António Costa, o Batatoon, volta a intrujar afirmando que o PSD tem um regulamento em que se prepara a expulsão do primeiro deputado que discordar da linha oficial.
Logo o PSD que, bem ao contrário do PS, é o partido com maior tradição interna de liberdade de opinião "by far". Basta ligar a televisão para ver inúmeras figuras gradas do PSD a criticarem outras figuras do partido, nomeadamente o Governo e os seus ministros. No PS não há sequer uma amostra disso e no CDS as críticas seguem-se invariavelmente do abandono do partido.
O PSD, e em menor grau o BE, é um caso único de liberdade de expressão em Portugal.
sábado, 18 de julho de 2015
sexta-feira, 17 de julho de 2015
ADSE e prejuizo
O Partido Socialista e o seu líder António Costa estão indignados porque a ADSE deixou de dar prejuízo.
Pedem explicações atrás de explicações.
O Tribunal de Contas, quase tão mau como o Tribunal Constitucional, pela voz dos seus burocratas que nunca criaram um empresa também se indigna com a falta de prejuízo do dito seguro de saúde.
Se acabam os prejuízos como é que se leva o país outra vez para a bancarrota?
Pedem explicações atrás de explicações.
O Tribunal de Contas, quase tão mau como o Tribunal Constitucional, pela voz dos seus burocratas que nunca criaram um empresa também se indigna com a falta de prejuízo do dito seguro de saúde.
Se acabam os prejuízos como é que se leva o país outra vez para a bancarrota?
A diferença entre a Igreja e o PS
O PS e seus apoiantes, incluindo vários Bastonários da Ordem dos Advogados, declararam as denúncias anónimas de crimes de altos membros do governo de Guterres e Sócrates como anti-éticas.
A diocese de Coimbra pede a denúncia anónima ou não de crimes de pedofilia por membros da diocese.
Um dos dois está do lado das vítimas e o outro do lado dos criminosos.
Quem é quem?
Fair enough
She listened, and she gave her opinion, and I think that is fair enough, 14-year-old Palestian girl Reem says a day after German leader's, Angela Merkel, response.
Correr com eles, diz o novo animal feroz.
António Costa continua a revelar que por debaixo daquele véu delicodoce demagogo que foi mantendo na televisão está uma alma pequenina e vingativa. A última aquisição da sua linguagem é que vai "correr com eles".
Eles quem? Os corruptos que tomaram conta do país como Vara e o preso 44? A película de sanguessugas quem impede o país de crescer, como os banqueiros e os pseudo PINs que o PS sempre protegeu?
Não. Para Costa "eles" são quem discorda do PS e a sua incompetência que faliu o país, da sua duplicidade de quem diz que pediu dinheiro emprestado porque a Merkel e vizinhos sugeriram que assim fosse, mas essas opiniões já não serviram quando se tratou de travar a espiral de endividamento e adotar o rigor para responder à desconfiança dos mercados.
Costa não afirma políticas, opções, estratégias. Costa quer correr com pessoas.
Infelizmente para Costa não se pode ser violento e moderado ao mesmo tempo e à medida que o desespero socialista aumenta, cai a máscara e surge o rosto Socrático dos putativos animais ferozes sedentos de deitar as mãos ao orçamento de Estado para o distribuir por novos GES. O PS Socrático voltou em peso e a ala Segurista já percebeu que vem aí o exílio de novo e por longos anos.
A sua linguagem não engana ninguém, mentindo quando acusa Passos de mentir, querendo "correr com eles" quando finge que "eles" são o PSD, mas na verdade são todos menos a própria máfia Socrática de que Costa continua a ser apenas o número dois.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Aldrabão acusa pessoa séria de mentir. Se calhar é falso.
Costa, o novo Batatoon, anda desvairado insultando diariamente o Senhor Primeiro Ministro.
O novo Batatoon, que parece ser muito amigo do Professor Nódoa que aí se arrasta declamando poemas, citando autores em rajada e jurando que há-de ser presidente (envergonhando os três tontos que tendo sido mesmo presidentes, decidiram apoiar o candidato do Livre), chama nomes ao Senhor Dr. Passos Coelho, principalmente diz que ele é um aldrabão.
Diz mais: afirma que sempre que o Senhor Primeiro Ministro fala devemos desconfiar que é aldrabice e dá como exemplo a ideia que o Senhor Dr. deu aos seus pares europeus sobre como resolver a última dificuldade que impedia o resgate à Grécia.
