domingo, 7 de dezembro de 2014

Galamba dixit

O inconfundível Galamba diz que na reforma do IRS, os filhos dos ricos levam a maior poupança que os filhos dos pobres.

Galamba mente porque sabe que os pobres não pagam IRS. Estão isentos. Poupam zero porque pagam zero. Não têm desconto porque é grátis.

O demagogo diz que gosta muito dos pobres, mas talvez goste mais dos carros de alta cilindrada, de topo de gama, comprados com o nosso dinheiro pela bancada parlamentar do PS. Pelo menos não registámos que critique essa opção.


Às vezes parece que adivinho. Mete medo

Alguém se lembra de eu ter escrito que Sócrates precisa de um Presidente que o indulte? Precisa que o PS eleja um presidente que o indulte?

Ora parecia que adivinhava  a graçola de António Costa, em que este meio a sério meio a brincar, desafia Sampaio a recandidatar-se à Presidência. 

Que melhor presidente que Sampaio que indultou Otelo para indultar Sócrates?

Às vezes parece que adivinho. Mete medo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Guterres e a falta de vergonha da nossa elite

Soares nunca foi politicamente uma pessoa de bem. Nunca suscitou respeito verdadeiro e é a imagem da falência da democracia portuguesa. 

Sampaio ao ter fechado os olhos à cabala contra a justiça orquestrada há 12 anos, também merece respeito político limitado, apesar de nos parecer um ser humano de mais valia que Soares. A sua ordem para que se libertasse Otelo Saraiva de Carvalho e a pandilha dos operacionais do grupo de terroristas das FP- 25 de Abril já tinha dado a perceber que politicamente era duma democraticidade e equidade fortemente deficitárias.

Guterres, apesar da sua falta de fibra política, parecia diferente. Foi um aluno exemplar no IST e fez uma carreira política internacional defendendo os mais fracos. Mas agora troca o respeito que lhe deviam merecer os portugueses que trabalham honestamente para pagar as instituições, o Estado de Direito, o dever de quem ocupa altos cargos de inspirar um mínimo de confiança aos cidadãos, pela amizade pessoal.

Um homem quando assume determinados cargos está obrigado a colocar o interesse nacional e o interesse público à frente dos seus interesses e preferências pessoais. 

Guterres tinha de ter a certeza de que Sócrates não é um bandido como a Justiça o acusa de ser, tinha de ter a convicção fundamentada de que a Justiça se enganou ao indiciar Sócrates, antes de entrar no circo  mediático das visitas a Évora.

Guterres trocou os mais altos valores do interesse nacional, do futuro da confiança do povo soberano naqueles em que esse povo delega o poder, pelo aconchego do caminho fácil da amizade pessoal. Ao fazê-lo branqueou Sócrates.

Guterres não foi visitar um desvalido caído em desgraça. Foi visitar um Arquiduque, um Marquês que usurpou a confiança dos simples.

Guterres trocou o supremo interesse nacional pelo amiguismo dos ricos e poderosos que até na prisão têm privilégios.

Devia ter vergonha na cara.

Sócrates: um detalhe importante

Da leitura dos jornais parece que há a possibilidade de Sócrates estar a ser acusado pelo Ministério Público de corrupção após a saída do poder em 2011. Seria pouco habitual pois corrompe-se quem tem poder real para mudar o curso dos acontecimentos e essa pessoa está no exercício de um cargo.

Caso isto se confirme as coisas mudam muito.

É totalmente diferente uma pessoa ser corrupta durante o exercício do poder político, de o ser após.

Se o foi após então é um caso de crime semelhante ao da condenação exarada contra Duarte Lima e aos que  devem ser investigados contra Dias Loureiro.

É por estas coisas que a nossa prática do acusador público fingir que é outra coisa e se resguardar nessa outra coisa que de facto não é - é um acusador, ponto final - para não prestar declarações, é tão pior que a prática doutros países em que o Ministério Público dá a cara.

Sócrates é acusado pela justiça de cometer crimes durante, como se presume, ou após o exercício do poder?

É preciso saber a resposta a esta pergunta.

Miguel Sousa Tavares e a traição de Costa a Sócrates

António José Seguro, o anão, acusou António Costa de trair o Partido Socialista.

Sócrates sugerirá que Costa o traiu a ele, a não ser que Costa o vá visitar à prisão.

