segunda-feira, 27 de julho de 2015

Priaprismo: aguarda-se decisão do BE

A APDSP, Associação Portuguesa Defensora dos Sofredores de Priaprismo, solicitou ao Bloco de Esquerda uma audiência em que pugnará pela inclusão de uma vítima dessa doença como candidato elegível à AR pelo BE.

Caso o BE assuma essa causa fraturante, Portugal terá o primeiro parlamento da europa com um sofredor de priaprismo como deputado eleito.

As estações de televisão declararam que voltarão ao formato de entrevista com os políticos sentados, caso se confirme o acordo entre o BE e a APDSP

Sérgio Figueiredo chama nomes (ou a apoplexia do Serginho (via Insurgente))

Dei com o artigo de opinião de Sérgio Figueiredo no DN em que este insulta Santos Silva como nem Galamba insulta Passos Coelho.

Segundo Sérgio Figueiredo, Santos Silva tinha-lhe chamado nomes feios antes disso, nomeadamente tê-lo-ia qualificado de agir com cobardia.

Acredito que sim. 

Mas ao ler o artigo de Sérgio Figueiredo, publicado no Diário de Notícias, fiquei pasmado. Há muito tempo que não via um jornalista insultar cobardemente um político, usando um nível tão baixo. Não gosto de Santos Silva, mas a lista de impropérios e a sua densidade deviam levar a TVI a demiti-lo imediatamente.

Aqui vai a lista de insultos, a que junto uma da diatribe infantil (seguido de ponto de interrogação), tudo por escrito e num Jornal de grande circulação:

- Monólogo patético e deprimente
- Nem os caranguejos andam para trás (sim, andam para o lado, e depois?)
- Frouxo e roxo
- Asqueroso
- Sonso
- Cínico
- Contamina o ar que respiramos
- Irritante
- Vaidoso
- Arrogante
- Mesquinho
- Miserável
- Obsessivo
- Hipócrita
- Sem escrúpulos
- Malformado
- Imbecil
- Cospe para o chão
- Morre afogado num copo de água
- Soez
- Traiçoeiro
- Egocêntrico
- Malcriado

Tudo isto num único artigo que, percebe-se bem, podia continuar páginas e páginas até que acabassem os insultos disponíveis na nossa lingua.

Num único artigo.

Imagine-se que um jornalista escrevia sequer coisa parecida num país civilizado.

Não se trata de uma adjetivação depreciativa ou duas ou três, fundamentadas num antagonismo compreensível e proporcional, expressas num meio de comunicação de baixa penetrância.

Trata-se de um ataque sem limites num jornal de grande circulação ao nome de uma pessoa que até muito recentemente Sérgio Figueiredo elogiava (ver um mail no próprio artigo). Elogiava até em demasia, vergando a coluna.

Agora o Sérgio diz que lhe saltou a tampa, que é muito homem e que demorou este tempo todo até  chamar os nomes que chama a Santos Silva porque estava tentar aguentar a disenteria.

Sérgio Figueiredo, percebe-se, foi tratado de cima para baixo por Santos Silva e não teve capacidade de lhe responder precocemente, tentando a técnica do lambe-botas. Lambeu, lambeu e agora vai para o DN e vomita tudo. Já se percebeu que os donos do  DN têm medo que o PSD ganhe as eleições, mas nem isso chega para explicar a apoplexia do Serginho.

Não gosto da figura pública de Santos Silva. É um homem inteligente e culto, mas é arrogante e belicoso.

Nada que se compare com a vermicular verborreia do Serginho.

Ou o Santos Silva o põe em tribunal ou sai muito mal desta história.

Quer Santos Silva quer o Serginho são a imagem do regime e do país. 



sábado, 25 de julho de 2015

Costa. Não esse. O outro

Há dois Costas na nossa costa. Do mais gorducho já dissemos algumas coisas. Falemos agora do magrinho.

Ricardo Costa é um dos serventuários de Pinto Balsemão, destacado golfista e membro do regime político  reinante.

Como bom serventuário de um regime podre de 41 anos (cá as coisas apodrecem depressa) Ricardo Costa está disposto a dizer o que for necessário para servir o patrão.

Dei hoje com um artigo de opinião seu no expresso, datado de 24.7, que revela bem a sua incompetência e falta de ética intelectual.

Não vou demorar pegando em todos os detalhes pois são maçadoramente numerosos. Escolho, portanto.

O Costa magro recorda frases chave da entrevista de Passos na TVI e em que o PM se saiu muito bem. Põe a bold a que agrada ao PS do Costa gordo : o IVA não vai descer. Claro que se esquece de apontar a autenticidade e a frontalidade dessa resposta e como ela se distingue das do Sócrates, o Falso, e das do Costa, o Batatoon indeciso. Em vez de titubear, prometer e mentir, Passos dá respostas diretas.

Depois dá parangonas a uma ideia irrelevante "o programa está quase a sair do forno", como se tivesse relevância especial o timing do programa eleitoral duma coligação que governa há 4 anos. Como se nós não valorizássemos mais os atos que as palavras.

Depois Costa, esquecendo a lição inglesa, garante-nos que ninguém vai ter maioria absoluta. Ora nisto o magrinho devia ter mais cuidado. Pode sair-lhe o tiro pela culatra.

De seguida cita outro incompetente e serventuário de Balsemão, um tal Silvestre que de estatística económica percebe menos que o meu cão, para garantir uma cretinice de alto gabarito: que a devolução da sobretaxa de IRS pode mesmo ser total em 2016. É preciso ser dos mais obtusos dos ignorantes para dizer tal disparate. Mas ele diz e, ao que parece, o regime paga-lhe para isso.

Acabo com uma sugestão troglodita do Costa magro: que os médicos e enfermeiros dos centros de saúde em vez de telefonarem aos doentes e aos profissionais que por definição não estão sentados numa secretária como burocratas e usam as comunicações que dominam o mercado, em vez de ligarem para os seus telemóveis como acontece em todo o mundo, liguem pelo skype e quejandos! Pelo skype diz o cretino anunciando que a Meo, a Vodafone e a NOS foram substituídas com eficácia à data de Julho de 2015 pelo país fora pelo skype e afins. Mas ninguém diz a este adolescente tardio que abra os olhinhos?

Já no fim desata a citar quantos autores conhece para tentar provar aos ignorantes que é culto (pois os cultos sabem como são baratos os livros e as apps de citações) e chega a atribuir o fim do regime da Coreia do Norte comunista ao mau calçado romeno. Proponho-lhe a cura Venezuelana: corta na cerveja Costa.

Quanto a um regime político como o nosso, em que o amiguismo é de tal monta que este Costa tem os tachos que tem, estamos conversados.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Fome: Socialistas engalfinham-se por lugares nas listas de deputados

Cheira-lhes a tacho.
Há muitos anos que não se via tanta fome de dividir o dinheiro dos contribuíntes.
No PS renasce a velha máxima de Sócrates: precisamos do vosso dinheiro para dar aos nossos amigos.

Fica  a pergunta: no meio daquele saco de gatos esfomeados há algum líder?

sábado, 18 de julho de 2015

Costa volta a intrujar

António Costa, o Bataton, volta a intrujar afirmando que o PSD tem um regulamento em que se prepara a expulsão do primeiro deputado que discordar da linha oficial.

Logo o PSD que, bem ao contrário do PS, é o partido com maior tradição interna de liberdade de opinião "by far". Basta ligar a televisão para ver inúmeras figuras gradas do PSD a criticarem outras figuras do partido, nomeadamente o Governo e os seus ministros. No PS não há sequer uma amostra disso e no CDS as críticas seguem-se invariavelmente do abandono do partido.

O PSD, e em menor grau o BE,  é um caso único de liberdade de expressão em Portugal.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

ADSE e prejuizo

O Partido Socialista e o seu líder António Costa estão indignados porque a ADSE deixou de dar prejuízo.

