terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sócrates e o início de uma nova cabala do PS

Depois de um tempo a aguentar-se, o PS parece resvalar para uma nova cabala contra a justiça.

Agora é César que exige saber qual é a acusação contra Sócrates. Ora os crimes de que é acusado são, na sua tipificação muito bem conhecidos pois foram escritos.

César fala pois dos detalhes concretos da acusação. Quer conhecer a acusação em detalhe.

Mas espera aí! Não é o mesmo César que se insurge contra a violação do segredo de justiça?

Então César quer que a acusação seja pública e secreta ao mesmo tempo?

Provavelmente não.

César quer que o que é favorável a Sócrates seja conhecido e o que lhe é desfavorável seja escondido, seja mantido secreto. Como o Ministério Público não pode dar entrevistas e falar livremente em Portugal, mas os advogados podem, César queria uma campanha dos advogados de Sócrates contra os juízes e os procuradores sem que estes se pudessem defender.

Quando o caso chegasse a julgamento - se chegasse, pois o de Pedroso nunca chegou - após uma campanha pública em que só um lado falaria de viva voz, não havia sentença possível que não a absolvição.

Já agora porque não fazer o mesmo durante o julgamento: os advogados de defesa falavam o tempo que quisessem e o procurador estava proibido de exercer o "contraditório". Tinha de ficar calado.

Para terminar, Sr. César importa-se de parar de se imiscuir no caso Sócrates e de pôr em causa a separação de poderes?

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

António Barreto suscita respeito

António Barreto é uma pessoa que suscita respeito.

Hoje surge a dizer o óbvio: o PS que Merkel elogiava, teria feito parecido ao que fizeram PSD/CDS sob as ordens da Troika.

Não se trata de concordar com tudo o que diz, porque não concordo. Não se trata de deixar de sentir afastamento em relação a pessoas de quem tem proximidade, porque nutro esse afastamento.

Trata-se de sentir respeito porque o seu pensamento não está à venda, porque não presta homenagem ao politicamente correto, porque não cuida de passar o tempo a calcular o que ganha dizendo isto ou o seu contrário.

Principalmente, trata-se do respeito que se sente quando alguém é integro e firme, sem ser radical.

Esta é uma característica tão rara que não se consegue explicar a quase ninguém, mas em Portugal os íntegros e frontais tendem ser radicais, fanáticos duma qualquer utopia ou com contas a ajustar com a vida. Os moderados, democratas e urbanos são demasiadas vezes vendidos, corruptos, calculistas e cínicos.

Moderado, íntegro e frontal. Raro.

Costa: Anatomia de um Looser.

Costa foi eleito contra Seguro, não por causa de ideias, projetos ou propostas, mas por duas razões. Uma escondida e uma à luz do dia.

A primeira razão, a escondida, foi que prometia tomar conta do PS dos Socráticos, da tribo, da aliança de amigos, da rede de entre-ajuda. Ora logo a seguir não cortando com Sócrates, abandona-o . Seca-o. Trai-o lentamente.

Évora diz Sócrates, tisnado pelos ultra-violetas, é o novo Tarrafal. Costa diz que é só um resort, não dos de luxo, de cinco estrelas tipo Four Seasons, mas um resort popularucho. A comida não é grande coisa, a companhia cospe para o chão, tem poucos canais de televisão e está longe do mar.

Sócrates que vive de Armanis e botins forrados e nunca de convicções, odeia-o intensamente.

Mas mesmo que os socráticos que destruíram Portugal tenham decidido decapitar o próprio pai, deixando-o secar ao sol em Évora, querem pelo menos o que resulta da segunda razão.

A segunda razão é muito simples: Costa disse que o Seguro não ganhava e ele ganhava as eleições.

Foi escolhido porque garantiu que vencia as legislativas. Não por ter grandes ou pequenas visões, mas porque era um ganhador.

Ora parece que não é um ganhador, que não vai vencer e se não vai vencer ... não serve para nada.

