sábado, 27 de julho de 2013

Passos aplaudido em Pombal - mais uma tenebrosa ação dos do sindicato do governo

Depois do aplauso nos Jerónimos, Passos Coelho foi aplaudido em Pombal.

Pacheco Pereira terá de explicar mais esta ação do sindicato do governo.

Esperamos com ansiedade as suas explicações.

Ideias para Portas II

Portas deve investir o que for necessário, usando os lobbies que forem necessários, para influenciar a imprensa alemã.

Vender a imagem certa de Portugal na imprensa alemã é um projeto a médio prazo cuja importância não deve ser minimizada.

Ideias para Portas I

Portas deve pedir para ser recebido com urgência por Lagarde.

Caso a senhora aceite recebê-lo, deve usar de todas as influências que tenha na imprensa internacional para que se saiba ao que vai.

Se a senhora mantiver em privado alguma coisa do que diz em público, Portas deve sublinha-lo e pedir uma audiência a Barroso.

Devidamente pressionado, no seu último mandato e com ambições presidenciais, Barroso terá dificuldade em deixar de anuir que o programa para Portugal deve ser alterado.

Para o fim fica Draghi, um osso mais difícil de roer e em que a estratégia a seguir depende muito de insider information que não possuo. Nomeadamente da sua postura real em relação aos alemães.

Seja como for Draghi estará já em minoria.

Soares lê e aprende com o Supraciliar. Bom para Soares, mau para Seguro.

Escrevi que uma semana que fosse de negociações com o Governo às ordens do Presidente e Seguro estaria morto, a não ser que saísse das negociações com grande estardalhaço.

Seguro, leitor atento do Supraciliar, interrompeu as negociações ao sexto dia.

Mas como entende menos do que lê, não saiu com o necessário estardalhaço.

Soares - também ele assinante e assíduo leitor deste pasquim - percebeu tudo pois apesar de velho ainda é fino.

Agarra-se agora, ao facto de Seguro ter saído das negociações para um compromisso de salvação nacional com pouco barulho, acusando-o numa entrevista ao jornal i de ter anunciado a saída com um discurso brando.

O Velho Soba deixou de achar graça ao Anão.

Mau para o anão.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Maria Luis Albuquerque mentiu? III



Porque razão poderia ser benéfico ao grupo de Sócrates omitir o problema dos SWAP tóxicos na sua real dimensão da pasta de transição?

Porque ganhariam em ir fornecendo informação a conta gotas, após a transição de poder, de forma incompleta e desestruturada e nunca formal e fundamentadamente na pasta de transição?

Seria porque Sócrates empurrava para debaixo do tapete, sempre que podia, as dívidas que tinha contraído e esperava fossem os nossos filhos e netos a pagar?

Será porque Passos ficaria com mais exemplos do famoso desvio colossal que encontrou, à medida que Gaspar e Albuquerque iam descobrindo detalhes da grande burla socrática?

Será porque assim seria mais fácil Gaspar explicar ao país porque é que este iria perder boa parte do 13º mês de 2011?

Alguém ainda se lembra desses tempos? Do desvio colossal?

Maria Luis Albuquerque mentiu? II

Albuquerque disse que "na pasta de transição nada constava sobre o tema" (dos contratos swap) e que "não havia qualquer documentação, nem nada de novo a transmitir, porque a informação tinha sido solicitada e apenas isso".

Ou seja indignava-se que um buraco desta dimensão e risco tivesse sido criado e omitido da pasta de transição pelo governo de Sócrates, o Falso.

Parece que DEPOIS da passagem da pasta e APÓS INSISTÊNCIA DE ALBUQUERQUE ,  há informação que vai sendo dada por ex-governantes socratistas a prestações.

Maria Albuquerque mentiu? I

Investigou, esclareceu e reduziu um dos muitos buracos financeiros deixado pelo governo de Sócrates, o Falso, o dos SWAP tóxicos.

Sem destoar da esquizofrenia habitual da Assembleia da República, os responsáveis pelo buraco criticam Maria Luis Albuquerque por não ter sido célere a resolver o problema que eles criaram.

Terão razão pois é difícil acreditar que a Secretária de Estado tivesse quatro ou cinco assuntos entre mãos que valessem tanto ao país como valia tapar o buraco dos tóxicos socialistas. Não têm moral para o usar até reconhecerem a sua própria culpa na criação do problema.

O PS mata o pai e a mãe e depois chora publicamente porque o governo não compreende a dor dos órfãos.