Pedem explicações atrás de explicações.

O Tribunal de Contas, quase tão mau como o Tribunal Constitucional, pela voz dos seus burocratas que nunca criaram um empresa também se indigna com a falta de prejuízo do dito seguro de saúde.

Se acabam os prejuízos como é que se leva o país outra vez para a bancarrota?

A diferença entre a Igreja e o PS

O PS e seus apoiantes, incluindo vários Bastonários da Ordem dos Advogados, declararam as denúncias anónimas de crimes de altos membros do governo de Guterres e Sócrates como anti-éticas.

A diocese de Coimbra pede a denúncia anónima ou não de crimes de pedofilia por membros da diocese.

Um dos dois está do lado das vítimas e o outro do lado dos criminosos.

Quem é quem?

Fair enough

She listened, and she gave her opinion, and I think that is fair enough, 14-year-old Palestian girl Reem says a day after German leader's, Angela Merkel, response.

Correr com eles, diz o novo animal feroz.

    António Costa continua a revelar que por debaixo daquele véu delicodoce demagogo que foi mantendo na televisão está uma alma pequenina e vingativa. A última aquisição da sua linguagem é que vai "correr com eles". 

    Eles quem? Os corruptos que tomaram conta do país como Vara e o preso 44? A película de sanguessugas quem impede o país de crescer, como os banqueiros e os pseudo PINs que o PS sempre protegeu? 

     Não. Para Costa "eles" são quem discorda do PS e a sua incompetência que faliu o país, da sua duplicidade de quem diz que pediu dinheiro emprestado porque a Merkel e vizinhos sugeriram que assim fosse, mas essas opiniões já não serviram quando se tratou de travar a espiral de endividamento e  adotar o rigor para responder à desconfiança dos mercados. 

      Costa não afirma políticas, opções, estratégias. Costa quer correr com pessoas.

      Infelizmente para Costa não se pode ser violento e moderado ao mesmo tempo e à medida que o desespero socialista aumenta, cai a máscara e surge o rosto Socrático dos putativos animais ferozes sedentos de deitar as mãos ao orçamento de Estado para o distribuir por novos GES. O PS Socrático voltou em peso e a ala Segurista já percebeu que vem aí o exílio de novo e por longos anos.

      A sua linguagem não engana ninguém, mentindo quando acusa Passos de mentir, querendo "correr com eles" quando finge que "eles" são o PSD, mas na verdade são todos menos a própria máfia  Socrática de que Costa continua a ser apenas o número dois.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Aldrabão acusa pessoa séria de mentir. Se calhar é falso.

Costa, o novo Batatoon, anda desvairado insultando diariamente o Senhor Primeiro Ministro.

O novo Batatoon, que parece ser muito amigo do Professor Nódoa que aí se arrasta declamando poemas, citando autores em rajada e jurando que há-de ser presidente (envergonhando os três tontos que tendo sido mesmo presidentes, decidiram apoiar o candidato do Livre), chama nomes ao Senhor Dr. Passos Coelho, principalmente diz que ele é um aldrabão.

Diz mais: afirma que sempre que o Senhor Primeiro Ministro fala devemos desconfiar que é aldrabice e dá como exemplo a ideia que o Senhor Dr. deu aos seus pares europeus sobre como resolver a última dificuldade que impedia o resgate à Grécia.

Acontece que essa intervenção portuguesa foi já confirmada por jornalistas internacionais (nomeadamente do Guardian) que acompanharam a cimeira europeia.

Portanto ou o Batatoon é ele o mentiroso (o que sendo amigo do Sócrates, o Falso, não espanta) ou é vítima duma fase de excitação. Os machistas chamavam a isso o "período" quando a excitada era do género feminino, mas isso já não se usa.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Costa e a Grécia

Há um levantamento de parte do Syriza que se recusa a aceitar aquilo que descreve (com boa verdade) como uma capitulação de Tsipras à Alemanha.

O Syriza vai partir-se, esboroar-se, e podemos agradecer isso a Merkel.

O Podemos em Espanha está em queda livre e agradecemos isso a Merkel.

O Costa dá saltinhos a dizer "fui eu, fui eu e o Hollande".

António Costa não é o nosso Bush com as suas gafes. António Costa é o Batatoon.

António Costa: acordo só foi possível graças aos socialistas europeus

Sim, claro.

Sendo um acordo subscrito por unanimidade só se podia alcançar com a concordância de todos, desde o Syriza de Tsipras à coligação de direita Finlandesa.

Mas essa é a parte formal.

A parte substancial, a austeridade maciça e a perda de soberania até em coisas pequenas, só foi possível porque o Syriza e muitos socialistas europeus ajoelharam à Sra Merkel que geriu muito bem os interesses contraditórios de parte mais inflexível do seu próprio partido e da pressão francesa. Muitos mas não todos, pois o SPD alemão manteve-se relativamente coerente.

Já o PS português dobrou a cabecinha à austeridade como um bom servo da gleba.

Costa, o oportunista indeciso,  passa de defensor do Syriza a defensor de vergar o Syriza, sendo obrigado pela a Europa a mandar para o lixo a opinião do povo grego cinco dias depois de expressa e todo o seu programa eleitoral seis meses depois da eleição.

Com que valor fica a opinião referendária do povo grego, o famoso Oxi? Com o mesmo valor que tem a opinião do António Costa: zero. 

#PorAcasoFoiIdeiaMinha

Ana Catarina Mendes defendeu oficiosamente o relevante papel do António Costa, o Oportunista Indeciso, na resolução do problema Grego.

Porquê? perguntará boquiaberto o primeiro incauto.

Por dois motivos.

Primeiro porque num intervalo daquela correria do Costa sempre atrás do Hollande para ver se aparecia nas fotografias, o Oportunista Indeciso reforçou que era preciso Unidade.

Segundo porque disse que era preciso um caminho alternativo e que esse era duplicar a austeridade grega.

Confesso que poracasodevetersidoideiadele.

domingo, 12 de julho de 2015

Genocidio de Srebrenica, limpeza étnica da Albânia e o Partido Socialista

Quando os Sérvios perpretraram o genocídio de Srebrenica e outras infâmias de que destaco a tentativa de limpeza étnica da Albânia, lembram-se o que diziam os Socialistas, os Comunistas, os Bloquistas "em potência", os Migueis Sousa Tavares e quejandos, dos agressores? E o que diziam dos que deram um murro na mesa para travar a agressão?

Lembram-se? É politicamente incorreto, incomoda, mas eu lembro.

Já agora recordo um comentário que escrevi sobre um artigo que o menino família Miguel Sousa Tavares escreveu no Público, intitulado A Derrota Moral do Ocidente e em que atacava não os genocidas mas os democratas que diziam não aos genocidas e que o Público recusou publicar, como seria de esperar (Balsemão não dorme).

