sexta-feira, 20 de Junho de 2014

Costa e Barroso

Costa lembra-me Barroso.
Os dois tinham / têm uma entourage que os reclamava / reclama como grandes líderes da nova geração.
Em ambos os casos quanto mais falarem mais se afundam.
A mensagem de Costa então, é cristalina: comigo o PS tem mais possibilidades de vencer. Eis o cerne da sua alternativa: ele próprio.
Ambos tinham / têm como adversários funcionários sem ideias nem ideologia. Um Nogueira e o outro Seguro.

sexta-feira, 13 de Junho de 2014

Viva a Constituição.

Morte aos Estatutos. PS dixit.

Golpe de Estado no PS?

Em curso.

Em todas as frentes. Incluíndo a bancada dos deputados (escolhida por Sócrates)

Diz muito da natureza de Costa.

Também diz muito da sua natureza os nomes que o apoiam: Freitas do Amaral, Ferro Rodrigues, José Sócrates, Mário Soares. O mais triste, Freitas, declara qual virgem enganada "eu tinha consideração por Seguro, mas..". Pois. Se surgir um candidato com melhor imprensa que Costa, tu até tinhas consideração por Costa..."

Como dizia Soares "feio, feio é perder".

Para ganhar vale tudo.Até o mais plebliscitário dos populismos, desde que traga na travessa
 a cabeça dos adversários dos nossos amigos.

terça-feira, 10 de Junho de 2014

Um problema chamado Marinho Pinto

Já repararam no silêncio?
Tratasse-se do Livre, pelo mesmo que Marinho Pinto conseguiu nas urnas, falar-se-iam horas atrás de horas nas televisões.
A esquerda, sempre histriónica, está caladinha. Percebe-se que Marinho Pinto não é um deles.
Os media fazem o silêncio suportável. Percebe-se que Marinho Pinto não faz parte das cliques do politicamente correto que alimenta as empresas do regime.
A direita está estonteada e teme a erosão da sua base de apoio por um MPT de Ribeiro Telles, com uma voz da altura de Marinho Pinto.

Na forma como alegadamente se usam todos os truques para excluir as candidaturas presidenciais de discurso imprevisível, ou seja livre, percebe-se o medo do status quo.

Como uma das especialidades da esquerda é a mentira grosseira, incluíndo a falsidade do seu discurso sobre a mentira propriamente dita, Marinho e  a sua voz de trovão corre o risco de fazer muito mal a essa gente.

Vai ser divertido.

sábado, 7 de Junho de 2014

Erro político de Costa

Como saberá quem lê estas páginas, tenho pouca admiração pelo intelecto de Seguro.
Não estarei só nessa apreciação.
Também saberão que, apesar de considerar que salta à vista que Costa lhe é superior, levanto sérias dúvida à ação política de Costa, nomeadamente pelo seu branqueamento da ação politicamente criminosa de Sócrates e por ter colaborado na cabala contra a justiça que alegadamente conseguiu que Paulo Pedroso não fosse julgado pelos crimes sexuais contra crianças pobres, à guarda do Estado que o PS comandou durante a maior parte do tempo após a implantação da democracia.

Agora Costa comete um gravíssimo erro político: cola-se a José Sócrates definitivamente.

Ninguém gosta de Sócrates, um mentiroso, um vaidoso, um incompetente e um indivíduo politicamente criminoso.

Ao assumir como sua a herança de Sócrates Costa perde em duas frente: perda a frescura de um líder novo e único e  oferece a Seguro da oportunidade de o atacar via Sócrates.

Se Seguro não acabar com ele, o PSD acabará, seguindo o mesmo caminho.Terá nessa altura boa parte do PS a ter dificuldade em discordar, se o PSD repetir exatamente as mesmas palavras dos apoiantes de Seguro: Costa representa tudo o que Portugal rejeita em Sócrates.

quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Sketch humorístico imita Assunção Esteves

Vejam este sketch humorístico com uma imitação perfeita de Assunção Esteves, muito bem caracterizada e com uma voz muito semelhante à da Presidente da Assembleia da República.

Só o texto é que é fraquinho mas o resto é de primeira água.

Está de parabéns o humor made in Portugal.

Dux e os julgamentos populares

Não tenho informação que chegue para comentar a relação entre as praxes académicas na Lusófona e a morte de seis jovens na praia do Meco.

Li pouco sobre o tema mas há um assunto lateral que gostaria de comentar: o insulto fácil de desconhecidos quando se destratam os estudantes da Lusófona como um todo.

Na Lusófona, como noutras Universidades, pode haver pessoas que se portam mal e mal de forma inaceitável, mas há também jovens a lutar para conseguir alguma coisa da sua vida.

Esses jovens devem ser respeitados.

Uma certa esquerda gosta muito de usar os julgamentos populares quando estes lhes são de maré.

Eu prefiro a justiça e a verdade.

sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

O Corta-Fitas, o Público e o complexo politico-mediático

O blog Corta-Fitas apresenta mais um exemplo de como funciona o complexo político-mediático, a propósito da campanha de desinformação do Público.

Tenho vindo a chamar a atenção para este fenómeno há algum tempo.

A SIC não lhe fica atrás, como também tenho recordado.

Os interesses da clique que tomou conta do país, os verdadeiros donos de Portugal que muitos dos empresários ensaboam pois dependem do Estado numa simbiose bem conhecida, passam pelo controlo não apenas da informação mas da mundivisão de que a informação depende para ser compreendida.

Esse complexo politico-mediático tem uma verdade oficial que é dogmática como qualquer religião e considera herege quem se desvia da ortodoxia.

Um exemplo recentemente comentado noutro blog é o do humor, com a observação certeira de que é proibido fazer humor com gente que se põe a jeito como Mário Soares, Freitas do Amaral, Manuel Alegre, José Sócrates, Francisco Balsemão, Daniel Oliveira, bem como Ana Drago, Francisco Louçã e outros escorpiões vermelhos.

Da mesma forma é proibido fazer humor com o Islamo-fascismo.

quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Jobs for the boys? No - dead for the sick!

A destruição acelerada por Sócrates continua.

Não apenas Unidades de Excelência como a Maternidade Alfredo da Costa, os IPOs, o Hospital de Santa Cruz, a cirurgia dos Capuchos ou a dermatologia do Desterro.

É todo o sistema que está a ser destruído morra quem morrer.

Muitos dos executores da destruição de Sócrates são os mesmíssimos administradores do tempo de Macedo. Os yes-men e yes-women mantiveram-se nos seus postos com a mudança. Para evitar os ataques do PS o Cobrador de Impostos decidiu manter os boys rosa no posto. Estes têm por característica conhecerem à distancia a voz do dono.

Uma das características deste sistema é a sua opacidade. Os dados apresentados pelo ministério da saúde nunca são passíveis de auditoria, nunca são transparentes, nunca são confrontáveis com a realidade. Em boa verdade eles não descrevem a realidade.

É por isso que os governantes e suas famílias só recorrem ao sistema público quando vão direccionados para um conhecimento específico que adquirem no meio social em que se movem.
Nunca vão para a fila onde é atendido o comum dos mortais. Fazem-me lembrar um recente governo Socrático em que a escola pública era muito elogiada mas em que virtualmente todos os governantes tinham os filhos nos colégios privados.

Quando confrontados com este simples facto diziam que não era incoerência sua, mas demagogia e populismo dos ... factos.


Morte de enfarte, erro médico e o Cobrador de Impostos

O cobrador de impostos Paulo Macedo tem vindo a destruir o Serviço Nacional de Saúde desde que tomou posse.

Não tem vindo a destruir o 10º melhor sistema de saúde do mundo como proclamam muitos porque esse sistema nunca existiu. Mas tem vindo a destruir o sistema que havia e que à nossa dimensão era mais que razoável.

Não é original nessa destruição pois ela vem do governo Sócrates.