É por isso que o PS mistura o desespero do insulto à coligação com a divisão e desrespeito pelo Costa.

António Costa é um Looser

E como Soares explicou muito bem, no PS  bonito, bonito é ganhar.

PPP - finalmente alguma decência

Enquanto os jornais e televisões falam de minudências, o Governo pela primeira vez consegue uma poupança que, juntas as renegociações às subconcessões, leva um ganho de mais de 7 mil milhões de euros do erário público.

É um travão ao regabofe dos Governos Sócrates e Costa que sacavam dinheiro aos contribuintes (muitos ainda por nascer) para o dar aos seus amigos.

Ainda há muito por fazer, mas é um forte sinal de mudança e de credibilidade do Estado.

As televisões podem ir-se entretendo com as promessas de Costa que entrou já numa de "tudo para todos" que "com vinagre não se apanham moscas". Quando puder deitar a mão ao nosso dinheiro fica tudo para os novos Salgados que esta coisa de dizer que não aos parasitas do erário público é mais DNA de Passos Coelho.

Manuel Alegre, Maria de Belém e o verdadeiro socialismo

Manuel Alegre que apoia Maria de Belém contra o esquerdista poético Nóvoa, diz numa expressão tão vazia como os poemas do Nóvoa que é preciso voltar ao socialismo seminal para vencer a direita.

Isto enquanto tira o tapete ao Nóvoa para chatear o Soares.

Isto enquanto elogia o "não programa" de Costa, falando que com passinhos muito pequeninos também se lá chega.

O Sr. parece um pouco confuso.

Apela aos grandes princípios do socialismo e aos passinhos do pé ante pé burocrático da cleptocracia bem falante dos socráticos e dos costistas.

Apela à esquerda e apoia Belém contra o candidato do Livre e Soares.

Não diz nada que se aproveite. Já conhecíamos a dança do ventre das suas duas presidenciais. Lembram-se?

sábado, 15 de agosto de 2015

O ódio de Pacheco Pereira

O ódio de Pacheco Pereira é uma coisa física que se sente. Exige, no seu último texto no Abrupto, mais radicalismo da parte do PS contra o governo.

Quer que o PS saia dos salões e avance para a rua.

Eu concordo e concordo muitíssimo. Até dou uma ideia: António Costa, Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso, Galamba, Vara e Sócrates deviam atravessar os campos de futebol do Benfica, Sporting e Porto em dias de casa cheia e apelar à revolta do povo contra Passos.

Já os imagino de punho serrado gritando "o povo não quer bandidos no poder".

Era lindo ver a reação do dito povo, fora dos ditos salões. Talvez concordassem com o slogan...

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

UTAO, oposição e Governo

A UTAO e a oposição dizem que a cobrança de impostos - em específico o IVA e o IRS - não vão permitir que o Governo devolva parte nenhuma da sobretaxa de IRS. Trata-se de um pensamento tipicamente Socrático.

O Governo, nomeadamente Albuquerque, dizem que sim que permitirão reduzir parcialmente a dita taxa. Trata-se de uma abordagem claramente Passista.

Alguém duvida que Albuquerque tem razão e que uma vez mais quem está do lado da verdade é Passos e do lado da mentira Sócrates (TC, UTAO, PS, Costa, BE, PCP)?

Eu aposto com quem quiser apostar comigo que Passos vence Sócrates mais uma vez.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Os tontos, os ativos e a estatística do desemprego

O PS e o BE estão aflitos com a melhoria do país. Quanto mais o país melhora mais o PS insulta o governo.

Lembraram-se essas almas agora de dizer que os dados do INE são falsos porque subestimam o desemprego.