A Besta segundo Miguel Sousa Tavares

Num artigo intitulado ‘A derrota moral do Ocidente’, o Dr. Miguel Sousa Tavares manifestou um conjunto de opiniões curiosas, servido por frases fortes, que merecem alguma descodificação e para o qual pretendo contribuir com o seguinte Breviário para os leitores menos atentos:

Guerra-Cobarde – De evitar; as convenções internacionais deveriam determinar um número mínimo de baixas para qualquer das partes envolvidas em conflito armado, mau grado a justeza das causas envolvidas. Caso não se verificassem durante o decorrer do conflito as contas ajustar-se-iam no fim deste ou anualmente, no caso de conflitos prolongados. O princípio seria progressivamente estendido a todo o uso da força – por exemplo, os polícias seriam sempre condenados a uma fracção da pena de prisão imposta aos criminosos que prendessem.
Inimigo-Soterrado-que-Maldiz-o-Céu – Forças militares e paramilitares sérvias (FMPS) que se desenterram, com frequência acima da desejável, para esvaziar uma nação dos seus habitantes de superfície; Variante de : ‘Inimigo Soterrador’ – FMPS dedicadas á organização e execução de atrocidades várias, soterrando depois boa parte das vítimas.
Guerra-Cobarde-Que-Não-Atinge-Alvos-Militares – Sentido lato de Guerra-Cobarde-Que-Não-Atinge-Militares-Alvo; Inclui a destruição de pontes por onde os militares inimigos já tinham dito que não passariam sem avisar, e outras acções quejandas. Não aconteceu nas guerras anteriores (é uma invenção dos americanos).
Guerra-Moralmente-Insustentável-I – A que pode vir a permitir que uma velha nação perseguida se autodetermine, conforme a vontade do seu povo (uma futura reunificação da nação albanesa é ‘ilegítima’ porque sim).
Guerra-Moralmente-Insustentável-II – A que dispensa a geografia e proclama o Kosovo bem mais perto de Moscovo que a Turquia, a Polónia ou a Hungria e depois lhe assenta com bases americanas em cima, vigiando de perto a temível Belgrado (detentora da bomba atónita).
Guerra-Moralmente-Insustentável-III – A que acha que a Produção, Realização e Apresentação mundial da limpeza étnica dos albaneses estava em curso debaixo dos olhos impotentes dos observadores da OSCE, bem antes da entrada em cena da NATO, e que continua ainda, executada pelas mesmas mãos comandadas pela mesma vontade, afinal de contas ainda não tão soterradas como isso.
Milosevic-Oferece-Tudo – Mas... não foi você quem disse que ainda não desaprendeu de reconhecer a Besta quando a sente, Dr. MST?
Censura-À-Bomba – Uma boa expressão para traduzir uma ideia razoável, mas que ainda assim não salva o seu artigo.
P.S. – vem Pior de Seguida
Argumentação-Entre-o-Ridículo-e-o-Terrorista – Aquela que zurze a dos donos da verdade.
Generais-Babados-De-Prazer-Enquanto-Disparam-E-Adolescentes-Serial-Killers –Tem a ver com o Kosovo. Tem a ver. Tem de ter a ver.
Cruzada-Americana-Pela-Virtude-Que-Extravasou – Coisa nova; rever a constituição americana e a retórica dos Ianques durante a 2ª Guerra Mundial, para se perceber como é recente esta cruzada pela virtude cívica e política.
Americanos-A-Defender-Os-Muçulmanos-Do-Kosovo – Impensável; ignorância profunda dos que não vêem que os Estados Unidos só defendem quem bebe Coca Cola e jura fidelidade à Bíblia, com a possível excepção dos Bósnios que é sabido serem Budistas (além disso são os Judeus que mandam na América e os Judeus não gostam de muçulmanos como os Albaneses ou os Turcos).
Os-Maus-Que-São-Sempre-os-Outros – Nem tanto, pois o seu artigo é mau e é dos nossos.

A Besta – Gostaria de saber como, após anos de múltiplas estratégias diplomáticas, se trava a Besta que se sente, já agora com alguns exemplos históricos a comprovar a bondade da solução proposta (por favor não incluir as velhas histórias de Timor e dos Curdos, pois todos sabemos que  I) a História ainda está a ser escrita e II) o facto da justiça não conseguir prender todos os criminosos não é razão para deixar escapar os que se apanham).

Para-Terminar – MST tem contribuído muitas vezes para o debate de questões relevantes com opiniões corajosas e esclarecidas. Desta vez esteve a grande distância da razão.






Número dois de Sócrates acusa Passos Coelho de ser desonesto

António Costa, número dois de Sócrates, protetor de Paulo Pedroso e membro da tropa fandanga em que pontua Armando Vara, o putativo saca-milhões, acusa Passos de ter dois programas eleitorais:

Um que apresenta publicamente.

Outro que é secreto mas em que se sabe estar incluída a diminuição do valor das pensões.

António Costa, número dois de Sócrates, amigalhaço dos Ferros Rodrigues e dos Júdices, não apresenta provas de tal acusação. Quer dizer ele tem uma prova que dificilmente é ultrapassável: quando olha ao espelho vê um cobarde político e um oportunista. Ora esse tipo que aparece no espelho não pode por definição ser pior que o resto da malta. Daí que Passos não possa ser melhor que ele. 

Sendo ele próprio politicamente desonesto, dizendo ele o que for preciso dizer para ganhar votos, Passos há de ser o quê?

Aos olhos dos desonestos não pode haver ninguém decente.

sábado, 11 de julho de 2015

Estrela Serrano, via Insurgente

Vergonhoso o artigo de Serrano em que esta acusa Passos Coelho de andar a mostrar a mulher doente com um cancro para ganhar votos.

Revelador de uma indiferença sem nome para com o valor da vida humana, de um facciosismo que gera repulsa, de uma falta de reconhecimento da coragem pessoal de uma pessoa com o recato da mulher de Passos que é prova da sua própria cobardia pessoal.

Serrano podia ter sido ministra de Sócrates e de Costa. Tem estatuto ético para tanto.

Grécia: fora de controlo

O referendo tornou a crise grega uma coisa fora de controlo.

O povo grego votou contra o acordo. Não foi apenas Tsipras que fez zig-zag. A nação grega votou contra.

Seria inteiramente anti-democrático para a europa assinar um acordo com um governo que trai a vontade do povo grego.

A "vitória da democracia contra a austeridade" como dizia a extrema esquerda portuguesa, torna a assinatura de um plano de austeridade por parte de Tsipras não apenas ilegal e não apenas uma farsa, torna-a inadmissível.

Para os Gregos é fácil: Oxi vira Nai e Nai vira Oxi à velocidade da luz. Para os Portugueses e Espanhóis seria fácil. Mentir é normal.

Para os europeus do norte é muito difícil. O povo grego podia não ter sido convocado a pronunciar-se por Tsipras e Varoufakis. Mas foi.

E disse Oxi.

Costa e o caso António José Seguro: Oportunista ou Vingativo?

Há elementos no percurso recente de Costa que provam que o Sr. é um oportunista, como já o era Sócrates (um oportunista sem ideologia, como explicou o socialista "Liberation").

Há também elementos que apontam no sentido de, apesar do tom conciliatório oficial, o Sr. ter um impulso vingativo sobre quem não é amansado pela retórica e lhe mantém críticas. O não ter convidado o seu opositor interno TóZero Seguro para a lista de deputados é mais um facto que aponta para a mesquinhez do barão rosa.

Levanta-se assim a questão: trata-se de um oportunista como Sócrates ou de um vingativo como Cavaco?

Julgo que nenhuma destas caracterizações explica Costa, mas não excluo a hipótese sintética de ser  um homenzinho oportunista E vingativo.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Oxi explicado ao ritmo do cantar alentejano

Seria interessante ver aquelas quatro senhoras estridentes, Heloísa Apolónia, Ana Drago, Joana Amaral Dias e Catarina Martins, conterem as hormonas aos saltos e explicarem-nos num musical (talvez ao ritmo de um cantar alentejano), porque é que votar Oxi e fazer Nai é uma grande vitória da democracia grega.

Também podia entrar o Jerónimo de Sousa mascarado de Catarina Eufémia se for indispensável serem cinco para serem considerados oficialmente um coro.

Aí, sim, se nos dessem melhor música perceberíamos a grande derrota dos defensores da austeridade.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Tsipras de joelhos?

Tsipras aparentemente caiu de joelhos, cedendo em toda a linha, aceitando um corte nas pensões e um aumento do IVA (sem aumento descabelado do IRC) no contexto de um terceiro resgate e deixando que a diminuição da dívida so ocorra num segundo tempo depois de a Grécia provar que cumpre.

Um novo corte de pensões e um novo aumento do IVA.

