sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Pinto Monteiro e o Almocinho com Sócrates

Pinto Monteiro que na véspera da detenção de Sócrates almoçou com ele para falar de literatura e coisas afins, exige agora, em bicos de pés, que se apurem em inquérito as violações do segredo de justiça. Ao contrário de Ferro Rodrigues nos tempos em que foi mencionado no caso Paulo Pedroso, nesta fase Sócrates "não se está a cagar para o segredo de justiça". Ou melhor - está, mas finge que não está porque quer atacar a máquina judicial.

Pinto Monteiro diz que está bem de ver quem foi que violou, apesar de não nomear ninguém em particular. Jura que ele próprio não foi pois só falou de livros e futebol com Sócrates no almocinho que antecedeu detenção de Sócrates, o Mãos-Cheias

O problema da demente declaração de Pinto Monteiro, em cujo mandato não consta que houvessem grandes avanços no combate a esse "crime", o problema é que ele não exige que se publiquem apenas as conclusões fundamentadas do inquérito, mas os passos que foram dados durante as investigações.

Ora a publicação desses passos se for feita no fim nada acrescenta à fundamentação das conclusões e se for no decorrer da investigação não violará ela própria o segredo de justiça?

Já agora - porque não publicar a lista dos informadores da PJ? 


quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

António José Teixeira - o branqueador suave

António José Teixeira, um dos branqueadores da ação do Partido Socialista, sabe que a sua campanha de defesa de Sócrates tem mais impacto se se apresentar com algum distanciamento. Contudo esse distanciamento implicaria que fosse independente e não um homem de mão. Implicaria alguma racionalidade na sua análise e não uma campanha. Nada disso existe, sendo substituído por um tom suave que nada altera. Não é por ser suave ou monocórdico que um logro deixa de ser um logro.

Como não se pode enganar toda a gente todo o tempo - e tal como aconteceu no caso da cabala contra justiça para impedir que Paulo Pedroso fosse julgado, enfrentando as testemunhas que alegadamente violara enquanto crianças pobres - e a inteligência desta gente tem as suas naturais limitações, a campanha de defesa de Sócrates segue os mesmos passos da campanha de defesa de Pedroso:

- Ataca quem ataca Pedroso, perdão Sócrates. Por isso importa denegrir a Justiça e a imprensa que está contra o mitómano que destruiu o país.

Só que, mesmo nesse ataque, que ignora o âmago do assunto - a roubalheira das elites - a duplicidade é evidente:

#1 Quando o lado de Sócrates viola o segredo de Justiça como fez o seu advogado, ignora-se pois é a favor (lembram-se do "estou-me a cagar para o segredo de justiça de Ferro Rodrigues, no caso Pedroso?). Quando alguém na acusação viola o segredo de justiça é crime de lesa majestade.

#2 Quando se faz uma acusação a Sócrates, mesmo vindo essa acusação das autoridades competentes e passando o crivo da magistratura a que pertencem os procuradores e o crivo da magistratura a que pertencem os Juízes, monta-se o circo da presunção da inocência. Mas quando os mesmos procuradores e juízes mandam prender funcionários da administração, como o Diretor do SEJ, os mesmos calam-se sobre a presunção de inocência.

#3 Quando se faz uma acusação a Sócrates, mesmo vindo essa acusação das autoridades competentes  monta-se o circo da presunção da inocência. Mas os mesmíssimos atacam a "policia e a magistratura" de serem a fonte da fuga da informação. Aqui não há provas nem presunção de inocência. Como se sabe que não foi um funcionário administrativo? Como se sabe que não foi intrusão informática? Como se sabe se não foi o próprio Sócrates - não era da SIC, a televisão socrática, uma das câmaras que estava no aeroporto filmando tudo sem definição nem luz?

#4 Quando os críticos falam do caso na imprensa é um circo. Mas quando o Expresso, a Visão e a SIC falam ou falarem - aí já não é circo.

É mais fácil apanhar um branqueador de Sócrates que um coxo. Não admira pois é mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo.

E já agora o segredo de justiça não tem como objectivo proteger os acusados de corrupção, por mais socialistas que sejam: tem como objectivo proteger a investigação que tenta apanhar o corrupto. Porque se há coisa que a Justiça, no fim, não pode tolerar são os segredos: tem de ser pública e transparente (com escassas exceções, nomeadamente quando envolve crianças).

Hoje no Insurgente mais exemplos das mentiras factuais de Sócrates

Sócrates é um mitómano compulsivo.

Hoje no insurgente mais um exemplo concreto disso (aldrabando um jornalista da Sábado) e nos comentários mais exemplos concretos de mentiras factuais que só num país do terceiro mundo foram toleradas durante anos a fio.

E quem era o número dois do mitómano?

António Costa.

António Costa e a onda da vitória

António Costa, sem se lhe conhecer uma ideia, recusando mesmo terminantemente apresentar uma ideia para o país durante a sua campanha nas primárias (essas sim uma ideia, mas avançada por apoiantes de Seguro), surfava uma onda mediática e psicológica de vitória contra o governo.

Apesar de representar a máfia de incompetentes Socráticos que destruíram Portugal, de aparecer rodeado por rostos comprometidos com o passado e ser ele próprio o número dois do governo Sócrates, Costa estava destinado à vitória porque as pessoas querem ajustar contas com quem as pôs a  pagar festa socialista de Sócrates e que os pôs a pagar foi Passos.

Agora a onda esfumou-se. Desapareceu. Está mar chão e da sua prancha de surf, Costa vê emergirem na água barbatanas de tubarão.

A própria extrema esquerda está menos prestável a ajudar os putativos corruptos, porque aqui ao lado, na vizinha Espanha, um partido de extrema esquerda tem sucesso atacando a corrupção.
Como podem os responsáveis pelo BE, pela CDU, pelo Livre, explicar aos seus amigos de Badajoz que aqui a esquerda apoia a corrupção Armani que rola de Mercedes topo de gama e aparentemente compra os seus próprios tristes livros para fingir ter sucesso?

Agora Costa vai ter de falar e não pode avançar para a teoria da cabala, pois essa salvou Pedroso mas está esgotada, não podendo ajudar Sócrates.

Costa vai ter de falar e tem muito pouco para dizer.

Estratégia para a Década a discutir no congresso do PS

Como evitar que a elite, ao mais alto nível, seja corrupta e cúmplice da corrupção, roubando o país?

Como credibilizar as Instituições de Ensino Superior, fazendo com que os diplomas sejam um valor acrescentado e testemunho de estudo e mérito, e não um papel sem valor?

Como impedir que a justiça seja bloqueada por advogados que litigam de má fé e usam expedientes processuais, não para garantir a proteção de direitos legítimos, mas para levar ao atraso ou à prescrição dos processos?

A ética do capitalismo selvagem e a esquerda caviar

"Bonito, bonito mesmo é ganhar" - Mário Soares
"Reconhecer um erro é errar duas vezes" - José Sócrates

Porque é que em Portugal é raro alguém reconhecer um erro ou um crime?

Porque é que num grau muito além do que observa noutros países do ocidente, o acusado sabe que deve negar, negar sempre sem titubear, qualquer acusação por mais fundamentada que seja?

Porque é que esse comportamento apresenta ainda maior ferocidade na esquerda que na direita, esta última a única que é capaz de pedir desculpa por um erro ou uma incoerência (e só perder com isso)?

Porque é que quem reconhece o erro acaba muitas vezes preso por períodos mais longos que os que os negacionistas?

Veja-se por exemplo o caso das FP 25 em que os arrependidos acabaram presos anos e anos e os negacionistas "indultados" pelo presidente Jorge Sampaio.

Porquê?

Jorge Sampaio apreensivo com indícios de corrupção ao mais alto nível.

Estou só a reinar.

Ele, Jorge Sampaio, está é apreensivo por terem preso um suspeito de corrupção do seu partido.

"Não foi para isto que mandei libertar os suspeitos no caso FP 25 de Abril", podia explicar.

Tem boa solução: recandidate-se a Presidente da República e mande soltar Sócrates como fez com o Otelo Saraiva de Carvalho.

Proença de Carvalho e J.M. Júdice - entender os advogados dos ricos

Ouçam os nomes que chama o advogado milionário ao Juiz que deu voz de prisão a Sua Excelentíssima e Digníssima Pletórica Sumidade, o alegadamente Primeiro-Ministro Mãos-Cheias.

O dinheiro compra quase tudo.

A forma como uma certa estirpe de advogados dos ricos exige sacrossanto respeito por clientes e potenciais clientes, ao mesmo tempo que insulta sem sombra de respeito quem se opõe aos viscondes que os trazem pela trela,  atinge foros de maior náusea cá que noutros países do Ocidente.

Há quem venda a alma por interesses comezinhos, mas nem toda a gente o faz de pesporrenta forma bem falante.

Terceiro mundo.


Carta de Sócrates: the day after

Sócrates, ao prescindir da ajuda do PS na sua defesa, ao oferecer-se como sacrifício por uma causa maior, injecta em cada socialista uma militância mais forte que nunca.

Pode não se ter de vencer por Costa, pelo PS, pelo programa, mas será necessário dar tudo pelo chefe que se põe nas nossas mãos: Sócrates, o injustiçado, a vítima.

A mensagem não podia ser gritada mais alto: vençam para me ajudarem.

Carta ao Público e Teoria da Cabala: morte súbita

Sócrates consegue o que Costa não conseguiu: salva o PS da teoria da cabala.