Uma pergunta simples: se o PS diz que havia um problema criado por si próprio e que até avisou o Governo CDS / PSD que o problema que o PS criara era de grande monta, porque é que o criaram em primeiro lugar? Tendo-o criado e reconhecido que era grave porque não o resolveram?

Tendo-o criado, reconhecido como sendo um problema e não o tendo resolvido, com que cara de sonsos é que vêem agora fazer campanha contra quem descobriu o buraco socialista e o reduziu?

O erro de não recriminar o passado

Guterres iniciou aquela arte em que Sócrates se especializou de, estando no governo, se dedicar a ser oposição à oposição.

Aqui conseguiu, ao estar constantemente ao ataque, diminuir a capacidade de escrutínio do parlamento em relação ao governo do país.

No país real o governo dominava avassaladoramente o Estado e a economia privada que orbita o Estado.

No país comunicacional dois grupos de partidos - o PS e o PSD / CDS - degladiavam-se e opunham-se como se não houvesse governo mas apenas duas oposições mútuas.

A falta de seriedade desta postura é auto-explicativa e não perderei agora tempo com isso.

Perderei tempo a recordar uma coisa que ocorreu durante 18 meses neste governo: a tentativa que parece esboroar-se de não usar o passado para justificar as responsabilidades do presente. Pensou-se que culpar a herança seria uma forma de desculpabilização, antagónica duma certa vontade de rigor, de autonomia adulta e assunção frontal das decisões que se tomam.

Isto pareceria bem se na oposição não tivéssemos um Partido Socialista com um nível de desonestidade intelectual cima do aceitável.

Os pirómanos que destruíram o país em 15 anos de governo quase contínuo, aparecem agora com uma vergonhosa cara de pau a criticar os bombeiros.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

"Obviamente NÃO o demito"; Passos - um animal político?


Certas pessoas como Fontes, Salazar, Soares, Sá Carneiro ou Portas têm uma inteligência emocional que lhes permite sintonizar-se com uma parte do sentimento dos restantes portugueses, numa dose que ultrapassa o que a razão pode oferecer.

O facto de Sá Carneiro e Portas não terem obra política de relevo, não altera a evidencia que existe de que são animais políticos.

O gesto de Passos - as suas  famosas frases "Fico" e, principalmente, "Obviamente NÃO o demito" - não o permitem classificar ainda, nem de perto, como um animal político.

Mas o curso dos acontecimentos suscita aquele tipo de perplexidade que antecede o reconhecimento dessas aves raras. 

No post anterior acrescentei argumentos que apontam nesse sentido.

Claro que existem coincidencias, acasos, "serendipities".

É provável estejamos perante uma. É possível que não.

Em defesa de Passos Coelho

Alguns, em que me incluo, talvez tenham substimado Passos Coelho.

Não é certo que seja verdade a história que vou contar, mas é possível.

Numa certa altura todos os comentadores políticos, incluindo Marcelo e Marques Mendes, afirmavam que Passos devia remodelar o Governo e remodelá-lo em larga escala.

Passos recusou, enquanto o governo se afundava.

Se o tivesse feito na altura em que todos clamavam por ela, teria morrido nesta crise.

O instinto político de Passos disse-lhe que a bomba relógio do desacerto entre o seu PSD e a aliança Portas / o outro PSD se manteria viva mesmo após essa remodelação.

Uma remodelação profunda é uma oportunidade única e seria estoirada em vão enquanto o quisto da divisão entre o PSD I e a aliança PSD II / CDS, não estivesse maduro para ser drenado.

Quando Portas, um animal político, teve o vaipe emocional de dizer basta, se demitiu de MNE e se preparou para abandonar a liderança do CDS, caso fosse necessário, Passos percebeu que o quisto estava mais que maduro: Tinha drenado expontaneamente e dava-lhe a oportunidade para a grande remodelação.

Foi um caminho no fio da navalha. Foi um caminho que sós os líderes conseguem percorrer.

Seguro está talvez impreparado. Digo eu.

O valor de zero é menor à esquerda que à direita. É uma assimetria conhecida.

Ora Seguro não atentou neste problema quando propôs, em Paris, que a União Europeia estabeleça como objetivo que, em 2020, não existam países com uma taxa de desemprego superior à média europeia.

Isto implicaria, por necessidade matemática, que não houvesse nenhum país abaixo da média, não é? Se a média for 7 e não puder haver nenhum valor acima de 7, então também não pode nunca ocorrer 7 + 7  + ...+ 7 + 7 + 3, pois aqui a média nunca é igual a ... 7, pois não?