Não são 12,5 % dizem os excitados. São uns 15% ou 16%, juram, sabe-se lá porquê. Dizem, entre outras coisas, que são pessoas em idade ativa que deixam de procurar emprego, mas isso não faz sentido. Em tempos de crise as pessoas em idade ativa passam muito menos a inativos. Na década de sessenta / setenta sim, não havia desemprego e proliferavam os hippies, as mulheres que optavam por ser donas de casa etc. Porquê? Porque se e quando quisessem um emprego era só dizerem e este aparecia. Já em ambiente de crise há sempre familiares desempregados e toda a gente aproveita as oportunidades de emprego mal aparecem pois pode não surgir outra tão cedo. Doentes fingem ser sãos, mães vão trabalhar, avôs arregaçam as mangas. Portanto diferença acrescida pelo aumento de inativos é que não é. No que toca à emigração esta cresceu por múltiplas razões e vemos sair para fora tanto desempregados com empregados.

Assim o desvio de que a oposição fala só pode ser por erro do INE, aparentemente com dolo.

Só que isso é ideia tonta.

A diminuição do desemprego e o aumento do emprego andam juntos, certo?
Se o INE tira 3,5 % ao desemprego para fazer fretes ao governo (e era bom saber quais das centenas de colaboradores é que falsificam os dados, em que fase, como e, principalmente, porque é que não há provas disso, porque que é que não há dentro do INE ninguém que denuncie a burla) então já o fazia em 2012 pois era o mesmo governo e, assim,  quando diziam oficialmente que eram 17,5% na verdade eram 21%. Certo?

Ora se em vez de baixar de 17,5% para  12,5%, o desemprego  baixou de 21% para 16% a queda foi exatamente igual. Ora como para votarmos o que nos interessa é a mudança pois é a mudança que mais determina o futuro e é a mudança que significa que a economia está a criar emprego e estando o desemprego a cair brilhantemente 2% ou 2,5% ao ano porque raio havíamos nós de votar PS ou BE?

Para voltarmos ao tempo em que o desemprego crescia mesmo antes da crise?

É preciso ser um poucochinho para não perceber que o que interessa é a diminuição do desemprego que todos sabemos ser alto, seja esse número o verdadeiro (12,5%) ou o que o PS e o BE inventam.

Morreu o Picareta Falante. Longa Vida ao Picareta Insultante.

Guterres era o Picareta Falante. Falava, dizia coisas atrás de coisas, debitava palavras umas atrás das outras até à morte do adversário por exaustão.

Nesse aspeto era diferente de Jorge Sampaio porque este último era um verborreico vazio que falava falava mas não dizia quase nada. Se Sampaio tivesse de se pronunciar sobe uma chávena de café diria que "iria de seguida exprimir algumas considerações pessoais e intransmissíveis sobre a bebida, salientando o carácter necessariamente subjectivo da sua observação, ainda assim expressa com tolerância e a necessária atenção ao muticulturalismo e ao trajecto tão interessante como diverso do seu percurso que o trouxe de campos subtropicais até esta chávena" e depois do café em si não dizia nada. Guterres falaria do café, do preço do café, das alergias e outras intolerâncias ao café, da chávena onde se encontrava, do guardanapo. Muito diferente, portanto.

Ambos chatos, um dos quais mais inteligente, mas também ambos urbanos e civilizados. Insuportáveis mas civilizados.

António Costa é diferente. Não se cala e não diz nada que se aproveite, mas insulta constantemente.  É nisso perito. Diria que o café era uma falsificação, o ofertante era mentiroso, o importador era incompetente, a água do café era verdadeiramente roubada ao país, era preciso correr duma vez por todas  com o vendedor das máquinas.

Costa é colérico como Sócrates (disfarçava melhor porque não tinha poder) e é um falhado como o TóZero que, vendo escorregar-lhe a sorte eleitoral, foge para a frente para o radicalismo chamando nomes ao adversário. É mais esperto que o Galamba, o TóZero ou o Serginho, mas em boa verdade não chama menos nomes que o primeiro e o último (Seguro é uma pessoa mais decente, apesar da sua incompetência para o cargo a que na altura foi promovido).

Costa, quanto mais se revela como um batatoon indeciso, mais se transforma numa Picareta Insultante.