Porquê?

Expliquei no último post:

"Sócrates sabe que para sobreviver precisa desesperadamente dum Presidente da República socialista que faça com ele o que Jorge Sampaio fez com Otelo.

Um passo nesse sentido será a vitória de Costa na eleições legislativas e para isso a sombra de Sócrates deve sair do caminho de Costa, o seu número dois.

A teoria da cabala dá lugar à teoria de que a corrupção dum Primeiro-Ministro é um problema pessoal, um mero caso de justiça, nunca o centro de debate político. Percebe-se isso na carta de Sócrates ao Público.

Infelizmente para Sócrates o nosso povo e a campanha eleitoral no país vizinho vão recordar Costa que a nossa elite está podre.

E Costa vai ter de explicar como é que sendo Ministro da Administração Interna e número dois do governo que destruiu o país, nunca suspeitou que dentro daqueles fatos Armani estava o putativo corrupto José Sócrates.

No Público Sócrates declara o seu apoio a Costa; em Espanha o Podemos ataca elites corruptas

Sócrates sabe que para sobreviver precisa desesperadamente dum Presidente da República socialista que faça com ele o que Jorge Sampaio fez com Otelo.

Um passo nesse sentido será a vitória de Costa na eleições legislativas e para isso a sombra de Sócrates deve sair do caminho de Costa, o seu número dois.

A teoria da cabala dá lugar à teoria de que a corrupção dum Primeiro-Ministro é um problema pessoal, um mero caso de justiça, nunca o centro de debate político. Percebe-se isso na carta de Sócrates ao Público.

Infelizmente para Sócrates o nosso povo e a campanha eleitoral no país vizinho vão recordar Costa que a nossa elite está podre.

E Costa vai ter de explicar como é que sendo Ministro da Administração Interna e número dois do governo que destruiu o país, nunca suspeitou que dentro daqueles fatos Armani estava o putativo corrupto José Sócrates.

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Sócrates: Repito, António Costa não suspeitava?

Zeinal Bava terá tentado convencer os Brasileiros da Oi que não sabia que a sua empresa, a PT, tinha metido mais de 900 milhões de euros no Grupo Espírito Santo.

Eram só 900 milhões de euros, quem presta atenção a trocos?

Os brasileiros da Oi correram com ele.

Costa diz-se muito amigo do aparentemente corrupto ex-primeiro ministro do PS, quando Costa era ministro da administração interna e de estado. Muito amigo do número um, quando ele era o número dois.

Tal como Zeinal Bava, Costa não sabia?

Mário Soares, Sócrates e os Magistrados

Os Magistrados insurgiram-se contra as declarações de Soares após visitar José Sócrates na prisão em Évora. Fingem leva-lo a sério, apesar de saberem bem que está diminuído pela idade.

Muita gente, imagino, está-se a rir da figura de velhinho de Soares. Alguns pensarão que a família devia protegê-lo da exposição que o ridiculariza, mas antecipo que não seja fácil. Muitas vezes um idoso teimoso e sem insight é difícil de proteger. 

Cabe à imprensa poupar um ancião como Soares à exposição mediática da sua deterioração progressiva.

Era a isso que deviam apelar os magistrados: poupem a memória de Soares à claudicação dos seus noventa anos.

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Sócrates: tentáculos e corporações descontroladas tentam defender polvo decapitado

Vejamos uma amostra do que exprimem nos media:

ANTÓNIO COSTA: Grande amizade e solidariedade (com Sócrates; nada diz sobre as putativas vítimas).
JOÃO SOARES: Exceto por crime de sangue em flagrante delito não aceito que se prenda um ex-primeiro ministro (por pedofilia, por pegar fogo a florestas, por tráfico de droga, etc, mesmo em flagrante delito não se pode prender. Só se faca e alguidar. Um génio pois.).
JOÃO SOARES: Prisão injusta e injustificada (deve conhecer o processo).
GABRIELA CANAVILHAS: Amizade e respeito intocados(pelo suspeito; os roubados pelo putativo saque não são referidos)
MÁRIO SOARES: Democratas preocupados com prisão e se calhar quem deu ordens à polícia não foi o procurador (terá sido a CIA?).
BASTONÁRIA da Ordem dos Advogados: Detenção é ilegal, não porque conheça o processo mas  porque assim à primeira vista é o que lhe cheira.
MARINHO E PINTO: Vingança de Juízes e Procuradores (deve conhecer o processo).
SANTOS SILVA: Não tem nada a ver com o PS (foi secretário geral e era só primeiro ministro enquanto roubava milhões, 2º os indícios). Mal possamos pomos lá outro igual
PINTO MONTEIRO: Contra aproveitamento político de um mero caso jurídico.
VERA JARDIM: Não é presunção de inocência, é a convicção de inocência (fez um mini julgamento lá em casa e transitou em julgado).
FERRO RODRIGUES: é preciso defender os partidos contra os que prendem dirigentes indiciados por corrupção.
FERNANDO SERRASQUEIRO (deputado do PS): Sócrates deve resistir ao estado de direito democrático como Nelson Mandela resistiu ao apartheid.
MRPP: A prisão de Sócrates é um golpe de estado da direita, executado pela polícia política.
SÉRGIO FIGUEIREDO (jornalista): Gosto de Sócrates. Ele perde tudo. Dói só de pensar.
EDITE ESTRELA: A Justiça prendeu Sócrates para desviar a atenção dos vistos Gold.
SÉRGIO LAVOS (Livre): Prisão de Sócrates foi instrumentalização da Justiça e da polícia.
RUI PEREIRA: A detenção para apresentação ao juiz neste caso não se justifica (é especialista e conhece o processo)
VIEIRA DA SILVA: Sente dor por José Sócrates (pelos esbulhados parece que não).
RENATO SAMPAIO deputado: Perante a detenção de Sócrates não nos resta outra alternativa que não acreditar na sua boa fé e na sua inocência (este também tem um tribunal especial debaixo da cama em que só é ouvida a parte amiga).
PAULO PEDROSO: Ver 12 anos depois noutra pessoa a passar pela mesma encenação mediática, choca da mesma maneira (já agora quando é que prendem as crianças violadas?).
CLARA FERREIRA ALVES: - custa um pouco reproduzir, tal é o nível. Mas cá vai. A Justiça tem de ser perfeita e infalível. O Sol não tem editores. Os juízes obrigaram o Sócrates a apanhar o avião no dia do congresso do PS. Há pedófilos e putativos assassinos que já foram vítimas da justiça e da coboiada. A hora noturna é tardia. Houve um linchamento público porque disseram nos jornais que havia indícios de corrupção. Exijo uma conferência de imprensa para o procurador dizer aos jornais que há indícios de corrupção. O Sol é um jornal sensacionalista. No Watergate não houve fugas de informação. Penso eu de que.



Carlos Alexandre manda prender Sócrates: parabéns pela sua coragem

Ao mandar prender José Sócrates, impedindo-o de destruir provas e coordenar a campanha contra a verdade e contra justiça, numa altura em que António Costa não pode fazer esse serviço (como fez na Casa Pia), o Juiz de 53 anos prova uma coisa: temos homem.

Sabe ao que vai. Sabe o grupo Balsemão (SIC, Expresso e Visão) e o Grupo Sonae (Público) vão largar os cães à procura de qualquer detalhe que possam usar e se nada encontrarem inventarão. É gente com muito dinheiro a perder se houver perturbação do status quo.

Sabe ao que vai e deu o peito às balas em nome duma coisa simples que entre nós vale pouco: a verdade e a igualdade dos cidadãos perante a lei.

António Costa não sabia?

António Costa era Ministro da Administração Interna de Sócrates.
António Costa foi Ministro de Estado de Sócrates.
Não sabia daquilo a que o Ministério Público chama de corrupção?

Ninguém lhe pergunta nada? Sabia ou não sabia que havia indícios de eventual corrupção por parte de Sócrates? Se não sabia, não deveria ter a obrigação de suspeitar?

Como podemos confiar em Costa?

Mais sinais de cabala da área PS contra a justiça



Área PS continua na montagem da fase inicial do esquema que conhecemos no caso Paulo Pedroso.

Sócrates sabe que vai ser detido, pois os comparsas são ouvidos pela justiça. Escolhe o momento em que regressa a Portugal. O grupo Balsemão, neste caso a SIC, é avisada e monta uma câmara escondida para gravar imagens do carro da polícia que leva Sócrates, suficientemente escuras para não se perceber nada, mas suficientemente claras para se poder acusar a policia de “coboiada”. Imagens verdadeiramente claras fariam mal a Sócrates e nada acrescentavam aos mentores da operação contra a justiça. As sombras faziam o serviço.

Nada pois de imagens focadas que um simples telemóvel podia obter com clareza dentro do avião, no aeroporto ou à entrada para o carro da polícia. Apenas sombras indefinidas, just enough para atacar a justiça.

A SIC, o Expresso e imagino que em breve a visão, montam depois o circo mediático em que inúmeros comentadores acusam a justiça de promover a fuga de segredo, mas esquecem-se de dizer que a fuga foi entregue à SIC.

Ontem o advogado de Sócrates promove uma descarada fuga de segredo de justiça para proteger o seu cliente, pré-anunciando em alta voz a decisão do tribunal e defendendo a posição de Sócrates. Nada de misturadas com o amigo e o pobre motorista e nada de confronto com o facto de que um arguido (o advogado) não merecia ficar preso. Finge pateticamente que pensava que a imprensa já sabia da decisão judicial, quando sabia muito bem que todas as rádios e televisões estavam a leste.


