Há um levantamento de parte do Syriza que se recusa a aceitar aquilo que descreve (com boa verdade) como uma capitulação de Tsipras à Alemanha.
O Syriza vai partir-se, esboroar-se, e podemos agradecer isso a Merkel.
O Podemos em Espanha está em queda livre e agradecemos isso a Merkel.
O Costa dá saltinhos a dizer "fui eu, fui eu e o Hollande".
António Costa não é o nosso Bush com as suas gafes. António Costa é o Batatoon.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
António Costa: acordo só foi possível graças aos socialistas europeus
Sim, claro.
Sendo um acordo subscrito por unanimidade só se podia alcançar com a concordância de todos, desde o Syriza de Tsipras à coligação de direita Finlandesa.
Mas essa é a parte formal.
A parte substancial, a austeridade maciça e a perda de soberania até em coisas pequenas, só foi possível porque o Syriza e muitos socialistas europeus ajoelharam à Sra Merkel que geriu muito bem os interesses contraditórios de parte mais inflexível do seu próprio partido e da pressão francesa. Muitos mas não todos, pois o SPD alemão manteve-se relativamente coerente.
Já o PS português dobrou a cabecinha à austeridade como um bom servo da gleba.
Costa, o oportunista indeciso, passa de defensor do Syriza a defensor de vergar o Syriza, sendo obrigado pela a Europa a mandar para o lixo a opinião do povo grego cinco dias depois de expressa e todo o seu programa eleitoral seis meses depois da eleição.
Com que valor fica a opinião referendária do povo grego, o famoso Oxi? Com o mesmo valor que tem a opinião do António Costa: zero.
#PorAcasoFoiIdeiaMinha
Ana Catarina Mendes defendeu oficiosamente o relevante papel do António Costa, o Oportunista Indeciso, na resolução do problema Grego.
Porquê? perguntará boquiaberto o primeiro incauto.
Por dois motivos.
Primeiro porque num intervalo daquela correria do Costa sempre atrás do Hollande para ver se aparecia nas fotografias, o Oportunista Indeciso reforçou que era preciso Unidade.
Segundo porque disse que era preciso um caminho alternativo e que esse era duplicar a austeridade grega.
Confesso que poracasodevetersidoideiadele.
Porquê? perguntará boquiaberto o primeiro incauto.
Por dois motivos.
Primeiro porque num intervalo daquela correria do Costa sempre atrás do Hollande para ver se aparecia nas fotografias, o Oportunista Indeciso reforçou que era preciso Unidade.
Segundo porque disse que era preciso um caminho alternativo e que esse era duplicar a austeridade grega.
Confesso que poracasodevetersidoideiadele.
domingo, 12 de julho de 2015
Genocidio de Srebrenica, limpeza étnica da Albânia e o Partido Socialista
Quando os Sérvios perpretraram o genocídio de Srebrenica e outras infâmias de que destaco a tentativa de limpeza étnica da Albânia, lembram-se o que diziam os Socialistas, os Comunistas, os Bloquistas "em potência", os Migueis Sousa Tavares e quejandos, dos agressores? E o que diziam dos que deram um murro na mesa para travar a agressão?
Lembram-se? É politicamente incorreto, incomoda, mas eu lembro.
Já agora recordo um comentário que escrevi sobre um artigo que o menino família Miguel Sousa Tavares escreveu no Público, intitulado A Derrota Moral do Ocidente e em que atacava não os genocidas mas os democratas que diziam não aos genocidas e que o Público recusou publicar, como seria de esperar (Balsemão não dorme).