Esta última traição colhe na lógica de Miguel Sousa Tavares que, quando entrevistou Rui Mateus, um dos fundadores do PS, acabara este de apresentar o testemunho factual de que Soares era corrupto num livro que a máquina do PS tratou de tirar das livrarias, MST, dizia, acusou-o de ser um bufo.

Miguel Sousa Tavares, um menino boas famílias, repetiu que Rui Mateus era um bufo por denunciar  a máfia socialista e, provavelmente, sente que Costa é da mesma laia dos bufos, por não prestar vassalagem a Sócrates.

Mas Costa presta vassalagem e só quer que não se note muito. Ora esse é que é o problema - Miguel Sousa Tavares deve estar na esperança que se note.

A minha proposta para resolver o assunto é simples: vão os dois de mãos dadas, Costa e MST, visitar o indiciado corrupto, José Sócrates. 

À entrada da prisão podem até tirar uma selfie. Está na moda.

Sócrates, Costa e a cabala dos tontos

Depois de José Sócrates, num primeiro impulso racional, ter dado ordens para o PS parar a cabala contra justiça, exigindo que o Partido Socialista tentasse ganhar as eleições legislativas e presidenciais, única forma dele se safar da prisão, o congresso socialista fingiu que Sócrates não existia.

Excusado será dizer que Sócrates queria o fim da cabala, mas não queria ser votado ao ostracismo.

Muitos acharam que Costa foi esperto em fingir que o elefante na sala do congresso era transparente. Mas não era isso que Sócrates queria. Sócrates queria que não se montasse uma urdidura, sempre fácil de descobrir num país pequeno e que desta vez tem menos chances de vencer do que no passado, mas se mantivessem as expressões emotivas de amizade por parte do PS.

A Sócrates cabia o papel de pedir "não se metam, não confundam o nosso belo Partido Socialista com a minha tragédia pessoal" e ao PS o papel de expressar lealdade, mas manter a coisa na esfera pessoal.

Costa errou, ao contrário do que disse a imprensa, ao ignorar em excesso Sócrates. A coisa precisava da dose certa, não de fingir que Sócrates nunca tinha nascido. Não vale a pena a Costa pretender que Sócrates não está indiciado de corrupção enquanto primeiro-ministro do tal governo de que Costa foi o número dois. Corrupção à escala de milhões e que terá passado pelo BES de Salgado, o banqueiro a quem Sócrates declarou amizade eterna em plena televisão.

Costa tinha de tentar o trabalho de defender que Sócrates merece a confiança pessoal dos socialistas, que é um caso humano, que há um processo em relação ao qual não nos podemos precipitar, que confia na Justiça, mas que a pobreza do país não permite que o drama pessoal de Sócrates seja usado pelo governo para esconder a má governação. A seguir tinha de falar da má governação e avançar propostas concretas.

Mas Costa tentou assassinar Sócrates através do silenciamento e Sócrates não gostou. Infelizmente para Costa o elefante Sócrates não é transparente e nos media trava-se, mesmo sem a interferência da máquina do PS, uma campanha do grupo Balsemão (SIC, Expresso e Visão) e do Público / TSF contra a Justiça. Não é uma cabala de competentes, é uma campanha de tontos e os tontos não estão a obedecer a Costa.

Essa campanha de incompetentes dá tiros nos próprios pés. Por exemplo alguns tontos exigiram saber porque é que Sócrates foi preso, sim, diziam eles, "porquê?", facilitando a decisão do Supremo de revelar que Sócrates é suspeito de corrupção ativa e não apenas passiva, durante o exercício de funções governativas. Facilitando ainda a revelação da história dos computadores que foram retirados da casa de Sócrates às escondidas para os apagar e da história da fuga para o Brasil, com bilhetes comprados e tudo.

Os totós queriam saber tudo e quanto mais sabem pior para Sócrates. Uma especialmente obtusa, Clara Ferreira Alves, exigia até praticamente uma conferência de imprensa do Ministério Público que, a acontecer, revelaria muito mais suspeições concretas contra o putativo corrupto socialista. 

Os burros exigem saber porque se prendeu Sócrates e quando lhes explicam levantando uma ponta doa manta, dão gritinhos de falsas virgens clamando "ai que estão a revelar segredos de justiça", "as patifarias do Sócrates são para manter em segredo e eles estão a revelar tudo, ai, ai".

No seu pequeno cérebro o Teco faz as perguntas e o Tico dá guichinhos de horror quando lhe dão as respostas. Se não querem ouvir as respostas, não seria melhor não fazerem as perguntas?

