sábado, 11 de julho de 2015

Estrela Serrano, via Insurgente

Vergonhoso o artigo de Serrano em que esta acusa Passos Coelho de andar a mostrar a mulher doente com um cancro para ganhar votos.

Revelador de uma indiferença sem nome para com o valor da vida humana, de um facciosismo que gera repulsa, de uma falta de reconhecimento da coragem pessoal de uma pessoa com o recato da mulher de Passos que é prova da sua própria cobardia pessoal.

Serrano podia ter sido ministra de Sócrates e de Costa. Tem estatuto ético para tanto.

Grécia: fora de controlo

O referendo tornou a crise grega uma coisa fora de controlo.

O povo grego votou contra o acordo. Não foi apenas Tsipras que fez zig-zag. A nação grega votou contra.

Seria inteiramente anti-democrático para a europa assinar um acordo com um governo que trai a vontade do povo grego.

A "vitória da democracia contra a austeridade" como dizia a extrema esquerda portuguesa, torna a assinatura de um plano de austeridade por parte de Tsipras não apenas ilegal e não apenas uma farsa, torna-a inadmissível.

Para os Gregos é fácil: Oxi vira Nai e Nai vira Oxi à velocidade da luz. Para os Portugueses e Espanhóis seria fácil. Mentir é normal.

Para os europeus do norte é muito difícil. O povo grego podia não ter sido convocado a pronunciar-se por Tsipras e Varoufakis. Mas foi.

E disse Oxi.

Costa e o caso António José Seguro: Oportunista ou Vingativo?

Há elementos no percurso recente de Costa que provam que o Sr. é um oportunista, como já o era Sócrates (um oportunista sem ideologia, como explicou o socialista "Liberation").

Há também elementos que apontam no sentido de, apesar do tom conciliatório oficial, o Sr. ter um impulso vingativo sobre quem não é amansado pela retórica e lhe mantém críticas. O não ter convidado o seu opositor interno TóZero Seguro para a lista de deputados é mais um facto que aponta para a mesquinhez do barão rosa.

Levanta-se assim a questão: trata-se de um oportunista como Sócrates ou de um vingativo como Cavaco?

Julgo que nenhuma destas caracterizações explica Costa, mas não excluo a hipótese sintética de ser  um homenzinho oportunista E vingativo.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Oxi explicado ao ritmo do cantar alentejano

Seria interessante ver aquelas quatro senhoras estridentes, Heloísa Apolónia, Ana Drago, Joana Amaral Dias e Catarina Martins, conterem as hormonas aos saltos e explicarem-nos num musical (talvez ao ritmo de um cantar alentejano), porque é que votar Oxi e fazer Nai é uma grande vitória da democracia grega.

Também podia entrar o Jerónimo de Sousa mascarado de Catarina Eufémia se for indispensável serem cinco para serem considerados oficialmente um coro.

Aí, sim, se nos dessem melhor música perceberíamos a grande derrota dos defensores da austeridade.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Tsipras de joelhos?

Tsipras aparentemente caiu de joelhos, cedendo em toda a linha, aceitando um corte nas pensões e um aumento do IVA (sem aumento descabelado do IRC) no contexto de um terceiro resgate e deixando que a diminuição da dívida so ocorra num segundo tempo depois de a Grécia provar que cumpre.

Um novo corte de pensões e um novo aumento do IVA.

Era isso que significava em Portugal o segundo resgate para que o PS nos empurrava.

Safámo-nos do PS a tempo.

Tsipras, e a esquizofrenia da Grécia

Tsipras apela a que a Europa salve os Bancos Gregos, que est\ao na fase final de colapso.

Isto ao mesmo tempo que critica a Europa por ter salvo os bancos (principalmente os alemães que aliás perderam muito mais que os bancos portugueses com os empréstimos perdoados à Grécia).

Para uma pessoa normal, com uma cultura política média, impedir o colapso dos grandes bancos é um dever do estado. Sem bancos não há economia moderna. Sem bancos volta-se à Idade Média.

A Europa salvou os bancos e salvou a Grécia e é vituperada por isso por Tsipras.