A Besta segundo Miguel Sousa Tavares
Num
artigo intitulado ‘A derrota moral do Ocidente’, o Dr. Miguel Sousa Tavares
manifestou um conjunto de opiniões curiosas, servido por frases fortes, que
merecem alguma descodificação e para o qual pretendo contribuir com o seguinte
Breviário para os leitores menos atentos:
Guerra-Cobarde – De evitar; as
convenções internacionais deveriam determinar um número mínimo de baixas para
qualquer das partes envolvidas em conflito armado, mau grado a justeza das
causas envolvidas. Caso não se verificassem durante o decorrer do conflito as
contas ajustar-se-iam no fim deste ou anualmente, no caso de conflitos
prolongados. O princípio seria progressivamente estendido a todo o uso da força
– por exemplo, os polícias seriam sempre condenados a uma fracção da pena de
prisão imposta aos criminosos que prendessem.
Inimigo-Soterrado-que-Maldiz-o-Céu – Forças militares e
paramilitares sérvias (FMPS) que se desenterram, com frequência acima da
desejável, para esvaziar uma nação dos seus habitantes de superfície; Variante
de : ‘Inimigo Soterrador’ – FMPS dedicadas á organização e execução de
atrocidades várias, soterrando depois boa parte das vítimas.
Guerra-Cobarde-Que-Não-Atinge-Alvos-Militares – Sentido lato de Guerra-Cobarde-Que-Não-Atinge-Militares-Alvo;
Inclui a destruição de pontes por onde os militares inimigos já tinham dito que
não passariam sem avisar, e outras acções quejandas. Não aconteceu nas guerras
anteriores (é uma invenção dos americanos).
Guerra-Moralmente-Insustentável-I – A que pode vir a
permitir que uma velha nação perseguida se autodetermine, conforme a vontade do
seu povo (uma futura reunificação da nação albanesa é ‘ilegítima’ porque sim).
Guerra-Moralmente-Insustentável-II – A que dispensa a geografia e proclama o Kosovo bem mais
perto de Moscovo que a Turquia, a Polónia ou a Hungria e depois lhe assenta com
bases americanas em cima, vigiando de perto a temível Belgrado (detentora da
bomba atónita).
Guerra-Moralmente-Insustentável-III – A que acha que a
Produção, Realização e Apresentação mundial da limpeza étnica dos albaneses
estava em curso debaixo dos olhos impotentes dos observadores da OSCE, bem
antes da entrada em cena da NATO, e que continua ainda, executada pelas mesmas
mãos comandadas pela mesma vontade, afinal de contas ainda não tão soterradas
como isso.
Milosevic-Oferece-Tudo – Mas... não foi você
quem disse que ainda não desaprendeu de reconhecer a Besta quando a sente, Dr.
MST?
Censura-À-Bomba – Uma boa expressão
para traduzir uma ideia razoável, mas que ainda assim não salva o seu artigo.
P.S.
– vem Pior de Seguida
Argumentação-Entre-o-Ridículo-e-o-Terrorista – Aquela que zurze a dos donos da verdade.
Generais-Babados-De-Prazer-Enquanto-Disparam-E-Adolescentes-Serial-Killers –Tem a ver com o Kosovo. Tem a ver. Tem de ter a ver.
Cruzada-Americana-Pela-Virtude-Que-Extravasou – Coisa nova;
rever a constituição americana e a retórica dos Ianques durante a 2ª Guerra
Mundial, para se perceber como é recente esta cruzada pela virtude cívica e
política.
Americanos-A-Defender-Os-Muçulmanos-Do-Kosovo – Impensável; ignorância profunda dos que não vêem que os
Estados Unidos só defendem quem bebe Coca Cola e jura fidelidade à Bíblia, com
a possível excepção dos Bósnios que é sabido serem Budistas (além disso são os
Judeus que mandam na América e os Judeus não gostam de muçulmanos como os
Albaneses ou os Turcos).
Os-Maus-Que-São-Sempre-os-Outros – Nem tanto, pois o seu artigo é mau e é dos nossos.
A Besta – Gostaria de saber como, após anos de múltiplas
estratégias diplomáticas, se trava a Besta que se sente, já agora com alguns
exemplos históricos a comprovar a bondade da solução proposta (por favor não
incluir as velhas histórias de Timor e dos Curdos, pois todos sabemos que I) a História ainda está a ser escrita e II)
o facto da justiça não conseguir prender todos os criminosos não é razão para
deixar escapar os que se apanham).
