor do Expresso escreve hoje on-line um artigo bem mais equilibrado que o desvairado artigo de Clara Ferreira Alves. Diz uma coisa com que concordo, mesmo sem provas para isso. A ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues parece ter sido condenada injustamente por um tribunal. Recorreu. Mas, recordo, a senhora tem uma carreira académica sólida, não dedicou a sua vida a mentir, a destruir um país, a viver uma vida faustosa que os seus rendimentos oficiais não podiam justificar, não publicou leis para se proteger no futuro e ninguém a acusou de ter roubado em corrupção milhões e milhões de euros ao povo.

Sócrates é um caso bem diferente.

Com Sócrates o lema vinha com o seguinte travo:
Paguem-nos impostos para nós darmos o vosso dinheiro aos nossos amigos.

Sócrates: Avança a bom ritmo a difamação contra a justiça, a caminho da cabala contra a justiça

A campanha de difamação contra a justiça e a sua concorrência a caminho da cabala contra a justiça progride por parte do PS e seus aliados.

Vimos isto no Caso Casa Pia para proteger pedófilos com acusações transitadas em julgado e em que as provas que incriminaram os criminosos incriminavam também o número dois do PS - Paulo Pedroso.

Estratégia?: mesma de sempre. Demonização das vítimas (como no processo da Pedofilia), dos defensores das vítimas (na Pedofilia os educadores da vítimas, os médicos das vítimas, da polícia e a demonização dos defensores do apuramento da verdade (procuradores e tribunais) + insulto a quem passe a mensagem da parte contrária (jornais como o Sol que interesses estabelecidos tentaram destruir) + teoria da conspiração sem provas.

Vejam hoje no site do expresso o artigo de Clara Ferreira Alves, cheio de vícios de pensamento mal-intencionados porque dirige esses vícios em grande parangonas para defender aliados (o PS) mas voa baixinho quando o alvos estão no outro lado.

Um procedimento processual, mesmo quando acertado, se tiver por alvo o PS ou a esquerda é crime lesa majestade. Quando tem por alvo o outro lado (o governo e as empresas que não estão a soldo do PS) é um detalhe esquecido e o que interessa é a substância da questão. 

Alegada corrupção de Sócrates: Vida privada?

Ângelo Correia do PSD e figuras do PS avançaram com um argumento conhecido por essa bandas: os putativos crimes de Sócrates seriam assuntos da sua vida privada e nada teriam a ver com o PS.

Mas o Sr. Sócrates não cometeu alegadamente os crimes que cometeu durante o exercício de funções públicas e usando a influência que adquiriu por ter o cargo público que tinha?

Não Ângelo Correia.

Para o corrupto que embolsa vinte  milhões, a fortuna parece-lhe de facto muito privada.

Mas para nós que a pagámos com os nossos impostos parece-nos uma coisa muito pública.

Fica a questão de saber porque sai a terreiro parte da classe política para defender o indefensável em José Sócrates.

sábado, 22 de novembro de 2014

Percebem agora para que serve o programa de Sócrates na RTP?

Avisei por escrito no passado e repito agora:

O programa de Sócrates na RTP tinha como plano dar-lhe uma tribuna para atacar a justiça. Quando for libertado, se a RTP alinhar (como se espera que alinhe) o maior criminoso político desde Vasco Gonçalves, demonstrará como é patético e ineficaz o silencio do Ministério Público.