terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Jornal o Público: os ricos são pouco solidários e o complexo politico-mediático não descansa.

O Jornal o Público traz uma notícia que apela à abjuração da educação e da vida economicamente digna, com várias nuances e poucos números. Fala de algumas coisas interessantes pela rama, citando um estudo da Universidade Católica.

A notícia é sobre um trabalho que vai no futuro ser apresentado, com o apoio duma princesa de uma casa real europeia.

Não conheço o estudo da Universidade Católica e seguramente não fico a conhecê-lo lendo a notícia que o Público faz sobre esse estudo nascituro.

Informar não é uma das missões principais dos nossos media, sendo claramente menos importante que fazer uns títulos sensacionalistas, dominados pelos clichês marxistas, nomeadamente que os ricos são maus, com a eventual exceção da princesa que aí vem bater palmas.

Nesta notícia os ricos são as pessoas que ganham, ilíquido, a partir de 4000 euros mês, ou seja cerca do salário mínimo do Luxemburgo em termos líquidos - isto contando por baixo o que lhes é dado pelo estado em género de um lado e de outro.

Porque são tão maus estes ricaços? Porque não valorizam a solidariedade social, entre outras maldades.

O que é a solidariedade social para o rico que ganha em Portugal aquilo que dá o salário mínimo no Luxemburgo? Provavelmente será dar dinheiro a quem tem menos e pagar com os seus impostos viagens a princesas que provavelmente gastam num mês o que eles ganham num ano.

O que é a solidariedade social para o pobre que ganha em Portugal uns míseros 500 euros por mês?  Provavelmente será receber dinheiro de quem tem mais.

Ou seja, o Público, até prova em contrário, parece ter descoberto que as pessoas preferem receber dinheiro do que dar dinheiro.

Não sei se descobriu que os referidos ricaços 4000 ilíquidos, se chateiam de ser alvo da extorsão estatal, pois sabem bem que o  anti-Robin Hood socialista os insulta primeiro e lhes tira o dinheiro depois para o depositar nos bolsos dos seus amigos - nobres ou plebeus - que com felicidade dividem entre eles parte da coleta.

Descobriu também o Público que as pessoas são cada vez mais individualistas, desconfiadas, cada vez mais defendem o "cada um por si", "olho por olho, dente por dente", valorizam principalmente os "valores imateriais", a "família", a "honra", o "amar e ser amado".

Muito coerente.

O estudo até pode ter qualidade, o que por bom senso se duvida. É impossível é extrair isso do artigo do Público, tal é a incompetência da notícia que parece tão só aproveitá-lo para regurgitar acriticamente lugares comuns promovidos pelo complexo politico-mediático.

Os grandes escritórios de advogados

Em todos os países desenvolvidos há grandes escritórios de advogados.

Esses escritórios têm obrigações éticas como toda a gente e os que não as cumprem devem ser criticados.

Agora, se me permitem a redundância, em todos os países desenvolvidos há grandes escritórios de advogados, pelo simples facto de que há problemas jurídicos que necessitam da intervenção de organizações com uma massa crítica mínima.

Triste seria se grandes escritórios de advogados estrangeiros tomassem conta dessa área de atividade e os nossos advogados fossem empregados deles.

Ainda o larapiozito da Meta dos Leitões: Tira um curso rapaz. Vais ver que ajuda.

O homenzinho da Meta pode ser mais competente a roubar militantes do CDS do que foi a não ser roubado por José Sócrates, mas é nos atos mais competente que nas palavras o homenzinho que sonhava em refocar um debate mas enganou-se, anunciado que o ia desfocar ... e não é que acabou mesmo a desfocá-lo? (veja-se esta desfocante listagem de rankings, entrecortados por má poesia, sem réstia de apresentação dos dados e das fórmulas originais e que o senhor acha tratar-se de um estudo - o ex-editor da ex-marxism today, vai concerteza perdoar-me do alto do seu fundamentalismo mas vejo-me obrigado a inspirar-me num olhanense, para perguntar retoricamente "letras, letras, números nenhuns. É assim que eles enriquem móce?).

O meu conselho? - Tira um curso rapaz. Vais ver que ajuda.

Socratistas e Bloquistas - o sucesso dos leitões é a vitória dos porcos

Um conhecido blog exulta porque num restaurante para os lados da Mealhada 15 militantes do CDS foram roubados nos leitões.

A grande alegria dos burlões da moderada esquerda e dos mitómanos da extrema esquerda tem duas razões:

A segunda, é que roubar dinheiro como castigo por delito de opinião (ser do CDS) cai sempre bem à extrema esquerda. Fora desse blog todos nos lembramos do camarada Otelo que se propunha imitar Pinochet e pôr os fascistas numa praça de touros (seria para lhes dar rosas?). Falhado o PREC, não se podendo passar mandatos de captura em branco, roubar os fascistas, às vezes, é o que se pode fazer.

A primeira, é que quando um leitão por afinidade se convence que quem o rouba não é quem o obrigou a endividar-se sem lhe dizer água-vai, mas sim quem o faz pagar a dívida que contraiu, (explicando-lhe mil vezes que depois de se deixado enganar por Sócrates, Costa e quejandos, tentar não pagar é condenar-se à miséria e aí não há leitão que o salve) cai sempre bem aos Socratistas que anseiam por endividar o nosso povo outra vez.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Definição de Complexo Político-Mediático

Os media, ao longo dos anos, desenvolveram interesses comuns com os interesses do poder político do centrão que se extende a partir da ala esquerda do PSD, atravessa o PS e inclui as pessoas mais bem falantes da extrema esquerda.