TóZero propõe assim, também,  que nenhum país pode ter um desemprego inferior à média europeia.

Como dizia Clinton, para governar é preciso saber um pouco de aritmética, de  básica e boa aritmética.

Seguro propõe, conclui-se, como objectivo para 2020 que os 28 países da UE, da Alemanha a Chipre, tenham todos EXATAMENTE a mesma taxa de desemprego. Uma impossibilidade mais física que social e económica como todos sabemos.

Não tendo ninguém o dom da infalibilidade, TóZero devia pensar na assimetria supracitada: Ser  Zero à esquerda não é bom.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Rui Machete e a Fundação Luso-Americana

Os embaixadores americanos enervaram-se com Rui Machete porque este gostava da sumptuosidade e gastava boa parte do dinheiro em despesas de funcionamento interno, sobrando pouco para as atividades de desenvolvimento que eram, afinal, o objectivo da fundação.

É de estranhar a estranheza dos estranhados.

Se os americanos tivessem um contacto mais intimo com a cultura portuguesa perceberiam que grande parte das fundações e outras grandes obras que vivem do estado, são assim. Ficou famosa a ideia da administração da Casa da Música no Porto de pagar a preço de ouro uma alteração ao projeto inicial para incluir entre outras sinecuras um elevador exclusivo para os Srs. Administradores. Tudo com dinheiro dos contribuintes, ou seja, do povo que pagava e era excluído do dito elevador.

Assim, Machete elevou-se à aparência de Grande Senhor por mera necessidade. Se não o fizesse seria Ninguém aos olhos dos Grandes Senhores.

Mário Soares tem mil e uma estórias dessas que poucos se atrevem a contar por ser politicamente incorreto. Politicamente mais que incorreto, politicamente ostracisante (para o contador, é óbvio).

O Ministro da Saúde é outro exemplo de arrogância desproporcional à competência, dizendo-se que disse a quem o quis ouvir, caso não me tenha traído a memória, que tinha aceite ser ministro por caridade. Teria a vida organizada e podia assim dar-se a esse luxo. Parte dessa organização ocorreu quando ganhou alguma coisa como 23.000 euros por mês, para ser o cobrador-mor dos impostos cá do sitio. Diz que o banco que lhe pagava uma ainda mais linda soma, à data da sua ida para o ministério, está, a julgar pelo seu valor bolsista e pelo rating que lhe é atribuído, a valer pouco mais que lixo dourado.

Gatos gordos numa expressão de Obama.

Devemos, é certo, propôr-nos exigir mais ocidentalismo e menos arrogância a Rui Machete no passado.

Se o fizermos teremos de o fazer a toda a gente que machetou com igual vigor, igualmente no passado.

Por mim agradava-me em dose suficiente que o fizessemos em relação ao futuro.

Em defesa de Paulo Portas II

Lendo o post anterior (em defesa de Paulo Portas I), é fácil perceber porque é que num governo socialista 3 submarinos como Guterres programou, eram apenas 3 brinquedos caros e num governo com Portas a ministro, 2 submarinos servem para defender os interesses nacionais.

Em defesa de Paulo Portas I


"On November 13, 2002, while the Prestige was carrying a 77,033 metric tons cargo of two different grades of heavy fuel oil, one of its twelve tanks burst during a storm off Galicia, in northwestern Spain. Fearing that the ship would sink, the captain called for help from Spanish rescue workers, with the expectation that the vessel would be brought into harbour. However, pressure from local authorities forced the captain to steer the embattled ship away from the coast and head northwest. Reportedly after pressure from the French government, the vessel was once again forced to change its course and head southwards into Portuguese waters in order to avoid endangering France's southern coast. Fearing for its own shore, the Portuguese authorities promptly ordered its navy to intercept the ailing vessel and prevent it from approaching further."

Agora... quem era o Ministro da Defesa da altura que não se vergou a Franceses e Espanhois ?


Não - a palavra mais importante da língua portuguesa.

(POST REPUBLICADO)

Eleições autárquicas 2009 - resultados eleitorais

2009:

PSD + CDS = 40%

PS = 38%

Cerca de.

O PS e as autárquicas

Durante a campanha eleitoral para o poder local o BE, o PCP, os pequenos partidos e o PS pedirão que as pessoas votem contra o governo. Infelizmente para os últimos esse tema foi esgotado precocemente pelos socialistas e anulado pelo Presidente com o compromisso de salvação nacional;  por isso a sua eficácia é agora reduzida.