Reação dos meios de comunicação a esta fuga em direto e à miss en scéne, com um autor que se auto-revela? Zero.

Contra a justiça vale tudo.

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Sócrates, Marinho e Pinto e duas cartas de Duarte Marques

Marinho e Pinto é mal querido pela esquerda e pela direita. Em boa parte isso acontece por dizer coisas que só tem coragem de afirmar quem não tem acesso à televisão e aos media de grande dimensão. Isso é um mérito.

Mas essa coragem convive no mesmo homem com problemas inultrapassáveis de incoerência.

O mais visível foi o seu comportamento quando conseguiu deitar as mãos ao ordenado de até 18.000 euros todos os meses, como eurodeputado. Isso deu-lhe acesso a meios financeiros superiores aos habituais e perturbou-o. 

Como bem lhe recordou um deputado do PSD, numa troca de cartas mal escrita mas cheias de verdades, publicadas no Expresso e de que Marinho e Pinto sai muito mal-tratado, quem envereda pelo caminho fácil de dizer que os ordenados dos eurodeputados são uma roubalheira ao povo deve devolver a parte que considera excessiva, como faz o espanhol Iglesias do Podemos.

Não se pode abotoar com ele usando desculpas esfarrapadas. Se o ordenado é mau para os outros tem de ser mau para ele. Marinho aparece, aplicando-lhe o seu próprio remédio, como um comilão.

Ao pé de Sócrates que aparenta ser, com o seu amigo Salgado do BES, o grande comilão, Marinho e Pinto é apenas um pequeno comilão. Mas o que espanta é que enquanto Sócrates viveu anos de contenção, Marinho vendeu a alma na primeira oportunidade. Foi triste e, principalmente, foi precipitado.

É claro que Sócrates é acusado não apenas de ganância, mas de crime. O seu dinheiro, ao contrário do ordenado de eurodeputado de Marinho e Pinto, terá sido roubado não em sentido politico, mas no sentido criminal.

Mas também é verdade que Sócrates, como Marinho e Pinto, foi corajoso nalgumas medidas. Menos corajoso que Passos Coelho, mas corajoso.

Temos portanto três homens corajosos politicamente: Sócrates que a justiça acusa de ser um bandido, Marinho que Duarte Marques pôs na ordem recentemente, por destilar ódio, ser ignorante e ser incoerente e Passos Coelho que, não sendo um Sá Carneiro e rodeando-se de figuras pouco recomendáveis como Relvas e Paulo Macedo, está léguas acima dessa gente.

Marinho e Pinto já no passado saiu em defesa de José Sócrates e volta a fazê-lo exprimindo todo o ódio que verte há anos contra juízes e procuradores. Esse ódio, essa cegueira que confunde justos com pecadores só porque usam a mesma farda, é da mesma natureza da que o atrai para os 18.000 euros mensais de eurodeputado: é a perturbação emocional que levou à sua ascensão e levará à sua perdição.

Confesso que me desiludiu pois cheguei a pensar que esse demagogo iria causar problemas ao status quo, mas o tempo esclarece que pode suicidar-se, reduzindo-se à insignificância antes dessa praia.

Dias Loureiro - o nosso pequeno Sócrates

Onde pára Dias Loureiro, o pequeno Sócrates da "direita"?

Para quando um esclarecimento judicial sobre o seu papel no assalto ao BPN?




domingo, 23 de Novembro de 2014

Vasco Lobo Xavier e a pergunta certa

No Corta Fitas VLX pergunta e bem se os demais herdeiros do avô rico também circulam de Mercedes de 100.000 euros e compram apartamentos de 3 milhões à custa da fortuna que a mãe de Sócrates herdou.

Já agora quem é essa misteriosa  e ancestral figura milionária? E a fortuna que deixou valia quanto??

Sócrates, os tontos e Nuno Garoupa

Nuno Garoupa, que consegue ser catedrático de direito e não ter o provincianismo do costume, diz, numa entrevista hoje no Expresso, o óbvio. Que o julgamento judicial e o julgamento político são coisas diferentes, que seguem regras diferentes. Há muito que o afirmo, em contracorrente.

Mas não diz a outra parte, a politicamente muito mais incorreta: essas regras são dúplices. Castram o julgamento político cingindo-o às normas do julgamento judicial, mas só se aplicam quando o acusado é de esquerda.

Quando é de direita nem é necessário haver acusação judicial - avança-se direto para o julgamento popular sem mais demoras. Veja-se o caso de Portas e dos submarinos.

Quando o alvo está à esquerda, pode ser acusado pela magistratura de crimes sexuais contra crianças  ou corrupção à escala dos milhões, que a presunção de inocência no julgamento judicial é usada para impedir o julgamento político. Fortíssimos indícios judiciais de saque em larga escala são silenciados porque todos são inocentes até prova em contrário.  E os mesmos que enfatizam a presunção de inocência judicial, tratam de atacar a justiça com todas as forças que têm para impedir o julgamento dos apaniguados. Não se pode julgar politicamente até haver julgamento judicial e depois impede-se o dito. O que interessa, percebe-se, é que os putativos criminosos de esquerda nunca sejam julgados pois eles na verdade não são inocentes à partida - são é inocentes à chegada. Fizeram-no no caso Paulo Pedroso que escapou de ser julgado, apesar das provas que o acusavam serem as mesmas que acusavam os pedófilos menos poderosos que acabaram condenados.

Quando o alvo está à direita, mesmo que tão só culturalmente, aí já basta a teoria da conspiração e zero provas, para as Anas Gomes (inteligente mas desaustinada) e as Claras Ferreira Alves (também desaustinada, mas sem o resto) gritarem "fogueira, fogueira"  à primeira suspeição jornaleira.

Pablo Iglesias ataca Sócrates, Salgado e Costa

Pablo Iglesias, numa intervenção a convite do BE, atacou ferozmente Sócrates, Salgado (o tal do BES onde Sócrates terá escondido os milhões) e António Costa, antigo número dois de Sócrates, pois declarou que Portugal tem uma elite sem vergonha. Provavelmente estaria também a pensar nos Varas, Dias Loureiros, Limas Duarte e resto da pandilha.

O mais importante membro da elite sob suspeita de não ter vergonha parece-me ser, não um alegado criminoso, mas o próprio António Costa: ele era ministro da Justiça e da administração interna (pasme-se) enquanto o seu grande amigo alegadamente roubava o país.

A vergonha, aliás, também não abunda na rapaziada do BE e do Livre.

Sócrates e Elina Fraga, Bastonária da Ordem dos Advogados

Será que Elina Fraga, a bastonária da Ordem dos Advogados, se vai prestar para fazer para o PS o trabalhinho que José Miguel Júdice fez no caso Carlos Cruz / Paulo Pedroso?

Sócrates e Costa: o azar de haver o Partido Livre

António Costa tem um problema prático. Uma das partes que alinhou ao lado do PS na teoria da conspiração, de forma a tentar salvar Paulo Pedroso e Carlos Cruz, tem agora um partido que compete com o PS pelo mesmo eleitorado: o Livre.

O Livre não vai apenas canibalizar o BE, vai tentar canibalizar o PS.

O interesse objectivo do Livre é que o PS caia sem se destruir. Isso pode passar por uma ajuda apenas suave a José Sócrates, de forma a manterem a sintonia emocional com o eleitorado da esquerda PS, facilitando a transferência de votos, sempre tão clubísticos em Portugal.

É diferente o "apoio suave" da campanha aberta que montaram com Paulo Pedroso. Se o PS avançar para a cabala contra a Justiça está quase só.

Sócrates: o dilema de Costa

Costa tem um dilema com Sócrates.

Se o PS não montar uma urdidura como fez no caso da pedofilia, será esmagado pela Justiça, pois os sinais de que Sócrates é corrupto são avassaladores há muitos anos, mesmo se até agora nunca provados.

Se montar uma urdidura contra os Juízes e os tribunais, o PS vai ter de travar durante 2015 uma batalha em duas frentes: uma contra a Justiça e outra contra o governo.

Pode sair-lhe a sorte grande e o governo entrar nessa batalha e entrar mal, permitindo ao PS transformá-la numa batalha política. É improvável que o PSD e o CDS caiam nessa tentação. Provavelmente vão ficar calados diminuindo a chance do PS ter sucesso na invenção duma cabala contra si, como fez no caso da pedofilia, em que fingiu que existia um príncipe negro na sombra que manipulava, através duma organização secreta, as crianças alegadamente violadas por Pedroso, os educadores dessas crianças, os pediatras, a polícia judiciária, a procuradoria da república e os juízes.

Quem é esse Príncipe Negro? perguntou na altura o procurador. Como consegue ser Todo-Poderoso? Como recruta os seus agentes? Quem são os seus agentes? Onde está a sua sede? Como se financia?

Depois do caso Paulo Pedroso o PS governou anos a fio, tendo na sua mão o ministério da justiça, a administração interna (nas mãos de Costa) e outros. Descobriu esse príncipe negro? Não descobriu. Porquê? Porque não existe.

Agora, pretender como se esboça, que o Principe Negro que não existe está de volta, é uma teoria da conspiração que não vai funcionar tão facilmente. As provas contra Sócrates, suspeito, não são apenas testemunhas. São provas documentais.

Mas o drama de Costa permanece: que caminho seguir?