Acontece que essa intervenção portuguesa foi já confirmada por jornalistas internacionais (nomeadamente do Guardian) que acompanharam a cimeira europeia.
Portanto ou o Batatoon é ele o mentiroso (o que sendo amigo do Sócrates, o Falso, não espanta) ou é vítima duma fase de excitação. Os machistas chamavam a isso o "período" quando a excitada era do género feminino, mas isso já não se usa.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Costa e a Grécia
Há um levantamento de parte do Syriza que se recusa a aceitar aquilo que descreve (com boa verdade) como uma capitulação de Tsipras à Alemanha.
O Syriza vai partir-se, esboroar-se, e podemos agradecer isso a Merkel.
O Podemos em Espanha está em queda livre e agradecemos isso a Merkel.
O Costa dá saltinhos a dizer "fui eu, fui eu e o Hollande".
António Costa não é o nosso Bush com as suas gafes. António Costa é o Batatoon.
O Syriza vai partir-se, esboroar-se, e podemos agradecer isso a Merkel.
O Podemos em Espanha está em queda livre e agradecemos isso a Merkel.
O Costa dá saltinhos a dizer "fui eu, fui eu e o Hollande".
António Costa não é o nosso Bush com as suas gafes. António Costa é o Batatoon.
António Costa: acordo só foi possível graças aos socialistas europeus
Sim, claro.
Sendo um acordo subscrito por unanimidade só se podia alcançar com a concordância de todos, desde o Syriza de Tsipras à coligação de direita Finlandesa.
Mas essa é a parte formal.
A parte substancial, a austeridade maciça e a perda de soberania até em coisas pequenas, só foi possível porque o Syriza e muitos socialistas europeus ajoelharam à Sra Merkel que geriu muito bem os interesses contraditórios de parte mais inflexível do seu próprio partido e da pressão francesa. Muitos mas não todos, pois o SPD alemão manteve-se relativamente coerente.
Já o PS português dobrou a cabecinha à austeridade como um bom servo da gleba.
Costa, o oportunista indeciso, passa de defensor do Syriza a defensor de vergar o Syriza, sendo obrigado pela a Europa a mandar para o lixo a opinião do povo grego cinco dias depois de expressa e todo o seu programa eleitoral seis meses depois da eleição.
Com que valor fica a opinião referendária do povo grego, o famoso Oxi? Com o mesmo valor que tem a opinião do António Costa: zero.
#PorAcasoFoiIdeiaMinha
Ana Catarina Mendes defendeu oficiosamente o relevante papel do António Costa, o Oportunista Indeciso, na resolução do problema Grego.
Porquê? perguntará boquiaberto o primeiro incauto.
Por dois motivos.
Primeiro porque num intervalo daquela correria do Costa sempre atrás do Hollande para ver se aparecia nas fotografias, o Oportunista Indeciso reforçou que era preciso Unidade.
Segundo porque disse que era preciso um caminho alternativo e que esse era duplicar a austeridade grega.
Confesso que poracasodevetersidoideiadele.
Porquê? perguntará boquiaberto o primeiro incauto.
Por dois motivos.
Primeiro porque num intervalo daquela correria do Costa sempre atrás do Hollande para ver se aparecia nas fotografias, o Oportunista Indeciso reforçou que era preciso Unidade.
Segundo porque disse que era preciso um caminho alternativo e que esse era duplicar a austeridade grega.
Confesso que poracasodevetersidoideiadele.
domingo, 12 de julho de 2015
Genocidio de Srebrenica, limpeza étnica da Albânia e o Partido Socialista
Quando os Sérvios perpretraram o genocídio de Srebrenica e outras infâmias de que destaco a tentativa de limpeza étnica da Albânia, lembram-se o que diziam os Socialistas, os Comunistas, os Bloquistas "em potência", os Migueis Sousa Tavares e quejandos, dos agressores? E o que diziam dos que deram um murro na mesa para travar a agressão?
Lembram-se? É politicamente incorreto, incomoda, mas eu lembro.
Já agora recordo um comentário que escrevi sobre um artigo que o menino família Miguel Sousa Tavares escreveu no Público, intitulado A Derrota Moral do Ocidente e em que atacava não os genocidas mas os democratas que diziam não aos genocidas e que o Público recusou publicar, como seria de esperar (Balsemão não dorme).