Pode ser para disfarçar. Mas não disfarça.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Teatro eleitoral

Mal o PSD-CDS acabaram de apresentar o seu programa, António Costa decidiu avaliá-lo, apresentando publicamente a sua análise.

Como o programa tem 150 páginas é evidente que Costa não podia tê-lo lido.

Como pôde então apresentar a sua opinião sobre o programa eleitoral do PSD se não o conhecia?
- Porque já tinha preparado o que dizer previamente ao programa. Fosse qual fosse o programa eleitoral do PSD, Costa daria sempre a mesma resposta, debitaria a mesma cassete, mais detalhe ou menos detalhe.

Essa resposta é, assim, não uma visão crítica, mas um gesto de teatro, uma farsa, um declamar de demagogia barata.

Repito: dissesse uma coisa o programa do PSD-CDS ou dissesse o seu contrário, a resposta de Costa seria sempre a mesma porque é teatro previamente preparado. 

Costa não precisa sequer de fingir que leu o programa porque a nossa imprensa está vendida e é incompetente. Num país normal a pergunta dos jornalistas seria imediata: 
- Dr. António Costa como pode ser tão rápido a comentar o programa da coligação? Come se pode pronunciar sobre o que não conhece? Ou mesmo, numa versão mais dura, - Dr. António Costa que credibilidade têm as suas críticas se não teve sequer tempo para estudar o programa do seu adversário? 

António Costa surge como um falsete, um saco de palavras pré-preparado que diz a mesma coisa quer o PSD diga que é dia quer diga que é noite. Quer tão só aproveitar o tempo de antena e condicionar a forma como as ideias do adversário são transmitidas, fazendo lembrar os jogadores de futebol que mergulham para o relvado fingindo que sofreram uma falta de forma a manipularem o árbitro contra o outro atleta. Aqui o árbitro são as televisões e a imprensa.

O PS é muito mau, mas a nossa imprensa é bem pior.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Passos é honesto mas PSD e PS são dois partidos corruptos. Porquê?

O PSD e o PS são duas máquinas partidárias corruptas.

Os militantes de base dos dois partidos e os simpatizantes que acham que ganham mais em não pagar quotas mantendo o estatuto de independentes (que não lhes desbota nem um bocadinho a cor partidária) sabem porque militam: para melhorar a sua vida. A militância num partido é uma carreira numa empresa como outra qualquer, à exceção que o dinheiro a distribuir é retirado aos contribuintes pelo fisco à força (é imposto).

Claro que há 100 ou 200 tipos com convicções no PS (totós porque senão saíam) e 1000 ou 2000 no PSD (menos totós porque são mais e pensam que podem dar a volta ao partido).

Depois há aquela PEQUENA diferença: no PS a corrupção vai até ao topo, é regra aberta. No PSD é um bocadinho mais escondida e põem muitas vezes na liderança um gajo honesto tipo Sá Carneiro, Mota Pinto, Cavaco, Santana Lopes ou Passos Coelho. Estes rodeiam-se de uns tipos honestos e uns tipos que são gatunos, mas andam a fingir que são honestos uns anos para enganar o chefe.

O PSD é assim por causa da herança salazarista e do sebastianismo.

PS e PSD juntos rapam todos os votos mainstream: os cínicos que pensam "roubam eles e roubaríamos nós se lá estivessemos porque somos todos iguais" votam PS e os naíve que andam sempre à procura de ter ao leme um homem exemplar votam PSD. Politicamente são gémeos, com esporádicas exceções tipo Sá Carneiro, Passos ou Santana que estão à direita do PS da sua altura.

A parceria PS e PSD funciona muito bem.

A única dificuldade é que para controlar o povo do PSD, por causa da tal treta da herança do sebastianismo, é preciso pôr no topo desse partido um gajo honesto e depois isola-lo e condiciona-lo pela máquina. Ele tem de perceber que para manter o poder tem de ir tolerando a máquina por muito que isso lhe provoque náuseas e tem de ir elogiando a máquina durante pelo menos quatro anos.