Era isso que significava em Portugal o segundo resgate para que o PS nos empurrava.

Safámo-nos do PS a tempo.

Tsipras, e a esquizofrenia da Grécia

Tsipras apela a que a Europa salve os Bancos Gregos, que est\ao na fase final de colapso.

Isto ao mesmo tempo que critica a Europa por ter salvo os bancos (principalmente os alemães que aliás perderam muito mais que os bancos portugueses com os empréstimos perdoados à Grécia).

Para uma pessoa normal, com uma cultura política média, impedir o colapso dos grandes bancos é um dever do estado. Sem bancos não há economia moderna. Sem bancos volta-se à Idade Média.

A Europa salvou os bancos e salvou a Grécia e é vituperada por isso por Tsipras.

Agora, com uma conversa esquizóide, propõe no PE que a Europa salve os Bancos (gregos) e a Grécia.

Vale tudo para o homem que ri muito.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Hollande lidera

Como ninguém sabe se, após o circo plebiscitário do espasmo referendário grego, Tsipras volta uma vez mais atrás, como é costume (talvez com o apoio que agora tem de todos os partidos gregos, os mais radicais de entre os radicais do Syriza deixem de o ameaçar com eficácia internamente), há uma corrida entre alguns líderes europeus para não ficarem com a imagem colada à saída da Grécia que todos desejam.

A saída da Grécia do euro gera um fenómeno que eu descrevo como "tipo bomba atómica". No tempo em que ocorrer terá o apoio da esmagadora maioria dos europeus. Mas passado um tempo, à medida que as imagens da miséria de Atenas encherem os media, o povo vai mudar de sentimento, vai esquecer seletivamente o que levou ao suicídio grego e vai procurar bodes expiatórios. 

Nessa altura ninguém vai querer ficar com o rótulo do dirigente que correu com a Grécia.

Esse risco de imagem, mesmo não sendo certo que seja duradouro, alimenta a fachada das doces palavras dos dirigentes dos governos da europa.

Ora nesta corrida Hollande e Sapin têm liderado, passando a perna a Merkel.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Saída da Grécia

Ou a Grécia cede e faz, depois do Não, muito mais reformas do que as que recusou antes do Não, o que não é impossível mas é altamente improvável ou sairá do euro e voltará ao Dracma. Para tais reformas Tsipras teria de conseguir encontrar na oposição deputados que substituíssem os do Syriza que o abandonariam ou cairia.

Apesar da imprevisibilidade, o que parece estar a acontecer é o seguinte: a Europa quer que a Grécia saia do Euro mas quer que pareça que isso sucede por culpa dos Gregos. Nem Merkel, nem Holland querem que os seus nomes fiquem ligados a essa decisão pois a fome e a miséria que aí vêem ser-lhes-iam imputados para sempre.

A Grécia, parece, terá de sair mas ninguém quer aparecer na fotografia do seu empurrão.

A coisa demorará um certo tempo e terão de se ter certos cuidados teatrais, portanto.

Asiáticos

Quando a Grécia venceu o campeonato europeu de futebol fui assistir aos seus festejos em Lisboa. Para meu espanto eram festejos ululantes de gente que cantava em coro como os russos e outros povos do oriente. Não era cada um expressando-se segundo a sua alma. Funcionavam em bloco, massas humanas como se fossem um organismo só.

Apesar dos rostos europeus o seu comportamento pareceu-me mais asiático que ocidental.

Agora enquanto dançavam e cantavam em coro na praça Syntagma em Atenas, jornalistas portugueses perguntavam a grego após grego: e amanhã vai ser um dia melhor? 

A resposta era sempre a mesma: amanhã não sei mas hoje danço.

Pois.

Leiam "O Jogador" de Dostoievski e perceberão quem pensa no dia de amanhã e no dia de depois de amanhã: os ocidentais e os alemães.

Hoje os Gregos dançam e amanhã os Gregos choram.

Tomates têm. Cérebro não.

Os gregos podem ter saído do império Otomano, mas o império Otomano não saiu de dentro dos gregos.

A vida continua.

O colapso

Ao contrário do que todas as pessoas pensavam na europa o Sim perdeu na Grécia. O Não ganhou por larga margem.
Ao contrário do pensamento perturbado de muita gente, Merkel sabe que o que decidir sobre a Grécia será decisivo sobre o percurso de Espanha. Os contribuintes Alemães e Franceses têm dinheiro para sustentar a Grécia sem que esta tenha de trabalhar, mas não conseguem sustentar a Grécia, Portugal e a Espanha. 

A Grécia colapsará 

sábado, 4 de julho de 2015

Costa, o doce indeciso

António Costa quer ganhar as eleições. Quer ser primeiro-ministro.
Isso é normal.
António Costa é infelizmente um neo-indeciso. Parecia a alguns no passado que o Sr. sabia o queria e esses alguns multiplicaram-se em elogios em relação a este político. Para onde foi essa postura?

Morreu vítima do oportunismo. Costa sabe o que quer, mas muito mais do que quer para o país quer ganhar as eleições. As suas pobres convicções soçobram perante a vontade de ganhar.

Bonito, bonito é vencer explicou um dia o velho Soares.

Costa quer vencer e tudo desaparece perante essa vontade seminal. Como está sequioso por ganhar vantagem vai apoiando ao sabor do vento o que parece a cada momento estar na moda. Só que a moda muda mais depressa que o nosso esquecimento.

Costa já foi pró-Syriza e já foi anti-Syriza. Deu-se mal e passou a imagem de um tonto. Agora teve uma ideia: apesar da Grécia estar em negociação com a europa e ser isso o cerne do referendo, Costa diz que não emite opinião a bem do respeito pela soberania grega. Como não é primeiro ministro, mas apenas um político nós percebemos de imediato o problema dele:

Costa não sabe quem ganha o referendo, apesar de suspeitar que vai ganhar o sim. Se ganhar o sim não sabe que dimensão vai ganhar a histeria da esquerda contra a "chantagem" europeia. Por isso cala-se. Se soubesse o que iria suceder, o oportunista tiraria desde já vantagem disso. Mas não sabe. Como não tem autenticidade cala-se para, no fim do jogo fazer então prognósticos e tentar navegar a onda.

Costa é adocicado no estilo, mas demasiado indeciso para ser primeiro-ministro.

Infelizmente esse defeito é pequeno quando comparado ao nosso principal problema: impedir que os amigos de Sócrates e Costa se sentem à mesa do orçamento a dividir o dinheiro dos nossos impostos.

Pacheco Pereira: um bom sinal

Leiam por favor o post colocado hoje no Abrupto por PP.

O desespero que leva à insensatez do inimigo figadal de Passos Coelho é sinal de duas coisas:

PP acha que o Sim vence na Grécia e a seguir Passos vence cá.

Está aflito, rasgando vestes e arrancando cabelos.

Bom sinal.

Grécia: Sim ou Não ao Euro e em que tempo

No curto prazo para nós o melhor seria a vitória do Não na Grécia. A saída da zona Euro levaria ao colapso da esquerda que aterroriza e mente à população desse país e mataria de vez o Podemos na vizinha Espanha.

A Europa cerraria fileiras em torno de Portugal e da Espanha e a nossa situação melhoraria bastante, após um susto que não duraria mais que curtas semanas.

O colapso da Grécia arrastaria a esquerda portuguesa, nomeadamente o pobre oportunista António Costa, para um mau resultado.

No curto prazo o melhor para a Grécia seria a vitória do Sim. O governo cairia, mesmo que não imediatamente. A esquerda portuguesa chiaria que houve chantagem da europa sobre a Grécia, mas a população saberia que essa chantagem também ocorreria sobre Portugal se seguíssemos o caminho da Grécia. A derrota da esquerda nativa ocorrerá quer ganhe o sim quer ganhe o não pois ambos são o confronto do bluff com a realidade, mas seria muito maior nos nossos tempos eleitorais se o não ganhasse.