Existe, entre ambos, uma permeabilidade biunívoca em que as pessoas saltam de um lado para o outro com enorme velocidade, usam uma cartilha comum do que é politicamente permitido dizer-se e não hesitam em suprimir, com um redescoberto lápis azul, quem os aponta como alvo.

Estes media, apesar de usarem uma linguagem que é a linguagem da esquerda, não estão já do lado da esquerda. Estão do lado do ouro que existe  - a caça ao dinheiro dos contribuintes, o acesso a bens comuns naturalmente escassos e os descontos competitivos no preço da burocracia socialista.

A corrente facilidade com que se admoestam escritórios de advogados é prova da viragem do poder centrado nas profissões jurídicas para as centradas nos media.

É só suster a respiração e esperar que passe.

Sem investigação jornalística própria e sem transparência por parte do Estado,  os media só reproduzem a ponta do iceberg do colapso em curso na medicina e na saúde em Portugal que lhes é fornecida por organismos com uma agenda de defesa reivindicativa dos seus associados, como por exemplo os sindicatos.

Melhor que nada, é certo, numa reação que era de esperar, após ter-se colocado um cobrador de impostos não num lugar técnico de bastidores que tratasse da parte de gestão financeira da saúde, mas no lugar de Ministro duma área que exige o que ele intrinsecamente não tem - respeito pelos direitos das pessoas e compreensão pela dinâmica dos grupos de trabalho.

No que toca à gripe e às suas mortes é só suster a respiração e esperar que passe, pensarão.

Que passe  o Inverno e que passe a Parkinsónica agitação dos media, que procuram vender o último sensacionalismo que arda tão fácil, tão visível e tão fatuamente como a palha.

Sabemos que o cobrador de impostos é melhor que a troika socialista do Falso, do Narciso e do Anão, mas como disse a propósito de Ariel Sharon, já não basta ser-se melhor que um Hamas no caso de Israel e não basta ser melhor que a troika socialista. É preciso mais.

Quando saberemos ultrapassar a fratura pendular entre a prosápia anencéfala dos burocratas que não compreende a natureza humana  e a energia vesga dos plutocratas que despreza quem não é visita de casa?

Quando  aprenderemos com os idos de quinhentos e optamos pela energia lúcida da ambição realista?

História do complexo político-mediático e três exemplos de Centros de Excelência em destruição .

A história do complexo político-mediático também passa pelo seu silêncio na degradação-com-vista-à-destruição de instituições de excelência em Portugal.

IPO's.
Maternidade Alfredo da Costa.
Hospital de Santa Cruz.

A destruição de grupos altamente diferenciados, com sub-culturas de excelência, pela dupla Sócrates / Paulo Macedo e os mesmos yes-man de serviço a ambos.

A má moeda de que falava Cavaco, antes de se tornar ele próprio co-responsável pela má moeda.

A morte e o cobrador de impostos

Mais  um caso em que Paulo Macedo, o grande cobrador de impostos a quem Passos Coelho entregou uma pasta social, e a sua política de poupança incompetente, são responsáveis por falha de assistência médica a doentes graves, abandonados à sua sorte.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Porta da Loja: um pequeno senão

Recomendo a leitura deste post Porta da Loja.

Um senão: classificar como idealista o pensamento totalitário que tortura (sim, literalmente) e fuzila (sim, literalmente) os seus adversários políticos desarmados.

Essa é uma vitória histórica da esquerda totalitária: até os democratas os classificam de idealistas.

Mussulini não era idealista mas Estaline, Mao e Fidel eram idealistas.

O meu conselho ao "Porta da Loja": aperceba-se dessa colonização e não peça desculpa por ser democrata.

Confundir o erro com a mentira - umas das doenças do complexo politico-mediático

 A doença acima citada vem a propósito de um post do Aventar que repete um lugar comum em muitos meios. Não é específico desse blog mas não é aceitável. Contudo não se deve exagerar a culpa do Aventar no disparate - é como digo um disparate corrente.

Apesar de ser evidente que Sócrates é um mentiroso, a peça trazida do youtube nesse post em relação ao antigo primeiro-ministro tem um problema: é ela própria basicamente uma falsidade.

Passa-se o mesmo com a peça em relação a Passos Coelho.

Esses videos são falsidades de um tipo diferente da mentira. Não são mentiras e os seus autores não são mentirosos. Estão grosseiramente errados mas servem um sistema de mentira com o seu erro.

Explico-o por "noblesse obrigue", pois exigiria um longo texto para tratar este tema e um blog não é o sítio ideal para textos desses.

Uma pessoa que faz uma antecipação em relação ao futuro e se engana, só é um mentiroso se se enganar propositadamente. Pode, por exemplo, ter-se enganado na antecipação do que iria acontecer por escassez de dados disponíveis ou pela natureza do assunto que se antecipa. Quando essa antecipação se refere ao próprio comportamento, também aqui podem acontecer várias coisas e uma delas é ter-se enganado em relação à evolução futura e ainda assim manter a obrigação de corrigir a trajectória sem se afastar do seu posto.

Não sendo a economia uma ciência exata, o engano em relação a fenómenos futuros é a regra. Não perco tempo a explicar porque é que sendo o engano a regra se investem milhões em todo o planeta a tentar antecipar esse futuro. Isso seria pedir demais neste post.

