sábado, 25 de julho de 2015

Costa. Não esse. O outro

Há dois Costas na nossa costa. Do mais gorducho já dissemos algumas coisas. Falemos agora do magrinho.

Ricardo Costa é um dos serventuários de Pinto Balsemão, destacado golfista e membro do regime político  reinante.

Como bom serventuário de um regime podre de 41 anos (cá as coisas apodrecem depressa) Ricardo Costa está disposto a dizer o que for necessário para servir o patrão.

Dei hoje com um artigo de opinião seu no expresso, datado de 24.7, que revela bem a sua incompetência e falta de ética intelectual.

Não vou demorar pegando em todos os detalhes pois são maçadoramente numerosos. Escolho, portanto.

O Costa magro recorda frases chave da entrevista de Passos na TVI e em que o PM se saiu muito bem. Põe a bold a que agrada ao PS do Costa gordo : o IVA não vai descer. Claro que se esquece de apontar a autenticidade e a frontalidade dessa resposta e como ela se distingue das do Sócrates, o Falso, e das do Costa, o Batatoon indeciso. Em vez de titubear, prometer e mentir, Passos dá respostas diretas.

Depois dá parangonas a uma ideia irrelevante "o programa está quase a sair do forno", como se tivesse relevância especial o timing do programa eleitoral duma coligação que governa há 4 anos. Como se nós não valorizássemos mais os atos que as palavras.

Depois Costa, esquecendo a lição inglesa, garante-nos que ninguém vai ter maioria absoluta. Ora nisto o magrinho devia ter mais cuidado. Pode sair-lhe o tiro pela culatra.

De seguida cita outro incompetente e serventuário de Balsemão, um tal Silvestre que de estatística económica percebe pouco, para garantir que a devolução da sobretaxa de IRS pode mesmo ser total em 2016.
É preciso ser o que é para dizer tal coisa. Mas ele diz e, ao que parece, o regime paga-lhe para isso.

Acabo com uma sugestão troglodita do Costa magro: que os médicos e enfermeiros dos centros de saúde em vez de telefonarem aos doentes e aos profissionais que por definição não estão sentados numa secretária como burocratas e usam as comunicações que dominam o mercado, em vez de ligarem para os seus telemóveis como acontece em todo o mundo, liguem pelo skype e quejandos! Pelo skype diz o cretino anunciando que a Meo, a Vodafone e a NOS foram substituídas com eficácia à data de Julho de 2015 pelo país fora pelo skype e afins. Mas ninguém diz a este adolescente tardio que abra os olhinhos?

Já no fim desata a citar quantos autores conhece para tentar provar aos ignorantes que é culto (pois os cultos sabem como são baratos os livros e as apps de citações) e chega a atribuir o fim do regime da Coreia do Norte comunista ao mau calçado romeno.

Quanto a um regime político como o nosso, em que o amiguismo é de tal monta que este Costa tem os tachos que tem, estamos conversados.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Fome: Socialistas engalfinham-se por lugares nas listas de deputados

Cheira-lhes a tacho.
Há muitos anos que não se via tanta fome de dividir o dinheiro dos contribuíntes.
No PS renasce a velha máxima de Sócrates: precisamos do vosso dinheiro para dar aos nossos amigos.

Fica  a pergunta: no meio daquele saco de gatos esfomeados há algum líder?

sábado, 18 de julho de 2015

Costa volta a intrujar

António Costa, o Batatoon, volta a intrujar afirmando que o PSD tem um regulamento em que se prepara a expulsão do primeiro deputado que discordar da linha oficial.

Logo o PSD que, bem ao contrário do PS, é o partido com maior tradição interna de liberdade de opinião "by far". Basta ligar a televisão para ver inúmeras figuras gradas do PSD a criticarem outras figuras do partido, nomeadamente o Governo e os seus ministros. No PS não há sequer uma amostra disso e no CDS as críticas seguem-se invariavelmente do abandono do partido.

O PSD, e em menor grau o BE,  é um caso único de liberdade de expressão em Portugal.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

ADSE e prejuizo

O Partido Socialista e o seu líder António Costa estão indignados porque a ADSE deixou de dar prejuízo.

Pedem explicações atrás de explicações.

O Tribunal de Contas, quase tão mau como o Tribunal Constitucional, pela voz dos seus burocratas que nunca criaram um empresa também se indigna com a falta de prejuízo do dito seguro de saúde.