A longo prazo ninguém sabe.

Se a Grécia se reformar e arregaçar as mangas pode sobreviver no euro. Se mantiver hábitos antigos tem de sair, idealmente a médio prazo - após a saída dos loucos.

Isto se o euro se continuar a reformar, como tem acontecido com Draghi. Nenhuma política monetária que só serve os interesses da Alemanha pode interessar a toda a Europa. Para nos servir precisamos de um dólar, não de um marco.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Presidente do PS quer libertar Sócrates se o partido ganhar as eleições. Pedroso concorda?

Para promover a separação de poderes e evitar pressões sobre a Justiça, o presidente do Partido Socialista Carlos César já esclareceu que tem como objectivo a libertação de Sócrates. Quem diz Sócrates diz qualquer outro dirigente de topo do PS acusado pelas autoridades de aproveitar os cargos que lhes permitem acesso ao dinheiro dos contribuintes para enriquecer.

Já imagino António Costa, César, Ferro Rodrigues, Galamba, Manuel Alegre, Paulo Pedroso e o Bloco de Esquerda a receberem em braços no Parlamento José Sócrates.

Como explicou no passado Manuel Alegre "não foi para isto que fizemos o 25 de Abril".

O regime no seu melhor.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Grécia: a loucura de um referendo que não muda nada porque já mudou tudo

O Sim à Europa vencerá na Grécia, mas a resposta europeia não mudará muito.
Isto num sentido contrário ao habitualmente ventilado na imprensa.

A Europa, mesmo aqueles que criticam o comportamento irresponsável dos Gregos na última década e que se agudizou recentemente, não tolerará o espetáculo dum colapso grego à Argentina. Isso é ainda mais impossível porque se tal acontecesse milhões de gregos migrariam para os países do norte mesmo que fosse para serem pobres e desempregados aí.

Tal como o Governo cedeu na Grécia, perdendo com isso definitivamente o referendo e por larga margem (perdê-lo-ia de qualquer forma), a Europa cederá.

A dívida grega será parcialmente abatida e a Europa arranjará forma de entrar dinheiro nesse país não apenas para pagar dívida mas para investir.

Berlim ganhou o jogo de póker com o governo de Tsipras porque não podia perder a Espanha para o Podemos.

O povo grego percebeu finalmente que tem de ser competitivo e haverá reformas estruturais.

Dinheiro chegará à Grécia em breve.

É inevitável.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ah, Ah, Ah, Ah

Uma das melhores piadas do século hoje na capa do Correio da Manhã: Sócrates, o Falso, pensa que é "presidenciável".

Fica o desafio a António Costa: depois da nega de Guterres  e do avô Sampaio lançar a candidatura de Sócrates à Presidência.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Botas de cano alto

A luta de Sócrates e seus advogados pelas botas de cano alto, ou botins forrados como lhe chamam, não será um tudo nada degradante para quem já foi primeiro-ministro?

As grandes causas são agora uns botins?

Se calhar são botins Armani ...

Ao que as pessoas chegam.

Ilusão

O Syriza tateia um recuo muito rápido escassos dias após a sua vitória ou estou enganado?

Se o programa do Syriza falhar ou se eles fizerem como o Lula e derem o dito pelo não dito como ficam António Costa e os seus entusiasmos efémeros e persistentes gaffes?

Aconselho o leitor de jornais, Maria vai com as outras, a uma reunião tripartida com Sócrates e Soares para tentar recuperar o élan providencial.

Talvez em Évora.

sábado, 3 de janeiro de 2015

O socialismo democrático, a social democracia, o BPN e o BES

Já quase toda a gente percebeu que os especuladores que parasitaram o BES e o BPN incluem sociais democratas / socialistas que dominam as referidas máquinas partidárias.

Passos Coelho ainda teme assumir publicamente que o PSD tem contas a ajustar com o seu passado de Status Quo, apesar de não lhe ser tão difícil como isso usar Capucho e as suas declarações recentes, para assumir que muitos social-democratas contribuíram para a criação da economia artificial, sem músculo competitivo,  que levou Portugal perto da Bancarrota. 

Não foram só Sócrates, Guterres e António Costa os arautos e os cúmplices do mau investimento público e do parasitismo dos proveitos da mendicidade externa que diminuiu Portugal. Foram também muitos no PSD e, curiosamente, uma boa parte desses são opositores internos de Passos Coelho.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Uma das perguntas que a TVI se esqueceu de fazer a Sócrates, o milionário

- Sr. Engenheiro José Sócrates, como interpeta a pressão que ex-Presidentes da República, ex-Primeiros-Ministros, Deputados e Autarcas fazem sobre a Justiça declarando, sem apresentar qualquer prova, que a Procuradoria da República está enganada e o Sr. Engenheiro é inocente e está ilegalmente preso? Não acha que é uma interferência  grosseira da política sobre os tribunais e uma tentativa de pôr em causa a sua independência?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Uma ideia para salvar a TAP

A propósito dos cerca de 800 milhões de euros que a TAP tem em dívida e que esta procura refinanciar recorrendo a empréstimos bancários proponho que o PSD e o CDS avancem com uma medida legislativa salvífica no parlamento:

Como o que falta à TAP é dinheiro e o estado não tem muito disso nestes tempos, lançava-se um imposto único a ser suportado por TODOS os eleitores de forma proporcional aos seus rendimentos e bens no exato valor de 800 milhões de euros.

Podia chamar-se: Iniciativa Socialista, Comunista e Bloquista para Pôr os Contribuintes a Pagar a TAP.

O PSD e o CDS avisavam desde logo que se absteriam na votação e no ato da recolha do dinheiro os pagadores receberiam uma carta do PS-Livre-PCP-BE a agradecer o dinheiro, explicando que da próxima vez que voassem na TAP podiam clamar à entrada do avião "este avião é meu", com inteira verdade. Se não são do género de viajar de avião podem deslocar-se à barreira aramada que protege o aeroporto e gritar a mesmíssima coisa: esses aviões são todos meus.

E pronto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Pinto Balsemão, Lda, contra-ataca

O Expresso, jornal bandeira dos interesses de Pinto Balsemão, intentou processo contra a decisão judicial de impedir o alegado corrupto José Sócrates de dar entrevistas.

Compreende-se que Sócrates reaja, defendendo o seu direito a dar entrevistas, pois pode considerar-se que a decisão judicial  conflitua com a liberdade de expressão. Pode até Sócrates intentar processo para poder manter, por exemplo, um programa televisivo semanal como o que mantinha na RTP.

Não se compreende com clareza que um jornal reaja defendendo o seu direito de entrevistar presos por suspeita de corrupção ao mais alto nível, como não se compreenderia que a RTP intentasse processo para que Sócrates continuasse a sua propaganda a partir do púlpito que a RTP lhe ofereceu com o  nosso dinheiro. A liberdade de expressão é a de quem se exprime, de quem responde em entrevista. Que haja supletivamente a esse direito de expressão um outro a salvaguardar e que não seja meramente o económico do negócio dos jornais, já não se entende. A não ser é claro que o Grupo  Balsemão se assuma como grupo político-partidário que usa imprensa partisan e tenha como testas de ferro PSD e PS.

Mas o que se entende com facilidade é o perigo que o complexo político-mediático que tem em Balsemão e Mário Soares dois dos seus mais elevados expoentes, sente quando vê desmoronar um dos pilares do putativo amiguismo reinante, o Grupo Espírito Santo.

Tem tudo a ver.

domingo, 14 de dezembro de 2014

António Campos, fundador do PS, enlouqueceu e o Portugal Contemporâneo está aflito

O sr António Campos não sabe, na sua simplicidade, que a separação de poderes precede de muito a democracia. É outrossim um fundamento do Estado de Direito.