Daniel Oliveira hesita no Expresso

Daniel Oliveira, mais inteligente que Clara Ferreira Alves (também não é difícil), escreve de forma cautelosa. Ainda não aderiu à campanha contra a justiça.

Provavelmente Daniel Oliveira suspeita duma coisa que Clara não percebe pois limita-se a vomitar as cassetes da ideologia dominante:

O caso contra Sócrates não se vai basear apenas em testemunhos, por credíveis que sejam, como foi o caso da Pedofilia contra Carlos Cruz e Paulo Pedroso. Há documentos.

No caso Sócrates a máquina judicial já aprendeu com a ofensiva do PS contra a Justiça. Sabe o que vem aí. Pensou nisso.

Daniel Oliveira suspeita que contra Sócrates a coisa pia mais fino.

Maria de Lurdes Rodrigues

O Diretor do Expresso escreve hoje on-line um artigo bem mais equilibrado que o desvairado artigo de Clara Ferreira Alves. Diz uma coisa com que concordo, mesmo sem provas para isso. A ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues parece ter sido condenada injustamente por um tribunal. Recorreu. Mas, recordo, a senhora tem uma carreira académica sólida, não dedicou a sua vida a mentir, a destruir um país, a viver uma vida faustosa que os seus rendimentos oficiais não podiam justificar, não publicou leis para se proteger no futuro e ninguém a acusou de ter roubado em corrupção milhões e milhões de euros ao povo.

Sócrates é um caso bem diferente.

Com Sócrates o lema vinha com o seguinte travo:
Paguem-nos impostos para nós darmos o vosso dinheiro aos nossos amigos.

Sócrates: Avança a bom ritmo a difamação contra a justiça, a caminho da cabala contra a justiça

A campanha de difamação contra a justiça e a sua concorrência a caminho da cabala contra a justiça progride por parte do PS e seus aliados.

Vimos isto no Caso Casa Pia para proteger pedófilos com acusações transitadas em julgado e em que as provas que incriminaram os criminosos incriminavam também o número dois do PS - Paulo Pedroso.

Estratégia?: mesma de sempre. Demonização das vítimas (como no processo da Pedofilia), dos defensores das vítimas (na Pedofilia os educadores da vítimas, os médicos das vítimas, da polícia e a demonização dos defensores do apuramento da verdade (procuradores e tribunais) + insulto a quem passe a mensagem da parte contrária (jornais como o Sol que interesses estabelecidos tentaram destruir) + teoria da conspiração sem provas.

Vejam hoje no site do expresso o artigo de Clara Ferreira Alves, cheio de vícios de pensamento mal-intencionados porque dirige esses vícios em grande parangonas para defender aliados (o PS) mas voa baixinho quando o alvos estão no outro lado.

Um procedimento processual, mesmo quando acertado, se tiver por alvo o PS ou a esquerda é crime lesa majestade. Quando tem por alvo o outro lado (o governo e as empresas que não estão a soldo do PS) é um detalhe esquecido e o que interessa é a substância da questão. 

Sócrates: PS inicia cabala contra a justiça?

Edite Estrela dá a entender que o processo contra José Sócrates que está a ser preparado desde há meses é uma enorme invenção da Justiça para esconder o processo dos vistos Gold, denunciados pela ... própria Justiça.

Edite, o tico deixou de falar com o teco?

Alegada corrupção de Sócrates: Vida privada?

Ângelo Correia do PSD e figuras do PS avançaram com um argumento conhecido por essa bandas: os putativos crimes de Sócrates seriam assuntos da sua vida privada e nada teriam a ver com o PS.

Mas o Sr. Sócrates não cometeu alegadamente os crimes que cometeu durante o exercício de funções públicas e usando a influência que adquiriu por ter o cargo público que tinha?

Não Ângelo Correia.

Para o corrupto que embolsa vinte  milhões, a fortuna parece-lhe de facto muito privada.

Mas para nós que a pagámos com os nossos impostos parece-nos uma coisa muito pública.

Fica a questão de saber porque sai a terreiro parte da classe política para defender o indefensável em José Sócrates.

sábado, 22 de Novembro de 2014

Percebem agora para que serve o programa de Sócrates na RTP?

Avisei por escrito no passado e repito agora:

O programa de Sócrates na RTP tinha como plano dar-lhe uma tribuna para atacar a justiça. Quando for libertado, se a RTP alinhar (como se espera que alinhe) o maior criminoso político desde Vasco Gonçalves, demonstrará como é patético e ineficaz o silencio do Ministério Público.

O silêncio dos procuradores

Ao contrário do que acontece nos países civilizados, entre nós a Procuradoria não dá entrevistas à imprensa. O procurador que acuse um putativo criminoso poderoso, como alegadamente será José Sócrates, é alvo duma campanha pública dos defensores do acusado, no caso de Sócrates vimos já hoje, no dia zero, o branqueador de serviço na SIC, ou João Soares ou mesmo o Francisco Louçã.

O procurador não responde.

Apanha e não responde.

A coisa torna-se unilateral: os advogados do Sr. Poderoso aparecerão constantemente na televisão como vimos com Paulo Pedroso e Carlos Cruz. O procurador cala-se.

Isto não defende a independência, a isenção ou a autoridade da justiça. Fragiliza-a e permite que seja julgada nas televisões sem se defender.

Já começaram as cenas que todos recordamos: Costa declara-se amigo do putativo criminoso, Louçã e Soares apareceram a questionar a detenção de Sócrates para prestar declarações.

Percebemos que da sua casa Sócrates podia proceder à destruição de provas. Louçã não.

E agora Ferro Rodrigues?

Também te vais "cagar" para o segredo de justiça, como da última vez?

E agora António Costa?

A acusação de corrupção a Sócrates também é uma cabala?
O "príncipe negro" dessa urdidura será mesmo que tramou Paulo Pedroso?

segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Vitória de Costa

Discurso fraco, mas isso já se sabia. O homem não nada para dizer.

Discurso feio, antidemocrático.

Socrático. O mesmo homem que protegeu Paulo Pedroso está de volta.

sexta-feira, 20 de Junho de 2014

Costa e Barroso

Costa lembra-me Barroso.
Os dois tinham / têm uma entourage que os reclamava / reclama como grandes líderes da nova geração.
Em ambos os casos quanto mais falarem mais se afundam.
A mensagem de Costa então, é cristalina: comigo o PS tem mais possibilidades de vencer. Eis o cerne da sua alternativa: ele próprio.
Ambos tinham / têm como adversários funcionários sem ideias nem ideologia. Um Nogueira e o outro Seguro.

sexta-feira, 13 de Junho de 2014

Viva a Constituição.

Morte aos Estatutos. PS dixit.

Golpe de Estado no PS?

Em curso.

Em todas as frentes. Incluíndo a bancada dos deputados (escolhida por Sócrates)

Diz muito da natureza de Costa.

Também diz muito da sua natureza os nomes que o apoiam: Freitas do Amaral, Ferro Rodrigues, José Sócrates, Mário Soares. O mais triste, Freitas, declara qual virgem enganada "eu tinha consideração por Seguro, mas..". Pois. Se surgir um candidato com melhor imprensa que Costa, tu até tinhas consideração por Costa..."

Como dizia Soares "feio, feio é perder".

Para ganhar vale tudo.Até o mais plebliscitário dos populismos, desde que traga na travessa
 a cabeça dos adversários dos nossos amigos.

terça-feira, 10 de Junho de 2014

Um problema chamado Marinho Pinto

Já repararam no silêncio?
Tratasse-se do Livre, pelo mesmo que Marinho Pinto conseguiu nas urnas, falar-se-iam horas atrás de horas nas televisões.
A esquerda, sempre histriónica, está caladinha. Percebe-se que Marinho Pinto não é um deles.
Os media fazem o silêncio suportável. Percebe-se que Marinho Pinto não faz parte das cliques do politicamente correto que alimenta as empresas do regime.
A direita está estonteada e teme a erosão da sua base de apoio por um MPT de Ribeiro Telles, com uma voz da altura de Marinho Pinto.

Na forma como alegadamente se usam todos os truques para excluir as candidaturas presidenciais de discurso imprevisível, ou seja livre, percebe-se o medo do status quo.

Como uma das especialidades da esquerda é a mentira grosseira, incluíndo a falsidade do seu discurso sobre a mentira propriamente dita, Marinho e  a sua voz de trovão corre o risco de fazer muito mal a essa gente.

Vai ser divertido.

sábado, 7 de Junho de 2014

Erro político de Costa

Como saberá quem lê estas páginas, tenho pouca admiração pelo intelecto de Seguro.
Não estarei só nessa apreciação.
Também saberão que, apesar de considerar que salta à vista que Costa lhe é superior, levanto sérias dúvida à ação política de Costa, nomeadamente pelo seu branqueamento da ação politicamente criminosa de Sócrates e por ter colaborado na cabala contra a justiça que alegadamente conseguiu que Paulo Pedroso não fosse julgado pelos crimes sexuais contra crianças pobres, à guarda do Estado que o PS comandou durante a maior parte do tempo após a implantação da democracia.

Agora Costa comete um gravíssimo erro político: cola-se a José Sócrates definitivamente.

Ninguém gosta de Sócrates, um mentiroso, um vaidoso, um incompetente e um indivíduo politicamente criminoso.

Ao assumir como sua a herança de Sócrates Costa perde em duas frente: perda a frescura de um líder novo e único e  oferece a Seguro da oportunidade de o atacar via Sócrates.