Ponhamo-nos agora no lugar de Sócrates: ele tem o pior de dois mundos.

A) Mantém-se a cabala que ele não queria, só que agora é uma cabala de tontos e não do PS. Provoca os estragos de qualquer cabala sem conseguir salvá-lo a ele. 
B) É votado ao ostracismo por Costa, o seu ex-número dois, que o trai apesar de lhe dever tanto.

Por isso a fuga para a frente de Sócrates neste segundo impulso, agora descabelado e irracional, da carta enviada para o Diário de Notícias.

Costa precisava de ter uma ideia para o país, uma ideia que fosse, para que as forças do Status Quo acreditassem na sua vitória. Mas Costa vivia da sorte do seu opositor ser o TóZero Seguro e do país estar farto de sofrer às mãos de Passos Coelho. Não viva das suas ideias próprias, inexistentes, sua força pessoal, da sua coragem e carisma.

Costa fez a fuga para a esquerda, esquecendo que o fenómeno "Podemos" em Espanha impede que a esquerda silencie a corrupção das elites, de que Sócrates e o seu amigo Salgado são o expoente máximo. Corre para a esquerda mas a esquerda está ressabiada.

António Costa está nas suas próprias pequenas mãos, nas mãos da esquerda e nas mãos dos tontos. Nenhuma das três o consegue ajudar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sócrates, o indiciado-corrupto, engana velhinhos

Depois de Soares foi triste ver Almeida Santos, claudicando enquanto jurava a inocência de Sócrates.

Exijo um mandato judicial que proteja a terceira idade dos malefícios do contacto com José Sócrates.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

João Galamba e o Insurgente

Não gostei de ver num fórum público os sinais de amiguismo de André Azevedo Alves em relação à putativa subida do colega Galamba na escadaria dessa organização que dá pelo nome de PS.

André diz que na sua opinião as ideias de Galamba são más para o país.

Infelizmente, muito pior para o país é a desonestidade intelectual de Galamba. Doutorados temos aos milhares, ideias não fazem mossa desde que os seus defensores se disponham a debate-las sem a falsidade burlesca da maioria dos socialistas da primeira linha.

O elogio à promoção dos intelectualmente desonestos, mesmo quando disfarçado de pessoal e amenizado por críticas às suas ideias, reforça o impacto da desonestidade predominante.

O salivante deputado Magalhães e as desnudas avantajadas

Em resposta a uma carta enviada por uma aluna de 16 anos que se apercebeu, numa visita à Assembleia da República, que parte dos deputados usa o tempo que nós lhes pagamos para navegar na net, salivando perante imagens eróticas de mulheres "avantajadas", na linguagem da carta, José Magalhães, a dar para o velhote, disse que o parlamento não é uma missa. 

Bom ... não será uma missa da Igreja Católica, mas consta que é uma missa de outra religião, aquela que construíu uma catedral conhecida por Colombo - a religião do dinheiro. Que o diga o querido líder José Sócrates que lá deu missa durante anos, bem como os múltiplos deputados socialistas que montam conhecidos esquemas de entre-ajuda, entre os quais se contam campanhas contra a justiça.

Mas não posso terminar sem uma nota positiva: muito me apraz que Magalhães salive e ore defendendo os deputados que acham que lhes pagam para se divertirem vendo raparigas avantajadas.
Lembrando as acusações do Ministério Público contra Paulo Pedroso, confesso a Magalhães: Ore, ore que podia ser pior.

sábado, 29 de novembro de 2014

O Abrupto passou à clandestinidade?

É que está tão silencioso.
No pasa nada?

O Podemos e o Cartoon do Avante

O Avante, jornal de um partido em que o voluntarismo  é severamente punido, publica um cartoon onde entre as fotografias dos vários secretários gerais do PS aparece uma atualização da foto de Sócrates, colocando-o atrás das grades.

Leiam o que escrevi sobre o Podemos e a sua influência na esquerda portuguesa e concordarão que, ao contrário do que aconteceu com o caso da pedofilia / Paulo Pedroso, desta vez o PS está sózinho.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pinto Monteiro e o Almocinho com Sócrates

Pinto Monteiro que na véspera da detenção de Sócrates almoçou com ele para falar de literatura e coisas afins, exige agora, em bicos de pés, que se apurem em inquérito as violações do segredo de justiça. Ao contrário de Ferro Rodrigues, nesta fase Sócrates "não se está a cagar para o segredo de justiça". Ou melhor - está, mas finge que não está porque quer atacar a máquina judicial.