A Besta segundo Miguel Sousa Tavares
Num
artigo intitulado ‘A derrota moral do Ocidente’, o Dr. Miguel Sousa Tavares
manifestou um conjunto de opiniões curiosas, servido por frases fortes, que
merecem alguma descodificação e para o qual pretendo contribuir com o seguinte
Breviário para os leitores menos atentos:
Guerra-Cobarde – De evitar; as
convenções internacionais deveriam determinar um número mínimo de baixas para
qualquer das partes envolvidas em conflito armado, mau grado a justeza das
causas envolvidas. Caso não se verificassem durante o decorrer do conflito as
contas ajustar-se-iam no fim deste ou anualmente, no caso de conflitos
prolongados. O princípio seria progressivamente estendido a todo o uso da força
– por exemplo, os polícias seriam sempre condenados a uma fracção da pena de
prisão imposta aos criminosos que prendessem.
Inimigo-Soterrado-que-Maldiz-o-Céu – Forças militares e
paramilitares sérvias (FMPS) que se desenterram, com frequência acima da
desejável, para esvaziar uma nação dos seus habitantes de superfície; Variante
de : ‘Inimigo Soterrador’ – FMPS dedicadas á organização e execução de
atrocidades várias, soterrando depois boa parte das vítimas.
Guerra-Cobarde-Que-Não-Atinge-Alvos-Militares – Sentido lato de Guerra-Cobarde-Que-Não-Atinge-Militares-Alvo;
Inclui a destruição de pontes por onde os militares inimigos já tinham dito que
não passariam sem avisar, e outras acções quejandas. Não aconteceu nas guerras
anteriores (é uma invenção dos americanos).
Guerra-Moralmente-Insustentável-I – A que pode vir a
permitir que uma velha nação perseguida se autodetermine, conforme a vontade do
seu povo (uma futura reunificação da nação albanesa é ‘ilegítima’ porque sim).
Guerra-Moralmente-Insustentável-II – A que dispensa a geografia e proclama o Kosovo bem mais
perto de Moscovo que a Turquia, a Polónia ou a Hungria e depois lhe assenta com
bases americanas em cima, vigiando de perto a temível Belgrado (detentora da
bomba atónita).
Guerra-Moralmente-Insustentável-III – A que acha que a
Produção, Realização e Apresentação mundial da limpeza étnica dos albaneses
estava em curso debaixo dos olhos impotentes dos observadores da OSCE, bem
antes da entrada em cena da NATO, e que continua ainda, executada pelas mesmas
mãos comandadas pela mesma vontade, afinal de contas ainda não tão soterradas
como isso.
Milosevic-Oferece-Tudo – Mas... não foi você
quem disse que ainda não desaprendeu de reconhecer a Besta quando a sente, Dr.
MST?
Censura-À-Bomba – Uma boa expressão
para traduzir uma ideia razoável, mas que ainda assim não salva o seu artigo.
P.S.
– vem Pior de Seguida
Argumentação-Entre-o-Ridículo-e-o-Terrorista – Aquela que zurze a dos donos da verdade.
Generais-Babados-De-Prazer-Enquanto-Disparam-E-Adolescentes-Serial-Killers –Tem a ver com o Kosovo. Tem a ver. Tem de ter a ver.
Cruzada-Americana-Pela-Virtude-Que-Extravasou – Coisa nova;
rever a constituição americana e a retórica dos Ianques durante a 2ª Guerra
Mundial, para se perceber como é recente esta cruzada pela virtude cívica e
política.
Americanos-A-Defender-Os-Muçulmanos-Do-Kosovo – Impensável; ignorância profunda dos que não vêem que os
Estados Unidos só defendem quem bebe Coca Cola e jura fidelidade à Bíblia, com
a possível excepção dos Bósnios que é sabido serem Budistas (além disso são os
Judeus que mandam na América e os Judeus não gostam de muçulmanos como os
Albaneses ou os Turcos).
Os-Maus-Que-São-Sempre-os-Outros – Nem tanto, pois o seu artigo é mau e é dos nossos.
A Besta – Gostaria de saber como, após anos de múltiplas
estratégias diplomáticas, se trava a Besta que se sente, já agora com alguns
exemplos históricos a comprovar a bondade da solução proposta (por favor não
incluir as velhas histórias de Timor e dos Curdos, pois todos sabemos que I) a História ainda está a ser escrita e II)
o facto da justiça não conseguir prender todos os criminosos não é razão para
deixar escapar os que se apanham).
Para-Terminar – MST tem contribuído muitas vezes para o debate de questões
relevantes com opiniões corajosas e esclarecidas. Desta vez esteve a grande
distância da razão.