Uma portuguesa de 67 anos entrou na urgência do Hospital Amadora Sintra com dor no peito. Na triagem os profissionais consideraram-na (como a muitos outros doentes)  um caso urgente. Tinha no máximo 1 hora para ser vista por um médico pois foi tida como urgência amarela.

Mas o projecto de destruição implica que não haja médicos de serviço para atender os doentes. Além dessa doente muitas dezenas de outros foram classificados como urgentes. Os escassos médicos que o cobrador de impostos deixa contratar não conseguiram ver essa pessoa senão ao fim de 6 horas. Não foi apenas esta cidadã que levou 6 horas a ser observada - todos os doentes classificados com a faixa amarela levaram 6 horas pelo simples facto de haver menos médicos que o recomendado por ordem do ministro.

Escassos minutos depois dos médicos iniciarem a observação da doente ela morreu.

Quando é que o cobrador de impostos em vez de dizer que os médicos que a viram erraram, tem a decência mínima de dizer que foi o sistema que falhou, sistema criado por ordem dele e que faz dele o responsável - ele e os yes-men e as yes-women - pela morte da cidadã. Não foi quem a viu que falhou ao contrário do que mente o cobrador. Foi quem impediu que tivesse sido vista para poupar dinheiro de forma ineficaz,


terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Olli Rhen descobre tardiamente que Sócrates era incompetente

Olli Rhen descobriu tardiamente que o Governo de Sócrates e Teixeira dos Santos eram incompetentes e andavam aos papeis.

Andou um ano a falar com Teixeira dos Santos sobre a necessidade de acabar com a bandalheira financeira mas Teixeira não percebia as contas e desculpava-se que a calculadora dele não tinha pilha.

Andou a brincar aos PEC s e só não foi ao PEC 10 porque o dinheiro fisicamente acabou. De PEC em PEC a situação financeira do país colapsava alegremente. Cavaco assobiava para o lado, Medina Carreira avisava que isto ia acabar mal, o povo estava a leste e a Comissão Europeia achava que "porreiro pá".

AntónioCosta?  Costa preparava o ninho para a sua carreira política dar o salto definitivo, enquanto o país ardia.

Vamos todos votar PS nas Europeias

As autárquicas salvaram o TóZero.

Ora sendo Seguro, o Anão, um verdadeiro seguro de vida para o Governo, as europeias surgem como a última chance para Costa tomar o PS.

Costa nunca se demarcou de José Sócrates, o Falso, de que foi ministro. Pelo contrário, anda há anos a branquear a ação do Falso e a tentar reescrever a história desses dias de vergonha.

Vamos portanto votar todos TóZero nas Europeias para manter o Anão na liderança do PS.

quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Cócó, Ranheta e Facada

Três cidadãos, comentam esta notícia da TSF da forma típica de quem é feito da mesma massa que uma parte dos nossos políticos.

E de que se queixam os aborígenes em causa? Do mesmo que se queixa ToZero Seguro - o aumento da dívida de Estado.

Ora o aumento da dívida, que há muito é declarada como virtualmente impagável, deve-se com Passos a dois fenómenos matemáticos inultrapassáveis e à fiscalização das nossas contas por estrangeiros.

No que toca à intervenção estrangeira a dívida aumentou porque estava escondida por Sócrates ( e Alberto João Jardim) e os estrangeiros quando chegaram abriram todas as gavetas que puderam e deram com os podres dos tugas.

Os fenómenos matemáticos são igualmente simples: uma tem a ver com a mudança das regras do Eurostat como a notícia exemplifica e o outro tem a ver com o facto da economia portuguesa não gerar recursos para pagar os juros da dívida, fazendo com que esta cresça mais devagar mas cresça.

Há muitos anos que Medina Carreira explica isso, devagarinho.

Primeiro pedimos dinheiro emprestado em quantidades maciças, criando uma economia artificial que vivia do dinheiro de fora.

Depois, os juros da dívida atingiram tal valor que para os pagarmos tínhamos de pedir dinheiro emprestado, aumentando por sua vez a dita dívida, os juros a pagar e a necessidade de contrair mais dívida.

É uma conhecida espiral que acaba geralmente na falência.

Passos para evitar a falência e propiciar a solução alternativa que eu tenho antecipado neste blog - o pagamento de parte da nossa dívida pelos alemães ao abrigo de um futuro plano Marshall cujo nome em alemão ainda não foi criado - decidiu ser sério e cumprir os compromissos que estabelecemos com os estrangeiros, ao invés do que fez Sócrates com o PEC I, o PEC II, o PEC III e se preparava para fazer com o PEC IV, V, VI e VII.

Daí o sucesso inesperado do nosso país perante as lideranças das organizações financeiras internacionais. Não eram só os Irlandeses e outros "caras pálidas" que tinham palavra. No sul da europa um povo em crise fazia das tripas coração em vez de gregar. Depois de nós os espanhóis também irlandaram e os italianos preparam para fazer o mesmo. Tratam-se de situações diferentes umas das outras mas com um traço comum: ao contrário do que "sabiam" os alemães, há gente séria a sul.

A coragem dos PIIS foi a morte dos PIIGS e a salvação do euro.

quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

Lourenço Xavier de Carvalho: ladroagem incompetente?

Depois do jornal Público é agora o i a aparecer na sua edição online propagandeando a ciência de Xavier de Carvalho.

Ou o senhor é mal citado ou o número de disparates com que alimenta o Complexo Político-Mediático é bem revelador da dimensão do sujeito.

O estudo em si mesmo não parece ser do domínio público. O que é do domínio público é a publicidade que lhe é feita. Esse(s) estudo(s) foram publicados em que revistas científicas com porta aberta para a rua? Ou nem foram ainda publicados em nenhum jornal com peer review e o autor já lançou a feira da auto-propaganda?
É que nenhum é citado. O autor do estudo parece andar de media em media, qual vendedor ambulante a tentar adquirir o estatuto e o prestígio que o seu estudo verbera como indesejáveis.

Auto anuncia-se como primeiro e único na profundidade com que debate temas em debate desde que há humanidade.

Não é sério.

Para além de clamar aos quatro ventos que é  único e de ter antevisto solução para o sistema educativo e para o sistema social, será que cura o cancro, limpa o catarro, elimina rugas e impede a queda de cabelo? Terá a colaboração do Professor Karamba?

O trabalho de que faz marketing vai ser apresentado à custa dos nossos impostos só na próxima 5ª feira, segundo consta, num palácio, acompanhado por alguma realeza, numa orgia de despesa estatista que traz a UNESCO num andor raramente modesto, o que nos faz temer que o Sr. Carvalho tenha os amigos certos.

No Público, o artigo aparece ilustrado com cravos vermelhos e no Diário Digital com uma variante do símbolo da ANP - o partido único da ditadura de 24 de Abril.

Ao contrario do que parece pensar o novo Karamba - ou pelo menos deixa que a imprensa venda que pensa - o problema de Portugal não é ter um sistema educativo que produza génios nas diversas engenharias e ciências, imbuídos do empreendedorismo dos que ele descreve como "sendo ativos" e alimentados pela ambição e pela aventura dos idos de Quinhentos.

O problema é não o ter.

A nossa pecha são os fala baratos, os vendedores de ilusões, os inimigos da liberdade que vêm com um dogmatismo salazarento vender a honra e a felicidade dos pobrezinhos e, pior, fundindo incompetentemente esse dogmatismo com um outro imiscível - o dogmatismo marxista do rico mau que tem de ser reeducado (no Campo Pequeno?) nos verdadeiros valores da solidariedade e de uma ética que não inclui o trabalho diferenciado e livre.

Não, Sr. Lourenço, não há contradição entre ter a nossa família como pilar da nossa vida e estudar e trabalhar duramente.

Não, Sr. Lourenço, não nos arriscamos a criar ladrões competentes se voltarmos a aderir ao ocidente que ajudámos a criar e expandir.

