sábado, 23 de julho de 2011

Colossal atraso mental

Ouvi hoje mais um debate em torno de um não assunto que tem enchido a nossa imprensa nos últimos dias: a (não) afirmação por parte de Passos de que haveria um desvio colossal nas contas públicas.

Passos é o Primeiro-Ministro e tem acesso a dados que mais ninguém tem. Diz que há um desvio nas contas públicas e que esse desvio põe em causa o cumprimento do deficite acordado com a troika de 5,9% para este ano. Por isso anunciou um imposto sobre a classe média e sobre a classe alta no valor de quase meio subsídio de Natal, bem como vai anunciar mais cortes na despesa pública. Os números publicados até agora são a favor de que nos primeiros meses deste ano não se estava a conseguir o deficite pretendido.

Afinal qual é a questão, para além da apetência nacional para a maledicência e para não conseguirmos distinguir o essencial do acessório? É o adjectivo começar por "c"? É acabar com um "l"? É ter 8 letras?
É sermos todos atrasados mentais?

Alguém me explica qual é a questão?

domingo, 17 de julho de 2011

É triste mas é Cavaco

A idade raramente melhora as pessoas.

Cavaco, o melhor primeiro ministro pós- 25 de Abril tão só pelo facto de que Sá Carneiro governou pouco tempo e os outros foram todos particularmente maus (dois foram mesmo politicamente criminosos - Vasco Gonçalves e José Sócrates), continua a revelar-se um mau Presidente.

Durante os seis anos de Sócrates, enquanto este dizimava o país Cavaco declamava maus poemas da sua própria autoria. O pior foi aquela história senil das escutas. Agora com um Governo que parece decente Cavaco pronuncia-se de forma tosca sobre assuntos externos.

A última versão é pôr-se a comentar de forma patética a força do Euro face ao dólar como se não fosse evidente para toda a gente que se trava uma batalha de enfraquecimento do dólar e outras moedas (como o real) face à moeda chinesa, o renminbi ou yuan. O dólar lutou pela desvalorização.

Os capitais que perderam confiança no dólar foram comprar euros? Não. Foram comprar ouro.

A seguir Cavaco pronuncia-se sobre Obama quando Obama disse que os Estados Unidos não são a Grécia ou Portugal. Ouvindo-o percebemos que Cavaco é tão irrelevante que o seu título de presidente devia ser removido. Podia-se chamar por exemplo Grão-Mestre da Ordem Constitucional.

Verdadeiramente não preside ao País. O País é presidido de fora.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Piratas Portugueses atacam página da Moody's

Piratas informáticos portugueses atacaram o site da Moody's e colocaram novamente Portugal em AA+.

Para além disso colocaram uma imagem de D. Afonso Henriques e insultaram a Moody's a propósito do uso que o rei poderia dar à sua espada.

sábado, 9 de julho de 2011

Cavaco e a Wikileaks

Cavaco diz que um vasto conjunto de políticos europeus criticaram a Moody's por causa da notação dada a Portugal. Protegido pelo que considera um inédito apoio a Portugal, Cavaco pede a fogueira não apenas para a Moody's mas também para todas as agencias de rating americanas ou sediadas nos Estados Unidos.

Ora segundo a Wikileaks, o Embaixada Americana classificou no passado Cavaco como "vingativo".

Cavaco teria levado a cabo "sérias vinganças políticas pelo simples facto de não ter sido convidado à Sala Oval na Casa Branca"


Promovam o Senhor Embaixador.

Cavaco Silva fala e diz

Todas as agencias de rating americanas são uma ameaça à europa.
Todas.

Provavelmente na América põem coisas na água e todos os americanos desatam a lixar a Europa.
Todos.

Como eles são mais de 300 milhões é muita água estragada.
Muita.

O Cavaco é que sabe.
O Bibi deve concordar. Já o lixaram com a coisa da água.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Moeda sem Príncipe?

Nenhum verdadeiro príncipe prescinde de cunhar moeda.

O Príncipe que se chegue à frente para saber se o deixamos ficar na nossa terra.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto

A sua vida fez a diferença

Moody's, a falência e o governo

O governo não deve comentar as decisões das agências de rating pela voz de ninguém que esteja acima da categoria de secretário de estado. Idealmente de chefe de gabinete.

Os comentários do Governo não têm impacto nas decisões das agências de rating, não têm impacto no exterior e só reforçam (se possível for) a importância mediática interna das notações.

O governo deve dizer que o que depende de nos será feito. Não estamos sozinhos no mundo mas temos 850 anos de história. A médio prazo dependemos de nós próprios.

Faremos o que tem de ser feito.

sábado, 2 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

13º mês e Passos Coelho

Passos Coelho contradisse o que afirmara na campanha eleitoral.

Talvez não houvesse outra solução. Talvez venham aí cortes na despesa que mostrem que o equilíbrio da contas não se faz apenas à custa de cobrar mais impostos.

Estamos cá para ver