Pinto Monteiro diz que está bem de ver quem foi que violou, apesar de não nomear ninguém em particular. Jura que ele próprio não foi pois só falou de livros e futebol com Sócrates no almocinho que antecedeu detenção de Sócrates, o Mãos-Cheias

O problema da demente declaração de Pinto Monteiro, em cujo mandato não consta que houvessem grandes avanços no combate a esse "crime", o problema é que ele não exige que se publiquem apenas as conclusões fundamentadas do inquérito, mas os passos que foram dados durante as investigações.

Ora a publicação desses passos se for feita no fim nada acrescenta à fundamentação das conclusões e se for no decorrer da investigação não violará ela própria o segredo de justiça?

Já agora - porque não publicar a lista dos informadores da PJ? 


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

António José Teixeira - o branqueador suave

António José Teixeira, um dos branqueadores da ação do Partido Socialista, sabe que a sua campanha de defesa de Sócrates tem mais impacto se se apresentar com algum distanciamento. Contudo esse distanciamento implicaria que fosse independente e não um homem de mão. Implicaria alguma racionalidade na sua análise e não uma campanha. Nada disso existe, sendo substituído por um tom suave que nada altera. Não é por ser suave ou monocórdico que um logro deixa de ser um logro.

Como não se pode enganar toda a gente todo o tempo e a inteligência desta gente tem as suas naturais limitações, a campanha de defesa de Sócrates segue os mesmos passos da campanha de defesa de Pedroso:

- Ataca quem ataca Sócrates. Por isso importa denegrir a Justiça e a imprensa que está contra o mitómano que destruiu o país.

Só que, mesmo nesse ataque, que ignora o âmago do assunto - a roubalheira das elites - a duplicidade é evidente:

#1 Quando o lado de Sócrates viola o segredo de Justiça como fez o seu advogado, ignora-se pois é a favor (lembram-se do "estou-me a cagar para o segredo de justiça de Ferro Rodrigues). Quando alguém na acusação viola o segredo de justiça é crime de lesa majestade.

#2 Quando se faz uma acusação a Sócrates, mesmo vindo essa acusação das autoridades competentes e passando o crivo da magistratura a que pertencem os procuradores e o crivo da magistratura a que pertencem os Juízes, monta-se o circo da presunção da inocência. Mas quando os mesmos procuradores e juízes mandam prender funcionários da administração, como o Diretor do SEJ, os mesmos calam-se sobre a presunção de inocência.

#3 Quando se faz uma acusação a Sócrates, mesmo vindo essa acusação das autoridades competentes  monta-se o circo da presunção da inocência. Mas os mesmíssimos atacam a "policia e a magistratura" de serem a fonte da fuga da informação. Aqui não há provas nem presunção de inocência. Como se sabe que não foi um funcionário administrativo? Como se sabe que não foi intrusão informática? Como se sabe se não foi o próprio Sócrates - não era da SIC, a televisão socrática, uma das câmaras que estava no aeroporto filmando tudo sem definição nem luz?

#4 Quando os críticos falam do caso na imprensa é um circo. Mas quando o Expresso, a Visão e a SIC falam ou falarem - aí já não é circo.

É mais fácil apanhar um branqueador de Sócrates que um coxo. Não admira pois é mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo.

E já agora o segredo de justiça não tem como objectivo proteger os acusados de corrupção, por mais socialistas que sejam: tem como objectivo proteger a investigação que tenta apanhar o corrupto. Porque se há coisa que a Justiça, no fim, não pode tolerar são os segredos: tem de ser pública e transparente (com escassas exceções, nomeadamente quando envolve crianças).

Hoje no Insurgente mais exemplos das mentiras factuais de Sócrates

Sócrates é um mitómano compulsivo.

Hoje no insurgente mais um exemplo concreto disso (aldrabando um jornalista da Sábado) e nos comentários mais exemplos concretos de mentiras factuais que só num país do terceiro mundo foram toleradas durante anos a fio.

E quem era o número dois do mitómano?

António Costa.

António Costa e a onda da vitória

António Costa, sem se lhe conhecer uma ideia, recusando mesmo terminantemente apresentar uma ideia para o país durante a sua campanha nas primárias (essas sim uma ideia, mas avançada por apoiantes de Seguro), surfava uma onda mediática e psicológica de vitória contra o governo.