O que é um risco é continuarmos nas mãos dos ladrões incompetentes, dos licenciados ao Domingo e dos licenciados por equivalência, dos corruptos com lábia de feira da ladra, dos pseudo-cientistas que em vez de publicarem sobriamente arrastam um banquinho para falarem de mais alto, dos protetores daqueles que as vítimas de pedofilia identificam como sendo os seus agressores, dos mentores do novo Lápis Azul e da sua verdade oficial que o complexo político-mediático espalha por todo o lado e dos Socráticos promotores da máxima fiscal "precisamos do vosso dinheiro para dar aos nossos amigos" tão diligentemente servida por Paulo Macedo durante anos.

Quem está de parabéns não é a princesa holandesa e o seu berço de ouro, não é a UNESCO e os seus arreios, não é a nossa imprensa e o seu fogo fátuo - é um Papa que não deixa de ser Papa nem deixa de ser Jesuíta para lavar os pés dos que caíram em desgraça e é um Ministro da Educação que teve a coragem de demitir o licenciado Relvas, em vez de percorrer o caminho fácil de ser amigo de quem não era técnicamente competente nem era rico de ilíquidos 4000 - mas rico de muito mais porque tinha os amigos certos.

terça-feira, 14 de Janeiro de 2014

Jornal o Público: os ricos são pouco solidários e o complexo politico-mediático não descansa.

O Jornal o Público traz uma notícia que apela à abjuração da educação e da vida economicamente digna, com várias nuances e poucos números. Fala de algumas coisas interessantes pela rama, citando um estudo da Universidade Católica.

A notícia é sobre um trabalho que vai no futuro ser apresentado, com o apoio duma princesa de uma casa real europeia.

Não conheço o estudo da Universidade Católica e seguramente não fico a conhecê-lo lendo a notícia que o Público faz sobre esse estudo nascituro.

Informar não é uma das missões principais dos nossos media, sendo claramente menos importante que fazer uns títulos sensacionalistas, dominados pelos clichês marxistas, nomeadamente que os ricos são maus, com a eventual exceção da princesa que aí vem bater palmas.

Nesta notícia os ricos são as pessoas que ganham, ilíquido, a partir de 4000 euros mês, ou seja cerca do salário mínimo do Luxemburgo em termos líquidos - isto contando por baixo o que lhes é dado pelo estado em género de um lado e de outro.

Porque são tão maus estes ricaços? Porque não valorizam a solidariedade social, entre outras maldades.

O que é a solidariedade social para o rico que ganha em Portugal aquilo que dá o salário mínimo no Luxemburgo? Provavelmente será dar dinheiro a quem tem menos e pagar com os seus impostos viagens a princesas que provavelmente gastam num mês o que eles ganham num ano.

O que é a solidariedade social para o pobre que ganha em Portugal uns míseros 500 euros por mês?  Provavelmente será receber dinheiro de quem tem mais.

Ou seja, o Público, até prova em contrário, parece ter descoberto que as pessoas preferem receber dinheiro do que dar dinheiro.

Não sei se descobriu que os referidos ricaços 4000 ilíquidos, se chateiam de ser alvo da extorsão estatal, pois sabem bem que o  anti-Robin Hood socialista os insulta primeiro e lhes tira o dinheiro depois para o depositar nos bolsos dos seus amigos - nobres ou plebeus - que com felicidade dividem entre eles parte da coleta.

Descobriu também o Público que as pessoas são cada vez mais individualistas, desconfiadas, cada vez mais defendem o "cada um por si", "olho por olho, dente por dente", valorizam principalmente os "valores imateriais", a "família", a "honra", o "amar e ser amado".

Muito coerente.

O estudo até pode ter qualidade, o que por bom senso se duvida. É impossível é extrair isso do artigo do Público, tal é a incompetência da notícia que parece tão só aproveitá-lo para regurgitar acriticamente lugares comuns promovidos pelo complexo politico-mediático.

Os grandes escritórios de advogados

Em todos os países desenvolvidos há grandes escritórios de advogados.

Esses escritórios têm obrigações éticas como toda a gente e os que não as cumprem devem ser criticados.

Agora, se me permitem a redundância, em todos os países desenvolvidos há grandes escritórios de advogados, pelo simples facto de que há problemas jurídicos que necessitam da intervenção de organizações com uma massa crítica mínima.

Triste seria se grandes escritórios de advogados estrangeiros tomassem conta dessa área de atividade e os nossos advogados fossem empregados deles.

Ainda o larapiozito da Meta dos Leitões: Tira um curso rapaz. Vais ver que ajuda.

O homenzinho da Meta pode ser mais competente a roubar militantes do CDS do que foi a não ser roubado por José Sócrates, mas é nos atos mais competente que nas palavras o homenzinho que sonhava em refocar um debate mas enganou-se, anunciado que o ia desfocar ... e não é que acabou mesmo a desfocá-lo? (veja-se esta desfocante listagem de rankings, entrecortados por má poesia, sem réstia de apresentação dos dados e das fórmulas originais e que o senhor acha tratar-se de um estudo - o ex-editor da ex-marxism today, vai concerteza perdoar-me do alto do seu fundamentalismo mas vejo-me obrigado a inspirar-me num olhanense, para perguntar retoricamente "letras, letras, números nenhuns. É assim que eles enriquem móce?).

O meu conselho? - Tira um curso rapaz. Vais ver que ajuda.

Socratistas e Bloquistas - o sucesso dos leitões é a vitória dos porcos

Um conhecido blog exulta porque num restaurante para os lados da Mealhada 15 militantes do CDS foram roubados nos leitões.

A grande alegria dos burlões da moderada esquerda e dos mitómanos da extrema esquerda tem duas razões:

A segunda, é que roubar dinheiro como castigo por delito de opinião (ser do CDS) cai sempre bem à extrema esquerda. Fora desse blog todos nos lembramos do camarada Otelo que se propunha imitar Pinochet e pôr os fascistas numa praça de touros (seria para lhes dar rosas?). Falhado o PREC, não se podendo passar mandatos de captura em branco, roubar os fascistas, às vezes, é o que se pode fazer.

A primeira, é que quando um leitão por afinidade se convence que quem o rouba não é quem o obrigou a endividar-se sem lhe dizer água-vai, mas sim quem o faz pagar a dívida que contraiu, (explicando-lhe mil vezes que depois de se deixado enganar por Sócrates, Costa e quejandos, tentar não pagar é condenar-se à miséria e aí não há leitão que o salve) cai sempre bem aos Socratistas que anseiam por endividar o nosso povo outra vez.


segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Definição de Complexo Político-Mediático

Os media, ao longo dos anos, desenvolveram interesses comuns com os interesses do poder político do centrão que se extende a partir da ala esquerda do PSD, atravessa o PS e inclui as pessoas mais bem falantes da extrema esquerda.

Existe, entre ambos, uma permeabilidade biunívoca em que as pessoas saltam de um lado para o outro com enorme velocidade, usam uma cartilha comum do que é politicamente permitido dizer-se e não hesitam em suprimir, com um redescoberto lápis azul, quem os aponta como alvo.

Estes media, apesar de usarem uma linguagem que é a linguagem da esquerda, não estão já do lado da esquerda. Estão do lado do ouro que existe  - a caça ao dinheiro dos contribuintes, o acesso a bens comuns naturalmente escassos e os descontos competitivos no preço da burocracia socialista.

A corrente facilidade com que se admoestam escritórios de advogados é prova da viragem do poder centrado nas profissões jurídicas para as centradas nos media.

É só suster a respiração e esperar que passe.

Sem investigação jornalística própria e sem transparência por parte do Estado,  os media só reproduzem a ponta do iceberg do colapso em curso na medicina e na saúde em Portugal que lhes é fornecida por organismos com uma agenda de defesa reivindicativa dos seus associados, como por exemplo os sindicatos.

Melhor que nada, é certo, numa reação que era de esperar, após ter-se colocado um cobrador de impostos não num lugar técnico de bastidores que tratasse da parte de gestão financeira da saúde, mas no lugar de Ministro duma área que exige o que ele intrinsecamente não tem - respeito pelos direitos das pessoas e compreensão pela dinâmica dos grupos de trabalho.