Agora, com uma conversa esquizóide, propõe no PE que a Europa salve os Bancos (gregos) e a Grécia.

Vale tudo para o homem que ri muito.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Hollande lidera

Como ninguém sabe se, após o circo plebiscitário do espasmo referendário grego, Tsipras volta uma vez mais atrás, como é costume (talvez com o apoio que agora tem de todos os partidos gregos, os mais radicais de entre os radicais do Syriza deixem de o ameaçar com eficácia internamente), há uma corrida entre alguns líderes europeus para não ficarem com a imagem colada à saída da Grécia que todos desejam.

A saída da Grécia do euro gera um fenómeno que eu descrevo como "tipo bomba atómica". No tempo em que ocorrer terá o apoio da esmagadora maioria dos europeus. Mas passado um tempo, à medida que as imagens da miséria de Atenas encherem os media, o povo vai mudar de sentimento, vai esquecer seletivamente o que levou ao suicídio grego e vai procurar bodes expiatórios. 

Nessa altura ninguém vai querer ficar com o rótulo do dirigente que correu com a Grécia.

Esse risco de imagem, mesmo não sendo certo que seja duradouro, alimenta a fachada das doces palavras dos dirigentes dos governos da europa.

Ora nesta corrida Hollande e Sapin têm liderado, passando a perna a Merkel.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Saída da Grécia

Ou a Grécia cede e faz, depois do Não, muito mais reformas do que as que recusou antes do Não, o que não é impossível mas é altamente improvável ou sairá do euro e voltará ao Dracma. Para tais reformas Tsipras teria de conseguir encontrar na oposição deputados que substituíssem os do Syriza que o abandonariam ou cairia.

Apesar da imprevisibilidade, o que parece estar a acontecer é o seguinte: a Europa quer que a Grécia saia do Euro mas quer que pareça que isso sucede por culpa dos Gregos. Nem Merkel, nem Holland querem que os seus nomes fiquem ligados a essa decisão pois a fome e a miséria que aí vêem ser-lhes-iam imputados para sempre.

A Grécia, parece, terá de sair mas ninguém quer aparecer na fotografia do seu empurrão.

A coisa demorará um certo tempo e terão de se ter certos cuidados teatrais, portanto.

Asiáticos

Quando a Grécia venceu o campeonato europeu de futebol fui assistir aos seus festejos em Lisboa. Para meu espanto eram festejos ululantes de gente que cantava em coro como os russos e outros povos do oriente. Não era cada um expressando-se segundo a sua alma. Funcionavam em bloco, massas humanas como se fossem um organismo só.

Apesar dos rostos europeus o seu comportamento pareceu-me mais asiático que ocidental.

Agora enquanto dançavam e cantavam em coro na praça Syntagma em Atenas, jornalistas portugueses perguntavam a grego após grego: e amanhã vai ser um dia melhor? 

A resposta era sempre a mesma: amanhã não sei mas hoje danço.

Pois.

Leiam "O Jogador" de Dostoievski e perceberão quem pensa no dia de amanhã e no dia de depois de amanhã: os ocidentais e os alemães.

Hoje os Gregos dançam e amanhã os Gregos choram.

Tomates têm. Cérebro não.

Os gregos podem ter saído do império Otomano, mas o império Otomano não saiu de dentro dos gregos.

A vida continua.

O colapso

Ao contrário do que todas as pessoas pensavam na europa o Sim perdeu na Grécia. O Não ganhou por larga margem.
Ao contrário do pensamento perturbado de muita gente, Merkel sabe que o que decidir sobre a Grécia será decisivo sobre o percurso de Espanha. Os contribuintes Alemães e Franceses têm dinheiro para sustentar a Grécia sem que esta tenha de trabalhar, mas não conseguem sustentar a Grécia, Portugal e a Espanha. 

A Grécia colapsará 

sábado, 4 de julho de 2015

Costa, o doce indeciso

António Costa quer ganhar as eleições. Quer ser primeiro-ministro.
Isso é normal.
António Costa é infelizmente um neo-indeciso. Parecia a alguns no passado que o Sr. sabia o queria e esses alguns multiplicaram-se em elogios em relação a este político. Para onde foi essa postura?