Se acabam os prejuízos como é que se leva o país outra vez para a bancarrota?

A diferença entre a Igreja e o PS

O PS e seus apoiantes, incluindo vários Bastonários da Ordem dos Advogados, declararam as denúncias anónimas de crimes de altos membros do governo de Guterres e Sócrates como anti-éticas.

A diocese de Coimbra pede a denúncia anónima ou não de crimes de pedofilia por membros da diocese.

Um dos dois está do lado das vítimas e o outro do lado dos criminosos.

Quem é quem?

Fair enough

She listened, and she gave her opinion, and I think that is fair enough, 14-year-old Palestian girl Reem says a day after German leader's, Angela Merkel, response.

Correr com eles, diz o novo animal feroz.

    António Costa continua a revelar que por debaixo daquele véu delicodoce demagogo que foi mantendo na televisão está uma alma pequenina e vingativa. A última aquisição da sua linguagem é que vai "correr com eles". 

    Eles quem? Os corruptos que tomaram conta do país como Vara e o preso 44? A película de sanguessugas quem impede o país de crescer, como os banqueiros e os pseudo PINs que o PS sempre protegeu? 

     Não. Para Costa "eles" são quem discorda do PS e a sua incompetência que faliu o país, da sua duplicidade de quem diz que pediu dinheiro emprestado porque a Merkel e vizinhos sugeriram que assim fosse, mas essas opiniões já não serviram quando se tratou de travar a espiral de endividamento e  adotar o rigor para responder à desconfiança dos mercados. 

      Costa não afirma políticas, opções, estratégias. Costa quer correr com pessoas.

      Infelizmente para Costa não se pode ser violento e moderado ao mesmo tempo e à medida que o desespero socialista aumenta, cai a máscara e surge o rosto Socrático dos putativos animais ferozes sedentos de deitar as mãos ao orçamento de Estado para o distribuir por novos GES. O PS Socrático voltou em peso e a ala Segurista já percebeu que vem aí o exílio de novo e por longos anos.

      A sua linguagem não engana ninguém, mentindo quando acusa Passos de mentir, querendo "correr com eles" quando finge que "eles" são o PSD, mas na verdade são todos menos a própria máfia  Socrática de que Costa continua a ser apenas o número dois.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Aldrabão acusa pessoa séria de mentir. Se calhar é falso.

Costa, o novo Batatoon, anda desvairado insultando diariamente o Senhor Primeiro Ministro.

O novo Batatoon, que parece ser muito amigo do Professor Nódoa que aí se arrasta declamando poemas, citando autores em rajada e jurando que há-de ser presidente (envergonhando os três tontos que tendo sido mesmo presidentes, decidiram apoiar o candidato do Livre), chama nomes ao Senhor Dr. Passos Coelho, principalmente diz que ele é um aldrabão.

Diz mais: afirma que sempre que o Senhor Primeiro Ministro fala devemos desconfiar que é aldrabice e dá como exemplo a ideia que o Senhor Dr. deu aos seus pares europeus sobre como resolver a última dificuldade que impedia o resgate à Grécia.

Acontece que essa intervenção portuguesa foi já confirmada por jornalistas internacionais (nomeadamente do Guardian) que acompanharam a cimeira europeia.

Portanto ou o Batatoon é ele o mentiroso (o que sendo amigo do Sócrates, o Falso, não espanta) ou é vítima duma fase de excitação. Os machistas chamavam a isso o "período" quando a excitada era do género feminino, mas isso já não se usa.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Costa e a Grécia

Há um levantamento de parte do Syriza que se recusa a aceitar aquilo que descreve (com boa verdade) como uma capitulação de Tsipras à Alemanha.

O Syriza vai partir-se, esboroar-se, e podemos agradecer isso a Merkel.

O Podemos em Espanha está em queda livre e agradecemos isso a Merkel.

O Costa dá saltinhos a dizer "fui eu, fui eu e o Hollande".

António Costa não é o nosso Bush com as suas gafes. António Costa é o Batatoon.

António Costa: acordo só foi possível graças aos socialistas europeus

Sim, claro.

Sendo um acordo subscrito por unanimidade só se podia alcançar com a concordância de todos, desde o Syriza de Tsipras à coligação de direita Finlandesa.

Mas essa é a parte formal.