O Estado de Direito precede de muito a democracia, pois há Estado de Direito sem democracia, bastando para isso que o Estado se fundamente no Direito, na lei, mesmo que essa lei seja anti-democrática.

É esse o caso de muitos regimes musculados de direita, como era o caso do governo de Marcelo Caetano e de boa parte da Monarquia Constitucional, que era um estado de direito mas não uma democracia completa.

Destruir a separação de poderes, colocando ex-primeiros-minstros acima da lei, para salvar a democracia é uma contradição de termos pois não havendo democracia direta em nenhum país do mundo, a democracia obriga ao Estado de Direito e à separação de poderes. Mesmo na democracia direta é teoricamente impossível de aplicar a soberania popular a todos os assuntos de forma imediata, obrigando, ainda que de forma transitória até à expressão da vontade soberana do povo, a intermediação executiva, legislativa e judicial. Assim sendo até aí prevalece a separação de poderes boa parte do tempo.

Assim sendo pode-se prender um ex-Presidente da República, ex Primeiro-MInistro, ex Presidente da Assembleia da República e ex Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

É demasiada areia para o Campos, mas tenho esta esperança que o Portugal Contemporâneo, que já se arrependeu de ter entrado no comboio que proclama hosanas ao prisioneiro 44, mas ainda não sabe como sair dele, descubra essa estreita passagem em breve.

Aconselho o Portugal Contemporâneo a saltar do comboio que pretende salvar Sócrates mesmo  em andamento, porque ele não tenciona parar em estação nenhuma até conseguir o que conseguiu com Otelo e outros intocáveis.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Volta. Estás perdoado.

C Meneses-Oliveira no twiter:

"Em lado nenhum (o Memorando) diz venda parcial da TAP. Diz venda da TAP. Se quisesse dizer venda parcial tinha dito."

"Dr António Costa, se alguém no eBay ou no OLX puser uma coisa à venda e depois só entregar metade (alegando que era venda parcial) é um burlão."

"Com esta história de venda ser igual a venda parcial, acho que Costa não precisa de visitar Sócrates (a Évora, para ter lições): Já tem 20 valores a inglês técnico."

BoyBoy

No Blasfémias.

Recomendo.

Costa: o nosso pequeno G. W. Bush?

As gaffes de António Costa sucedem-se.

Desta vez é a história da privatização da TAP estar prevista como uma privatização apenas parcial.

Quando se lê o texto do memorando percebe-se que não se programa uma privatização parcial para todas as grandes empresas. Diz-se, é verdade, que uma privatização parcial do conjunto de todas as grandes empresas garante o alvo de 5,5 bil. que é aliás um alvo mínimo, não um limite máximo. Mas depois esclarece-se que para a EDP, REN e TAP o governo quer ir mais longe.

Mais longe como?

Num segundo parágrafo, referindo-se à  EDP e à REN, e também da TAP, se as condições de mercado o permitirem,  passam a surgir os objectivos "2011" e "sale".  Em vez de "parcial divestment", surge  como novo objectivo a expressão  "full divestment" que é substituída depois por "sale", a título de expressão  equivalente.  E é essa a palavra usada para a EDP, REN e TAP: sale. Não parcial coisa nenhuma.

Porque é que EDP e REN aparecem primeiro e TAP depois? Porque a troika sabia bem que vender a EDP e a REN era fácil. O mercado da aviação comercial pia mais fino, haviam empresas a falir em todo o mundo  e a venda surgia como menos provável ou menos fácil até fins de 2011. O futuro confirmaria que era mais difícil vender a TAP. Daí EDP e REN como inescusáveis e TAP se possível.

Se no memorando se quisesse falar de partial sale para a TAP, tinha-se dito isso mesmo. Há tinta que chegue no mercado para se escrever isso. Mas não se quis escrever tal coisa, mas sim sale. Se o estado se compromete a vender uma coisa é porque vai vender a coisa. Deixa de ser o estado a mandar nessa empresa e passam a ser os novos donos, os que a compraram. Se quer vender parte de uma coisa diz isso mesmo e usa habitualmente a expressão "alienação parcial" ou "privatização parcial".  Não a palavra sale ou venda.

Aliás nalgum lado se vê falar de full sale em linguagem económica? Fala-se de full privatization, de full divestment e de sale. Nunca se vê full sale. Sale nunca é partial sale, é passagem de um dono para outro dono.

Será Costa um bluff, como foi Durão Barroso? Um incompetente, o nosso pequeno Bush? Há cada vez mais sinais de que sim.

Já agora que tal perceber que se o objectivo final era atingir um certo déficit, não tendo este sido atingido, qualquer margem de variação possível, à partida, nas medidas geradores de receita para diminuir a dívida, passa a ter de ser otimizada?

O objectivo do memorando era a diminuição estrutural do déficit até um certo valor e as medidas propostas são, na verdade, as medidas mínimas, sendo que mesmo nessas mínimas se abre nas três grandes empresas citadas (TAP, etc) a porta para ir mais longe.

Muita areia para a camioneta de Costa?


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Doutrina Oficial

O Estado Islâmico preocupa-se com a pureza e clareza doutrinárias das populações.
Por isso tem distribuído à portas das mesquitas, nomeadamente em Mossul, panfletos em que esclarece o que os ensinamentos de Maomé dizem, na sua interpretação, em relação aos infiéis que são capturados:

Os infiéis são escravos dos muçulmanos que são seus proprietários.
Os escravos podem ser vendidos ou oferecidos como presente. Um escravo pode ser compartilhado por mais de um muçulmano.
Em relação à mulheres escravas (coisa que aqui mais interessa pois por um lado a prática habitual para com os infiéis do sexo masculino é o seu assassinato e por outro lado os fundamentalistas islâmicos são por definição tarados sexuais) podem:
Ser usadas como objectos sexuais, sendo permitida a sua violação mesmo que não tenham ainda atingido a puberdade, desde que o seu dono entenda que estão preparadas para isso.
Caso entenda que não estão ainda preparadas devem divertir-se sexualmente com elas, evitando relações sexuais completas.
Caso uma escrava tenha dois donos podem ambos ter relações com ela.
Se a escrava for virgem o seu dono deve ter relações com ela imediatamente. Caso não seja ela deve primeiro ser purificada (seja o que for que isso quer dizer)
As escravas podem ser torturadas para serem disciplinadas, mas deve evitar-se a tortura para divertimento do dono.
Os escravos têm uma longa lista de pecados a evitar. O mais grave deles é tentar fugir do dono.

Tudo bem explicado em folhetos entregues à porta das mesquitas para não haver dúvidas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Agressão e ataque cardíaco

O Ministro Palestiniano Zaid Ein morreu de ataque cardíaco após ter sido agredido pela tropa israelita.

Alguém explica a essa tropa que se virem um ministro do governo do país que eles ocupam, de 55 anos de idade, a querer plantar oliveiras, não se agride esse ministro apertando-lhe o pescoço e atirando-lhe gás lacrimogénio?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Roubado do Insurgente

No Insurgente explica-se muito bem que a diferença de yields entra a dívida Grega e a Portuguesa ocorre apesar de ambos os países beneficiarem da política do BCE. A diferença parece ser a credibilidade Portuguesa face à grega.

O dito blog dá uma boa coça ao futuro Professor Doutor Galamba que não percebe coisas básicas mas "um burro carregado de livros é um doutorado", dirá o povo à medida de os Dr. são substituídos pelos Doutorados?


Terrorista? Quem?

O Ministro Palestiniano Ziad Ein que morreu momentos depois da tropa israelita o agredir na Palestina (não em Israel), é classificado por alguma imprensa Israelita como tendo um passado terrorista.

Não duvido.

Não terá sido um terrorista da mesma monta que Ariel Sharon, mas terá sido um terrorista.