Número dois de Sócrates acusa Passos Coelho de ser desonesto
António Costa, número dois de Sócrates, protetor de Paulo Pedroso e membro da tropa fandanga em que pontua Armando Vara, o putativo saca-milhões, acusa Passos de ter dois programas eleitorais:
Um que apresenta publicamente.
Outro que é secreto mas em que se sabe estar incluída a diminuição do valor das pensões.
António Costa, número dois de Sócrates, amigalhaço dos Ferros Rodrigues e dos Júdices, não apresenta provas de tal acusação. Quer dizer ele tem uma prova que dificilmente é ultrapassável: quando olha ao espelho vê um cobarde político e um oportunista. Ora esse tipo que aparece no espelho não pode por definição ser pior que o resto da malta. Daí que Passos não possa ser melhor que ele.
Sendo ele próprio politicamente desonesto, dizendo ele o que for preciso dizer para ganhar votos, Passos há de ser o quê?
Aos olhos dos desonestos não pode haver ninguém decente.
sábado, 11 de julho de 2015
Estrela Serrano, via Insurgente
Vergonhoso o artigo de Serrano em que esta acusa Passos Coelho de andar a mostrar a mulher doente com um cancro para ganhar votos.
Revelador de uma indiferença sem nome para com o valor da vida humana, de um facciosismo que gera repulsa, de uma falta de reconhecimento da coragem pessoal de uma pessoa com o recato da mulher de Passos que é prova da sua própria cobardia pessoal.
Serrano podia ter sido ministra de Sócrates e de Costa. Tem estatuto ético para tanto.
Grécia: fora de controlo
O referendo tornou a crise grega uma coisa fora de controlo.
O povo grego votou contra o acordo. Não foi apenas Tsipras que fez zig-zag. A nação grega votou contra.
Seria inteiramente anti-democrático para a europa assinar um acordo com um governo que trai a vontade do povo grego.
A "vitória da democracia contra a austeridade" como dizia a extrema esquerda portuguesa, torna a assinatura de um plano de austeridade por parte de Tsipras não apenas ilegal e não apenas uma farsa, torna-a inadmissível.
Para os Gregos é fácil: Oxi vira Nai e Nai vira Oxi à velocidade da luz. Para os Portugueses e Espanhóis seria fácil. Mentir é normal.
Para os europeus do norte é muito difícil. O povo grego podia não ter sido convocado a pronunciar-se por Tsipras e Varoufakis. Mas foi.
E disse Oxi.
Costa e o caso António José Seguro: Oportunista ou Vingativo?
Há elementos no percurso recente de Costa que provam que o Sr. é um oportunista, como já o era Sócrates (um oportunista sem ideologia, como explicou o socialista "Liberation").
Há também elementos que apontam no sentido de, apesar do tom conciliatório oficial, o Sr. ter um impulso vingativo sobre quem não é amansado pela retórica e lhe mantém críticas. O não ter convidado o seu opositor interno TóZero Seguro para a lista de deputados é mais um facto que aponta para a mesquinhez do barão rosa.
Levanta-se assim a questão: trata-se de um oportunista como Sócrates ou de um vingativo como Cavaco?
Julgo que nenhuma destas caracterizações explica Costa, mas não excluo a hipótese sintética de ser um homenzinho oportunista E vingativo.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Oxi explicado ao ritmo do cantar alentejano
Seria interessante ver aquelas quatro senhoras estridentes, Heloísa Apolónia, Ana Drago, Joana Amaral Dias e Catarina Martins, conterem as hormonas aos saltos e explicarem-nos num musical (talvez ao ritmo de um cantar alentejano), porque é que votar Oxi e fazer Nai é uma grande vitória da democracia grega.
Também podia entrar o Jerónimo de Sousa mascarado de Catarina Eufémia se for indispensável serem cinco para serem considerados oficialmente um coro.
Aí, sim, se nos dessem melhor música perceberíamos a grande derrota dos defensores da austeridade.
Aí, sim, se nos dessem melhor música perceberíamos a grande derrota dos defensores da austeridade.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Tsipras de joelhos?
Tsipras aparentemente caiu de joelhos, cedendo em toda a linha, aceitando um corte nas pensões e um aumento do IVA (sem aumento descabelado do IRC) no contexto de um terceiro resgate e deixando que a diminuição da dívida so ocorra num segundo tempo depois de a Grécia provar que cumpre.
Um novo corte de pensões e um novo aumento do IVA.
