segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Costa plebiscita à apoio a aliança com BE e PCP?

Costa, o Batatoon indeciso que se mandou pintar de branco, quer referendar a aliança PS, BE e PCP.  

Provavelmente, no seu pequeno mundo de presidente da câmara, a coisa funciona assim: se eu vencer no referendo, garanto a unidade do partido e os meus opositores ficam enfraquecidos sendo dissuadidos de avançar contra mim.

Nada mais tonto.

Por um lado dá-se o caso da deriva plebiscitária ser anti-democrática. Um referendo devia incluir não apenas os militantes, mas o universo que elegeu Costa nas primárias do PS - militantes e eleitores. Mas isso seriam novas primárias e Costa não quer isso pois não? Além de que devia incluir as possibilidades alternativas. Assim devia referendar pelo menos as seguintes hipóteses muito práticas:

#1 Derrubo o governo de Passos Coelho e faço um aliança com o BE e o PC.

#2 Derrubo o governo Passos Coelho e tento governar sem alianças, tal como fez Guterres.

#3 Não derrubo o governo Passos Coelho e deixo passar o orçamento

Alguns perguntarão: derrubo como? Sim derrubo pois não se espera que as instituições, como a PR, fiquem paradas enquanto o segundo partido, o derrotado, brinca aos plebiscitos. Quando o plebiscito ocorrer já haverá um governo nomeado. 

Pois é bebé.

Depois há aquele detalhe chamado eleições presidenciais. O referendo Costa mata Belém e mata Nódoa. Esmaga o PS nas presidenciais. Ou seja, Costa depois de afundar o PS nas legislativas vai afundá-lo nas presidenciais. Isso é capaz de ser debatido dentro da choldra.

Pois é bebé.

Depois nada garante que a sua oposição interna, de Belém a Assis, de Sousa Pinto a Beleza, aplaudam a iniciativa e alinhem com ela. Podem, por exemplo considera-la anti-democrática pois não apresenta aos militantes as possibilidades alternativas que acima explanei. Podem dizer que é melhor dirimir isso em congresso, pois o assunto merece debate e não plebiscito. Podem dizer que tem de  se desencadear já a escolha do novo líder em primárias ou congresso.

Pois é bebé.

Há, por outro lado, o caso da roubalheira Sócrates. O caso não está parado e vai avançar enquanto Costa lixa o PS nas presidenciais. Costa fugiu do caso na campanha eleitoral, mas, Costinha, Beleza que diz que não há presos político vai esfregá-lo na tua cara na campanha interna.

Pois é bebé.

Caso Costa não aceite o debate democrático interno em congresso e queira o populismo plebiscitário, pode a oposição boicotar o referendo e dissociar-se dos seus resultados. Ora os deputados da oposição a Costa dentro do PS mais o PSD e o CDS têm maioria no parlamento.

Pois é bebé.

Pode o PR dizer que se o PS não deixa passar o orçamento, dada a guerra interna no PS tem de deixar Passos a governar por duodécimos, sem orçamento e forçando antecipadas em 2016. Nessas antecipadas o PS seria? Esmagado não é?

Pois é bebé. 

Não basta ter a SIC, a TSF e o Público na mão. É preciso ter cérebro. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Grande vitória da esquerda

A esquerda declara-se vitoriosa nas eleições de 04 de Outubro, garantindo que derrotou a democracia.

Costa, a SIC, O Público, o PS, a TSF, o BE, Paulo Pedroso, o DN, Pinto Balsemão, a CDU, Sócrates, venceram largamente as eleições e dominam o parlamento e o país.

O presidente da AR, as comissões parlamentares, a imprensa está nas suas mãos.

Mas fora do núcleo duro da esquerda, as coisas começam a ceder.

Álvaro Beleza, a TVI, a própria RTP, iniciam um processo de afastamento da máfia que domina  Portugal.

Porquê?

Por causa de duas coisas chamadas Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa. O PR e o futuro PR impedem o assalto ao executivo por parte da máfia sedenta do dinheiro dos contribuintes e das percebendas da administração central. Ora é o executivo quem tem condições para alterar a ordem estabelecida pela esquerda e implantar uma democracia.

Cavaco vai nomear Passos Coelho e Marcelo irá dissolver a AR.