Mesmo em ciências mais evoluídas como a Medicina, isso acontece corriqueiramente. Um médico pode antecipar que um pé de um doente vai melhorar com medicamentos e depois verificar-se que o pé necrosou e tem de ser amputado. O pior que o médico podia fazer era, para ser "coerente",  não amputar o pé deixando morrer o doente.

Para além da confusão anterior os videos do Aventar / youtube contêm outra falsidade: falseiam a natureza das promessas eleitorais apresentando-as como mentiras pessoais. O que se afirma em campanha eleitoral num Estado tão pouco transparente como o nosso, por parte dos partidos da oposição pode enfermar do problema acima exposto - dificuldade acrescida na previsão do futuro - e  enferma de um problema sistémico: o povo exige que se façam promessas douradas e castiga fortemente quem se recusa a fazê-lo. Essa mentira específica - as promessas eleitorais - é uma mentira partilhada entre o povo e os dirigentes partidários.

Sou contra essa mentira eleitoral, sendo contra quem alinha com essa exigência do eleitorado porque estou na convicção que é possível ganhar eleições, por uma margem menor mas ainda assim ganhar, falando verdade. Exige um enorme esforço de preparação em relação às promessas do adversário e exige a escolha de uma linguagem que não é a expontânea mas é passível de ser construída.

Há dez anos não seria possível mas agora é.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Morreu Ariel Sharon

Ariel Sharon foi um herói para a nação israelita, um chefe militar audaz, de uma coragem pessoal e como líder, muito acima da média.

Israel é o único país do médio oriente, onde existe um estado de direito com alguma proximidade com o que se observa na europa e o único país da região onde a vida humana tem algum valor. É claro que a Turquia e, mais distante, a Jordânia, são também países onde o estado é minimamente fiável, ainda assim muito aquém de Israel.

Com a exceção da Turquia, se algum país da região tivesse a capacidade militar de Israel e Israel tivesse a capacidade militar desse país, ou seja se se invertessem os papeis, esse país fosse ele a Síria, o Líbano, a Jordânia, a Palestina sou outro, Israel desapareceria do mapa em 72 horas.

Estando em guerra, Israel usa para os seus vizinhos a força que tem, de uma forma mais branda do que a que seria usada para consigo na situação inversa.

Dito isto, importa dizer também que  isto não chega. Ser melhor que os nossos inimigos não chega.

Os massacres de Sabra e Chatila exemplificam isso muito bem e esse ato terrorista tinge de forma indelével a memória de Sharon. 

O facto do Estado de Israel ser um estado religioso, de Israel ser uma potência nuclear graças à França, de Israel tornar a vida dos palestinianos uma humilhação diária, de colocar colonos no seio do território de um país vizinho, de impedir o crescimento económico da palestina destruindo sistematicamente infra-estruturas e organizações de desenvolvimento social, exemplifica muito bem que ser-se melhor que os inimigos não chega.

De Klerk, na África do Sul, sonhou em construir um país só para os brancos, dividindo o território da África do Sul em vários países mononacionais. Falhou porque, segundo ele, os brancos foram gananciosos: queriam tudo o que tinha valor para eles próprios e o refugo para os negros.

Também Israel falhará pela sua ganância em querer o bife do lombo para si e o inferno para os palestinianos. Geração atrás de geração, os palestinianos não aceitarão o que lhes é dado por Israel.

Esperemos que o desaparecimento da geração que fez nascer Israel dê azo à ascensão de uma geração que permita a Israel sobreviver. Se a primeira só se podia fazer pela guerra, a segunda só se poderá fazer pela paz.




Pulido Valente, Camões e Eusébio

Pulido Valente escreve um artigo alegando que Eusébio ficaria bem no Panteão Nacional se não tivesse de suportar a companhia de quem lá está. 

Acha que Eusébio era um génio na sua profissão, tal como Amália e por isso devia ter direito a um Panteão.

Acontece que, seja por causa do joelho, seja por falta de talento, Eusébio era um jogador inferior a, por exemplo, Cristiano Ronaldo. Não é preciso ser perito: basta ver as imagens de jogos de Ronaldo, Maradona ou Pelé para se perceber que Eusébio não era do mesmo campeonato.

Eusébio era do campeonato de Carlos Lopes, outro grande desportista da segunda linha mundial na sua profissão, para usar a expressão de Pulido.

Eusébio, como os desportistas citados, era de uma enorme destreza motora no futebol e despertava o entusiasmo das massas. Golo, golo, gritavam os seus adeptos. Vitória, ganhámos, viva.

Amália tinha também uma enorme destreza motora: a sua voz. Emprestava a essa voz uma emotividade especial. Como a voz, o mais fantástico dos instrumentos, canta uma letra e canta uma música, suscita uma admiração especial. De qualquer forma a voz humana, por si só, desperta um tipo de emoções mais elevadas que o primitivismo do ganhámos, golo, viva.

Só que o que distingue a especial natureza da humanidade não é a sua competência motora, pouco impressionante quando comparada com a de uma águia ou a de um grande felino.

É o seu espirito.

Se Pulido tivesse escrito o romance ou o ensaio genial, para o qual parece ter mais talento do que a resiliência e obstinação necessárias, gostaria de ser recordado num panteão entre o Ronaldo, o Carlos Lopes e o Eusébio?

Ou preferia ficar entre Eça, Garcia D'Orta  e Camões?