No que toca à gripe e às suas mortes é só suster a respiração e esperar que passe, pensarão.

Que passe  o Inverno e que passe a Parkinsónica agitação dos media, que procuram vender o último sensacionalismo que arda tão fácil, tão visível e tão fatuamente como a palha.

Sabemos que o cobrador de impostos é melhor que a troika socialista do Falso, do Narciso e do Anão, mas como disse a propósito de Ariel Sharon, já não basta ser-se melhor que um Hamas no caso de Israel e não basta ser melhor que a troika socialista. É preciso mais.

Quando saberemos ultrapassar a fratura pendular entre a prosápia anencéfala dos burocratas que não compreende a natureza humana  e a energia vesga dos plutocratas que despreza quem não é visita de casa?

Quando  aprenderemos com os idos de quinhentos e optamos pela energia lúcida da ambição realista?

História do complexo político-mediático e três exemplos de Centros de Excelência em destruição .

A história do complexo político-mediático também passa pelo seu silêncio na degradação-com-vista-à-destruição de instituições de excelência em Portugal.

IPO's.
Maternidade Alfredo da Costa.
Hospital de Santa Cruz.

A destruição de grupos altamente diferenciados, com sub-culturas de excelência, pela dupla Sócrates / Paulo Macedo e os mesmos yes-man de serviço a ambos.

A má moeda de que falava Cavaco, antes de se tornar ele próprio co-responsável pela má moeda.

A morte e o cobrador de impostos

Mais  um caso em que Paulo Macedo, o grande cobrador de impostos a quem Passos Coelho entregou uma pasta social, e a sua política de poupança incompetente, são responsáveis por falha de assistência médica a doentes graves, abandonados à sua sorte.

domingo, 12 de Janeiro de 2014

Porta da Loja: um pequeno senão

Recomendo a leitura deste post Porta da Loja.

Um senão: classificar como idealista o pensamento totalitário que tortura (sim, literalmente) e fuzila (sim, literalmente) os seus adversários políticos desarmados.

Essa é uma vitória histórica da esquerda totalitária: até os democratas os classificam de idealistas.

Mussulini não era idealista mas Estaline, Mao e Fidel eram idealistas.

O meu conselho ao "Porta da Loja": aperceba-se dessa colonização e não peça desculpa por ser democrata.

Confundir o erro com a mentira - umas das doenças do complexo politico-mediático

 A doença acima citada vem a propósito de um post do Aventar que repete um lugar comum em muitos meios. Não é específico desse blog mas não é aceitável. Contudo não se deve exagerar a culpa do Aventar no disparate - é como digo um disparate corrente.

Apesar de ser evidente que Sócrates é um mentiroso, a peça trazida do youtube nesse post em relação ao antigo primeiro-ministro tem um problema: é ela própria basicamente uma falsidade.

Passa-se o mesmo com a peça em relação a Passos Coelho.

Esses videos são falsidades de um tipo diferente da mentira. Não são mentiras e os seus autores não são mentirosos. Estão grosseiramente errados mas servem um sistema de mentira com o seu erro.

Explico-o por "noblesse obrigue", pois exigiria um longo texto para tratar este tema e um blog não é o sítio ideal para textos desses.

Uma pessoa que faz uma antecipação em relação ao futuro e se engana, só é um mentiroso se se enganar propositadamente. Pode, por exemplo, ter-se enganado na antecipação do que iria acontecer por escassez de dados disponíveis ou pela natureza do assunto que se antecipa. Quando essa antecipação se refere ao próprio comportamento, também aqui podem acontecer várias coisas e uma delas é ter-se enganado em relação à evolução futura e ainda assim manter a obrigação de corrigir a trajectória sem se afastar do seu posto.

Não sendo a economia uma ciência exata, o engano em relação a fenómenos futuros é a regra. Não perco tempo a explicar porque é que sendo o engano a regra se investem milhões em todo o planeta a tentar antecipar esse futuro. Isso seria pedir demais neste post.

Mesmo em ciências mais evoluídas como a Medicina, isso acontece corriqueiramente. Um médico pode antecipar que um pé de um doente vai melhorar com medicamentos e depois verificar-se que o pé necrosou e tem de ser amputado. O pior que o médico podia fazer era, para ser "coerente",  não amputar o pé deixando morrer o doente.

Para além da confusão anterior os videos do Aventar / youtube contêm outra falsidade: falseiam a natureza das promessas eleitorais apresentando-as como mentiras pessoais. O que se afirma em campanha eleitoral num Estado tão pouco transparente como o nosso, por parte dos partidos da oposição pode enfermar do problema acima exposto - dificuldade acrescida na previsão do futuro - e  enferma de um problema sistémico: o povo exige que se façam promessas douradas e castiga fortemente quem se recusa a fazê-lo. Essa mentira específica - as promessas eleitorais - é uma mentira partilhada entre o povo e os dirigentes partidários.

Sou contra essa mentira eleitoral, sendo contra quem alinha com essa exigência do eleitorado porque estou na convicção que é possível ganhar eleições, por uma margem menor mas ainda assim ganhar, falando verdade. Exige um enorme esforço de preparação em relação às promessas do adversário e exige a escolha de uma linguagem que não é a expontânea mas é passível de ser construída.

Há dez anos não seria possível mas agora é.

sábado, 11 de Janeiro de 2014

Morreu Ariel Sharon

Ariel Sharon foi um herói para a nação israelita, um chefe militar audaz, de uma coragem pessoal e como líder, muito acima da média.

Israel é o único país do médio oriente, onde existe um estado de direito com alguma proximidade com o que se observa na europa e o único país da região onde a vida humana tem algum valor. É claro que a Turquia e, mais distante, a Jordânia, são também países onde o estado é minimamente fiável, ainda assim muito aquém de Israel.

Com a exceção da Turquia, se algum país da região tivesse a capacidade militar de Israel e Israel tivesse a capacidade militar desse país, ou seja se se invertessem os papeis, esse país fosse ele a Síria, o Líbano, a Jordânia, a Palestina sou outro, Israel desapareceria do mapa em 72 horas.

Estando em guerra, Israel usa para os seus vizinhos a força que tem, de uma forma mais branda do que a que seria usada para consigo na situação inversa.

Dito isto, importa dizer também que  isto não chega. Ser melhor que os nossos inimigos não chega.

Os massacres de Sabra e Chatila exemplificam isso muito bem e esse ato terrorista tinge de forma indelével a memória de Sharon. 

O facto do Estado de Israel ser um estado religioso, de Israel ser uma potência nuclear graças à França, de Israel tornar a vida dos palestinianos uma humilhação diária, de colocar colonos no seio do território de um país vizinho, de impedir o crescimento económico da palestina destruindo sistematicamente infra-estruturas e organizações de desenvolvimento social, exemplifica muito bem que ser-se melhor que os inimigos não chega.

De Klerk, na África do Sul, sonhou em construir um país só para os brancos, dividindo o território da África do Sul em vários países mononacionais. Falhou porque, segundo ele, os brancos foram gananciosos: queriam tudo o que tinha valor para eles próprios e o refugo para os negros.

Também Israel falhará pela sua ganância em querer o bife do lombo para si e o inferno para os palestinianos. Geração atrás de geração, os palestinianos não aceitarão o que lhes é dado por Israel.

Esperemos que o desaparecimento da geração que fez nascer Israel dê azo à ascensão de uma geração que permita a Israel sobreviver. Se a primeira só se podia fazer pela guerra, a segunda só se poderá fazer pela paz.




Pulido Valente, Camões e Eusébio

Pulido Valente escreve um artigo alegando que Eusébio ficaria bem no Panteão Nacional se não tivesse de suportar a companhia de quem lá está. 

Acha que Eusébio era um génio na sua profissão, tal como Amália e por isso devia ter direito a um Panteão.