Depois dessa dissolução o poder de Pinto Balsemão e Sócrates vai ser abalado. A Coligação conseguirá uma maioria absoluta e arriscamo-nos a um período de transparência e decência, fatal para    quem vive de dividir o dinheiro dos portugueses entre os seus amigos.

Tenham medo. Tenham muito medo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Costa, o PASOK saltitão

Já o escrevi.

Quando Durão Barroso andava por aí de poucas falas e pouca exposição, Vitorino (o pequenino que ri muito), anunciava-o como o maior génio político da sua geração.

O próprio Durão anunciava-se no parlamento como um mau líder da oposição mas um grande PM.

Não foi grande PM. Foi um mau PM. Não um grande presidente da Comissão. Foi um péssimo presidente da Comissão.

Antes de se encetar um líder partidário nunca se sabe o que vem aí.

Também do barro de Costa se tentou construir um super-homem... e não é que o sujeito acreditou?

Infelizmente para o PS, António Costa é muito pior que Durão Barroso. Mirrou em três semanas e ficaria abaixo de vinte por cento em seis semanas, houvesse esse tempo para ele ser exposto em campanha.

Vira à esquerda e à direita rodopiando a uma velocidade estonteante. Há aliás um video dele (julgo que em Vila Real) aos saltinhos e rodopiando numa boa amostra da facilidade com que roda.

Costa não é o mais direitista dos esquerdistas e o mais esquerdista dos direitistas. É direita e esquerda conforme o auditório e a maré. Não é nada. 

Cantemos pois" e roda Costa e roda Costa. PASOK, olé, olé".

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Comentário que não passou no Blasfémias nem no Insurgente

Recebemos um comentário que não terá conseguido passar a moderação ou um qualquer filtro electrónico de dois blogs, o Blasfémias e o Insurgente.

Decidimos passa-lo como post aqui:

"Há uma coisa chamada Complexo Político-Mediático (CPM).
Não, cara Helena, não é apenas o “politicamente correto”.
Portugal não é uma democracia plena. É uma Democracia Condicionada.
Marcelo era menos opressivo que Salazar, mas não era democrata.
O PS é menos opressivo que Marcelo, mas O PS NÃO É UM PARTIDO DEMOCRÁTICO.
Sim eu sei, combateu o PCP em 75 e tudo isso. Ainda bem. Mas, o PS não é um partido democrático.
VPV (e muitos outros) tem de dar o pequeno / grande salto de esquecer a sua teoria de que quando se raspa um socialista se encontra um tiranete.
Não é preciso raspar nada. O elefante é bem visível no meio da sala: o CPM (com o PS no seu centro geométrico) não aceita a liberdade de expressão."

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Os comentadores do PSD dominam as televisões. Porquê?

Porque os do PS são cassetes que defendem acefalamente o seu partido, faça este o que fizer.

Os comentadores da esquerda, principalmente os do PS e Livre, são como as claques do futebol, totalmente previsíveis, sem réstia de independência, servindo a cabeça para usar o chapéu. Antes de falarem já sabemos o que vão dizer.

Tudo o que o governo faz está mal e tudo o que o Costa fizer é porreiro.

Se recuarmos ao caso Casa Pia, todos os comentadores PS apoiaram em bloco a teoria da cabala e da inocência do Paulo Pedroso. Montaram eles próprios uma cabala debaixo dos nossos olhos contra a justiça, para impedir o seu julgamento e ele não foi a julgamento.

Acrescentam zero porque valem zero.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Marcelo

Marcelo vai a caminho de se tornar um novo Freitas do Amaral, menos tonto mas mais ressabiado.

Marcelo Rebelo de Sousa está à venda e está disposto a trair Passos quantas vezes forem necessárias.

Não porque discorde de Passos, mas porque pensa que isso lhe rende votos.

Ninguém gosta de votar num tipo que está à venda.

O debate Passos - Costa

Os debates em Portugal dificilmente esclarecem seja o que for por vários motivos e todos os conhecemos.

Recordo alguns: os jornalistas estão ali para agradar aos seus patrões e os patrões da comunicação social em Portugal têm o seu dinheiro no mesmo sítio onde o BES o tinha: no PS. Por isso mentem e interrompem sem rebuço os entrevistados de direita dez vezes mais que os de esquerda. Querem saltitar de tema em tema tornando os debates numa sequência de sound-bytes que se aproxima mais do teatro que doutra coisa.