Onde queria, acresce,  Pulido que ficassem os cenotáfios do Infante D. Henrique e D. Nuno Álvares? Ao lado de Ronaldo e Eusébio?

Façamos um último exercício. Imagine-se um Panteão Nacional nos Estados Unidos. Proporia, se fosse norte-americano, que esse monumento fosse enxameado pelas dezenas de Eusébios que essa nação produz todas as décadas em cento e um desportos ou por verdadeiros heróis e inspiradores como Adams ou Lincoln, Twain ou Jefferson, Edison ou Disney, Carnegie ou Salk?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Aventar desilude. Drago não.

O Aventar já teve mais interesse, apesar de continuar a valer a pena visita-lo. Neste post aparece em grande plano a inspetora Ana Drago, deixada impune - como é deixado impune o PCP -  pelos seus opositores de direita que julgam, mal, que responder à extrema esquerda serve apenas para valorizar a extrema esquerda, quando nos assuntos versados era fácil responder a Ana Drago verberando no mesmo tempo o principal responsável pela destruição do país, o PS.

Isto presumindo que não houve resposta, porque se a houve e foi apropriada seria desonesto não a publicar.

O fanatismo da Ana Drago que nas comissões de inquérito deixou, demasiadas vezes, bem visível o seu estilo de polícia política, não merece resposta detalhada. A pulsão pidesca dos extremistas não é novidade.

Mas há um assunto que merece resposta: a sua alusão aos SWAP.

Em relação aos SWAP a Ministra das Finanças utilizou, e bem, esse instrumento enquanto gestora pública com lucros de milhões de euros para o estado. Ana Drago sabe bem qual é a diferença entre o uso legitimo de um instrumento financeiro legal como os SWAP e o seu uso ilegítimo. A própria ministra lho explicou e todos podemos ver isso no Youtube. Ana Drago e o resto dos totalitaristas da extrema esquerda, sabem bem que o facto de se estacionar um carro bloqueando o acesso a um parqueamento público ser ilegal, não torna ilegal estacionar carros em termos gerais. O autor do post do Aventar pode não saber e ir atrás do gado mas Drago sabe-o bem. A direção do PS que é moderada mas não é honesta também sabe.

Isto sobre a acusação à Ministra das Finanças.

O resto suscita igual repulsa mas não há tempo nem pachorra.

Um ano de socialismo vendido com 90% de desconto. Tomem lá que é democrático.

O jornal Público noticia uma hipotética fraude na área da saúde por parte de um grupo privado de Coimbra. O Bastonário da Ordem dos Médicos ter-se-á congratulado com a ação do Ministério da Saúde neste caso concreto e pedido mais ações do género contra a saúde privada que não cumpre as regras. Fica por saber se essas regras são transparentes ou propositadamente obscuras mas, dando isso de barato, tudo OK até este ponto.

Contudo a notícia contém outros elementos, paralelos à história principal e que mostram bem em que país vivemos.

Segundo a notícia a instalação de um simples aparelho de TAC numa empresa privada demora até ser aprovado pelo estado nada mais nada menos que um ano. Uma aparelho inventado há décadas, cuja segurança exige parâmetros totalmente padronizados - tipo copy and paste - que se conferem num dia de trabalho a trabalhar devagar, demora em média um ano. Digam-me se um sistema destes não é feito para induzir corrupção?

Associação Portuguesa de Hospitalização Privada pediu já que as regras do sector sejam mais transparentes - os pobres diabos não percebem que assim estragam o negócio aos vendedores de socialismo a preço de saldo . O negócio é não haver transparência.

Aqui o socialismo custa um ano da atividade económica parada. Um ano de "Lockout" imposto pelo estado. Como a fiscalização em si mesma é de "caracácá", quem tem os amigos certos ou paga a quem tem de pagar despacha-a num mês, ou seja compra um ano de socialismo a preço de um mês. Poupa mais de 90% da despesa. Quem vai para a bicha paga o ano de socialismo por inteiro (o financiamento do aparelhómetro sem o poder utilizar).

Era essa aliás a acusação a Sócrates nos célebres projetos aberrantes que assinou. O senhor - que, alegadamente, mais tarde se licenciou em Engenharia ao Domingo - conseguiria, alegadamente, talvez despachar as aprovações mais depressa na Câmara Municipal onde tinha conhecimentos. Os abortos que assinou não eram, alegadamente,  da sua autoria. O que era, alegadamente, da sua autoria era vender o socialismo a preço de saldo. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Á atenção do Conselho da Revolução: País saiu da recessão e taxas de juros continuam a descer.

Portugal saiu recentemente da recessão técnica.

Hoje soubemos que a taxa de juros implícita da dívida portuguesa continua a descer, diminuindo o fosso que nos separa da Alemanha, país por vezes visto como referência.

A taxa a cinco anos caiu para 3,95% e a taxa a dois anos para uns meros 1,9%.

Pede-se ao Conselho da Revolução que não destrua o que foi conseguido.

Mário Soares - o Almirante Américo Tomáz da Democracia

Arrisca-se a acabar nisto o velho soba.

Seguro agradece. Passos agradece duplamente.

Panteão Nacional: retirar D. Nun' Álvares

Os cenotáfios de Luis de Camões, D. Nuno Álvares Pereira, Afonso de Albuquerque, Pedro Álvares Cabral, o Infante D. Henrique, assim como os túmulos de Guerra Junqueiro, A. Garrett, Aquilino e João de Deus devem ser retirados do Panteão Nacional.

Eusébio, Amália e os políticos podem ficar.