Morreu vítima do oportunismo. Costa sabe o que quer, mas muito mais do que quer para o país quer ganhar as eleições. As suas pobres convicções soçobram perante a vontade de ganhar.

Bonito, bonito é vencer explicou um dia o velho Soares.

Costa quer vencer e tudo desaparece perante essa vontade seminal. Como está sequioso por ganhar vantagem vai apoiando ao sabor do vento o que parece a cada momento estar na moda. Só que a moda muda mais depressa que o nosso esquecimento.

Costa já foi pró-Syriza e já foi anti-Syriza. Deu-se mal e passou a imagem de um tonto. Agora teve uma ideia: apesar da Grécia estar em negociação com a europa e ser isso o cerne do referendo, Costa diz que não emite opinião a bem do respeito pela soberania grega. Como não é primeiro ministro, mas apenas um político nós percebemos de imediato o problema dele:

Costa não sabe quem ganha o referendo, apesar de suspeitar que vai ganhar o sim. Se ganhar o sim não sabe que dimensão vai ganhar a histeria da esquerda contra a "chantagem" europeia. Por isso cala-se. Se soubesse o que iria suceder, o oportunista tiraria desde já vantagem disso. Mas não sabe. Como não tem autenticidade cala-se para, no fim do jogo fazer então prognósticos e tentar navegar a onda.

Costa é adocicado no estilo, mas demasiado indeciso para ser primeiro-ministro.

Infelizmente esse defeito é pequeno quando comparado ao nosso principal problema: impedir que os amigos de Sócrates e Costa se sentem à mesa do orçamento a dividir o dinheiro dos nossos impostos.

Pacheco Pereira: um bom sinal

Leiam por favor o post colocado hoje no Abrupto por PP.

O desespero que leva à insensatez do inimigo figadal de Passos Coelho é sinal de duas coisas:

PP acha que o Sim vence na Grécia e a seguir Passos vence cá.

Está aflito, rasgando vestes e arrancando cabelos.

Bom sinal.

Grécia: Sim ou Não ao Euro e em que tempo

No curto prazo para nós o melhor seria a vitória do Não na Grécia. A saída da zona Euro levaria ao colapso da esquerda que aterroriza e mente à população desse país e mataria de vez o Podemos na vizinha Espanha.

A Europa cerraria fileiras em torno de Portugal e da Espanha e a nossa situação melhoraria bastante, após um susto que não duraria mais que curtas semanas.

O colapso da Grécia arrastaria a esquerda portuguesa, nomeadamente o pobre oportunista António Costa, para um mau resultado.

No curto prazo o melhor para a Grécia seria a vitória do Sim. O governo cairia, mesmo que não imediatamente. A esquerda portuguesa chiaria que houve chantagem da europa sobre a Grécia, mas a população saberia que essa chantagem também ocorreria sobre Portugal se seguíssemos o caminho da Grécia. A derrota da esquerda nativa ocorrerá quer ganhe o sim quer ganhe o não pois ambos são o confronto do bluff com a realidade, mas seria muito maior nos nossos tempos eleitorais se o não ganhasse.

A longo prazo ninguém sabe.

Se a Grécia se reformar e arregaçar as mangas pode sobreviver no euro. Se mantiver hábitos antigos tem de sair, idealmente a médio prazo - após a saída dos loucos.

Isto se o euro se continuar a reformar, como tem acontecido com Draghi. Nenhuma política monetária que só serve os interesses da Alemanha pode interessar a toda a Europa. Para nos servir precisamos de um dólar, não de um marco.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Presidente do PS quer libertar Sócrates se o partido ganhar as eleições. Pedroso concorda?

Para promover a separação de poderes e evitar pressões sobre a Justiça, o presidente do Partido Socialista Carlos César já esclareceu que tem como objectivo a libertação de Sócrates. Quem diz Sócrates diz qualquer outro dirigente de topo do PS acusado pelas autoridades de aproveitar os cargos que lhes permitem acesso ao dinheiro dos contribuintes para enriquecer.