Era isso que significava em Portugal o segundo resgate para que o PS nos empurrava.
Safámo-nos do PS a tempo.
Um novo corte de pensões e um novo aumento do IVA.
Era isso que significava em Portugal o segundo resgate para que o PS nos empurrava.
Safámo-nos do PS a tempo.
Tsipras, e a esquizofrenia da Grécia
Tsipras apela a que a Europa salve os Bancos Gregos, que est\ao na fase final de colapso.
Isto ao mesmo tempo que critica a Europa por ter salvo os bancos (principalmente os alemães que aliás perderam muito mais que os bancos portugueses com os empréstimos perdoados à Grécia).
Para uma pessoa normal, com uma cultura política média, impedir o colapso dos grandes bancos é um dever do estado. Sem bancos não há economia moderna. Sem bancos volta-se à Idade Média.
A Europa salvou os bancos e salvou a Grécia e é vituperada por isso por Tsipras.
Agora, com uma conversa esquizóide, propõe no PE que a Europa salve os Bancos (gregos) e a Grécia.
Vale tudo para o homem que ri muito.
terça-feira, 7 de julho de 2015
Hollande lidera
Como ninguém sabe se, após o circo plebiscitário do espasmo referendário grego, Tsipras volta uma vez mais atrás, como é costume (talvez com o apoio que agora tem de todos os partidos gregos, os mais radicais de entre os radicais do Syriza deixem de o ameaçar com eficácia internamente), há uma corrida entre alguns líderes europeus para não ficarem com a imagem colada à saída da Grécia que todos desejam.
A saída da Grécia do euro gera um fenómeno que eu descrevo como "tipo bomba atómica". No tempo em que ocorrer terá o apoio da esmagadora maioria dos europeus. Mas passado um tempo, à medida que as imagens da miséria de Atenas encherem os media, o povo vai mudar de sentimento, vai esquecer seletivamente o que levou ao suicídio grego e vai procurar bodes expiatórios.
Nessa altura ninguém vai querer ficar com o rótulo do dirigente que correu com a Grécia.
Esse risco de imagem, mesmo não sendo certo que seja duradouro, alimenta a fachada das doces palavras dos dirigentes dos governos da europa.
Ora nesta corrida Hollande e Sapin têm liderado, passando a perna a Merkel.
Ora nesta corrida Hollande e Sapin têm liderado, passando a perna a Merkel.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Saída da Grécia
Ou a Grécia cede e faz, depois do Não, muito mais reformas do que as que recusou antes do Não, o que não é impossível mas é altamente improvável ou sairá do euro e voltará ao Dracma. Para tais reformas Tsipras teria de conseguir encontrar na oposição deputados que substituíssem os do Syriza que o abandonariam ou cairia.
Apesar da imprevisibilidade, o que parece estar a acontecer é o seguinte: a Europa quer que a Grécia saia do Euro mas quer que pareça que isso sucede por culpa dos Gregos. Nem Merkel, nem Holland querem que os seus nomes fiquem ligados a essa decisão pois a fome e a miséria que aí vêem ser-lhes-iam imputados para sempre.
A Grécia, parece, terá de sair mas ninguém quer aparecer na fotografia do seu empurrão.
A coisa demorará um certo tempo e terão de se ter certos cuidados teatrais, portanto.
Asiáticos
Quando a Grécia venceu o campeonato europeu de futebol fui assistir aos seus festejos em Lisboa. Para meu espanto eram festejos ululantes de gente que cantava em coro como os russos e outros povos do oriente. Não era cada um expressando-se segundo a sua alma. Funcionavam em bloco, massas humanas como se fossem um organismo só.
Apesar dos rostos europeus o seu comportamento pareceu-me mais asiático que ocidental.
Agora enquanto dançavam e cantavam em coro na praça Syntagma em Atenas, jornalistas portugueses perguntavam a grego após grego: e amanhã vai ser um dia melhor?
A resposta era sempre a mesma: amanhã não sei mas hoje danço.
Pois.
Leiam "O Jogador" de Dostoievski e perceberão quem pensa no dia de amanhã e no dia de depois de amanhã: os ocidentais e os alemães.
Hoje os Gregos dançam e amanhã os Gregos choram.
Tomates têm. Cérebro não.
Os gregos podem ter saído do império Otomano, mas o império Otomano não saiu de dentro dos gregos.
A vida continua.
Os gregos podem ter saído do império Otomano, mas o império Otomano não saiu de dentro dos gregos.
A vida continua.
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