Se houvesse um canto também se podia reservar já um lugarzinho para a partidocracia populista.

Pão e Circo?

O grande cobrador de impostos - história anunciada de mil mortes

Paulo Macedo, o grande cobrador de impostos, foi colocado numa posição em que nunca devia ter estado: gerir o Serviço Nacional de Saúde.

Antes da sua chegada a situação não era boa, ao contrário do que defendem os que dizem que o nosso sistema de saúde é um dos dez melhores do mundo.

Qualquer português que tenha vivido fora do nosso pacóvio pequeno rectângulo sabe disso.

Pode dizer-se, e é verdade, que quando confrontados com outros setores a nossa medicina e a nossa organização dos serviços de saúde eram melhores que muitos setores. Isso não faz da área um continente de excelência em termos internacionais. Podem haver ilhas de excelência mas a qualidade global é apenas sofrível.

Ao colocarem um cobrador de impostos a gerir a saúde, a morte voltou em grande força. Cada vez que um médico abre a boca é perseguido e muitas vezes erradicado. Cada vez que a Ordem dos Médicos abre a boca o complexo politico-mediático ataca-a ferozmentente. Como os médicos são escolhidos de entre os melhores alunos e ganham melhor que a média da população, a nossa cultura de mediocridade e inveja faz com que a medicina seja um alvo fácil. "Toda" a gente acredita na primeira mentira que se contar e "toda" a gente se sente à vontade para mentir.

Veio agora a público mais uma morte anunciada às mãos do Ministério da Saúde e da sua política de destruição e má poupança - a história de uma suspeita médica de cancro que ficou dois anos à espera de ser confirmada ou infirmada e que quando foi confirmada era tarde demais.  Se fosse familiar de um político seguramente não tinha esperado um ano só para ir à consulta médica. É apenas uma entre mil mas a falta de transparência, a cultura de opacidade  que vinha de Sócrates, reforçada pelo atual ministério (que chega ao ponto de impedir que a ordem dos médicos entre nos hospitais), consegue esconder a grande maioria destas situações. As próprias vítimas a quem são sonegados cuidados muitas vezes não sabem porque lhes aconteceu o que aconteceu. Veja-se o que sucede no Norte do país. Os doentes mais frágeis, os idosos, os pobres e os que não estão organizados, são as principais vítimas silenciosas.

Como dizia Kennedy, é possível enganar toda a gente durante algum tempo e é até possível enganar algumas pessoas todo o tempo. Mas permanece impossível enganar toda a gente todo o tempo.

Paulo Macedo enganou toda a gente durante algum tempo. Uma parte do complexo politico-mediático continuará a permitir que engane algumas  pessoas todo o tempo. 

Mas Kennedy terá razão mais tarde ou mais cedo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sócrates - se um dia fala verdade morre de apoplexia

O conhecido mitómano José Sócrates, figura estimada pelo vácuo Soares, lembrou-se de inventar uma historieta sobre si próprio e Eusébio.

Eis a troika do PS no seu melhor: O Falso, O Narciso e o TóZero.

É claro que o aldrabão pelo mal que fez ao país é um caso especial. Trata-se de um analfa armani que usa no trecho em que o ouvimos a palavra legenda como se esta significasse lenda. O homenzinho que queria ser engenheiro, ouve falar em legend quando viaja em primeira classe de avião e pensa que legend é legenda.

Imagino o que os franceses devem rir deste caso de um parolo em Paris.

P.S. (8-1-2014) Depois da publicação deste post surgiram defensores de Sócrates, uns inventando que em meados da década de sessenta Sócrates à tarde de sábado, em 23 de Julho, iria ter atividades extra-curriculares na escola primária do obscurantismo. Infelizmente os factos não confirmam esta tese. Outros afirmando que qualquer um se pode enganar numa memória antiga. Ora isto é bem verdade mas o problema é que Sócrates dedicou anos da sua vida a enganar as pessoas, nomeadamente mentindo grosseiramente. Por isso cada vez que falta à verdade numa arena pública de combate político e em proveito próprio, não merece o benefício da dúvida.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eusébio - Soares, o novo Almirante, não sabia

Mário Soares declara, com a imbecilidade de sempre aliada à nova simplicidade da segunda infância, que sabia que o Eusébio bebia Wisky logo a partir da manhã, seguindo pela tarde fora mas não imaginava que essa beberagem lhe fizesse mal.

Um génio, como a grande parte dos políticos.
Por mim promovia-o, não a Almirante mas a Almirante Américo.

Soares não anda a votos e por isso pode não gostar de Eusébio, lembrando-se que este era "colaboracionista do Salazarismo" e por isso foi saneado do Benfica, tendo de sair do país.

Mas triste é também a nossa imprensa que noticía que Eusébio morreu de ... paragem cardíaca. Ou seja morreu porque o seu coração parou. É pois notícia dizer-se que Eusébio morreu porque morreu.

Entre o branqueamento pseudo-virginal do abuso e dependência do álcool por parte de Eusébio e as declarações de Soares (via Corta-Fitas) há uma coisa de comum: Terceiro-mundo dos dois lados.

Agora se colocarmos, longe das medalhas, das taças, das honrarias e dos cargos, Eusébio lado a lado com Soares, há um que na sua simplicidade é são  e há outro vaidosão e embevecido por si próprio, sem se aperceber que não tem razões para tanto.