Acontece que, seja por causa do joelho, seja por falta de talento, Eusébio era um jogador inferior a, por exemplo, Cristiano Ronaldo. Não é preciso ser perito: basta ver as imagens de jogos de Ronaldo, Maradona ou Pelé para se perceber que Eusébio não era do mesmo campeonato.

Eusébio era do campeonato de Carlos Lopes, outro grande desportista da segunda linha mundial na sua profissão, para usar a expressão de Pulido.

Eusébio, como os desportistas citados, era de uma enorme destreza motora no futebol e despertava o entusiasmo das massas. Golo, golo, gritavam os seus adeptos. Vitória, ganhámos, viva.

Amália tinha também uma enorme destreza motora: a sua voz. Emprestava a essa voz uma emotividade especial. Como a voz, o mais fantástico dos instrumentos, canta uma letra e canta uma música, suscita uma admiração especial. De qualquer forma a voz humana, por si só, desperta um tipo de emoções mais elevadas que o primitivismo do ganhámos, golo, viva.

Só que o que distingue a especial natureza da humanidade não é a sua competência motora, pouco impressionante quando comparada com a de uma águia ou a de um grande felino.

É o seu espirito.

Se Pulido tivesse escrito o romance ou o ensaio genial, para o qual parece ter mais talento do que a resiliência e obstinação necessárias, gostaria de ser recordado num panteão entre o Ronaldo, o Carlos Lopes e o Eusébio?

Ou preferia ficar entre Eça, Garcia D'Orta  e Camões?

Onde queria, acresce,  Pulido que ficassem os cenotáfios do Infante D. Henrique e D. Nuno Álvares? Ao lado de Ronaldo e Eusébio?

Façamos um último exercício. Imagine-se um Panteão Nacional nos Estados Unidos. Proporia, se fosse norte-americano, que esse monumento fosse enxameado pelas dezenas de Eusébios que essa nação produz todas as décadas em cento e um desportos ou por verdadeiros heróis e inspiradores como Adams ou Lincoln, Twain ou Jefferson, Edison ou Disney, Carnegie ou Salk?

sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

O Aventar desilude. Drago não.

O Aventar já teve mais interesse, apesar de continuar a valer a pena visita-lo. Neste post aparece em grande plano a inspetora Ana Drago, deixada impune - como é deixado impune o PCP -  pelos seus opositores de direita que julgam, mal, que responder à extrema esquerda serve apenas para valorizar a extrema esquerda, quando nos assuntos versados era fácil responder a Ana Drago verberando no mesmo tempo o principal responsável pela destruição do país, o PS.

Isto presumindo que não houve resposta, porque se a houve e foi apropriada seria desonesto não a publicar.

O fanatismo da Ana Drago que nas comissões de inquérito deixou, demasiadas vezes, bem visível o seu estilo de polícia política, não merece resposta detalhada. A pulsão pidesca dos extremistas não é novidade.

Mas há um assunto que merece resposta: a sua alusão aos SWAP.

Em relação aos SWAP a Ministra das Finanças utilizou, e bem, esse instrumento enquanto gestora pública com lucros de milhões de euros para o estado. Ana Drago sabe bem qual é a diferença entre o uso legitimo de um instrumento financeiro legal como os SWAP e o seu uso ilegítimo. A própria ministra lho explicou e todos podemos ver isso no Youtube. Ana Drago e o resto dos totalitaristas da extrema esquerda, sabem bem que o facto de se estacionar um carro bloqueando o acesso a um parqueamento público ser ilegal, não torna ilegal estacionar carros em termos gerais. O autor do post do Aventar pode não saber e ir atrás do gado mas Drago sabe-o bem. A direção do PS que é moderada mas não é honesta também sabe.

Isto sobre a acusação à Ministra das Finanças.

O resto suscita igual repulsa mas não há tempo nem pachorra.

Um ano de socialismo vendido com 90% de desconto. Tomem lá que é democrático.

O jornal Público noticia uma hipotética fraude na área da saúde por parte de um grupo privado de Coimbra. O Bastonário da Ordem dos Médicos ter-se-á congratulado com a ação do Ministério da Saúde neste caso concreto e pedido mais ações do género contra a saúde privada que não cumpre as regras. Fica por saber se essas regras são transparentes ou propositadamente obscuras mas, dando isso de barato, tudo OK até este ponto.

Contudo a notícia contém outros elementos, paralelos à história principal e que mostram bem em que país vivemos.

Segundo a notícia a instalação de um simples aparelho de TAC numa empresa privada demora até ser aprovado pelo estado nada mais nada menos que um ano. Uma aparelho inventado há décadas, cuja segurança exige parâmetros totalmente padronizados - tipo copy and paste - que se conferem num dia de trabalho a trabalhar devagar, demora em média um ano. Digam-me se um sistema destes não é feito para induzir corrupção?

Associação Portuguesa de Hospitalização Privada pediu já que as regras do sector sejam mais transparentes - os pobres diabos não percebem que assim estragam o negócio aos vendedores de socialismo a preço de saldo . O negócio é não haver transparência.

Aqui o socialismo custa um ano da atividade económica parada. Um ano de "Lockout" imposto pelo estado. Como a fiscalização em si mesma é de "caracácá", quem tem os amigos certos ou paga a quem tem de pagar despacha-a num mês, ou seja compra um ano de socialismo a preço de um mês. Poupa mais de 90% da despesa. Quem vai para a bicha paga o ano de socialismo por inteiro (o financiamento do aparelhómetro sem o poder utilizar).

Era essa aliás a acusação a Sócrates nos célebres projetos aberrantes que assinou. O senhor - que, alegadamente, mais tarde se licenciou em Engenharia ao Domingo - conseguiria, alegadamente, talvez despachar as aprovações mais depressa na Câmara Municipal onde tinha conhecimentos. Os abortos que assinou não eram, alegadamente,  da sua autoria. O que era, alegadamente, da sua autoria era vender o socialismo a preço de saldo. 

quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

Á atenção do Conselho da Revolução: País saiu da recessão e taxas de juros continuam a descer.

Portugal saiu recentemente da recessão técnica.

Hoje soubemos que a taxa de juros implícita da dívida portuguesa continua a descer, diminuindo o fosso que nos separa da Alemanha, país por vezes visto como referência.

A taxa a cinco anos caiu para 3,95% e a taxa a dois anos para uns meros 1,9%.

Pede-se ao Conselho da Revolução que não destrua o que foi conseguido.

Mário Soares - o Almirante Américo Tomáz da Democracia

Arrisca-se a acabar nisto o velho soba.

Seguro agradece. Passos agradece duplamente.

Panteão Nacional: retirar D. Nun' Álvares

Os cenotáfios de Luis de Camões, D. Nuno Álvares Pereira, Afonso de Albuquerque, Pedro Álvares Cabral, o Infante D. Henrique, assim como os túmulos de Guerra Junqueiro, A. Garrett, Aquilino e João de Deus devem ser retirados do Panteão Nacional.

Eusébio, Amália e os políticos podem ficar.

Se houvesse um canto também se podia reservar já um lugarzinho para a partidocracia populista.

Pão e Circo?

O grande cobrador de impostos - história anunciada de mil mortes

Paulo Macedo, o grande cobrador de impostos, foi colocado numa posição em que nunca devia ter estado: gerir o Serviço Nacional de Saúde.

Antes da sua chegada a situação não era boa, ao contrário do que defendem os que dizem que o nosso sistema de saúde é um dos dez melhores do mundo.

Qualquer português que tenha vivido fora do nosso pacóvio pequeno rectângulo sabe disso.

Pode dizer-se, e é verdade, que quando confrontados com outros setores a nossa medicina e a nossa organização dos serviços de saúde eram melhores que muitos setores. Isso não faz da área um continente de excelência em termos internacionais. Podem haver ilhas de excelência mas a qualidade global é apenas sofrível.