Os segundos quatro anos de um mandato do PSD são sempre muito perigosos porque o tal sujeito honesto pode ter a ilusão que está acima do partido, mas isso é um risco a correr, não tem solução, pois se a estratégia mudar e a corrupção for até ao topo, nasce um partido alternativo para o voto que procura um homem providencial e o PSD desaparece.

Passos tem uma dificuldade extra: apresenta-se como um homem comum, humilde, em vez de um grande professor ou um líder de nervos de aço como é habitual. Tem uma vantagem suplementar: o muito lento enriquecimento duma classe média-alta urbana, o contacto com a europa e a internet fizeram aparecer no meio do povo meia dúzia de almas liberais que fazem muito barulho. O contraponto de direita ao BE está no coração do PSD e vota Passos. Dos fenómenos vistos no mundo civilizado, ecologistas não temos, mas radicais de esquerda caviar e amantes da liberdade vão aparecendo.

Depois disto leiam o chumbo do Conselho da Revolução à lei do enriquecimento sem causa (injustificado) e leiam as reações dos institucionalistas do regime partidocrático - todos os do PS e muitos do PSD.

 Perceberam agora ou é preciso fazer um desenho?


31 da Armada: o Xico da Atalaia não percebe ou quer dar um golpe de estado?

Explicadinho na caixa de comentários do 31:

Caro Xico,
tem de compreender que se uma pessoa encaixa dois ou três milhões de euros, mesmo que legitimamente, pode não se ter lembrado de guardar os papeis que documentam a origem do dinheiro. Se fossem dois ou três mil milhões isso sim, já se percebia, c'os diabos, que o sujeito tivesse um TOC que lhe guardasse a papelada. Mas em Portugal NINGUÉM tem dois ou três mil milhões.

No que toca à malta que sacou os tais milhões ilegitimamente e portanto não tem documentos legais que justifiquem o dinheiro, é uma violência indigna dum Estado de Direito caçá-los por essa via. Porquê? Porque sim.

Imagine bem: um tipo rouba uns milhões de euros manipulando concursos públicos contra um depósito numa off-shore. Passa a comprar casas de luxo, viajar sempre em primeira, circular de motorista em carro topo de gama, almoçar em rodas de amigos em que quem paga tudo é o boss, tem sempre dois advogados atrás que ameaçam com processos quem o critica, deixa de ter de trabalhar e dedica o dia todo ao lobbying. Imagine isso. Agora imagine que, do nada, aparece um bófia ou um magistradozeco  e desata a exigir explicações, donde vem o dinheiro e o caraças. Não vê o estrago que isso provoca na qualidade de vida do sujeito? Não vê a grande fotografia? O mal que isso provoca ao passar a mensagem que para se subir na vida tem de se estudar, trabalhar, empreender tudo dentro da porcaria e da banalidade da lei comum? Então e os grandes talentos? Os AlCapones?

Não se apercebe do populismo de exigir autenticidade e transparência?

Você quer dar um golpe de estado? Quer derrubar a rede da cleptocracia que se foi instalando lentamente ao longo de 40 anos de regime? Seu Passos de m...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Priaprismo: aguarda-se decisão do BE

A APDSP, Associação Portuguesa Defensora dos Sofredores de Priaprismo, solicitou ao Bloco de Esquerda uma audiência em que pugnará pela inclusão de uma vítima dessa doença como candidato elegível à AR pelo BE.

Caso o BE assuma essa causa fraturante, Portugal terá o primeiro parlamento da europa com um sofredor de priaprismo como deputado eleito.

As estações de televisão declararam que voltarão ao formato de entrevista com os políticos sentados, caso se confirme o acordo entre o BE e a APDSP

Sérgio Figueiredo chama nomes (ou a apoplexia do lambe-botas (via Insurgente))

Dei com o artigo de opinião de Sérgio Figueiredo no DN em que este insulta Santos Silva como nem Galamba insulta Passos Coelho.

Segundo Sérgio Figueiredo, Santos Silva tinha-lhe chamado nomes feios antes disso, nomeadamente tê-lo-ia qualificado de agir com cobardia.