A parte substancial, a austeridade maciça e a perda de soberania até em coisas pequenas, só foi possível porque o Syriza e muitos socialistas europeus ajoelharam à Sra Merkel que geriu muito bem os interesses contraditórios de parte mais inflexível do seu próprio partido e da pressão francesa. Muitos mas não todos, pois o SPD alemão manteve-se relativamente coerente.

Já o PS português dobrou a cabecinha à austeridade como um bom servo da gleba.

Costa, o oportunista indeciso,  passa de defensor do Syriza a defensor de vergar o Syriza, sendo obrigado pela a Europa a mandar para o lixo a opinião do povo grego cinco dias depois de expressa e todo o seu programa eleitoral seis meses depois da eleição.

Com que valor fica a opinião referendária do povo grego, o famoso Oxi? Com o mesmo valor que tem a opinião do António Costa: zero. 

#PorAcasoFoiIdeiaMinha

Ana Catarina Mendes defendeu oficiosamente o relevante papel do António Costa, o Oportunista Indeciso, na resolução do problema Grego.

Porquê? perguntará boquiaberto o primeiro incauto.

Por dois motivos.

Primeiro porque num intervalo daquela correria do Costa sempre atrás do Hollande para ver se aparecia nas fotografias, o Oportunista Indeciso reforçou que era preciso Unidade.

Segundo porque disse que era preciso um caminho alternativo e que esse era duplicar a austeridade grega.

Confesso que poracasodevetersidoideiadele.

domingo, 12 de julho de 2015

Genocidio de Srebrenica, limpeza étnica da Albânia e o Partido Socialista

Quando os Sérvios perpretraram o genocídio de Srebrenica e outras infâmias de que destaco a tentativa de limpeza étnica da Albânia, lembram-se o que diziam os Socialistas, os Comunistas, os Bloquistas "em potência", os Migueis Sousa Tavares e quejandos, dos agressores? E o que diziam dos que deram um murro na mesa para travar a agressão?

Lembram-se? É politicamente incorreto, incomoda, mas eu lembro.

Já agora recordo um comentário que escrevi sobre um artigo que o menino família Miguel Sousa Tavares escreveu no Público, intitulado A Derrota Moral do Ocidente e em que atacava não os genocidas mas os democratas que diziam não aos genocidas e que o Público recusou publicar, como seria de esperar (Balsemão não dorme).

A Besta segundo Miguel Sousa Tavares

Num artigo intitulado ‘A derrota moral do Ocidente’, o Dr. Miguel Sousa Tavares manifestou um conjunto de opiniões curiosas, servido por frases fortes, que merecem alguma descodificação e para o qual pretendo contribuir com o seguinte Breviário para os leitores menos atentos:

Guerra-Cobarde – De evitar; as convenções internacionais deveriam determinar um número mínimo de baixas para qualquer das partes envolvidas em conflito armado, mau grado a justeza das causas envolvidas. Caso não se verificassem durante o decorrer do conflito as contas ajustar-se-iam no fim deste ou anualmente, no caso de conflitos prolongados. O princípio seria progressivamente estendido a todo o uso da força – por exemplo, os polícias seriam sempre condenados a uma fracção da pena de prisão imposta aos criminosos que prendessem.
Inimigo-Soterrado-que-Maldiz-o-Céu – Forças militares e paramilitares sérvias (FMPS) que se desenterram, com frequência acima da desejável, para esvaziar uma nação dos seus habitantes de superfície; Variante de : ‘Inimigo Soterrador’ – FMPS dedicadas á organização e execução de atrocidades várias, soterrando depois boa parte das vítimas.
Guerra-Cobarde-Que-Não-Atinge-Alvos-Militares – Sentido lato de Guerra-Cobarde-Que-Não-Atinge-Militares-Alvo; Inclui a destruição de pontes por onde os militares inimigos já tinham dito que não passariam sem avisar, e outras acções quejandas. Não aconteceu nas guerras anteriores (é uma invenção dos americanos).
Guerra-Moralmente-Insustentável-I – A que pode vir a permitir que uma velha nação perseguida se autodetermine, conforme a vontade do seu povo (uma futura reunificação da nação albanesa é ‘ilegítima’ porque sim).
Guerra-Moralmente-Insustentável-II – A que dispensa a geografia e proclama o Kosovo bem mais perto de Moscovo que a Turquia, a Polónia ou a Hungria e depois lhe assenta com bases americanas em cima, vigiando de perto a temível Belgrado (detentora da bomba atónita).
Guerra-Moralmente-Insustentável-III – A que acha que a Produção, Realização e Apresentação mundial da limpeza étnica dos albaneses estava em curso debaixo dos olhos impotentes dos observadores da OSCE, bem antes da entrada em cena da NATO, e que continua ainda, executada pelas mesmas mãos comandadas pela mesma vontade, afinal de contas ainda não tão soterradas como isso.
Milosevic-Oferece-Tudo – Mas... não foi você quem disse que ainda não desaprendeu de reconhecer a Besta quando a sente, Dr. MST?
Censura-À-Bomba – Uma boa expressão para traduzir uma ideia razoável, mas que ainda assim não salva o seu artigo.
P.S. – vem Pior de Seguida
Argumentação-Entre-o-Ridículo-e-o-Terrorista – Aquela que zurze a dos donos da verdade.
Generais-Babados-De-Prazer-Enquanto-Disparam-E-Adolescentes-Serial-Killers –Tem a ver com o Kosovo. Tem a ver. Tem de ter a ver.
Cruzada-Americana-Pela-Virtude-Que-Extravasou – Coisa nova; rever a constituição americana e a retórica dos Ianques durante a 2ª Guerra Mundial, para se perceber como é recente esta cruzada pela virtude cívica e política.
Americanos-A-Defender-Os-Muçulmanos-Do-Kosovo – Impensável; ignorância profunda dos que não vêem que os Estados Unidos só defendem quem bebe Coca Cola e jura fidelidade à Bíblia, com a possível excepção dos Bósnios que é sabido serem Budistas (além disso são os Judeus que mandam na América e os Judeus não gostam de muçulmanos como os Albaneses ou os Turcos).
Os-Maus-Que-São-Sempre-os-Outros – Nem tanto, pois o seu artigo é mau e é dos nossos.