Ao colocarem um cobrador de impostos a gerir a saúde, a morte voltou em grande força. Cada vez que um médico abre a boca é perseguido e muitas vezes erradicado. Cada vez que a Ordem dos Médicos abre a boca o complexo politico-mediático ataca-a ferozmentente. Como os médicos são escolhidos de entre os melhores alunos e ganham melhor que a média da população, a nossa cultura de mediocridade e inveja faz com que a medicina seja um alvo fácil. "Toda" a gente acredita na primeira mentira que se contar e "toda" a gente se sente à vontade para mentir.

Veio agora a público mais uma morte anunciada às mãos do Ministério da Saúde e da sua política de destruição e má poupança - a história de uma suspeita médica de cancro que ficou dois anos à espera de ser confirmada ou infirmada e que quando foi confirmada era tarde demais.  Se fosse familiar de um político seguramente não tinha esperado um ano só para ir à consulta médica. É apenas uma entre mil mas a falta de transparência, a cultura de opacidade  que vinha de Sócrates, reforçada pelo atual ministério (que chega ao ponto de impedir que a ordem dos médicos entre nos hospitais), consegue esconder a grande maioria destas situações. As próprias vítimas a quem são sonegados cuidados muitas vezes não sabem porque lhes aconteceu o que aconteceu. Veja-se o que sucede no Norte do país. Os doentes mais frágeis, os idosos, os pobres e os que não estão organizados, são as principais vítimas silenciosas.

Como dizia Kennedy, é possível enganar toda a gente durante algum tempo e é até possível enganar algumas pessoas todo o tempo. Mas permanece impossível enganar toda a gente todo o tempo.

Paulo Macedo enganou toda a gente durante algum tempo. Uma parte do complexo politico-mediático continuará a permitir que engane algumas  pessoas todo o tempo. 

Mas Kennedy terá razão mais tarde ou mais cedo.

terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Sócrates - se um dia fala verdade morre de apoplexia

O conhecido mitómano José Sócrates, figura estimada pelo vácuo Soares, lembrou-se de inventar uma historieta sobre si próprio e Eusébio.

Eis a troika do PS no seu melhor: O Falso, O Narciso e o TóZero.

É claro que o aldrabão pelo mal que fez ao país é um caso especial. Trata-se de um analfa armani que usa no trecho em que o ouvimos a palavra legenda como se esta significasse lenda. O homenzinho que queria ser engenheiro, ouve falar em legend quando viaja em primeira classe de avião e pensa que legend é legenda.

Imagino o que os franceses devem rir deste caso de um parolo em Paris.

P.S. (8-1-2014) Depois da publicação deste post surgiram defensores de Sócrates, uns inventando que em meados da década de sessenta Sócrates à tarde de sábado, em 23 de Julho, iria ter atividades extra-curriculares na escola primária do obscurantismo. Infelizmente os factos não confirmam esta tese. Outros afirmando que qualquer um se pode enganar numa memória antiga. Ora isto é bem verdade mas o problema é que Sócrates dedicou anos da sua vida a enganar as pessoas, nomeadamente mentindo grosseiramente. Por isso cada vez que falta à verdade numa arena pública de combate político e em proveito próprio, não merece o benefício da dúvida.

segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014

Eusébio - Soares, o novo Almirante, não sabia

Mário Soares declara, com a imbecilidade de sempre aliada à nova simplicidade da segunda infância, que sabia que o Eusébio bebia Wisky logo a partir da manhã, seguindo pela tarde fora mas não imaginava que essa beberagem lhe fizesse mal.

Um génio, como a grande parte dos políticos.
Por mim promovia-o, não a Almirante mas a Almirante Américo.

Soares não anda a votos e por isso pode não gostar de Eusébio, lembrando-se que este era "colaboracionista do Salazarismo" e por isso foi saneado do Benfica, tendo de sair do país.

Mas triste é também a nossa imprensa que noticía que Eusébio morreu de ... paragem cardíaca. Ou seja morreu porque o seu coração parou. É pois notícia dizer-se que Eusébio morreu porque morreu.

Entre o branqueamento pseudo-virginal do abuso e dependência do álcool por parte de Eusébio e as declarações de Soares (via Corta-Fitas) há uma coisa de comum: Terceiro-mundo dos dois lados.

Agora se colocarmos, longe das medalhas, das taças, das honrarias e dos cargos, Eusébio lado a lado com Soares, há um que na sua simplicidade é são  e há outro vaidosão e embevecido por si próprio, sem se aperceber que não tem razões para tanto.

Quem é quem?




domingo, 5 de Janeiro de 2014

Eusébio? Perguntem ao camarada Jerónimo

 Um editorial do expresso on-line faz uma visita curta ao passado do falecido Eusébio e lembra-se de dizer que o pantera negra só pôde fazer carreira internacional porque, com a liberdade conquistada em Abril, deixou de ser impedido de jogar em clubes internacionais.

Essa coluna que nos convida a chamar ao seu autor "o que quisermos" leva-me a que o chame esquecido.

Eusébio não saiu de Portugal aos 34 anos atraído por uma carreira internacional.

Eusébio foi perseguido, acusado de ser um colaboracionista com a ditadura de Salazar. Foi afastado do Benfica e teve de partir para o exílio para poder manter a sua família e escapar aos insultos dos comunistas, como teve de, mais tarde, sofrendo como sofria de um joelho, jogar na segunda divisão portuguesa para ganhar a vida. Onde estava o Benfica nessa altura? A assobiar para o lado em nome da revolução.

Se alguém duvida pergunte ao camarada Jerónimo.

sábado, 4 de Janeiro de 2014

Perguntem ao camarada Jerónimo

Há em inúmeros jornais internacionais um debate sobre se a recente notícia de que o "secretário geral" do Partido Comunista da Coreia do Norte teria decidido escolher como método de assassinio do seu tio e de cinco dos seus colaboradores, atirá-lo nu a uma matilha de cães famintos, tem alguma credibilidade.

Eu, não fazendo ideia, inclino-me para que esse método não seja prático. Afinal de contas quando o secretário geral desse partido comunista decidiu mandar assassinar a sua ex-namorada escolheu como método o pelotão de fuzilamento.

Mas para quem tem dúvidas há um método que podia ajudar: era pedir ao Secretário Geral do Partido Comunista Português que perguntasse ao seu camarada Norte Coreano como é que lá se costumam assassinar as pessoas de quem não se gosta.

Isto se ele não estivesse demasiado ocupado a ajustar estratégias com o Bloco de Esquerda e outros democratas.

sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014

Navio de propaganda do aquecimento global fica preso no gelo.

C'os diabos. Pareces que os deuses decidem fazer humor conosco.

O navio russo que ficou preso no gelo da antártida (bem como assim ficou o quebra gelo chines que o tentou salvar) tinha uma missão.

Segundo este estudo mais de 95% das notícias decidiram ignorar qual era a missão. Ora essa missão era ajudar a provar a existência do ... aquecimento global!

Ou seja os tipos que iam provar que o planeta está mais quente que nunca só não morrem gelados porque um helicóptero do grande poluidor chinês os salvou.

Eu sei que o detalhe do aprisionamento não prova nada no que toca à questão climática, mas o detalhe de não se noticiar a missão diz alguma coisa da luta política em torno do aquecimento global.

quinta-feira, 2 de Janeiro de 2014

Tribunal Constitucional ensina. Cavaco aprende.

Durante o ano de 2013, como afirmámos num dos últimos posts, o Tribunal Constitucional agudizou a tendência de se apresentar como o Conselho da Revolução.

Aqui o TC deu uma enorme lição de incompetência, abuso de poder e nível intelectual abaixo do exigível.

A tomar em linha de conta o seu discurso de ano novo, parece que Cavaco aprendeu a lição.

Desejámos isso num post recente e por isso ficamos satisfeitos.

Há um detalhe que o Conselho da Revolução não deve esquecer: Cavaco foi eleito.  O TC não.

O TC provém duma constituição aprovada sob a ameaça das baionetas dos militares. Constituições dessas duram um certo tempo e depois acabam.