Quem é quem?




domingo, 5 de janeiro de 2014

Eusébio? Perguntem ao camarada Jerónimo

 Um editorial do expresso on-line faz uma visita curta ao passado do falecido Eusébio e lembra-se de dizer que o pantera negra só pôde fazer carreira internacional porque, com a liberdade conquistada em Abril, deixou de ser impedido de jogar em clubes internacionais.

Essa coluna que nos convida a chamar ao seu autor "o que quisermos" leva-me a que o chame esquecido.

Eusébio não saiu de Portugal aos 34 anos atraído por uma carreira internacional.

Eusébio foi perseguido, acusado de ser um colaboracionista com a ditadura de Salazar. Foi afastado do Benfica e teve de partir para o exílio para poder manter a sua família e escapar aos insultos dos comunistas, como teve de, mais tarde, sofrendo como sofria de um joelho, jogar na segunda divisão portuguesa para ganhar a vida. Onde estava o Benfica nessa altura? A assobiar para o lado em nome da revolução.

Se alguém duvida pergunte ao camarada Jerónimo.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Perguntem ao camarada Jerónimo

Há em inúmeros jornais internacionais um debate sobre se a recente notícia de que o "secretário geral" do Partido Comunista da Coreia do Norte teria decidido escolher como método de assassinio do seu tio e de cinco dos seus colaboradores, atirá-lo nu a uma matilha de cães famintos, tem alguma credibilidade.

Eu, não fazendo ideia, inclino-me para que esse método não seja prático. Afinal de contas quando o secretário geral desse partido comunista decidiu mandar assassinar a sua ex-namorada escolheu como método o pelotão de fuzilamento.

Mas para quem tem dúvidas há um método que podia ajudar: era pedir ao Secretário Geral do Partido Comunista Português que perguntasse ao seu camarada Norte Coreano como é que lá se costumam assassinar as pessoas de quem não se gosta.

Isto se ele não estivesse demasiado ocupado a ajustar estratégias com o Bloco de Esquerda e outros democratas.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Navio de propaganda do aquecimento global fica preso no gelo.

C'os diabos. Pareces que os deuses decidem fazer humor conosco.

O navio russo que ficou preso no gelo da antártida (bem como assim ficou o quebra gelo chines que o tentou salvar) tinha uma missão.

Segundo este estudo mais de 95% das notícias decidiram ignorar qual era a missão. Ora essa missão era ajudar a provar a existência do ... aquecimento global!

Ou seja os tipos que iam provar que o planeta está mais quente que nunca só não morrem gelados porque um helicóptero do grande poluidor chinês os salvou.

Eu sei que o detalhe do aprisionamento não prova nada no que toca à questão climática, mas o detalhe de não se noticiar a missão diz alguma coisa da luta política em torno do aquecimento global.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Tribunal Constitucional ensina. Cavaco aprende.

Durante o ano de 2013, como afirmámos num dos últimos posts, o Tribunal Constitucional agudizou a tendência de se apresentar como o Conselho da Revolução.

Aqui o TC deu uma enorme lição de incompetência, abuso de poder e nível intelectual abaixo do exigível.

A tomar em linha de conta o seu discurso de ano novo, parece que Cavaco aprendeu a lição.

Desejámos isso num post recente e por isso ficamos satisfeitos.

Há um detalhe que o Conselho da Revolução não deve esquecer: Cavaco foi eleito.  O TC não.

O TC provém duma constituição aprovada sob a ameaça das baionetas dos militares. Constituições dessas duram um certo tempo e depois acabam.

É bom que não abuse da habitual complacência do povo português.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Não chega - Tribunal Constitucional: decisão e fundamentos da decisão

É sabido que o Presidente da República decidiu não solicitar a fiscalização preventiva da constitucionalidade do OE de 2014.

O ano passado o PR decidiu solicitar a fiscalização sucessiva e obteve do TC uma resposta com inúmeros fundamentos políticos e não jurídicos.

Recentemente, o TC tomou, por aparente unanimidade, uma decisão política sobre a convergência das pensões entre o privado e o público. Foi não apenas uma decisão política: foi uma decisão sem qualidade.

Se as decisões do TC são políticas e não jurídicas o TC é um novo Conselho da Revolução.

Esperemos que o PR tenha aprendido alguma coisa com a natureza e a qualidade das decisões do TC.

Infelizmente a falta de qualidade das decisões não impressiona menos que a natureza política das mesmas. Muitas pessoas pensam que os fundamentos escritos da decisão do Conselho da Revolução, "transnominado" em Tribunal Constitucional, não interessam. Que apenas interessa a decisão em si. Que os fundamentos são meras desculpas e que se não fossem essas as desculpas outras facilmente se arranjariam.

O Tribunal decide uma qualquer coisa por motivos que se imaginam mas o que interessa é o que o Tribunal decide. Interessa até que o Tribunal decida contra o governo e contra o parlamento pois assim ganharia mais dignidade.

Não é respeitado e digno o Tribunal Constitucional Alemão e não é respeitado e digno o Supremo Federal dos Estados Unidos, cujas decisões não deixam de ser o que lhes aprouverem mau grado contraditarem a vontade do executivo ou do legislativo? Não é isso a prova definitiva da separação dos poderes?

Puro engano.

O Supremo dos Estados Unidos e, imagino, mesmo que em menor grau, o Constitucional da Alemanha, tomam decisões com qualidade intelectual. Para se saber da qualidade intelectual das decisões há que conhecer os seus fundamentos intelectuais, tal como para perceber a qualidade duma equação matemática há que olhar para a sua demonstração.