Só que este ex-terrorista estava na sua pátria a tentar plantar Oliveiras e a tropa Israelita estava também lá, armada até aos dentes,  para defender a ocupação colonial da Palestina pelos sionistas.

Julgo que um mês de bloqueio europeu à importação de frutas israelitas faria mais para Israel perceber a diferença entre plantar Oliveiras e agredir ministros que lindos discursos.

Israel só percebe a linguagem da força.

Oliveiras

O Ministro, segundo testemunho da Reuters, queria plantar Oliveiras em território Palestiniano que os Israelitas estariam interessados em expropriar para a dar aos colonos que se instalam em propriedades roubadas aos árabes.

Morreu.

A lógica Israelita é muito simples. Como a nossa sociedade é democrática dentro das nossas fronteiras, podemos matar quem nos apetecer fora das nossas fronteiras, por exemplo se se tratar de um Ministro Palestiniano armado de rebentos de oliveiras.

Para quando o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal?

Ministro Palestiniano atacado pela tropa Israelita, momentos antes de morrer

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O Estranho Mundo de Ricardo Salgado

O aparecimento e crescimento do BCP percebeu-se bem: foi o banco que inovou de raiz a informática financeira em Portugal e em que era fácil controlar, saber e decidir rapidamente. Foi, com Jardim Gonçalves, inovador não apenas em Portugal, mas no Mundo.

O BES não parece ter feito nada disso.

Porque cresceu então tanto o grupo BES? Porque Ricardo Salgado tinha e tem uma especial competência: vender-se a si próprio como credível no mundo da elite da elite financeira.

Basta vê-lo no parlamento. Mesmo após a queda em que se desmorona uma história de mais de 140 anos e em que é uma presa fácil, mantém sangue frio e mantem-se um sedutor e um argumentador credível.

Salgado foi um jogador de alto nível, gerindo conhecimentos, promovendo imagem, ligando-se às pessoas certas, as que tinham poder, dinheiro e influência.

Não inovou nada no mundo da banca.

Pertence ao mesmo mundo a que pertencem os serviços secretos, a diplomacia de alto nível e a mais baixa política de bastidores. O GES morreu com a morte de Sócrates, o envelhecimento de Mário Soares e a ascensão de Passos Coelho. Só por isso morreu. Mas era inevitável, apesar de ter chegado mais cedo do que o esperado.

Era um mundo de inteligência emocional e charme, em tudo se decide em almocinhos com as pessoas certas. Depois desse mundo houve a emergência de Silicon Valley, do verdadeiro mérito, da inovação, do conhecimento no mundo das empresas. Após 140 anos de glória, a última imagem de marca da monarquia e da corte chegou ao fim.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Carta a Pedro Arroja: faça o favor de abandonar a campanha contra a Justiça, para libertar José Sócrates.

Quando um tipo suficientemente poderoso como Sócrates, quer faticamente quer simbolicamente, pertencendo ao tal núcleo duro do poder que banqueiros, os media main-stream e intelectuais bajulam, é  suspeito por parte da Justiça de ser um corrupto de milhões, não é fácil acusá-lo e menos ainda julgá-lo, mesmo  após investigação judicial prolongada.

Vimos isso acontecer no caso FP 25 de Abril e vimos isso no caso Casa Pia, o primeiro pelo poder simbólico de Otelo e o segundo pelo poder fático do PS e dos media main-stream.

Quando é preso um homem desses, como agora vemos com Sócrates, levanta-se em peso o poder dos donos do país:

#1 O grupo Pinto Balsemão, com a SIC, o Expresso, a Visão, + o grupo Sonae, com o Público, + a TSF, etc, lançam uma campanha contra a Justiça. 

#2 É visitado na prisão por nada menos que ex-Presidentes da República como Mário Soares e Jorge Sampaio, ex-primeiros-ministros ou candidatos a isso como Guterres e, em breve, António Costa. Aparecem também deputados, políticos e autarcas. Alguns fingem que vão ver um amigo pessoal e outros abrem a boca como gorazes, mas a mensagem de todos é a mesma: o nosso amigo é inocente. Julgámo-lo lá em casa num tribunal que temos no armário e temos a certeza que a Justiça está enganada. Mesmo que não estivesse, a esquerda democrática que fundou o regime atual está acima da lei. Tirem o cavalinho da chuva, nós estamos acima da lei.

#3 Surgem todo tipo de intelectuais serventuários, ou que usam episódios decisivos para serem aceites pela clique dominante, aproveitando este momento para "discutir" os procedimentos judiciais que não lhes convêm. Vimos fora do âmbito judicial essa necessidade de aceitação por parte de Freitas do Amaral e Basilio Horta,  e vimos agora, no âmbito judicial, por muitos outros como Pedro Arroja. Vimos isso em bastonários da Ordem dos Advogados, cujo dinheiro vem em maior monta quando defendem os poderosos, como foi o caso de J Miguel Júdice e é o caso da atual bastonário. Vimos conhecidos advogados dos ricos como Daniel Proença de Carvalho que quer ser tratado como um semi-deus e não aceita que os Juízes insistam na sua independência e dignidade específicas, imunes ao dinheiro que compra os advogados mais caros.

#4 PRINCIPALMENTE, mesmo que os jornais se dividissem por igual, uns a favor da ideia que os Donos do País estão acima da lei e outros defendendo que a elite corrupta tem contas a prestar à comunidade, há em Portugal uma diferença extraordinária de meios entre a justiça e os poderosos: o acusador público que mandou prender Sócrates não pode dar a cara, explicando publicamente nas televisões porque é que acha que Sócrates é um criminoso. Está de mãos atadas pela lei que os donos do país publicaram para se defenderem. Noutros países mais evoluídos é doutra forma: ouve-se na televisão a opinião do advogado de defesa e ouve-se a opinião do procurador. O advogado de defesa diz que quem lhe paga está inocente por este e aquele motivo e o procurador diz que é culpado por esta e aquela razão. Ambos os lados prestam contas ao soberano, o povo. Cá somos massacrados por advogados de defesa nas televisões sempre que estes querem e a voz do acusador público não é nunca ouvida. É uma coisa unilateral e é essa coisa que salva os Otelos Saraivas de Carvalho e outros.

Pedro Arroja entrou na caravana do ataque à Justiça, para a fragilizar, quando ela se meteu com o intocável José Sócrates. Escreve no seu blog que os que criticam Sócrates ou a elite corrupta, são uma cambada de selvagens sedentos de sangue. Os bem-pensantes compreendem que tem de haver gente acima da lei. Para isso afirma, tresloucado, que  A MISSÃO DA JUSTIÇA É DEFENDER OS DIREITOS DAQUELES QUE A PRÓPRIA JUSTIÇA ACUSA DE SEREM CRIMINOSOS.

Arroja está enganado. Redondamente. A Justiça existe, em primeiro lugar para proteger o cumpridor e a comunidade, dos criminosos. É por isso que existe polícia  judiciária e Ministério Público para investigar.  A polícia judiciária não se levanta de manhã para defender os direitos dos putativos criminosos, mas sim para defender a comunidade.

Ao atacar a Justiça quando esta persegue um criminoso o Sr. Arroja nem se apercebe que se estimula a justiça popular - ou sabe bem que o faz, mas valores mais altos se levantam.  Estimula-se a justiça popular  sempre que se amarram os braços da Justiça, para que ela seja impotente. 

Já a pressão do poder legislativo como deputados, do poder autárquico como presidentes de câmara, dos que têm um passado de exercício do mais alto cargo do poder executivo como Guterres, ou mesmo do poder moderador (a existir) que é símbolo do país (ao lado da bandeira e do hino) como Mário Soares e Jorge Sampaio, essa vergonhosa, desleal e inaceitávelmente terceiro-mundista pressão sobre o poder judicial, essa o Sr. Arroja não a vê? Não vê o circo montado à porta de Évora, tocando tambores em nome dos seus?