A Besta – Gostaria de saber como, após anos de múltiplas estratégias diplomáticas, se trava a Besta que se sente, já agora com alguns exemplos históricos a comprovar a bondade da solução proposta (por favor não incluir as velhas histórias de Timor e dos Curdos, pois todos sabemos que  I) a História ainda está a ser escrita e II) o facto da justiça não conseguir prender todos os criminosos não é razão para deixar escapar os que se apanham).

Para-Terminar – MST tem contribuído muitas vezes para o debate de questões relevantes com opiniões corajosas e esclarecidas. Desta vez esteve a grande distância da razão.






Número dois de Sócrates acusa Passos Coelho de ser desonesto

António Costa, número dois de Sócrates, protetor de Paulo Pedroso e membro da tropa fandanga em que pontua Armando Vara, o putativo saca-milhões, acusa Passos de ter dois programas eleitorais:

Um que apresenta publicamente.

Outro que é secreto mas em que se sabe estar incluída a diminuição do valor das pensões.

António Costa, número dois de Sócrates, amigalhaço dos Ferros Rodrigues e dos Júdices, não apresenta provas de tal acusação. Quer dizer ele tem uma prova que dificilmente é ultrapassável: quando olha ao espelho vê um cobarde político e um oportunista. Ora esse tipo que aparece no espelho não pode por definição ser pior que o resto da malta. Daí que Passos não possa ser melhor que ele. 

Sendo ele próprio politicamente desonesto, dizendo ele o que for preciso dizer para ganhar votos, Passos há de ser o quê?

Aos olhos dos desonestos não pode haver ninguém decente.

sábado, 11 de julho de 2015

Estrela Serrano, via Insurgente

Vergonhoso o artigo de Serrano em que esta acusa Passos Coelho de andar a mostrar a mulher doente com um cancro para ganhar votos.

Revelador de uma indiferença sem nome para com o valor da vida humana, de um facciosismo que gera repulsa, de uma falta de reconhecimento da coragem pessoal de uma pessoa com o recato da mulher de Passos que é prova da sua própria cobardia pessoal.

Serrano podia ter sido ministra de Sócrates e de Costa. Tem estatuto ético para tanto.

Grécia: fora de controlo

O referendo tornou a crise grega uma coisa fora de controlo.

O povo grego votou contra o acordo. Não foi apenas Tsipras que fez zig-zag. A nação grega votou contra.

Seria inteiramente anti-democrático para a europa assinar um acordo com um governo que trai a vontade do povo grego.

A "vitória da democracia contra a austeridade" como dizia a extrema esquerda portuguesa, torna a assinatura de um plano de austeridade por parte de Tsipras não apenas ilegal e não apenas uma farsa, torna-a inadmissível.