Costa ganhou o teatro, mas o povo sabe bem que era teatro.

Ao ser visível que se tratava de teatro, o debate viu-se reduzido a um programa de entretenimento com pouco impacto eleitoral direto.

Podem contudo ter impacto indirecto ao animarem as hostes. Acontecerá isso transitoriamente com Costa - até a próxima sondagem lhes explicar que estão perdidos.

Já nas hostes da coligação, algum arrefecimento dos apoiantes de Passos será compensada pela vontade de revenge dos apoiantes de Portas.

O debate não gerou no povo confiança em Costa e trouxe Sócrates para o centro do palco.

Costa e o resto da matilha Socrática estão em peso no PS. As fotografias de Lello, Paulo Campos e Vitalino Canas junto a Sócrates na sua casa são esclarecedoras. Vem mais a caminho.

domingo, 6 de setembro de 2015

A traição de Costa a Sócrates

Costa traiu Sócrates.

Negou-o três vezes e vendeu-o na esperança dum prato de lentilhas.

Não se destacou dele, não entrou em clivagem com ele, não se apresentou para o futuro como contrastante com ele. Abandonou-o não como quem abandona o cão, o que seria triste, mas como o cão que abandona o dono, o que é desprezível.

Abandonou-o porque achou que ganhava votos com isso.

Ora Sócrates sabe que Costa organizou a tramóia que organizou para salvar o alegado pedófilo Paulo Pedroso. Se Costa conspirou junto dos mais altos magistrados, de conluio com Júdice, para impedir que Pedroso fosse acusado e fosse a julgamento ( e de facto safou-se de ir a julgamento) porque é que não o podia fazer com Sócrates?

Um xuxa acusado pelas crianças de ser um agressor pedófilo vale mais que um alegado gatuno de milhões? É pior roubar dinheiro do que roubar saúde, esperança e sonho a crianças violadas?

Claro que não.

Costa revela-se, quando passa de braço direito a chefe da máfia socialista que destruiu Portugal, como um oportunista sem lealdade.

Sócrates fá-lo-á pagar o preço da traição.

Ouçamos as entrevistas de ódio do Falso.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sócrates recebido em braços por Paulo Pedroso

José Sócrates, o Falso, foi finalmente libertado da prisão restituindo ao Partido Socialista uma nova esperança na vitória.

Foi recebido em braços por Paulo Pedroso, Proença de Carvalho, José Miguel Júdice, Mário Soares, Galamba e Ferro Rodrigues.

Para marcar o momento festivo Galamba mudou o brinco e agora usa um anel no nariz (a meio, no septo).

Manuel Alegre não pode estar presente mas declarou "viva o 25 de Abril do povo".

Nóvoa tentou aparecer e dizer um poema, mas Sócrates deu-lhe um pontapé no traseiro e disse-lhe "vai ter com o Batatoon à floresta dos sírios, tótó".

Quem é o Batatoon?

Refugiados Sírios marcham em direção à Alemanha

Em vez de trazerem ao peito as fotografias de Tsipras, Varoufakis ou António Costa, em vez de gritarem "floresta, floresta", trazem a foto de Merkel e gritam "Alemanha, Alemanha".

Dá que pensar.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sócrates e o início de uma nova cabala do PS

Depois de um tempo a aguentar-se, o PS parece resvalar para uma nova cabala contra a justiça.

Agora é César que exige saber qual é a acusação contra Sócrates. Ora os crimes de que é acusado são, na sua tipificação muito bem conhecidos pois foram escritos.

César fala pois dos detalhes concretos da acusação. Quer conhecer a acusação em detalhe.

Mas espera aí! Não é o mesmo César que se insurge contra a violação do segredo de justiça?

Então César quer que a acusação seja pública e secreta ao mesmo tempo?

Provavelmente não.

César quer que o que é favorável a Sócrates seja conhecido e o que lhe é desfavorável seja escondido, seja mantido secreto. Como o Ministério Público não pode dar entrevistas e falar livremente em Portugal, mas os advogados podem, César queria uma campanha dos advogados de Sócrates contra os juízes e os procuradores sem que estes se pudessem defender.