Se fosse um hipotético acusado da direita, caía-lhe o mundo em cima se Cavaco, Sá Carneiro (a estar vivo), Adriano Moreira, Paulo Portas, Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa, etc pressionassem a Justiça indo visitar o corrupto e declarando que estava inocente.  Como sabiam que estava inocente, perguntar-se-ia? Como se atreviam, sendo parte do poder político, a pressionar o poder judicial, desrespeitando a separação dos poderes?

Mas não bastavam os Mários Soares, Sampaios e Guterres para pressionar a Justiça. Faltava a sua pressãozinha não é Sr. Arroja?

Critico-o aqui e nem preciso de ler mais que os títulos e duas linhas dos seus posts para lhe lembrar o seguinte: O Sr. é uma figura pública e quando profere uma opinião tem de ter um cuidado especial. Não apenas porque é escrutinado, mas principalmente porque tem influência.

Não é verdade que a Justiça tenha sido, nem historicamente nem no Estado de Direito, criada com a principal missão de proteger os acusados da ira popular. Essa é uma função das forças de segurança, não da justiça.

A Justiça é um dos poderes soberanos, separado funcionalmente dos outros porque é um poder sobre a comunidade como um todo. A justiça é o braço armado da lei e a lei aplica-se à comunidade inteira de cidadãos iguais. Não, não é a polícia e não são as forças armadas. É a justiça esse braço armado e os outros atuam tão só quando há uma urgência, em flagrante, um delito "menor que pequeno" ou um estado de exceção que historicamente é raro.

A Justiça tem por objetivo proteger a comunidade dos criminosos. Dos assassinos, dos corruptos, dos burlões, dos que têm poder e dinheiro e abusam dele fora da lei. Durante o Salazarismo eram os tribunais de trabalho os defensores dos trabalhadores pois os sindicatos não valiam nada.

Quando o cumpridor exige justiça, não exige vingança. Exige que os poderosos não escapem porque são poderosos. 

Leia o livro de Rui Mateus sobre o PS e sobre Soares e questione-se porque é que Soares não foi investigado. Será porque é um intocável?
Leia o processo das FP 25 e questione-se porque é que só os arrependidos foram presos e Otelo e a clique libertos por Sampaio. Será porque os militares de Abril são intocáveis?

Esses são alguns dos poderosos e você, como parte da nossa pobre elite, tem a obrigação de não dizer a primeira coisa que lhe sai da ideia. Não se pode vender a preço barato como as Claras Ferreira Alves desta choldra.

Para a justiça ser Justiça é claro que tem de conseguir simultaneamente investigar sem rebuço e proteger, os direitos dos que são judicialmente perseguidos.

Só que isso nada tem a ver com a sua frase inaceitável de que a Justiça tem como missão principal proteger da ira popular os direitos dos suspeitos de crime e que o Sr. desenterra para manter os intocáveis, intocáveis. É que quando o suspeito é um desconhecido ou um tipo de direita, vemos menor concentração de Arrojas a sair à rua arrancando cabelos e rasgando vestes.

A elite portuguesa, Sr. Arroja,  NÃO TEM VERGONHA NA CARA.

Blog Supraciliar

Vamos apoiar Sampaio à Presidência para este fazer a Sócrates o que fez a Otelo: o liberte da prisa

Petição para que Jorge Sampaio se recandidate e Indulte José Sócrates

Para: Partido Socialista

António Costa, líder do Partido Socialista, desafiou Jorge Sampaio a que se recandidate a Presidente da República. Apoiamos esta iniciativa inteligente, para que Jorge Sampaio possa fazer como presidente eleito com o apoio do Partido Socialista e de toda a esquerda, ao querido líder José Sócrates aquilo que fez a Otelo Saraiva de Carvalho: indulte o nosso querido líder, libertando-o. Lá porque Otelo não conseguiu prender os democratas no Campo Pequeno, não quer dizer que José Sócrates não consiga pôr lá os juízes de carreira, magistrados do ministério público e polícia judiciária.
Ainda vamos a tempo de conseguir libertar Sócrates, dando uma alegria a Mário Soares, Jorge Sampaio, Armando Vara, António Guterres, Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues e António Costa. Quanto mais a luta aquece mais força tem o PS.

Ver no site Petição Pública.

Pedro Arroja entra na campanha contra a Justiça

No melhor pano cai a nódoa.
Pedro Arroja decide atacar no seu blog o Juiz Carlos Alexandre.

Diz que nenhum Juiz em Portugal tem o poder de mandar prender casos mediáticos ou que envolvam pessoas poderosas à exceção de Carlos Alexandre. Basta olhar para Armando Vara para se ver que nem só o DCIAP investiga poderosos.

Diz que Carlos Alexandre tem um poder absolutamente discricionário, como se ele não estivesse sujeito à lei que interpreta, como se as suas decisões não fossem passíveis de recurso (como aconteceu junto do Supremo a propósito se Sócrates)e como se fosse ele quem manda o Ministério Público investigar B ou C.

Porque mente até à estupidez Pedro Arroja? Porquê?

Fica impune o criminoso Guilherme Pinto?

O criminoso Guilherme Pinto, autarca de Matosinhos, declarou aos jornais que Sócrates tem mais força que os cobardes que o mantêm na prisão.

Não desmentiu essas notícias, em que desrespeita o bom nome de um juiz e de um magistrado do ministério público e os difama, desrespeitando a justiça.

Após este crime de difamação contra a justiça, se não for processado, teremos nisso um bom barómetro da eficácia da pressão ilegítima que Soares, Sampaio, Guterres e Costa exercem em contínuo sobre o poder judicial no circo que foi montado à porta do preso 44, em Évora.

Se o Juiz Carlos Alexandre não estava preparado para o que aí vinha, não se metia com o putativo corrupto Sócrates. Este insulto, feito em público é apenas uma amostra do que pode acontecer.

Se estava preparado e não processa o criminoso Guilherme Pinto, então qualquer um de nós passou a poder insultar Juízes e Procuradores em concreto, impunemente.

Ou a lei não se cumpre para os apaniguados dos Soares, Sampaios, Guterres e Costas?

Vergonha no sistema prisional

Apesar do Juiz ter determinado que o motorista e o testa de ferro de Sócrates não podiam falar um com o outro, alguém no sistema prisional decidiu colocar aqueles que são descritos como o motorista Perna e o cúmplice Silva, os dois na mesma cela.

Ora isto é uma clara violação da ordem judicial, certo?

Esperamos por ver elementos do PS protestarem este flagrante crime contra uma determinação judicial.

Ou será que lhes dá jeito que os dois combinem a história que contarão em tribunal...?

domingo, 7 de dezembro de 2014

Já repararam que Costa não sobe nas sondagens?

Até desce.
Estranho não é?
Depois do tempo de antena que as primárias, o congresso e as constantes aparições do claudicante Mário Soares, lhe granjearam, não era de esperar que o governo tivesse sido esmagado pelo delicodoce número dois de Sócrates?

Já repararam que a extrema esquerda evita visitar Sócrates, o metralha Armani?

Só lá aparecem os militantes do PS, muitos dos quais colaboracionistas de Sócrates e do seu ministro António Costa.

O objectivo desta gente é muito simples: pressionar a justiça através de campanhas televisivas em que declaram que o aparelho judicial está a injustiçar um dos cabeças de fila da sua organização, sem contudo apresentarem nenhuma prova desse engano.

Para a culpa da máquina judicial já não há presunção de inocência. Só para os amigos de Mercedes de 100.000 euros e altas cavalas.

Já a extrema esquerda ia ter de explicar aos seus amigos do Podemos em Espanha porque é que aqui a esquerda apoia as elites mais corruptas* do poder instalado.

(* a acreditar na Polícia, no Ministério Público e nos Juízes de Direito).