Lamento mas quando se vai pelo caminho de "o que eles queriam era impedir a diminuição das reformas dos funcionários do Estado e conseguiram", "as razões são um detalhe", não se defende a dignidade do Conselho da Revolução.

A dignidade de um Tribunal não advém apenas das funções que a comunidade lhe atribui. Depende também da qualidade das suas decisões.

Ora a qualidade intelectual das decisões do Tribunal Constitucional é muito baixa. Daí se depreende que a qualidade geral dos seus membros é muito baixa.

Isto é o oposto do que se passa nos Estados Unidos e, presumo, na Alemanha.

O Tribunal Constitucional português enferma da mesma doença de grande parte da elite portuguesa: chegaram onde chegaram por mecanismos que todos conhecemos e que pouco têm que ver com o seu valor em termos de inteligência, conhecimento, resiliência  e integridade.

Podem ser, nesta fase, amigos dos Galambas do  PS, das Dragos do BE e dos Balsemões dos media. Não chega.


Perceber a lógica do Conselho da Revolução

Aconselho a leitura do artigo de opinião de J. Manuel Fernandes a propósito da recente decisão do Tribunal Constitucional.

Apesar do carácter soft da linguagem do jornalista, vital para se sobreviver no seu mundo, é clara no artigo a desonestidade intelectual e o pouco refinado cinismo do Conselho da Revolução.

Perante o que alegadamente escrevem os conselheiros, semelhante à posição de defender que seria inconstitucional combater a SIDA em Portugal pois esse combate mesmo a ter sucesso não garantiria saúde para todos, uma vez que as borbulhas e as constipações continuariam, resta questionarmos a honestidade do mar de opinadores que nada dizem sobre os fundamentos concretos das decisões do TC.

Postos perante a questão de saber se a escravatura deveria ser abolida percebe-se que um qualquer Conselho da Revolução, abraçando o mesmo fio lógico que este, decidiria que é inconstitucional abolir a escravatura pois após a abolição os homens não seriam verdadeiramente livres.

Se nesse putativo quadro histórico essa fosse a decisão "politicamente correta" é claro.

Não apenas corporativismo básico de um tempo que todos pagamos muito caro por não ter desaparecido: lixo intelectual típico da elite de um país do terceiro mundo.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Pingo Doce e as Ossadas

Não sei quantos funcionários tem o Pingo Doce.
Não sei quantos produtores nacionais fornecem o Pingo Doce.
Sei que o dono do Pingo Doce prefere pagar impostos na Holanda, mais razoáveis e parte dos quais são redistribuídos via fundos estruturais e programas afins pelos países menos desenvolvidos da Europa e até do mundo.
Julgo que o Pingo Doce continua sediado e a pagar impostos em Portugal.

Essa cadeia de lojas conseguiu manter lojas de proximidade que beneficiam a população a preços competitivos com os hipermercados nacionais e multinacionais.

Sei que o Bloco de Esquerda, o PCP e parte da ala esquerda do PS ficariam felizes com a destruição das empresas competitivas que não lhes prestam vassalagem porque não vivem dos favores do Estado. Estou do lado oposto desses senhores: defendo que exemplos como o do Pingo Doce, com a sua eficácia e a sua qualidade continuem a criar riqueza verdadeira que não provém de dinheiro pedido emprestado ao estrangeiro e redistribuído pelos amigos do PS e quejandos, devendo ser vistos como exemplos. Estou do lado dos funcionários do Pingo Doce e suas famílias.

Aqueles que cantam ossanas a Cuba e à Venezuela e no passado cantavam ossanas à União Soviética, incapazes de compreender como se cria riqueza, inimigos de todo o empreendedorismo, adversários da iniciativa económica das pessoas, transformariam o nosso músculo económico em ossadas.

Esta alquima em que os ossanas vermelhos criam ossadas, era chamada de política de terra queimada no PREC.

Temos um mini PREC protegido por um miniConselho da Revolução.

Agora que o país dá sinais de estar a fazer emergir uma outra economia, mais exportadora e mais livre, espera-se que aumente o desespero dos Pachecos Pereiras aos Franciscos Louçãs.

Agora é altura de não arrepiar caminho e travar a legião minoritária de inimigos da liberdade.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A privatização da RTP e a guerra da SIC a Passos Coelho

Em Portugal, a maioria dos grandes empresários abomina tanto a liberdade de iniciativa e o mercado livre, como o abominam a maioria dos fazedores de opinião e a maioria dos políticos no ativo.

Um dos exemplos deste problema é reconhecível no empresário Pinto Balsemão. Uma boa parte do sucesso deste empresário deve-se à SIC e aos seus diversos canais.

A SIC dá muito dinheiro a Balsemão.

Ora Balsemão gosta de dinheiro como toda a gente e está persuadido que uma das estratégias eficazes para o acumular é impedir a competição. Balsemão imagina o mercado publicitário como um bolo limitado e quando se tratou de ter acesso a esse bolo, defendeu a existência de canais privados de televisão, para logo após ter sido aceite como comensal tratar de tentar impedir a liberalização do mercado. O bolo estava na mesa, Balsemão tinha-se instalado de faca e garfo e o que mais temia era que entrassem novos convidados.

A competição verdadeira é-lhe verdadeiramente estranha.

A esquerda que ele agora acolhe na SIC, tentou impedir como pôde essa decisão reformista de Cavaco Silva, mas isso são tempos idos.