Para-Terminar – MST tem contribuído muitas vezes para o debate de questões
relevantes com opiniões corajosas e esclarecidas. Desta vez esteve a grande
distância da razão.
Número dois de Sócrates acusa Passos Coelho de ser desonesto
António Costa, número dois de Sócrates, protetor de Paulo Pedroso e membro da tropa fandanga em que pontua Armando Vara, o putativo saca-milhões, acusa Passos de ter dois programas eleitorais:
Um que apresenta publicamente.
Outro que é secreto mas em que se sabe estar incluída a diminuição do valor das pensões.
António Costa, número dois de Sócrates, amigalhaço dos Ferros Rodrigues e dos Júdices, não apresenta provas de tal acusação. Quer dizer ele tem uma prova que dificilmente é ultrapassável: quando olha ao espelho vê um cobarde político e um oportunista. Ora esse tipo que aparece no espelho não pode por definição ser pior que o resto da malta. Daí que Passos não possa ser melhor que ele.
Sendo ele próprio politicamente desonesto, dizendo ele o que for preciso dizer para ganhar votos, Passos há de ser o quê?
Aos olhos dos desonestos não pode haver ninguém decente.
sábado, 11 de julho de 2015
Estrela Serrano, via Insurgente
Vergonhoso o artigo de Serrano em que esta acusa Passos Coelho de andar a mostrar a mulher doente com um cancro para ganhar votos.
Revelador de uma indiferença sem nome para com o valor da vida humana, de um facciosismo que gera repulsa, de uma falta de reconhecimento da coragem pessoal de uma pessoa com o recato da mulher de Passos que é prova da sua própria cobardia pessoal.
Serrano podia ter sido ministra de Sócrates e de Costa. Tem estatuto ético para tanto.
Grécia: fora de controlo
O referendo tornou a crise grega uma coisa fora de controlo.
O povo grego votou contra o acordo. Não foi apenas Tsipras que fez zig-zag. A nação grega votou contra.
Seria inteiramente anti-democrático para a europa assinar um acordo com um governo que trai a vontade do povo grego.
A "vitória da democracia contra a austeridade" como dizia a extrema esquerda portuguesa, torna a assinatura de um plano de austeridade por parte de Tsipras não apenas ilegal e não apenas uma farsa, torna-a inadmissível.
Para os Gregos é fácil: Oxi vira Nai e Nai vira Oxi à velocidade da luz. Para os Portugueses e Espanhóis seria fácil. Mentir é normal.
Para os europeus do norte é muito difícil. O povo grego podia não ter sido convocado a pronunciar-se por Tsipras e Varoufakis. Mas foi.
E disse Oxi.
Costa e o caso António José Seguro: Oportunista ou Vingativo?
Há elementos no percurso recente de Costa que provam que o Sr. é um oportunista, como já o era Sócrates (um oportunista sem ideologia, como explicou o socialista "Liberation").
Há também elementos que apontam no sentido de, apesar do tom conciliatório oficial, o Sr. ter um impulso vingativo sobre quem não é amansado pela retórica e lhe mantém críticas. O não ter convidado o seu opositor interno TóZero Seguro para a lista de deputados é mais um facto que aponta para a mesquinhez do barão rosa.
Levanta-se assim a questão: trata-se de um oportunista como Sócrates ou de um vingativo como Cavaco?
Julgo que nenhuma destas caracterizações explica Costa, mas não excluo a hipótese sintética de ser um homenzinho oportunista E vingativo.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Oxi explicado ao ritmo do cantar alentejano
Seria interessante ver aquelas quatro senhoras estridentes, Heloísa Apolónia, Ana Drago, Joana Amaral Dias e Catarina Martins, conterem as hormonas aos saltos e explicarem-nos num musical (talvez ao ritmo de um cantar alentejano), porque é que votar Oxi e fazer Nai é uma grande vitória da democracia grega.