Se Seguro não acabar com ele, o PSD acabará, seguindo o mesmo caminho.Terá nessa altura boa parte do PS a ter dificuldade em discordar, se o PSD repetir exatamente as mesmas palavras dos apoiantes de Seguro: Costa representa tudo o que Portugal rejeita em Sócrates.

quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Sketch humorístico imita Assunção Esteves

Vejam este sketch humorístico com uma imitação perfeita de Assunção Esteves, muito bem caracterizada e com uma voz muito semelhante à da Presidente da Assembleia da República.

O texto é muito fraquinho, mas o resto é de primeira água.

Está de parabéns o humor made in Portugal.

Dux e os julgamentos populares

Não tenho informação que chegue para comentar a relação entre as praxes académicas na Lusófona e a morte de seis jovens na praia do Meco.

Li pouco sobre o tema mas há um assunto lateral que gostaria de comentar: o insulto fácil de desconhecidos quando se destratam os estudantes da Lusófona como um todo.

Na Lusófona, como noutras Universidades, pode haver pessoas que se portam mal e mal de forma inaceitável, mas há também jovens a lutar para conseguir alguma coisa da sua vida.

Esses jovens devem ser respeitados.

Uma certa esquerda gosta muito de usar os julgamentos populares quando estes lhes são de maré.

Eu prefiro a justiça e a verdade.

sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

O Corta-Fitas, o Público e o complexo politico-mediático

O blog Corta-Fitas apresenta mais um exemplo de como funciona o complexo político-mediático, a propósito da campanha de desinformação do Público.

Tenho vindo a chamar a atenção para este fenómeno há algum tempo.

A SIC não lhe fica atrás, como também tenho recordado.

Os interesses da clique que tomou conta do país, os verdadeiros donos de Portugal que muitos dos empresários ensaboam pois dependem do Estado numa simbiose bem conhecida, passam pelo controlo não apenas da informação mas da mundivisão de que a informação depende para ser compreendida.

Esse complexo politico-mediático tem uma verdade oficial que é dogmática como qualquer religião e considera herege quem se desvia da ortodoxia.

Um exemplo recentemente comentado noutro blog é o do humor, com a observação certeira de que é proibido fazer humor com gente que se põe a jeito como Mário Soares, Freitas do Amaral, Manuel Alegre, Francisco Balsemão, Daniel Oliveira, bem como Ana Drago, Francisco Louçã e outros. A partir da ala esquerda do PS a proibição é total.

Da mesma forma é proibido fazer humor com o Islamo-fascismo.

quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Jobs for the boys? No - dead for the sick!

A destruição acelerada por Sócrates continua.

Não apenas Unidades de Excelência como a Maternidade Alfredo da Costa, os IPOs, o Hospital de Santa Cruz, a cirurgia dos Capuchos ou a dermatologia do Desterro.

É todo o sistema que está a ser destruído morra quem morrer.

Muitos dos executores da destruição de Sócrates são os mesmíssimos administradores do tempo de Macedo. Os yes-men e yes-women mantiveram-se nos seus postos com a mudança. Para evitar os ataques do PS o Cobrador de Impostos decidiu manter os boys rosa no posto. Estes têm por característica conhecerem à distancia a voz do dono.

Uma das características deste sistema é a sua opacidade. Os dados apresentados pelo ministério da saúde nunca são passíveis de auditoria, nunca são transparentes, nunca são confrontáveis com a realidade. Em boa verdade eles não descrevem a realidade.

É por isso que os governantes e suas famílias só recorrem ao sistema público quando vão direccionados para um conhecimento específico que adquirem no meio social em que se movem.
Nunca vão para a fila onde é atendido o comum dos mortais. Fazem-me lembrar um recente governo Socrático em que a escola pública era muito elogiada mas em que virtualmente todos os governantes tinham os filhos nos colégios privados.

Quando confrontados com este simples facto diziam que não era incoerência sua, mas demagogia e populismo dos ... factos.


Morte de enfarte, erro médico e o Cobrador de Impostos

O cobrador de impostos Paulo Macedo tem vindo a destruir o Serviço Nacional de Saúde desde que tomou posse.

Não tem vindo a destruir o 10º melhor sistema de saúde do mundo como proclamam muitos porque esse sistema nunca existiu. Mas tem vindo a destruir o sistema que havia e que à nossa dimensão era mais que razoável.

Não é original nessa destruição pois ela vem do governo Sócrates.

Uma portuguesa de 67 anos entrou na urgência do Hospital Amadora Sintra com dor no peito. Na triagem os profissionais consideraram-na (como a muitos outros doentes)  um caso urgente. Tinha no máximo 1 hora para ser vista por um médico pois foi tida como urgência amarela.

Mas o projecto de destruição implica que não haja médicos de serviço para atender os doentes. Além dessa doente muitas dezenas de outros foram classificados como urgentes. Os escassos médicos que o cobrador de impostos deixa contratar não conseguiram ver essa pessoa senão ao fim de 6 horas. Não foi apenas esta cidadã que levou 6 horas a ser observada - todos os doentes classificados com a faixa amarela levaram 6 horas pelo simples facto de haver menos médicos que o recomendado por ordem do ministro.

Escassos minutos depois dos médicos iniciarem a observação da doente ela morreu.

Quando é que o cobrador de impostos em vez de dizer que os médicos que a viram erraram, tem a decência mínima de dizer que foi o sistema que falhou, sistema criado por ordem dele e que faz dele o responsável - ele e os yes-men e as yes-women - pela morte da cidadã. Não foi quem a viu que falhou ao contrário do que mente o cobrador. Foi quem impediu que tivesse sido vista para poupar dinheiro de forma ineficaz,


terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Olli Rhen descobre tardiamente que Sócrates era incompetente

Olli Rhen descobriu tardiamente que o Governo de Sócrates e Teixeira dos Santos eram incompetentes e andavam aos papeis.

Andou um ano a falar com Teixeira dos Santos sobre a necessidade de acabar com a bandalheira financeira mas Teixeira não percebia as contas e desculpava-se que a calculadora dele não tinha pilha.

Andou a brincar aos PEC s e só não foi ao PEC 10 porque o dinheiro fisicamente acabou. De PEC em PEC a situação financeira do país colapsava alegremente. Cavaco assobiava para o lado, Medina Carreira avisava que isto ia acabar mal, o povo estava a leste e a Comissão Europeia achava que "porreiro pá".

AntónioCosta?  Costa preparava o ninho para a sua carreira política dar o salto definitivo, enquanto o país ardia.

Vamos todos votar PS nas Europeias

As autárquicas salvaram o TóZero.

Ora sendo Seguro, o Anão, um verdadeiro seguro de vida para o Governo, as europeias surgem como a última chance para Costa tomar o PS.

Costa nunca se demarcou de José Sócrates, o Falso, de que foi ministro. Pelo contrário, anda há anos a branquear a ação do Falso e a tentar reescrever a história desses dias de vergonha.

Vamos portanto votar todos TóZero nas Europeias para manter o Anão na liderança do PS.

quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Cócó, Ranheta e Facada

Três cidadãos, comentam esta notícia da TSF da forma típica de quem é feito da mesma massa que uma parte dos nossos políticos.

E de que se queixam os aborígenes em causa? Do mesmo que se queixa ToZero Seguro - o aumento da dívida de Estado.

Ora o aumento da dívida, que há muito é declarada como virtualmente impagável, deve-se com Passos a dois fenómenos matemáticos inultrapassáveis e à fiscalização das nossas contas por estrangeiros.

No que toca à intervenção estrangeira a dívida aumentou porque estava escondida por Sócrates ( e Alberto João Jardim) e os estrangeiros quando chegaram abriram todas as gavetas que puderam e deram com os podres dos tugas.

Os fenómenos matemáticos são igualmente simples: uma tem a ver com a mudança das regras do Eurostat como a notícia exemplifica e o outro tem a ver com o facto da economia portuguesa não gerar recursos para pagar os juros da dívida, fazendo com que esta cresça mais devagar mas cresça.

Há muitos anos que Medina Carreira explica isso, devagarinho.

Primeiro pedimos dinheiro emprestado em quantidades maciças, criando uma economia artificial que vivia do dinheiro de fora.

Depois, os juros da dívida atingiram tal valor que para os pagarmos tínhamos de pedir dinheiro emprestado, aumentando por sua vez a dita dívida, os juros a pagar e a necessidade de contrair mais dívida.

É uma conhecida espiral que acaba geralmente na falência.

Passos para evitar a falência e propiciar a solução alternativa que eu tenho antecipado neste blog - o pagamento de parte da nossa dívida pelos alemães ao abrigo de um futuro plano Marshall cujo nome em alemão ainda não foi criado - decidiu ser sério e cumprir os compromissos que estabelecemos com os estrangeiros, ao invés do que fez Sócrates com o PEC I, o PEC II, o PEC III e se preparava para fazer com os PEC IV, V, VI e VII.

Daí o sucesso inesperado do nosso país perante as lideranças das organizações financeiras internacionais. Não eram só os Irlandeses e outros "caras pálidas" que tinham palavra. No sul da europa um povo em crise fazia das tripas coração em vez de gregar. Depois de nós os espanhóis também irlandaram e os italianos preparam para fazer o mesmo. Tratam-se de situações diferentes umas das outras mas com um traço comum: ao contrário do que "sabiam" os alemães, há gente séria a sul.

A coragem dos PIIS foi a morte dos PIIGS e a salvação do euro.

quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

Lourenço Xavier de Carvalho: ladroagem incompetente?