Acredito que sim. 

Mas ao ler o artigo de Sérgio Figueiredo, publicado no Diário de Notícias, fiquei pasmado. Há muito tempo que não via um jornalista insultar com cobardia um político, usando um nível tão baixo. Não gosto de Santos Silva, mas a lista de impropérios e a sua densidade deviam levar a TVI a demitir o Sr. Figueiredo imediatamente.

Aqui vai a lista de insultos, a que junto uma da diatribe infantil (seguida de ponto de interrogação), tudo por escrito e num Jornal de grande circulação:

- Monólogo patético e deprimente
- Nem os caranguejos andam para trás (sim, andam para o lado, e depois?)
- Frouxo e roxo
- Asqueroso
- Sonso
- Cínico
- Contamina o ar que respiramos
- Irritante
- Vaidoso
- Arrogante
- Mesquinho
- Miserável
- Obsessivo
- Hipócrita
- Sem escrúpulos
- Malformado
- Imbecil
- Cospe para o chão
- Morre afogado num copo de água
- Soez
- Traiçoeiro
- Egocêntrico
- Malcriado

Tudo isto num único artigo que, percebe-se bem, podia continuar páginas e páginas até que acabassem os insultos disponíveis na nossa lingua.

Num único artigo.

Imagine-se que um jornalista escrevia sequer coisa parecida num país civilizado.

Não se trata de uma adjetivação depreciativa ou duas ou três, fundamentadas num antagonismo compreensível e proporcional, expressas num meio de comunicação de baixa penetrância.

Trata-se de um ataque sem limites num jornal de grande circulação ao nome de uma pessoa que até muito recentemente Sérgio Figueiredo elogiava (ver um mail no próprio artigo). Elogiava até em demasia, vergando a coluna.

Agora o Sérgio diz que lhe saltou a tampa, que é muito homem e que demorou este tempo todo até  chamar os nomes que chama a Santos Silva porque estava tentar aguentar a disenteria.

Sérgio Figueiredo, percebe-se, foi tratado de cima para baixo por Santos Silva e não teve capacidade de lhe responder precocemente, tentando a técnica do lambe-botas. Lambeu, lambeu e agora vai para o DN e vomita tudo. Já se percebeu que os donos do  DN têm medo que o PSD ganhe as eleições, mas nem isso chega para explicar a apoplexia do Serginho.

Não gosto da figura pública de Santos Silva. É um homem inteligente e culto, mas é arrogante e belicoso.

Nada que se compare com a vermicular verborreia do Serginho.

Ou o Santos Silva o põe em tribunal ou sai muito mal desta história.

Não conheço pessoalmente nenhum mas em política o que parece é e quer Santos Silva quer o Serginho são a imagem do regime e do país.

Se não são como parecem, façam-nos o favor de parecer outra coisa.



sábado, 25 de julho de 2015

Costa. Não esse. O outro

Há dois Costas na nossa costa. Do mais gorducho já dissemos algumas coisas. Falemos agora do magrinho.

Ricardo Costa é um dos serventuários de Pinto Balsemão, destacado golfista e membro do regime político  reinante.

Como bom serventuário de um regime podre de 41 anos (cá as coisas apodrecem depressa) Ricardo Costa está disposto a dizer o que for necessário para servir o patrão.

Dei hoje com um artigo de opinião seu no expresso, datado de 24.7, que revela bem a sua incompetência e falta de ética intelectual.

Não vou demorar pegando em todos os detalhes pois são maçadoramente numerosos. Escolho, portanto.

O Costa magro recorda frases chave da entrevista de Passos na TVI e em que o PM se saiu muito bem. Põe a bold a que agrada ao PS do Costa gordo : o IVA não vai descer. Claro que se esquece de apontar a autenticidade e a frontalidade dessa resposta e como ela se distingue das do Sócrates, o Falso, e das do Costa, o Batatoon indeciso. Em vez de titubear, prometer e mentir, Passos dá respostas diretas.