Também podia entrar o Jerónimo de Sousa mascarado de Catarina Eufémia se for indispensável serem cinco para serem considerados oficialmente um coro.
Aí, sim, se nos dessem melhor música perceberíamos a grande derrota dos defensores da austeridade.
Aí, sim, se nos dessem melhor música perceberíamos a grande derrota dos defensores da austeridade.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Tsipras de joelhos?
Tsipras aparentemente caiu de joelhos, cedendo em toda a linha, aceitando um corte nas pensões e um aumento do IVA (sem aumento descabelado do IRC) no contexto de um terceiro resgate e deixando que a diminuição da dívida so ocorra num segundo tempo depois de a Grécia provar que cumpre.
Um novo corte de pensões e um novo aumento do IVA.
Era isso que significava em Portugal o segundo resgate para que o PS nos empurrava.
Safámo-nos do PS a tempo.
Um novo corte de pensões e um novo aumento do IVA.
Era isso que significava em Portugal o segundo resgate para que o PS nos empurrava.
Safámo-nos do PS a tempo.
Tsipras, e a esquizofrenia da Grécia
Tsipras apela a que a Europa salve os Bancos Gregos, que est\ao na fase final de colapso.
Isto ao mesmo tempo que critica a Europa por ter salvo os bancos (principalmente os alemães que aliás perderam muito mais que os bancos portugueses com os empréstimos perdoados à Grécia).
Para uma pessoa normal, com uma cultura política média, impedir o colapso dos grandes bancos é um dever do estado. Sem bancos não há economia moderna. Sem bancos volta-se à Idade Média.
A Europa salvou os bancos e salvou a Grécia e é vituperada por isso por Tsipras.
Agora, com uma conversa esquizóide, propõe no PE que a Europa salve os Bancos (gregos) e a Grécia.
Vale tudo para o homem que ri muito.
terça-feira, 7 de julho de 2015
Hollande lidera
Como ninguém sabe se, após o circo plebiscitário do espasmo referendário grego, Tsipras volta uma vez mais atrás, como é costume (talvez com o apoio que agora tem de todos os partidos gregos, os mais radicais de entre os radicais do Syriza deixem de o ameaçar com eficácia internamente), há uma corrida entre alguns líderes europeus para não ficarem com a imagem colada à saída da Grécia que todos desejam.
A saída da Grécia do euro gera um fenómeno que eu descrevo como "tipo bomba atómica". No tempo em que ocorrer terá o apoio da esmagadora maioria dos europeus. Mas passado um tempo, à medida que as imagens da miséria de Atenas encherem os media, o povo vai mudar de sentimento, vai esquecer seletivamente o que levou ao suicídio grego e vai procurar bodes expiatórios.
Nessa altura ninguém vai querer ficar com o rótulo do dirigente que correu com a Grécia.
Esse risco de imagem, mesmo não sendo certo que seja duradouro, alimenta a fachada das doces palavras dos dirigentes dos governos da europa.
Ora nesta corrida Hollande e Sapin têm liderado, passando a perna a Merkel.
Ora nesta corrida Hollande e Sapin têm liderado, passando a perna a Merkel.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Saída da Grécia
Ou a Grécia cede e faz, depois do Não, muito mais reformas do que as que recusou antes do Não, o que não é impossível mas é altamente improvável ou sairá do euro e voltará ao Dracma. Para tais reformas Tsipras teria de conseguir encontrar na oposição deputados que substituíssem os do Syriza que o abandonariam ou cairia.
Apesar da imprevisibilidade, o que parece estar a acontecer é o seguinte: a Europa quer que a Grécia saia do Euro mas quer que pareça que isso sucede por culpa dos Gregos. Nem Merkel, nem Holland querem que os seus nomes fiquem ligados a essa decisão pois a fome e a miséria que aí vêem ser-lhes-iam imputados para sempre.
A Grécia, parece, terá de sair mas ninguém quer aparecer na fotografia do seu empurrão.