É bom que não abuse da habitual complacência do povo português.

sexta-feira, 27 de Dezembro de 2013

Não chega - Tribunal Constitucional: decisão e fundamentos da decisão

É sabido que o Presidente da República decidiu não solicitar a fiscalização preventiva da constitucionalidade do OE de 2014.

O ano passado o PR decidiu solicitar a fiscalização sucessiva e obteve do TC uma resposta com inúmeros fundamentos políticos e não jurídicos.

Recentemente, o TC tomou, por aparente unanimidade, uma decisão política sobre a convergência das pensões entre o privado e o público. Foi não apenas uma decisão política: foi uma decisão sem qualidade.

Se as decisões do TC são políticas e não jurídicas o TC é um novo Conselho da Revolução.

Esperemos que o PR tenha aprendido alguma coisa com a natureza e a qualidade das decisões do TC.

Infelizmente a falta de qualidade das decisões não impressiona menos que a natureza política das mesmas. Muitas pessoas pensam que os fundamentos escritos da decisão do Conselho da Revolução, "transnominado" em Tribunal Constitucional, não interessam. Que apenas interessa a decisão em si. Que os fundamentos são meras desculpas e que se não fossem essas as desculpas outras facilmente se arranjariam.

O Tribunal decide uma qualquer coisa por motivos que se imaginam mas o que interessa é o que o Tribunal decide. Interessa até que o Tribunal decida contra o governo e contra o parlamento pois assim ganharia mais dignidade.

Não é respeitado e digno o Tribunal Constitucional Alemão e não é respeitado e digno o Supremo Federal dos Estados Unidos, cujas decisões não deixam de ser o que lhes aprouverem mau grado contraditarem a vontade do executivo ou do legislativo? Não é isso a prova definitiva da separação dos poderes?

Puro engano.

O Supremo dos Estados Unidos e, imagino, mesmo que em menor grau, o Constitucional da Alemanha, tomam decisões com qualidade intelectual. Para se saber da qualidade intelectual das decisões há que conhecer os seus fundamentos intelectuais, tal como para perceber a qualidade duma equação matemática há que olhar para a sua demonstração.

Lamento mas quando se vai pelo caminho de "o que eles queriam era impedir a diminuição das reformas dos funcionários do Estado e conseguiram", "as razões são um detalhe", não se defende a dignidade do Conselho da Revolução.

A dignidade de um Tribunal não advém apenas das funções que a comunidade lhe atribui. Depende também da qualidade das suas decisões.

Ora a qualidade intelectual das decisões do Tribunal Constitucional é muito baixa. Daí se depreende que a qualidade geral dos seus membros é muito baixa.

Isto é o oposto do que se passa nos Estados Unidos e, presumo, na Alemanha.

O Tribunal Constitucional português enferma da mesma doença de grande parte da elite portuguesa: chegaram onde chegaram por mecanismos que todos conhecemos e que pouco têm que ver com o seu valor em termos de inteligência, conhecimento, resiliência  e integridade.

Podem ser, nesta fase, amigos dos Galambas do  PS, das Dragos do BE e dos Balsemões dos media. Não chega.


Perceber a lógica do Conselho da Revolução

Aconselho a leitura do artigo de opinião de J. Manuel Fernandes a propósito da recente decisão do Tribunal Constitucional.

Apesar do carácter soft da linguagem do jornalista, vital para se sobreviver no seu mundo, é clara no artigo a desonestidade intelectual e o pouco refinado cinismo do Conselho da Revolução.

Perante o que alegadamente escrevem os conselheiros, semelhante à posição de defender que seria inconstitucional combater a SIDA em Portugal pois esse combate mesmo a ter sucesso não garantiria saúde para todos, uma vez que as borbulhas e as constipações continuariam, resta questionarmos a honestidade do mar de opinadores que nada dizem sobre os fundamentos concretos das decisões do TC.

Postos perante a questão de saber se a escravatura deveria ser abolida percebe-se que um qualquer Conselho da Revolução, abraçando o mesmo fio lógico que este, decidiria que é inconstitucional abolir a escravatura pois após a abolição os homens não seriam verdadeiramente livres.

Se nesse putativo quadro histórico essa fosse a decisão "politicamente correta" é claro.

Não apenas corporativismo básico de um tempo que todos pagamos muito caro por não ter desaparecido: lixo intelectual típico da elite de um país do terceiro mundo.

sábado, 21 de Dezembro de 2013

Pingo Doce e as Ossadas

Não sei quantos funcionários tem o Pingo Doce.
Não sei quantos produtores nacionais fornecem o Pingo Doce.
Sei que o dono do Pingo Doce prefere pagar impostos na Holanda, mais razoáveis e parte dos quais são redistribuídos via fundos estruturais e programas afins pelos países menos desenvolvidos da Europa e até do mundo.
Julgo que o Pingo Doce continua sediado e a pagar impostos em Portugal.

Essa cadeia de lojas conseguiu manter lojas de proximidade que beneficiam a população a preços competitivos com os hipermercados nacionais e multinacionais.

Sei que o Bloco de Esquerda, o PCP e parte da ala esquerda do PS ficariam felizes com a destruição das empresas competitivas que não lhes prestam vassalagem porque não vivem dos favores do Estado. Estou do lado oposto desses senhores: defendo que exemplos como o do Pingo Doce, com a sua eficácia e a sua qualidade continuem a criar riqueza verdadeira que não provém de dinheiro pedido emprestado ao estrangeiro e redistribuído pelos amigos do PS e quejandos, devendo ser vistos como exemplos. Estou do lado dos funcionários do Pingo Doce e suas famílias.

Aqueles que cantam ossanas a Cuba e à Venezuela e no passado cantavam ossanas à União Soviética, incapazes de compreender como se cria riqueza, inimigos de todo o empreendedorismo, adversários da iniciativa económica das pessoas, transformariam o nosso músculo económico em ossadas.

Esta alquima em que os ossanas vermelhos criam ossadas, era chamada de política de terra queimada no PREC.

Temos um mini PREC protegido por um miniConselho da Revolução.

Agora que o país dá sinais de estar a fazer emergir uma outra economia, mais exportadora e mais livre, espera-se que aumente o desespero dos Pachecos Pereiras aos Franciscos Louçãs.

Agora é altura de não arrepiar caminho e travar a legião minoritária de inimigos da liberdade.

quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013

A privatização da RTP e a guerra da SIC a Passos Coelho

Em Portugal, a maioria dos grandes empresários abomina tanto a liberdade de iniciativa e o mercado livre, como o abominam a maioria dos fazedores de opinião e a maioria dos políticos no ativo.

Um dos exemplos deste problema é reconhecível no empresário Pinto Balsemão. Uma boa parte do sucesso deste empresário deve-se à SIC e aos seus diversos canais.

A SIC dá muito dinheiro a Balsemão.

Ora Balsemão gosta de dinheiro como toda a gente e está persuadido que uma das estratégias eficazes para o acumular é impedir a competição. Balsemão imagina o mercado publicitário como um bolo limitado e quando se tratou de ter acesso a esse bolo, defendeu a existência de canais privados de televisão, para logo após ter sido aceite como comensal tratar de tentar impedir a liberalização do mercado. O bolo estava na mesa, Balsemão tinha-se instalado de faca e garfo e o que mais temia era que entrassem novos convidados.

A competição verdadeira é-lhe verdadeiramente estranha.

A esquerda que ele agora acolhe na SIC, tentou impedir como pôde essa decisão reformista de Cavaco Silva, mas isso são tempos idos.

Agora é a SIC que tenta impedir com todas as forças que surja ao seu lado, e ao lado da TVI, um canal privado que suceda à RTP pública e a esquerda saloia passou a dar-lhe jeito.

Para Balsemão a esquerda é agora sua aliada nesta luta de levar o bolo à boca, pois sendo sempre inimiga da privatização, neste capítulo ajuda a manter o negócio do Pinto B.

O temor que Passos vendesse a RTP a um operador privado, justifica boa parte da animosidade da SIC contra o Governo.

Trata-se para Balsemão de uma coisa séria: dinheiro.