Quando o caso chegasse a julgamento - se chegasse, pois o de Pedroso nunca chegou - após uma campanha pública em que só um lado falaria de viva voz, não havia sentença possível que não a absolvição.

Já agora porque não fazer o mesmo durante o julgamento: os advogados de defesa falavam o tempo que quisessem e o procurador estava proibido de exercer o "contraditório". Tinha de ficar calado.

Para terminar, Sr. César importa-se de parar de se imiscuir no caso Sócrates e de pôr em causa a separação de poderes?

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

António Barreto suscita respeito

António Barreto é uma pessoa que suscita respeito.

Hoje surge a dizer o óbvio: o PS que Merkel elogiava, teria feito parecido ao que fizeram PSD/CDS sob as ordens da Troika.

Não se trata de concordar com tudo o que diz, porque não concordo. Não se trata de deixar de sentir afastamento em relação a pessoas de quem tem proximidade, porque nutro esse afastamento.

Trata-se de sentir respeito porque o seu pensamento não está à venda, porque não presta homenagem ao politicamente correto, porque não cuida de passar o tempo a calcular o que ganha dizendo isto ou o seu contrário.

Principalmente, trata-se do respeito que se sente quando alguém é integro e firme, sem ser radical.

Esta é uma característica tão rara que não se consegue explicar a quase ninguém, mas em Portugal os íntegros e frontais tendem ser radicais, fanáticos duma qualquer utopia ou com contas a ajustar com a vida. Os moderados, democratas e urbanos são demasiadas vezes vendidos, corruptos, calculistas e cínicos.

Moderado, íntegro e frontal. Raro.

Costa: Anatomia de um Looser.

Costa foi eleito contra Seguro, não por causa de ideias, projetos ou propostas, mas por duas razões. Uma escondida e uma à luz do dia.

A primeira razão, a escondida, foi que prometia tomar conta do PS dos Socráticos, da tribo, da aliança de amigos, da rede de entre-ajuda. Ora logo a seguir não cortando com Sócrates, abandona-o . Seca-o. Trai-o lentamente.

Évora diz Sócrates, tisnado pelos ultra-violetas, é o novo Tarrafal. Costa diz que é só um resort, não dos de luxo, de cinco estrelas tipo Four Seasons, mas um resort popularucho. A comida não é grande coisa, a companhia cospe para o chão, tem poucos canais de televisão e está longe do mar.

Sócrates que vive de Armanis e botins forrados e nunca de convicções, odeia-o intensamente.

Mas mesmo que os socráticos que destruíram Portugal tenham decidido decapitar o próprio pai, deixando-o secar ao sol em Évora, querem pelo menos o que resulta da segunda razão.

A segunda razão é muito simples: Costa disse que o Seguro não ganhava e ele ganhava as eleições.

Foi escolhido porque garantiu que vencia as legislativas. Não por ter grandes ou pequenas visões, mas porque era um ganhador.

Ora parece que não é um ganhador, que não vai vencer e se não vai vencer ... não serve para nada.

É por isso que o PS mistura o desespero do insulto à coligação com a divisão e desrespeito pelo Costa.

António Costa é um Looser

E como Soares explicou muito bem, no PS  bonito, bonito é ganhar.

PPP - finalmente alguma decência

Enquanto os jornais e televisões falam de minudências, o Governo pela primeira vez consegue uma poupança que, juntas as renegociações às subconcessões, leva um ganho de mais de 7 mil milhões de euros do erário público.

É um travão ao regabofe dos Governos Sócrates e Costa que sacavam dinheiro aos contribuintes (muitos ainda por nascer) para o dar aos seus amigos.

Ainda há muito por fazer, mas é um forte sinal de mudança e de credibilidade do Estado.

As televisões podem ir-se entretendo com as promessas de Costa que entrou já numa de "tudo para todos" que "com vinagre não se apanham moscas". Quando puder deitar a mão ao nosso dinheiro fica tudo para os novos Salgados que esta coisa de dizer que não aos parasitas do erário público é mais DNA de Passos Coelho.

Manuel Alegre, Maria de Belém e o verdadeiro socialismo

Manuel Alegre que apoia Maria de Belém contra o esquerdista poético Nóvoa, diz numa expressão tão vazia como os poemas do Nóvoa que é preciso voltar ao socialismo seminal para vencer a direita.