A coisa demorará um certo tempo e terão de se ter certos cuidados teatrais, portanto.
Asiáticos
Quando a Grécia venceu o campeonato europeu de futebol fui assistir aos seus festejos em Lisboa. Para meu espanto eram festejos ululantes de gente que cantava em coro como os russos e outros povos do oriente. Não era cada um expressando-se segundo a sua alma. Funcionavam em bloco, massas humanas como se fossem um organismo só.
Apesar dos rostos europeus o seu comportamento pareceu-me mais asiático que ocidental.
Agora enquanto dançavam e cantavam em coro na praça Syntagma em Atenas, jornalistas portugueses perguntavam a grego após grego: e amanhã vai ser um dia melhor?
A resposta era sempre a mesma: amanhã não sei mas hoje danço.
Pois.
Leiam "O Jogador" de Dostoievski e perceberão quem pensa no dia de amanhã e no dia de depois de amanhã: os ocidentais e os alemães.
Hoje os Gregos dançam e amanhã os Gregos choram.
Tomates têm. Cérebro não.
Os gregos podem ter saído do império Otomano, mas o império Otomano não saiu de dentro dos gregos.
A vida continua.
Os gregos podem ter saído do império Otomano, mas o império Otomano não saiu de dentro dos gregos.
A vida continua.
O colapso
Ao contrário do que todas as pessoas pensavam na europa o Sim perdeu na Grécia. O Não ganhou por larga margem.
Ao contrário do pensamento perturbado de muita gente, Merkel sabe que o que decidir sobre a Grécia será decisivo sobre o percurso de Espanha. Os contribuintes Alemães e Franceses têm dinheiro para sustentar a Grécia sem que esta tenha de trabalhar, mas não conseguem sustentar a Grécia, Portugal e a Espanha.
A Grécia colapsará
sábado, 4 de julho de 2015
Costa, o doce indeciso
António Costa quer ganhar as eleições. Quer ser primeiro-ministro.
Isso é normal.
António Costa é infelizmente um neo-indeciso. Parecia a alguns no passado que o Sr. sabia o queria e esses alguns multiplicaram-se em elogios em relação a este político. Para onde foi essa postura?
Morreu vítima do oportunismo. Costa sabe o que quer, mas muito mais do que quer para o país quer ganhar as eleições. As suas pobres convicções soçobram perante a vontade de ganhar.
Bonito, bonito é vencer explicou um dia o velho Soares.
Costa quer vencer e tudo desaparece perante essa vontade seminal. Como está sequioso por ganhar vantagem vai apoiando ao sabor do vento o que parece a cada momento estar na moda. Só que a moda muda mais depressa que o nosso esquecimento.
Costa já foi pró-Syriza e já foi anti-Syriza. Deu-se mal e passou a imagem de um tonto. Agora teve uma ideia: apesar da Grécia estar em negociação com a europa e ser isso o cerne do referendo, Costa diz que não emite opinião a bem do respeito pela soberania grega. Como não é primeiro ministro, mas apenas um político nós percebemos de imediato o problema dele:
Costa não sabe quem ganha o referendo, apesar de suspeitar que vai ganhar o sim. Se ganhar o sim não sabe que dimensão vai ganhar a histeria da esquerda contra a "chantagem" europeia. Por isso cala-se. Se soubesse o que iria suceder, o oportunista tiraria desde já vantagem disso. Mas não sabe. Como não tem autenticidade cala-se para, no fim do jogo fazer então prognósticos e tentar navegar a onda.
Costa é adocicado no estilo, mas demasiado indeciso para ser primeiro-ministro.
Infelizmente esse defeito é pequeno quando comparado ao nosso principal problema: impedir que os amigos de Sócrates e Costa se sentem à mesa do orçamento a dividir o dinheiro dos nossos impostos.
Pacheco Pereira: um bom sinal
Leiam por favor o post colocado hoje no Abrupto por PP.