Depois dá parangonas a uma ideia irrelevante "o programa está quase a sair do forno", como se tivesse relevância especial o timing do programa eleitoral duma coligação que governa há 4 anos. Como se nós não valorizássemos mais os atos que as palavras.

Depois Costa, esquecendo a lição inglesa, garante-nos que ninguém vai ter maioria absoluta. Ora nisto o magrinho devia ter mais cuidado. Pode sair-lhe o tiro pela culatra.

De seguida cita outro incompetente e serventuário de Balsemão, um tal Silvestre que de estatística económica percebe pouco, para garantir que a devolução da sobretaxa de IRS pode mesmo ser total em 2016.
É preciso ser o que é para dizer tal coisa. Mas ele diz e, ao que parece, o regime paga-lhe para isso.

Acabo com uma sugestão troglodita do Costa magro: que os médicos e enfermeiros dos centros de saúde em vez de telefonarem aos doentes e aos profissionais que por definição não estão sentados numa secretária como burocratas e usam as comunicações que dominam o mercado, em vez de ligarem para os seus telemóveis como acontece em todo o mundo, liguem pelo skype e quejandos! Pelo skype diz o cretino anunciando que a Meo, a Vodafone e a NOS foram substituídas com eficácia à data de Julho de 2015 pelo país fora pelo skype e afins. Mas ninguém diz a este adolescente tardio que abra os olhinhos?

Já no fim desata a citar quantos autores conhece para tentar provar aos ignorantes que é culto (pois os cultos sabem como são baratos os livros e as apps de citações) e chega a atribuir o fim do regime da Coreia do Norte comunista ao mau calçado romeno.

Quanto a um regime político como o nosso, em que o amiguismo é de tal monta que este Costa tem os tachos que tem, estamos conversados.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Fome: Socialistas engalfinham-se por lugares nas listas de deputados

Cheira-lhes a tacho.
Há muitos anos que não se via tanta fome de dividir o dinheiro dos contribuíntes.
No PS renasce a velha máxima de Sócrates: precisamos do vosso dinheiro para dar aos nossos amigos.

Fica  a pergunta: no meio daquele saco de gatos esfomeados há algum líder?

sábado, 18 de julho de 2015

Costa volta a intrujar

António Costa, o Batatoon, volta a intrujar afirmando que o PSD tem um regulamento em que se prepara a expulsão do primeiro deputado que discordar da linha oficial.

Logo o PSD que, bem ao contrário do PS, é o partido com maior tradição interna de liberdade de opinião "by far". Basta ligar a televisão para ver inúmeras figuras gradas do PSD a criticarem outras figuras do partido, nomeadamente o Governo e os seus ministros. No PS não há sequer uma amostra disso e no CDS as críticas seguem-se invariavelmente do abandono do partido.

O PSD, e em menor grau o BE,  é um caso único de liberdade de expressão em Portugal.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

ADSE e prejuizo

O Partido Socialista e o seu líder António Costa estão indignados porque a ADSE deixou de dar prejuízo.

Pedem explicações atrás de explicações.

O Tribunal de Contas, quase tão mau como o Tribunal Constitucional, pela voz dos seus burocratas que nunca criaram um empresa também se indigna com a falta de prejuízo do dito seguro de saúde.

Se acabam os prejuízos como é que se leva o país outra vez para a bancarrota?

A diferença entre a Igreja e o PS

O PS e seus apoiantes, incluindo vários Bastonários da Ordem dos Advogados, declararam as denúncias anónimas de crimes de altos membros do governo de Guterres e Sócrates como anti-éticas.

A diocese de Coimbra pede a denúncia anónima ou não de crimes de pedofilia por membros da diocese.

Um dos dois está do lado das vítimas e o outro do lado dos criminosos.

Quem é quem?

Fair enough

She listened, and she gave her opinion, and I think that is fair enough, 14-year-old Palestian girl Reem says a day after German leader's, Angela Merkel, response.