Esse esgotamento do argumento fará com que os resultados da coligação melhorem.

Assim, depois da esquerda andar, durante a campanha que se avizinha, diariamente a chorar por eleições antecipadas, transformando um assunto predominantemente local num assunto exclusivamente nacional, um resultado nas autárquicas acima de 30% para a coligação e esta tem apenas uma pequena derrota.

Acima de 35% para a coligação e o Seguro estará gravemente abalado e a partir dos 40% tem morte súbita.

E quanto maior a abstenção, pior fica politicamente o PS pois significa que ninguém confia no PS para depositar um voto de protesto.

Antecipo as que autárquicas não deverão ser uma catástrofe para o PSD / CDS.

Mas podem ser uma catástrofe para Seguro.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Querida encolhi o PS

Com o fulgor do novo Governo que se origina num processo que expliquei em múltiplos posts, o PS começou a mirrar.

Que se prepara para dizer Seguro, o Anão, ao país?  exigimos eleições antecipadas ?

Cavaco e Rui Machete

A entrada de Rui Machete no Governo alarga a credibilidade do Governo. Trata-se de um peso pesado do PSD e uma pessoa duma geração anterior à atual.

Por outro lado Rui Machete é tido por alguns como próximo de Cavaco enquanto outros recordam que foi muito crítico para o PR recentemente.

Dada a sua trajetória política Machete terá contudo alguma facilidade em concretizar um desejo de Cavaco: a capacidade do Governo negociar com o PS. Machete, recordamos foi, durante escasso tempo é certo mas ainda assim significativamente, vice-primeiro ministro do governo do bloco central.

Esta novidade reforça a ideia de que se trata não de uma banal remodelação mas de um novo governo de Passos Coelho.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Entender a moção de confiança IV

Continuação:

Cavaco entregou no regaço do novo governo, formado após a queda do anterior pela demissão irrevogável de Portas,  os parceiros sociais e o Banco de Portugal.

Esta última condição é contrária ao espirito da lei mas o estado de emergência levou Cavaco a essa excepcionalidade.

Pelo caminho decapitou o PS, levando à demissão de Seguro.

Como Seguro é um homem simples ainda não percebeu que foi demitido.

O novo líder do PS decidiu esperar pelas autárquicas e pelo novo orçamento de 2014 para tomar conta do PS.

O novo líder ainda não decidiu se espera pelas legislativas de 2015, ou se toma o lugar, atualmente em gestão corrente, antes disso.

O novo líder do PS decidiu sufragar-se nas urnas em Lisboa. Nesse sufrágio terá a maior vitória do PS nas autárquicas, contrastando com o que acontecerá com o PS na única outra capital que temos - o Porto.

Apesar de saber que Cavaco, com a indigitação de Passos para um novo governo às portas das autárquicas, tornou esse governo imune ao resultado das autárquicas, o novo líder do PS propõe-se a tarefa que Sampaio já havia logrado conseguir: dar-se ao Galicismo de tomar a capital em grande, a partir da câmara municipal.

Contudo o novo líder decidiu imitar Sá Carneiro em vez de Sampaio, usando Helena Roseta à escala local do mesmo modo que Carneiro usara Medeiros Ferreira à escala nacional.

Quem não percebeu isto não percebeu nada.

O autor do texto que irritou o Joaquim evidentemente não percebeu isto. Temos de ter paciência com esta gente, Joaquim. Pessoa explicou que esta gente está para ficar.

Entender a moção de confiança III

Continuação:

Após a queda do primeiro governo de Passos como consequência da demissão irrevogável de Portas, Pedro Passos Coelho foi indigitado pelo PR para formar novo governo. Como esse governo não conseguiu incluir o PS, por culpa do PS, Cavaco aceitou que se mantivesse apenas com dois partidos mas fez exigências que ainda se encontram no recato do palácio de Belém.

Como em política o que parece é será dentro de algum tempo visível que exigências foram essas (a não ser que o novo governo também caia).

O novo Governo apresentará o seu programa à Assembleia da República em breve.

A sua aprovação, como todo o processo da criação do novo governo, saltará passos formais porque a crise que o país vive impede as delongas desses passos. Ainda assim Cavaco exigiu um passo formal mínimo: a aprovação de uma moção de confiança na AR.

Em todo este processo Cavaco deu novo fôlego à aliança e depositou no seu regaço os parceiros sociais.

Quem não percebeu isto, não percebeu nada.

(continua)