Isto enquanto tira o tapete ao Nóvoa para chatear o Soares.

Isto enquanto elogia o "não programa" de Costa, falando que com passinhos muito pequeninos também se lá chega.

O Sr. parece um pouco confuso.

Apela aos grandes princípios do socialismo e aos passinhos do pé ante pé burocrático da cleptocracia bem falante dos socráticos e dos costistas.

Apela à esquerda e apoia Belém contra o candidato do Livre e Soares.

Não diz nada que se aproveite. Já conhecíamos a dança do ventre das suas duas presidenciais. Lembram-se?

sábado, 15 de agosto de 2015

O ódio de Pacheco Pereira

O ódio de Pacheco Pereira é uma coisa física que se sente. Exige, no seu último texto no Abrupto, mais radicalismo da parte do PS contra o governo.

Quer que o PS saia dos salões e avance para a rua.

Eu concordo e concordo muitíssimo. Até dou uma ideia: António Costa, Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso, Galamba, Vara e Sócrates deviam atravessar os campos de futebol do Benfica, Sporting e Porto em dias de casa cheia e apelar à revolta do povo contra Passos.

Já os imagino de punho serrado gritando "o povo não quer bandidos no poder".

Era lindo ver a reação do dito povo, fora dos ditos salões. Talvez concordassem com o slogan...

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

UTAO, oposição e Governo

A UTAO e a oposição dizem que a cobrança de impostos - em específico o IVA e o IRS - não vão permitir que o Governo devolva parte nenhuma da sobretaxa de IRS. Trata-se de um pensamento tipicamente Socrático.

O Governo, nomeadamente Albuquerque, dizem que sim que permitirão reduzir parcialmente a dita taxa. Trata-se de uma abordagem claramente Passista.

Alguém duvida que Albuquerque tem razão e que uma vez mais quem está do lado da verdade é Passos e do lado da mentira Sócrates (TC, UTAO, PS, Costa, BE, PCP)?

Eu aposto com quem quiser apostar comigo que Passos vence Sócrates mais uma vez.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Os tontos, os ativos e a estatística do desemprego

O PS e o BE estão aflitos com a melhoria do país. Quanto mais o país melhora mais o PS insulta o governo.

Lembraram-se essas almas agora de dizer que os dados do INE são falsos porque subestimam o desemprego.

Não são 12,5 % dizem os excitados. São uns 15% ou 16%, juram, sabe-se lá porquê. Dizem, entre outras coisas, que são pessoas em idade ativa que deixam de procurar emprego, mas isso não faz sentido. Em tempos de crise as pessoas em idade ativa passam muito menos a inativos. Na década de sessenta / setenta sim, não havia desemprego e proliferavam os hippies, as mulheres que optavam por ser donas de casa etc. Porquê? Porque se e quando quisessem um emprego era só dizerem e este aparecia. Já em ambiente de crise há sempre familiares desempregados e toda a gente aproveita as oportunidades de emprego mal aparecem pois pode não surgir outra tão cedo. Doentes fingem ser sãos, mães vão trabalhar, avôs arregaçam as mangas. Portanto diferença acrescida pelo aumento de inativos é que não é. No que toca à emigração esta cresceu por múltiplas razões e vemos sair para fora tanto desempregados com empregados.

Assim o desvio de que a oposição fala só pode ser por erro do INE, aparentemente com dolo.

Só que isso é ideia tonta.

A diminuição do desemprego e o aumento do emprego andam juntos, certo?
Se o INE tira 3,5 % ao desemprego para fazer fretes ao governo (e era bom saber quais das centenas de colaboradores é que falsificam os dados, em que fase, como e, principalmente, porque é que não há provas disso, porque que é que não há dentro do INE ninguém que denuncie a burla) então já o fazia em 2012 pois era o mesmo governo e, assim,  quando diziam oficialmente que eram 17,5% na verdade eram 21%. Certo?

Ora se em vez de baixar de 17,5% para  12,5%, o desemprego  baixou de 21% para 16% a queda foi exatamente igual. Ora como para votarmos o que nos interessa é a mudança pois é a mudança que mais determina o futuro e é a mudança que significa que a economia está a criar emprego e estando o desemprego a cair brilhantemente 2% ou 2,5% ao ano porque raio havíamos nós de votar PS ou BE?