Depois do jornal Público é agora o i a aparecer na sua edição online propagandeando a ciência de Xavier de Carvalho.

Ou o senhor é mal citado ou o número de disparates com que alimenta o Complexo Político-Mediático é bem revelador da dimensão do sujeito.

O estudo em si mesmo não parece ser do domínio público. O que é do domínio público é a publicidade que lhe é feita. Esse(s) estudo(s) foram publicados em que revistas científicas com porta aberta para a rua? Ou nem foram ainda publicados em nenhum jornal com peer review e o autor já lançou a feira da auto-propaganda?
É que nenhum é citado. O autor do estudo parece andar de media em media, qual vendedor ambulante a tentar adquirir o estatuto e o prestígio que o seu estudo verbera como indesejáveis.

Auto anuncia-se como primeiro e único na profundidade com que debate temas em debate desde que há humanidade.

Não é sério.

Para além de clamar aos quatro ventos que é  único e de ter antevisto solução para o sistema educativo e para o sistema social, será que cura o cancro, limpa o catarro, elimina rugas e impede a queda de cabelo? Terá a colaboração do Professor Karamba?

O trabalho de que faz marketing vai ser apresentado à custa dos nossos impostos só na próxima 5ª feira, segundo consta, num palácio, acompanhado por alguma realeza, numa orgia de despesa estatista que traz a UNESCO num andor raramente modesto, o que nos faz temer que o Sr. Carvalho tenha os amigos certos.

No Público, o artigo aparece ilustrado com cravos vermelhos e no Diário Digital com uma variante do símbolo da ANP - o partido único da ditadura de 24 de Abril.

Ao contrario do que parece pensar o novo Karamba - ou pelo menos deixa que a imprensa venda que pensa - o problema de Portugal não é ter um sistema educativo que produza génios nas diversas engenharias e ciências, imbuídos do empreendedorismo dos que ele descreve como "sendo ativos" e alimentados pela ambição e pela aventura dos idos de Quinhentos.

O problema é não o ter.

A nossa pecha são os fala baratos, os vendedores de ilusões, os inimigos da liberdade que vêm com um dogmatismo salazarento vender a honra e a felicidade dos pobrezinhos e, pior, fundindo incompetentemente esse dogmatismo com um outro imiscível - o dogmatismo marxista do rico mau que tem de ser reeducado (no Campo Pequeno?) nos verdadeiros valores da solidariedade e de uma ética que não inclui o trabalho diferenciado e livre.

Não, Sr. Lourenço, não há contradição entre ter a nossa família como pilar da nossa vida e estudar e trabalhar duramente.

Não, Sr. Lourenço, não nos arriscamos a criar ladrões competentes se voltarmos a aderir ao ocidente que ajudámos a criar e expandir.

O que é um risco é continuarmos nas mãos dos ladrões incompetentes, dos licenciados ao Domingo e dos licenciados por equivalência, dos corruptos com lábia de feira da ladra, dos pseudo-cientistas que em vez de publicarem sobriamente arrastam um banquinho para falarem de mais alto, dos protetores daqueles que as vítimas de pedofilia identificam como sendo os seus agressores, dos mentores do novo Lápis Azul e da sua verdade oficial que o complexo político-mediático espalha por todo o lado e dos Socráticos promotores da máxima fiscal "precisamos do vosso dinheiro para dar aos nossos amigos" tão diligentemente servida por Paulo Macedo durante anos.

Quem está de parabéns não é a princesa holandesa e o seu berço de ouro, não é a UNESCO e os seus arreios, não é a nossa imprensa e o seu fogo fátuo - é um Papa que não deixa de ser Papa nem deixa de ser Jesuíta para lavar os pés dos que caíram em desgraça e é um Ministro da Educação que teve a coragem de demitir o licenciado Relvas, em vez de percorrer o caminho fácil de ser amigo de quem não era técnicamente competente nem era rico de ilíquidos 4000 - mas rico de muito mais porque tinha os amigos certos.

terça-feira, 14 de Janeiro de 2014

Jornal o Público: os ricos são pouco solidários e o complexo politico-mediático não descansa.

O Jornal o Público traz uma notícia que apela à abjuração da educação e da vida economicamente digna, com várias nuances e poucos números. Fala de algumas coisas interessantes pela rama, citando um estudo da Universidade Católica.

A notícia é sobre um trabalho que vai no futuro ser apresentado, com o apoio duma princesa de uma casa real europeia.

Não conheço o estudo da Universidade Católica e seguramente não fico a conhecê-lo lendo a notícia que o Público faz sobre esse estudo nascituro.

Informar não é uma das missões principais dos nossos media, sendo claramente menos importante que fazer uns títulos sensacionalistas, dominados pelos clichês marxistas, nomeadamente que os ricos são maus, com a eventual exceção da princesa que aí vem bater palmas.

Nesta notícia os ricos são as pessoas que ganham, ilíquido, a partir de 4000 euros mês, ou seja cerca do salário mínimo do Luxemburgo em termos líquidos - isto contando por baixo o que lhes é dado pelo estado em género de um lado e de outro.

Porque são tão maus estes ricaços? Porque não valorizam a solidariedade social, entre outras maldades.

O que é a solidariedade social para o rico que ganha em Portugal aquilo que dá o salário mínimo no Luxemburgo? Provavelmente será dar dinheiro a quem tem menos e pagar com os seus impostos viagens a princesas que provavelmente gastam num mês o que eles ganham num ano.

O que é a solidariedade social para o pobre que ganha em Portugal uns míseros 500 euros por mês?  Provavelmente será receber dinheiro de quem tem mais.

Ou seja, o Público, até prova em contrário, parece ter descoberto que as pessoas preferem receber dinheiro do que dar dinheiro.

Não sei se descobriu que os referidos ricaços 4000 ilíquidos, se chateiam de ser alvo da extorsão estatal, pois sabem bem que o  anti-Robin Hood socialista os insulta primeiro e lhes tira o dinheiro depois para o depositar nos bolsos dos seus amigos - nobres ou plebeus - que com felicidade dividem entre eles parte da coleta.

Descobriu também o Público que as pessoas são cada vez mais individualistas, desconfiadas, cada vez mais defendem o "cada um por si", "olho por olho, dente por dente", valorizam principalmente os "valores imateriais", a "família", a "honra", o "amar e ser amado".

Muito coerente.

O estudo até pode ter qualidade, o que por bom senso se duvida. É impossível é extrair isso do artigo do Público, tal é a incompetência da notícia que parece tão só aproveitá-lo para regurgitar acriticamente lugares comuns promovidos pelo complexo politico-mediático.

Os grandes escritórios de advogados

Em todos os países desenvolvidos há grandes escritórios de advogados.

Esses escritórios têm obrigações éticas como toda a gente e os que não as cumprem devem ser criticados.

Agora, se me permitem a redundância, em todos os países desenvolvidos há grandes escritórios de advogados, pelo simples facto de que há problemas jurídicos que necessitam da intervenção de organizações com uma massa crítica mínima.

Triste seria se grandes escritórios de advogados estrangeiros tomassem conta dessa área de atividade e os nossos advogados fossem empregados deles.

Ainda o larapiozito da Meta dos Leitões: Tira um curso rapaz. Vais ver que ajuda.

O homenzinho da Meta pode ser mais competente a roubar militantes do CDS do que foi a não ser roubado por José Sócrates, mas é nos atos mais competente que nas palavras o homenzinho que sonhava em refocar um debate mas enganou-se, anunciado que o ia desfocar ... e não é que acabou mesmo a desfocá-lo? (veja-se esta desfocante listagem de rankings, entrecortados por má poesia, sem réstia de apresentação dos dados e das fórmulas originais e que o senhor acha tratar-se de um estudo - o ex-editor da ex-marxism today, vai concerteza perdoar-me do alto do seu fundamentalismo mas vejo-me obrigado a inspirar-me num olhanense, para perguntar retoricamente "letras, letras, números nenhuns. É assim que eles enriquem móce?).

O meu conselho? - Tira um curso rapaz. Vais ver que ajuda.

Socratistas e Bloquistas - o sucesso dos leitões é a vitória dos porcos

Um conhecido blog exulta porque num restaurante para os lados da Mealhada 15 militantes do CDS foram roubados nos leitões.

A grande alegria dos burlões da moderada esquerda e dos mitómanos da extrema esquerda tem duas razões:

A segunda, é que roubar dinheiro como castigo por delito de opinião (ser do CDS) cai sempre bem à extrema esquerda. Fora desse blog todos nos lembramos do camarada Otelo que se propunha imitar Pinochet e pôr os fascistas numa praça de touros (seria para lhes dar rosas?). Falhado o PREC, não se podendo passar mandatos de captura em branco, roubar os fascistas, às vezes, é o que se pode fazer.

A primeira, é que quando um leitão por afinidade se convence que quem o rouba não é quem o obrigou a endividar-se sem lhe dizer água-vai, mas sim quem o faz pagar a dívida que contraiu, (explicando-lhe mil vezes que depois de se deixado enganar por Sócrates, Costa e quejandos, tentar não pagar é condenar-se à miséria e aí não há leitão que o salve) cai sempre bem aos Socratistas que anseiam por endividar o nosso povo outra vez.


segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Definição de Complexo Político-Mediático

Os media, ao longo dos anos, desenvolveram interesses comuns com os interesses do poder político do centrão que se extende a partir da ala esquerda do PSD, atravessa o PS e inclui as pessoas mais bem falantes da extrema esquerda.