Já imagino António Costa, César, Ferro Rodrigues, Galamba, Manuel Alegre, Paulo Pedroso e o Bloco de Esquerda a receberem em braços no Parlamento José Sócrates.

Como explicou no passado Manuel Alegre "não foi para isto que fizemos o 25 de Abril".

O regime no seu melhor.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Grécia: a loucura de um referendo que não muda nada porque já mudou tudo

O Sim à Europa vencerá na Grécia, mas a resposta europeia não mudará muito.
Isto num sentido contrário ao habitualmente ventilado na imprensa.

A Europa, mesmo aqueles que criticam o comportamento irresponsável dos Gregos na última década e que se agudizou recentemente, não tolerará o espetáculo dum colapso grego à Argentina. Isso é ainda mais impossível porque se tal acontecesse milhões de gregos migrariam para os países do norte mesmo que fosse para serem pobres e desempregados aí.

Tal como o Governo cedeu na Grécia, perdendo com isso definitivamente o referendo e por larga margem (perdê-lo-ia de qualquer forma), a Europa cederá.

A dívida grega será parcialmente abatida e a Europa arranjará forma de entrar dinheiro nesse país não apenas para pagar dívida mas para investir.

Berlim ganhou o jogo de póker com o governo de Tsipras porque não podia perder a Espanha para o Podemos.

O povo grego percebeu finalmente que tem de ser competitivo e haverá reformas estruturais.

Dinheiro chegará à Grécia em breve.

É inevitável.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ah, Ah, Ah, Ah

Uma das melhores piadas do século hoje na capa do Correio da Manhã: Sócrates, o Falso, pensa que é "presidenciável".

Fica o desafio a António Costa: depois da nega de Guterres  e do avô Sampaio lançar a candidatura de Sócrates à Presidência.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Botas de cano alto

A luta de Sócrates e seus advogados pelas botas de cano alto, ou botins forrados como lhe chamam, não será um tudo nada degradante para quem já foi primeiro-ministro?

As grandes causas são agora uns botins?

Se calhar são botins Armani ...

Ao que as pessoas chegam.

Ilusão

O Syriza tateia um recuo muito rápido escassos dias após a sua vitória ou estou enganado?

Se o programa do Syriza falhar ou se eles fizerem como o Lula e derem o dito pelo não dito como ficam António Costa e os seus entusiasmos efémeros e persistentes gaffes?

Aconselho o leitor de jornais, Maria vai com as outras, a uma reunião tripartida com Sócrates e Soares para tentar recuperar o élan providencial.

Talvez em Évora.

sábado, 3 de janeiro de 2015

O socialismo democrático, a social democracia, o BPN e o BES

Já quase toda a gente percebeu que os especuladores que parasitaram o BES e o BPN incluem sociais democratas / socialistas que dominam as referidas máquinas partidárias.

Passos Coelho ainda teme assumir publicamente que o PSD tem contas a ajustar com o seu passado de Status Quo, apesar de não lhe ser tão difícil como isso usar Capucho e as suas declarações recentes, para assumir que muitos social-democratas contribuíram para a criação da economia artificial, sem músculo competitivo,  que levou Portugal perto da Bancarrota. 

Não foram só Sócrates, Guterres e António Costa os arautos e os cúmplices do mau investimento público e do parasitismo dos proveitos da mendicidade externa que diminuiu Portugal. Foram também muitos no PSD e, curiosamente, uma boa parte desses são opositores internos de Passos Coelho.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Uma das perguntas que a TVI se esqueceu de fazer a Sócrates, o milionário

- Sr. Engenheiro José Sócrates, como interpeta a pressão que ex-Presidentes da República, ex-Primeiros-Ministros, Deputados e Autarcas fazem sobre a Justiça declarando, sem apresentar qualquer prova, que a Procuradoria da República está enganada e o Sr. Engenheiro é inocente e está ilegalmente preso? Não acha que é uma interferência  grosseira da política sobre os tribunais e uma tentativa de pôr em causa a sua independência?