Para voltarmos ao tempo em que o desemprego crescia mesmo antes da crise?

É preciso ser um poucochinho para não perceber que o que interessa é a diminuição do desemprego que todos sabemos ser alto, seja esse número o verdadeiro (12,5%) ou o que o PS e o BE inventam.

Morreu o Picareta Falante. Longa Vida ao Picareta Insultante.

Guterres era o Picareta Falante. Falava, dizia coisas atrás de coisas, debitava palavras umas atrás das outras até à morte do adversário por exaustão.

Nesse aspeto era diferente de Jorge Sampaio porque este último era um verborreico vazio que falava falava mas não dizia quase nada. Se Sampaio tivesse de se pronunciar sobe uma chávena de café diria que "iria de seguida exprimir algumas considerações pessoais e intransmissíveis sobre a bebida, salientando o carácter necessariamente subjectivo da sua observação, ainda assim expressa com tolerância e a necessária atenção ao muticulturalismo e ao trajecto tão interessante como diverso do seu percurso que o trouxe de campos subtropicais até esta chávena" e depois do café em si não dizia nada. Guterres falaria do café, do preço do café, das alergias e outras intolerâncias ao café, da chávena onde se encontrava, do guardanapo. Muito diferente, portanto.

Ambos chatos, um dos quais mais inteligente, mas também ambos urbanos e civilizados. Insuportáveis mas civilizados.

António Costa é diferente. Não se cala e não diz nada que se aproveite, mas insulta constantemente.  É nisso perito. Diria que o café era uma falsificação, o ofertante era mentiroso, o importador era incompetente, a água do café era verdadeiramente roubada ao país, era preciso correr duma vez por todas  com o vendedor das máquinas.

Costa é colérico como Sócrates (disfarçava melhor porque não tinha poder) e é um falhado como o TóZero que, vendo escorregar-lhe a sorte eleitoral, foge para a frente para o radicalismo chamando nomes ao adversário. É mais esperto que o Galamba, o TóZero ou o Serginho, mas em boa verdade não chama menos nomes que o primeiro e o último (Seguro é uma pessoa mais decente, apesar da sua incompetência para o cargo a que na altura foi promovido).

Costa, quanto mais se revela como um batatoon indeciso, mais se transforma numa Picareta Insultante.

Pode ser para disfarçar. Mas não disfarça.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Teatro eleitoral

Mal o PSD-CDS acabaram de apresentar o seu programa, António Costa decidiu avaliá-lo, apresentando publicamente a sua análise.

Como o programa tem 150 páginas é evidente que Costa não podia tê-lo lido.

Como pôde então apresentar a sua opinião sobre o programa eleitoral do PSD se não o conhecia?
- Porque já tinha preparado o que dizer previamente ao programa. Fosse qual fosse o programa eleitoral do PSD, Costa daria sempre a mesma resposta, debitaria a mesma cassete, mais detalhe ou menos detalhe.

Essa resposta é, assim, não uma visão crítica, mas um gesto de teatro, uma farsa, um declamar de demagogia barata.

Repito: dissesse uma coisa o programa do PSD-CDS ou dissesse o seu contrário, a resposta de Costa seria sempre a mesma porque é teatro previamente preparado. 

Costa não precisa sequer de fingir que leu o programa porque a nossa imprensa está vendida e é incompetente. Num país normal a pergunta dos jornalistas seria imediata: 
- Dr. António Costa como pode ser tão rápido a comentar o programa da coligação? Come se pode pronunciar sobre o que não conhece? Ou mesmo, numa versão mais dura, - Dr. António Costa que credibilidade têm as suas críticas se não teve sequer tempo para estudar o programa do seu adversário? 

António Costa surge como um falsete, um saco de palavras pré-preparado que diz a mesma coisa quer o PSD diga que é dia quer diga que é noite. Quer tão só aproveitar o tempo de antena e condicionar a forma como as ideias do adversário são transmitidas, fazendo lembrar os jogadores de futebol que mergulham para o relvado fingindo que sofreram uma falta de forma a manipularem o árbitro contra o outro atleta. Aqui o árbitro são as televisões e a imprensa.

O PS é muito mau, mas a nossa imprensa é bem pior.