Para os Gregos é fácil: Oxi vira Nai e Nai vira Oxi à velocidade da luz. Para os Portugueses e Espanhóis seria fácil. Mentir é normal.

Para os europeus do norte é muito difícil. O povo grego podia não ter sido convocado a pronunciar-se por Tsipras e Varoufakis. Mas foi.

E disse Oxi.

Costa e o caso António José Seguro: Oportunista ou Vingativo?

Há elementos no percurso recente de Costa que provam que o Sr. é um oportunista, como já o era Sócrates (um oportunista sem ideologia, como explicou o socialista "Liberation").

Há também elementos que apontam no sentido de, apesar do tom conciliatório oficial, o Sr. ter um impulso vingativo sobre quem não é amansado pela retórica e lhe mantém críticas. O não ter convidado o seu opositor interno TóZero Seguro para a lista de deputados é mais um facto que aponta para a mesquinhez do barão rosa.

Levanta-se assim a questão: trata-se de um oportunista como Sócrates ou de um vingativo como Cavaco?

Julgo que nenhuma destas caracterizações explica Costa, mas não excluo a hipótese sintética de ser  um homenzinho oportunista E vingativo.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Oxi explicado ao ritmo do cantar alentejano

Seria interessante ver aquelas quatro senhoras estridentes, Heloísa Apolónia, Ana Drago, Joana Amaral Dias e Catarina Martins, conterem as hormonas aos saltos e explicarem-nos num musical (talvez ao ritmo de um cantar alentejano), porque é que votar Oxi e fazer Nai é uma grande vitória da democracia grega.

Também podia entrar o Jerónimo de Sousa mascarado de Catarina Eufémia se for indispensável serem cinco para serem considerados oficialmente um coro.

Aí, sim, se nos dessem melhor música perceberíamos a grande derrota dos defensores da austeridade.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Tsipras de joelhos?

Tsipras aparentemente caiu de joelhos, cedendo em toda a linha, aceitando um corte nas pensões e um aumento do IVA (sem aumento descabelado do IRC) no contexto de um terceiro resgate e deixando que a diminuição da dívida so ocorra num segundo tempo depois de a Grécia provar que cumpre.

Um novo corte de pensões e um novo aumento do IVA.

Era isso que significava em Portugal o segundo resgate para que o PS nos empurrava.

Safámo-nos do PS a tempo.

Tsipras, e a esquizofrenia da Grécia

Tsipras apela a que a Europa salve os Bancos Gregos, que est\ao na fase final de colapso.

Isto ao mesmo tempo que critica a Europa por ter salvo os bancos (principalmente os alemães que aliás perderam muito mais que os bancos portugueses com os empréstimos perdoados à Grécia).

Para uma pessoa normal, com uma cultura política média, impedir o colapso dos grandes bancos é um dever do estado. Sem bancos não há economia moderna. Sem bancos volta-se à Idade Média.

A Europa salvou os bancos e salvou a Grécia e é vituperada por isso por Tsipras.

Agora, com uma conversa esquizóide, propõe no PE que a Europa salve os Bancos (gregos) e a Grécia.

Vale tudo para o homem que ri muito.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Hollande lidera

Como ninguém sabe se, após o circo plebiscitário do espasmo referendário grego, Tsipras volta uma vez mais atrás, como é costume (talvez com o apoio que agora tem de todos os partidos gregos, os mais radicais de entre os radicais do Syriza deixem de o ameaçar com eficácia internamente), há uma corrida entre alguns líderes europeus para não ficarem com a imagem colada à saída da Grécia que todos desejam.

A saída da Grécia do euro gera um fenómeno que eu descrevo como "tipo bomba atómica". No tempo em que ocorrer terá o apoio da esmagadora maioria dos europeus. Mas passado um tempo, à medida que as imagens da miséria de Atenas encherem os media, o povo vai mudar de sentimento, vai esquecer seletivamente o que levou ao suicídio grego e vai procurar bodes expiatórios. 

Nessa altura ninguém vai querer ficar com o rótulo do dirigente que correu com a Grécia.

Esse risco de imagem, mesmo não sendo certo que seja duradouro, alimenta a fachada das doces palavras dos dirigentes dos governos da europa.

Ora nesta corrida Hollande e Sapin têm liderado, passando a perna a Merkel.