Existe, entre ambos, uma permeabilidade biunívoca em que as pessoas saltam de um lado para o outro com enorme velocidade, usam uma cartilha comum do que é politicamente permitido dizer-se e não hesitam em suprimir, com um redescoberto lápis azul, quem os aponta como alvo.

Estes media, apesar de usarem uma linguagem que é a linguagem da esquerda, não estão já do lado da esquerda. Estão do lado do ouro que existe  - a caça ao dinheiro dos contribuintes, o acesso a bens comuns naturalmente escassos e os descontos competitivos no preço da burocracia socialista.

A corrente facilidade com que se admoestam escritórios de advogados é prova da viragem do poder centrado nas profissões jurídicas para as centradas nos media.

É só suster a respiração e esperar que passe.

Sem investigação jornalística própria e sem transparência por parte do Estado,  os media só reproduzem a ponta do iceberg do colapso em curso na medicina e na saúde em Portugal que lhes é fornecida por organismos com uma agenda de defesa reivindicativa dos seus associados, como por exemplo os sindicatos.

Melhor que nada, é certo, numa reação que era de esperar, após ter-se colocado um cobrador de impostos não num lugar técnico de bastidores que tratasse da parte de gestão financeira da saúde, mas no lugar de Ministro duma área que exige o que ele intrinsecamente não tem - respeito pelos direitos das pessoas e compreensão pela dinâmica dos grupos de trabalho.

No que toca à gripe e às suas mortes é só suster a respiração e esperar que passe, pensarão.

Que passe  o Inverno e que passe a Parkinsónica agitação dos media, que procuram vender o último sensacionalismo que arda tão fácil, tão visível e tão fatuamente como a palha.

Sabemos que o cobrador de impostos é melhor que a troika socialista do Falso, do Narciso e do Anão, mas como disse a propósito de Ariel Sharon, já não basta ser-se melhor que um Hamas no caso de Israel e não basta ser melhor que a troika socialista. É preciso mais.

Quando saberemos ultrapassar a fratura pendular entre a prosápia anencéfala dos burocratas que não compreende a natureza humana  e a energia vesga dos plutocratas que despreza quem não é visita de casa?

Quando  aprenderemos com os idos de quinhentos e optamos pela energia lúcida da ambição realista?

História do complexo político-mediático e três exemplos de Centros de Excelência em destruição .

A história do complexo político-mediático também passa pelo seu silêncio na degradação-com-vista-à-destruição de instituições de excelência em Portugal.

IPO's.
Maternidade Alfredo da Costa.
Hospital de Santa Cruz.

A destruição de grupos altamente diferenciados, com sub-culturas de excelência, pela dupla Sócrates / Paulo Macedo e os mesmos yes-man de serviço a ambos.

A má moeda de que falava Cavaco, antes de se tornar ele próprio co-responsável pela má moeda.

A morte e o cobrador de impostos

Mais  um caso em que Paulo Macedo, o grande cobrador de impostos a quem Passos Coelho entregou uma pasta social, e a sua política de poupança incompetente, são responsáveis por falha de assistência médica a doentes graves, abandonados à sua sorte.

domingo, 12 de Janeiro de 2014

Porta da Loja: um pequeno senão

Recomendo a leitura deste post Porta da Loja.

Um senão: classificar como idealista o pensamento totalitário que tortura (sim, literalmente) e fuzila (sim, literalmente) os seus adversários políticos desarmados.

Essa é uma vitória histórica da esquerda totalitária: até os democratas os classificam de idealistas.

Mussulini não era idealista mas Estaline, Mao e Fidel eram idealistas.

O meu conselho ao "Porta da Loja": aperceba-se dessa colonização e não peça desculpa por ser democrata.

Confundir o erro com a mentira - umas das doenças do complexo politico-mediático

 A doença acima citada vem a propósito de um post do Aventar que repete um lugar comum em muitos meios. Não é específico desse blog mas não é aceitável. Contudo não se deve exagerar a culpa do Aventar no disparate - é como digo um disparate corrente.

Apesar de ser evidente que Sócrates é um mentiroso, a peça trazida do youtube nesse post em relação ao antigo primeiro-ministro tem um problema: é ela própria basicamente uma falsidade.

Passa-se o mesmo com a peça em relação a Passos Coelho.

Esses videos são falsidades de um tipo diferente da mentira. Não são mentiras e os seus autores não são mentirosos. Estão grosseiramente errados mas servem um sistema de mentira com o seu erro.

Explico-o por "noblesse obrigue", pois exigiria um longo texto para tratar este tema e um blog não é o sítio ideal para textos desses.

Uma pessoa que faz uma antecipação em relação ao futuro e se engana, só é um mentiroso se se enganar propositadamente. Pode, por exemplo, ter-se enganado na antecipação do que iria acontecer por escassez de dados disponíveis ou pela natureza do assunto que se antecipa. Quando essa antecipação se refere ao próprio comportamento, também aqui podem acontecer várias coisas e uma delas é ter-se enganado em relação à evolução futura e ainda assim manter a obrigação de corrigir a trajectória sem se afastar do seu posto.

Não sendo a economia uma ciência exata, o engano em relação a fenómenos futuros é a regra. Não perco tempo a explicar porque é que sendo o engano a regra se investem milhões em todo o planeta a tentar antecipar esse futuro. Isso seria pedir demais neste post.

Mesmo em ciências mais evoluídas como a Medicina, isso acontece corriqueiramente. Um médico pode antecipar que um pé de um doente vai melhorar com medicamentos e depois verificar-se que o pé necrosou e tem de ser amputado. O pior que o médico podia fazer era, para ser "coerente",  não amputar o pé deixando morrer o doente.

Para além da confusão anterior os videos do Aventar / youtube contêm outra falsidade: falseiam a natureza das promessas eleitorais apresentando-as como mentiras pessoais. O que se afirma em campanha eleitoral num Estado tão pouco transparente como o nosso, por parte dos partidos da oposição pode enfermar do problema acima exposto - dificuldade acrescida na previsão do futuro - e  enferma de um problema sistémico: o povo exige que se façam promessas douradas e castiga fortemente quem se recusa a fazê-lo. Essa mentira específica - as promessas eleitorais - é uma mentira partilhada entre o povo e os dirigentes partidários.

Sou contra essa mentira eleitoral, sendo contra quem alinha com essa exigência do eleitorado porque estou na convicção que é possível ganhar eleições, por uma margem menor mas ainda assim ganhar, falando verdade. Exige um enorme esforço de preparação em relação às promessas do adversário e exige a escolha de uma linguagem que não é a expontânea mas é passível de ser construída.

Há dez anos não seria possível mas agora é.

sábado, 11 de Janeiro de 2014

Morreu Ariel Sharon

Ariel Sharon foi um herói para a nação israelita, um chefe militar audaz, de uma coragem pessoal e como líder, muito acima da média.

Israel é o único país do médio oriente, onde existe um estado de direito com alguma proximidade com o que se observa na europa e o único país da região onde a vida humana tem algum valor. É claro que a Turquia e, mais distante, a Jordânia, são também países onde o estado é minimamente fiável, ainda assim muito aquém de Israel.

Com a exceção da Turquia, se algum país da região tivesse a capacidade militar de Israel e Israel tivesse a capacidade militar desse país, ou seja se se invertessem os papeis, esse país fosse ele a Síria, o Líbano, a Jordânia, a Palestina sou outro, Israel desapareceria do mapa em 72 horas.

Estando em guerra, Israel usa para os seus vizinhos a força que tem, de uma forma mais branda do que a que seria usada para consigo na situação inversa.

Dito isto, importa dizer também que  isto não chega. Ser melhor que os nossos inimigos não chega.

Os massacres de Sabra e Chatila exemplificam isso muito bem e esse ato terrorista tinge de forma indelével a memória de Sharon. 

O facto do Estado de Israel ser um estado religioso, de Israel ser uma potência nuclear graças à França, de Israel tornar a vida dos palestinianos uma humilhação diária, de colocar colonos no seio do território de um país vizinho, de impedir o crescimento económico da palestina destruindo sistematicamente infra-estruturas e organizações de desenvolvimento social, exemplifica muito bem que ser-se melhor que os inimigos não chega.

De Klerk, na África do Sul, sonhou em construir um país só para os brancos, dividindo o território da África do Sul em vários países mononacionais. Falhou porque, segundo ele, os brancos foram gananciosos: queriam tudo o que tinha valor para eles próprios e o refugo para os negros.

Também Israel falhará pela sua ganância em querer o bife do lombo para si e o inferno para os palestinianos. Geração atrás de geração, os palestinianos não aceitarão o que lhes é dado por Israel.

Esperemos que o desaparecimento da geração que fez nascer Israel dê azo à ascensão de uma geração que permita a Israel sobreviver. Se a primeira só se podia fazer pela guerra, a segunda só se poderá fazer pela paz.




Pulido Valente, Camões e Eusébio

Pulido Valente escreve um artigo alegando que Eusébio ficaria bem no Panteão Nacional se não tivesse de suportar a companhia de quem lá está. 

Acha que Eusébio era um génio na sua profissão, tal como Amália e por isso devia ter direito a um Panteão.

Acontece que, seja por causa do joelho, seja por falta de talento, Eusébio era um jogador inferior a, por exemplo, Cristiano Ronaldo. Não é preciso ser perito: basta ver as imagens de jogos de Ronaldo, Maradona ou Pelé para se perceber que Eusébio não era do mesmo campeonato.