Passos Coelho só tem uma forma de travar a animosidade de Balsemão: privatizar rapidamente a televisão pública.

É certo que o Conselho da Revolução pode tentar impedi-lo, mas seguramente que a abertura do jogo sobre o papel e a motivação de Balsemão iria dificultar o trabalho do Tribunal Constitucional.

E, no limite, o governo pode privatizar a RTP 2 e, mal isso aconteça, transformar a RTP 1 naquilo que é hoje a RTP 2. Basta mudar a grelha de programação. Para além doutras alternativas possíveis.

O que não deve é aceitar que se viva num país, onde o que é politicamente tido como aceitável e moderado são as opiniões extremistas duma esquerda que destruiu o país, ao mesmo tempo que um quase invisível lápis azul empurra as opiniões favoráveis à libertação da sociedade para os nichos mais laterais da blogosfera.

domingo, 15 de Dezembro de 2013

Schäuble continua ministro das finanças no novo governo alemão

O governo de coligação na Alemanha, que inclui o SPD - o tal partido de esquerda que elogiou a política de Passos Coelho - mantém como ministro das finanças o conhecido Schäuble.

Era bom re-entrevistar José Sócrates para lhe perguntar se se importa de voltar a insultar Schäuble agora que, ao contrário do que um dos dois mais malignos primeiros-ministros portugueses do pós 25 de Abril previu, o homem se mantém no cargo.

Sá Carneiro e o Tribunal Constitucional

Alguém dúvida que Sá Carneiro, se fosse vivo e se se mantivesse um ator político ativo, teria tornado claro que a defesa da liberdade em Portugal passa pela remoção desse órgão anti-democrático que dá pelo nome de Tribunal Constitucional?

Paulo Rangel que as mais das vezes gosto de ouvir e ler, escreveu um texto dúplice em que aconselhava os detratores do Tribunal Constitucional a não o verem como o Conselho da Revolução e aconselhava os juízes do Tribunal a não se comportarem como membros de um Conselho da Revolução.

Acontece, para mal da pulsão politicamente correcta de Rangel, que o Tribunal Constitucional é um Conselho da Revolução que assenta a sua mundivisão na cartilha "a caminho do socialismo" aprovada em 1976.

É claro que os eufemistas, travestidos de moderados, decidiram dar ao novo Conselho da Revolução, um nome - o de Tribunal - que inibe a crítica política à sua ação política mas esse é um problema que deixo para Rangel pois pouco me importa.

Mais que a aparente destreza da linguagem daqueles que Rangel nomeia e elogia - Pinto Balsemão, Freitas do Amaral e Mário Soares - interessam as coisas reais. E no mundo das coisas reais o Tribunal Constitucional é um grupo politicamente motivado, antidemocrático, ofensivo dos direitos humanos nomeadamente do direito à liberdade dos povos escolherem o seu destino.

Aliás, dessas três figuras uma é politicamente patética e duas são co-responsáveis por dois episódios de falência do país.

As considerações do TC não são jurídico-constitucionais: são considerações políticas e, como elucidou indiretamente o tribunal europeu dos direitos humanos, considerações anticonstitucionais.

É preciso enfrentar esta casta de abusadores, que se reformam muitas vezes com choruda mensalidade aos 40 e poucos anos de idade à custa dos impostos que todos pagamos, defendendo os seus interesses corporativos e, muito pior, defendendo objectivos políticos que chocam contra a vontade expressa pelo povo em eleições.

Faltam muitas coisas na nossa classe política. Entre elas um Sá Carneiro que tenha a coragem de chamar os bois pelo nome.

sábado, 7 de Dezembro de 2013

Mário Soares versus Mandela

Pode parecer injusto, mas imaginemos que o líder do maior partido português, como se provaria, e ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, dava pelo nome de Nelson Mandela e não de Mário Soares.

Estávamos em 74/75 e Angola era governada por Portugal que tinha no terreno forças militares em grande número.

Havia dois caminhos possíveis: abandonar esse povo às mãos duma guerra civil sem tréguas que viria a matar centenas de milhar de civis - homens desarmados, velhos, mulheres e crianças - ou defender veementemente a liberdade, a democracia e a paz.

Chamando capacetes azuis das Nações Unidas se necessário fosse mas mantendo sempre uma posição de orgulhosa defesa do consenso e da paz. Garantindo eleições. Garantido segurança e garantindo os direitos humanos.

De que lado estaria Mandela?

De que lado esteve Mário Soares?

quinta-feira, 28 de Novembro de 2013

Sócrates regressa lentamente. Questão individual?

Mário Machado, o socialista que preside à Associação Nacional dos Municípios, falou e disse:
O facto de muitos autarcas receberem chorudos subsídios de reintegração após a perda de mandato é uma questão individual que não lhe merece comentário.

Percebemos a lógica Socrática que vai regressando ao país.

Mas comentamos:

Para quem mete o subsidio no bolso será uma questão muito individual.

Para nós que o pagamos é uma questão muito colectiva.

sexta-feira, 22 de Novembro de 2013

Rui Mateus

Continua desaparecido?

Perguntas a Mário Soares




#1 O Estado deve mais de 207 mil milhões de euros.

Quem pediu o dinheiro emprestado?


#2 Para onde é que foi o dinheiro?


#3 Soares tem uma fundação em seu nome, financiada com dinheiro público.

Cavaco ou alguém no governo também têm uma ?


#4 Quanto do dinheiro que devemos ao estrangeiro foi entregue pelos governos à fundação Mário Soares (não me interessa a percentagem - interessa-me o valor em euros)?


#5 Será justo que tanta gente pobre esteja a pagar o dinheiro que se pediu ao estrangeiro e foi parar às mãos da Fundação Mário Soares, seja muito ou seja pouco?


#6 Porque é que não toma a iniciativa de pagar pessoalmente a fração da dívida pública que os governos entregaram à sua fundação, em vez de esperar que tenhamos todos de a pagar?


#7 Passos Coelho deixou de alimentar a Fundação Mário Soares a Pão de Ló pago por todos, tal como deixou de o fazer a mil e um organismos que parasitavam o Estado.

Será que o ódio e o incitamento à violência de Mário Soares contra os membros do governo e contra Cavaco Silva, tem alguma coisa de pessoal por parte do nosso Che?


#8 Há quem ache um crime Lesa Majestade criticar-se Mário Soares.

Mas então o lápis azul não tinha sido extinto?


#9 Mário Soares clama pelo julgamento judicial dos membros do governo que anda a pagar a dívida que o PS contraiu.


Será que o Sócrates concorda e também acha que Passos Coelho devia ser julgado por pagar a dívida que o próprio Sócrates contraiu?



#10 Se o Lápis Azul desapareceu, onde se pode encontrar este livrinho (não é para ler - é para mandar uma cópia para a Procuradoria Geral da República)?




domingo, 13 de Outubro de 2013

Mario Soares exige julgamento de membros do Governo

Existem nos Governos de Sócrates,  inúmeros exemplos de pessoas que desbarataram recursos públicos a bem de benefícios privados. Também os existem em governos anteriores, quer de Guterres, quer do PSD, mas em nenhum a coisa atingiu a gravidade do que se passou com Sócrates.

Com Sócrates procedeu-se a uma destruição com potencial para devastar gerações.

Mário Soares defende o uso do Ministerio Público para o ajuste de contas políticas.

Ninguém se levanta contra este senhor?

Ninguém o acusa de não ter feito o mínimo eticamente exigível - com tantos exemplos de colónias do mundo anglo-saxónico e tantos exemplos de intervenção das Nações Unidas para garantir a pacificação após uma guerra (no caso a guerra colonial) - de forma a tentar evitar as guerras civis de Angola, Moçambique e Timor, com os consequentes crimes contra esses povos?

Ninguém o acusa do tráfego de influências bem explicitado numa obra cujo autor se encontra em parte incerta?

E Sócrates, Paulo Pedroso e tantos outros, são deixados politicamente impunes?