Apesar de representar a máfia de incompetentes Socráticos que destruíram Portugal, de aparecer rodeado por rostos comprometidos com o passado e ser ele próprio o número dois do governo Sócrates, Costa estava destinado à vitória porque as pessoas querem ajustar contas com quem as pôs a  pagar festa socialista de Sócrates e que os pôs a pagar foi Passos.

Agora a onda esfumou-se. Desapareceu. Está mar chão e da sua prancha de surf, Costa vê emergirem na água barbatanas de tubarão.

A própria extrema esquerda está menos prestável a ajudar os putativos corruptos, porque aqui ao lado, na vizinha Espanha, um partido de extrema esquerda tem sucesso atacando a corrupção.
Como podem os responsáveis pelo BE, pela CDU, pelo Livre, explicar aos seus amigos de Badajoz que aqui a esquerda apoia a corrupção Armani que rola de Mercedes topo de gama e aparentemente compra os seus próprios tristes livros para fingir ter sucesso?

Agora Costa vai ter de falar e não pode avançar para a teoria da cabala, pois está esgotada, não podendo ajudar Sócrates.

Costa vai ter de falar e tem muito pouco para dizer.

Estratégia para a Década a discutir no congresso do PS

Como evitar que a elite, ao mais alto nível, seja corrupta e cúmplice da corrupção, roubando o país?

Como credibilizar as Instituições de Ensino Superior, fazendo com que os diplomas sejam um valor acrescentado e testemunho de estudo e mérito, e não um papel sem valor?

Como impedir que a justiça seja bloqueada por advogados que litigam de má fé e usam expedientes processuais, não para garantir a proteção de direitos legítimos, mas para levar ao atraso ou à prescrição dos processos?

A ética do capitalismo selvagem e a esquerda caviar

"Bonito, bonito mesmo é ganhar" - Mário Soares
"Reconhecer um erro é errar duas vezes" - José Sócrates

Porque é que em Portugal é raro alguém reconhecer um erro ou um crime?

Porque é que num grau muito além do que observa noutros países do ocidente, o acusado sabe que deve negar, negar sempre sem titubear, qualquer acusação por mais fundamentada que seja?

Porque é que esse comportamento apresenta ainda maior ferocidade na esquerda que na direita, esta última a única que é capaz de pedir desculpa por um erro ou uma incoerência (e só perder com isso)?

Porque é que quem reconhece o erro acaba muitas vezes preso por períodos mais longos que os que os negacionistas?

Veja-se por exemplo o caso das FP 25 em que os arrependidos acabaram presos anos e anos e os negacionistas "indultados" pelo presidente Jorge Sampaio.

Porquê?

Jorge Sampaio apreensivo com indícios de corrupção ao mais alto nível.

Estou só a reinar.

Ele, Jorge Sampaio, está é apreensivo por terem preso um suspeito de corrupção do seu partido.

"Não foi para isto que mandei libertar os suspeitos no caso FP 25 de Abril", podia explicar.

Tem boa solução: recandidate-se a Presidente da República e mande soltar Sócrates como fez com o Otelo Saraiva de Carvalho.

Proença de Carvalho e J.M. Júdice - entender os advogados dos ricos

Ouçam os nomes que chama o advogado milionário ao Juiz que deu voz de prisão a Sua Excelentíssima e Digníssima Pletórica Sumidade, o alegadamente Primeiro-Ministro Mãos-Cheias.

O dinheiro compra quase tudo.

A forma como uma certa estirpe de advogados dos ricos exige sacrossanto respeito por clientes e potenciais clientes, ao mesmo tempo que insulta sem sombra de respeito quem se opõe aos viscondes que os trazem pela trela,  atinge foros de maior náusea cá que noutros países do Ocidente.

Há quem venda a alma por interesses comezinhos, mas nem toda a gente o faz de pesporrenta forma bem falante.

Terceiro mundo.


Carta de Sócrates: the day after

Sócrates, ao prescindir da ajuda do PS na sua defesa, ao oferecer-se como sacrifício por uma causa maior, injecta em cada socialista uma militância mais forte que nunca.

Pode não se ter de vencer por Costa, pelo PS, pelo programa, mas será necessário dar tudo pelo chefe que se põe nas nossas mãos: Sócrates, o injustiçado, a vítima.

A mensagem não podia ser gritada mais alto: vençam para me ajudarem.