Eusébio era do campeonato de Carlos Lopes, outro grande desportista da segunda linha mundial na sua profissão, para usar a expressão de Pulido.

Eusébio, como os desportistas citados, era de uma enorme destreza motora no futebol e despertava o entusiasmo das massas. Golo, golo, gritavam os seus adeptos. Vitória, ganhámos, viva.

Amália tinha também uma enorme destreza motora: a sua voz. Emprestava a essa voz uma emotividade especial. Como a voz, o mais fantástico dos instrumentos, canta uma letra e canta uma música, suscita uma admiração especial. De qualquer forma a voz humana, por si só, desperta um tipo de emoções mais elevadas que o primitivismo do ganhámos, golo, viva.

Só que o que distingue a especial natureza da humanidade não é a sua competência motora, pouco impressionante quando comparada com a de uma águia ou a de um grande felino.

É o seu espirito.

Se Pulido tivesse escrito o romance ou o ensaio genial, para o qual parece ter mais talento do que a resiliência e obstinação necessárias, gostaria de ser recordado num panteão entre o Ronaldo, o Carlos Lopes e o Eusébio?

Ou preferia ficar entre Eça, Garcia D'Orta  e Camões?

Onde queria, acresce,  Pulido que ficassem os cenotáfios do Infante D. Henrique e D. Nuno Álvares? Ao lado de Ronaldo e Eusébio?

Façamos um último exercício. Imagine-se um Panteão Nacional nos Estados Unidos. Proporia, se fosse norte-americano, que esse monumento fosse enxameado pelas dezenas de Eusébios que essa nação produz todas as décadas em cento e um desportos ou por verdadeiros heróis e inspiradores como Adams ou Lincoln, Twain ou Jefferson, Edison ou Disney, Carnegie ou Salk?

sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

O Aventar desilude. Drago não.

O Aventar já teve mais interesse, apesar de continuar a valer a pena visita-lo. Neste post aparece em grande plano a inspetora Ana Drago, deixada impune - como é deixado impune o PCP -  pelos seus opositores de direita que julgam, mal, que responder à extrema esquerda serve apenas para valorizar a extrema esquerda, quando nos assuntos versados era fácil responder a Ana Drago verberando no mesmo tempo o principal responsável pela destruição do país, o PS.

Isto presumindo que não houve resposta, porque se a houve e foi apropriada seria desonesto não a publicar.

O fanatismo da Ana Drago que nas comissões de inquérito deixou, demasiadas vezes, bem visível o seu estilo de polícia política, não merece resposta detalhada. A pulsão pidesca dos extremistas não é novidade.

Mas há um assunto que merece resposta: a sua alusão aos SWAP.

Em relação aos SWAP a Ministra das Finanças utilizou, e bem, esse instrumento enquanto gestora pública com lucros de milhões de euros para o estado. Ana Drago sabe bem qual é a diferença entre o uso legitimo de um instrumento financeiro legal como os SWAP e o seu uso ilegítimo. A própria ministra lho explicou e todos podemos ver isso no Youtube. Ana Drago e o resto dos totalitaristas da extrema esquerda, sabem bem que o facto de se estacionar um carro bloqueando o acesso a um parqueamento público ser ilegal, não torna ilegal estacionar carros em termos gerais. O autor do post do Aventar pode não saber e ir atrás do gado mas Drago sabe-o bem. A direção do PS que é moderada mas não é honesta também sabe.

Isto sobre a acusação à Ministra das Finanças.

O resto suscita igual repulsa mas não há tempo nem pachorra.

Um ano de socialismo vendido com 90% de desconto. Tomem lá que é democrático.

O jornal Público noticia uma hipotética fraude na área da saúde por parte de um grupo privado de Coimbra. O Bastonário da Ordem dos Médicos ter-se-á congratulado com a ação do Ministério da Saúde neste caso concreto e pedido mais ações do género contra a saúde privada que não cumpre as regras. Fica por saber se essas regras são transparentes ou propositadamente obscuras mas, dando isso de barato, tudo OK até este ponto.

Contudo a notícia contém outros elementos, paralelos à história principal e que mostram bem em que país vivemos.

Segundo a notícia a instalação de um simples aparelho de TAC numa empresa privada demora até ser aprovado pelo estado nada mais nada menos que um ano. Uma aparelho inventado há décadas, cuja segurança exige parâmetros totalmente padronizados - tipo copy and paste - que se conferem num dia de trabalho a trabalhar devagar, demora em média um ano. Digam-me se um sistema destes não é feito para induzir corrupção?

Associação Portuguesa de Hospitalização Privada pediu já que as regras do sector sejam mais transparentes - os pobres diabos não percebem que assim estragam o negócio aos vendedores de socialismo a preço de saldo . O negócio é não haver transparência.

Aqui o socialismo custa um ano da atividade económica parada. Um ano de "Lockout" imposto pelo estado. Como a fiscalização em si mesma é de "caracácá", quem tem os amigos certos ou paga a quem tem de pagar despacha-a num mês, ou seja compra um ano de socialismo a preço de um mês. Poupa mais de 90% da despesa. Quem vai para a bicha paga o ano de socialismo por inteiro (o financiamento do aparelhómetro sem o poder utilizar).

Era essa aliás a acusação a Sócrates nos célebres projetos aberrantes que assinou. O senhor - que, alegadamente, mais tarde se licenciou em Engenharia ao Domingo - conseguiria, alegadamente, talvez despachar as aprovações mais depressa na Câmara Municipal onde tinha conhecimentos. Os abortos que assinou não eram, alegadamente,  da sua autoria. O que era, alegadamente, da sua autoria era vender o socialismo a preço de saldo. 

quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

Á atenção do Conselho da Revolução: País saiu da recessão e taxas de juros continuam a descer.

Portugal saiu recentemente da recessão técnica.

Hoje soubemos que a taxa de juros implícita da dívida portuguesa continua a descer, diminuindo o fosso que nos separa da Alemanha, país por vezes visto como referência.

A taxa a cinco anos caiu para 3,95% e a taxa a dois anos para uns meros 1,9%.

Pede-se ao Conselho da Revolução que não destrua o que foi conseguido.

Mário Soares - o Almirante Américo Tomáz da Democracia

Arrisca-se a acabar nisto o velho soba.

Seguro agradece. Passos agradece duplamente.

Panteão Nacional: retirar D. Nun' Álvares

Os cenotáfios de Luis de Camões, D. Nuno Álvares Pereira, Afonso de Albuquerque, Pedro Álvares Cabral, o Infante D. Henrique, assim como os túmulos de Guerra Junqueiro, A. Garrett, Aquilino e João de Deus devem ser retirados do Panteão Nacional.

Eusébio, Amália e os políticos podem ficar.

Se houvesse um canto também se podia reservar já um lugarzinho para a partidocracia populista.

Pão e Circo?

O grande cobrador de impostos - história anunciada de mil mortes

Paulo Macedo, o grande cobrador de impostos, foi colocado numa posição em que nunca devia ter estado: gerir o Serviço Nacional de Saúde.

Antes da sua chegada a situação não era boa, ao contrário do que defendem os que dizem que o nosso sistema de saúde é um dos dez melhores do mundo.

Qualquer português que tenha vivido fora do nosso pacóvio pequeno rectângulo sabe disso.

Pode dizer-se, e é verdade, que quando confrontados com outros setores a nossa medicina e a nossa organização dos serviços de saúde eram melhores que muitos setores. Isso não faz da área um continente de excelência em termos internacionais. Podem haver ilhas de excelência mas a qualidade global é apenas sofrível.

Ao colocarem um cobrador de impostos a gerir a saúde, a morte voltou em grande força. Cada vez que um médico abre a boca é perseguido e muitas vezes erradicado. Cada vez que a Ordem dos Médicos abre a boca o complexo politico-mediático ataca-a ferozmentente. Como os médicos são escolhidos de entre os melhores alunos e ganham melhor que a média da população, a nossa cultura de mediocridade e inveja faz com que a medicina seja um alvo fácil. "Toda" a gente acredita na primeira mentira que se contar e "toda" a gente se sente à vontade para mentir.

Veio agora a público mais uma morte anunciada às mãos do Ministério da Saúde e da sua política de destruição e má poupança - a história de uma suspeita médica de cancro que ficou dois anos à espera de ser confirmada ou infirmada e que quando foi confirmada era tarde demais.  Se fosse familiar de um político seguramente não tinha esperado um ano só para ir à consulta médica. É apenas uma entre mil mas a falta de transparência, a cultura de opacidade  que vinha de Sócrates, reforçada pelo atual ministério (que chega ao ponto de impedir que a ordem dos médicos entre nos hospitais), consegue esconder a grande maioria destas situações. As próprias vítimas a quem são sonegados cuidados muitas vezes não sabem porque lhes aconteceu o que aconteceu. Veja-se o que sucede no Norte do país. Os doentes mais frágeis, os idosos, os pobres e os que não estão organizados, são as principais vítimas silenciosas.

Como dizia Kennedy, é possível enganar toda a gente durante algum tempo e é até possível enganar algumas pessoas todo o tempo. Mas permanece impossível enganar toda a gente todo o tempo.

Paulo Macedo enganou toda a gente durante algum tempo. Uma parte do complexo politico-mediático continuará a permitir que engane algumas  pessoas todo o tempo. 

Mas Kennedy terá razão mais tarde ou mais cedo.