O desespero que leva à insensatez do inimigo figadal de Passos Coelho é sinal de duas coisas:
PP acha que o Sim vence na Grécia e a seguir Passos vence cá.
Está aflito, rasgando vestes e arrancando cabelos.
Bom sinal.
O desespero que leva à insensatez do inimigo figadal de Passos Coelho é sinal de duas coisas:
PP acha que o Sim vence na Grécia e a seguir Passos vence cá.
Está aflito, rasgando vestes e arrancando cabelos.
Bom sinal.
Grécia: Sim ou Não ao Euro e em que tempo
No curto prazo para nós o melhor seria a vitória do Não na Grécia. A saída da zona Euro levaria ao colapso da esquerda que aterroriza e mente à população desse país e mataria de vez o Podemos na vizinha Espanha.
A Europa cerraria fileiras em torno de Portugal e da Espanha e a nossa situação melhoraria bastante, após um susto que não duraria mais que curtas semanas.
O colapso da Grécia arrastaria a esquerda portuguesa, nomeadamente o pobre oportunista António Costa, para um mau resultado.
No curto prazo o melhor para a Grécia seria a vitória do Sim. O governo cairia, mesmo que não imediatamente. A esquerda portuguesa chiaria que houve chantagem da europa sobre a Grécia, mas a população saberia que essa chantagem também ocorreria sobre Portugal se seguíssemos o caminho da Grécia. A derrota da esquerda nativa ocorrerá quer ganhe o sim quer ganhe o não pois ambos são o confronto do bluff com a realidade, mas seria muito maior nos nossos tempos eleitorais se o não ganhasse.
A longo prazo ninguém sabe.
Se a Grécia se reformar e arregaçar as mangas pode sobreviver no euro. Se mantiver hábitos antigos tem de sair, idealmente a médio prazo - após a saída dos loucos.
Isto se o euro se continuar a reformar, como tem acontecido com Draghi. Nenhuma política monetária que só serve os interesses da Alemanha pode interessar a toda a Europa. Para nos servir precisamos de um dólar, não de um marco.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Presidente do PS quer libertar Sócrates se o partido ganhar as eleições. Pedroso concorda?
Para promover a separação de poderes e evitar pressões sobre a Justiça, o presidente do Partido Socialista Carlos César já esclareceu que tem como objectivo a libertação de Sócrates. Quem diz Sócrates diz qualquer outro dirigente de topo do PS acusado pelas autoridades de aproveitar os cargos que lhes permitem acesso ao dinheiro dos contribuintes para enriquecer.
Já imagino António Costa, César, Ferro Rodrigues, Galamba, Manuel Alegre, Paulo Pedroso e o Bloco de Esquerda a receberem em braços no Parlamento José Sócrates.
Como explicou no passado Manuel Alegre "não foi para isto que fizemos o 25 de Abril".
O regime no seu melhor.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Grécia: a loucura de um referendo que não muda nada porque já mudou tudo
O Sim à Europa vencerá na Grécia, mas a resposta europeia não mudará muito.
Isto num sentido contrário ao habitualmente ventilado na imprensa.
A Europa, mesmo aqueles que criticam o comportamento irresponsável dos Gregos na última década e que se agudizou recentemente, não tolerará o espetáculo dum colapso grego à Argentina. Isso é ainda mais impossível porque se tal acontecesse milhões de gregos migrariam para os países do norte mesmo que fosse para serem pobres e desempregados aí.
Tal como o Governo cedeu na Grécia, perdendo com isso definitivamente o referendo e por larga margem (perdê-lo-ia de qualquer forma), a Europa cederá.
A dívida grega será parcialmente abatida e a Europa arranjará forma de entrar dinheiro nesse país não apenas para pagar dívida mas para investir.
Berlim ganhou o jogo de póker com o governo de Tsipras porque não podia perder a Espanha para o Podemos.
O povo grego percebeu finalmente que tem de ser competitivo e haverá reformas estruturais.
Dinheiro chegará à Grécia em breve.
É inevitável.
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