Agora é a SIC que tenta impedir com todas as forças que surja ao seu lado, e ao lado da TVI, um canal privado que suceda à RTP pública e a esquerda saloia passou a dar-lhe jeito.

Para Balsemão a esquerda é agora sua aliada nesta luta de levar o bolo à boca, pois sendo sempre inimiga da privatização, neste capítulo ajuda a manter o negócio do Pinto B.

O temor que Passos vendesse a RTP a um operador privado, justifica boa parte da animosidade da SIC contra o Governo.

Trata-se para Balsemão de uma coisa séria: dinheiro.

Passos Coelho só tem uma forma de travar a animosidade de Balsemão: privatizar rapidamente a televisão pública.

É certo que o Conselho da Revolução pode tentar impedi-lo, mas seguramente que a abertura do jogo sobre o papel e a motivação de Balsemão iria dificultar o trabalho do Tribunal Constitucional.

E, no limite, o governo pode privatizar a RTP 2 e, mal isso aconteça, transformar a RTP 1 naquilo que é hoje a RTP 2. Basta mudar a grelha de programação. Para além doutras alternativas possíveis.

O que não deve é aceitar que se viva num país, onde o que é politicamente tido como aceitável e moderado são as opiniões extremistas duma esquerda que destruiu o país, ao mesmo tempo que um quase invisível lápis azul empurra as opiniões favoráveis à libertação da sociedade para os nichos mais laterais da blogosfera.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Schäuble continua ministro das finanças no novo governo alemão

O governo de coligação na Alemanha, que inclui o SPD - o tal partido de esquerda que elogiou a política de Passos Coelho - mantém como ministro das finanças o conhecido Schäuble.

Era bom re-entrevistar José Sócrates para lhe perguntar se se importa de voltar a insultar Schäuble agora que, ao contrário do que um dos dois mais malignos primeiros-ministros portugueses do pós 25 de Abril previu, o homem se mantém no cargo.

Sá Carneiro e o Tribunal Constitucional

Alguém dúvida que Sá Carneiro, se fosse vivo e se se mantivesse um ator político ativo, teria tornado claro que a defesa da liberdade em Portugal passa pela remoção desse órgão anti-democrático que dá pelo nome de Tribunal Constitucional?

Paulo Rangel que as mais das vezes gosto de ouvir e ler, escreveu um texto dúplice em que aconselhava os detratores do Tribunal Constitucional a não o verem como o Conselho da Revolução e aconselhava os juízes do Tribunal a não se comportarem como membros de um Conselho da Revolução.

Acontece, para mal da pulsão politicamente correcta de Rangel, que o Tribunal Constitucional é um Conselho da Revolução que assenta a sua mundivisão na cartilha "a caminho do socialismo" aprovada em 1976.

É claro que os eufemistas, travestidos de moderados, decidiram dar ao novo Conselho da Revolução, um nome - o de Tribunal - que inibe a crítica política à sua ação política mas esse é um problema que deixo para Rangel pois pouco me importa.

Mais que a aparente destreza da linguagem daqueles que Rangel nomeia e elogia - Pinto Balsemão, Freitas do Amaral e Mário Soares - interessam as coisas reais. E no mundo das coisas reais o Tribunal Constitucional é um grupo politicamente motivado, antidemocrático, ofensivo dos direitos humanos nomeadamente do direito à liberdade dos povos escolherem o seu destino.

Aliás, dessas três figuras uma é politicamente patética e duas são co-responsáveis por dois episódios de falência do país.

As considerações do TC não são jurídico-constitucionais: são considerações políticas e, como elucidou indiretamente o tribunal europeu dos direitos humanos, considerações anticonstitucionais.

É preciso enfrentar esta casta de abusadores, que se reformam muitas vezes com choruda mensalidade aos 40 e poucos anos de idade à custa dos impostos que todos pagamos, defendendo os seus interesses corporativos e, muito pior, defendendo objectivos políticos que chocam contra a vontade expressa pelo povo em eleições.

Faltam muitas coisas na nossa classe política. Entre elas um Sá Carneiro que tenha a coragem de chamar os bois pelo nome.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Mário Soares versus Mandela

Pode parecer injusto, mas imaginemos que o líder do maior partido português, como se provaria, e ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, dava pelo nome de Nelson Mandela e não de Mário Soares.

Estávamos em 74/75 e Angola era governada por Portugal que tinha no terreno forças militares em grande número.

Havia dois caminhos possíveis: abandonar esse povo às mãos duma guerra civil sem tréguas que viria a matar centenas de milhar de civis - homens desarmados, velhos, mulheres e crianças - ou defender veementemente a liberdade, a democracia e a paz.

Chamando capacetes azuis das Nações Unidas se necessário fosse mas mantendo sempre uma posição de orgulhosa defesa do consenso e da paz. Garantindo eleições. Garantido segurança e garantindo os direitos humanos.

De que lado estaria Mandela?

De que lado esteve Mário Soares?

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sócrates regressa lentamente. Questão individual?

Mário Machado, o socialista que preside à Associação Nacional dos Municípios, falou e disse:
O facto de muitos autarcas receberem chorudos subsídios de reintegração após a perda de mandato é uma questão individual que não lhe merece comentário.

Percebemos a lógica Socrática que vai regressando ao país.

Mas comentamos:

Para quem mete o subsidio no bolso será uma questão muito individual.

Para nós que o pagamos é uma questão muito colectiva.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Rui Mateus

Continua desaparecido?

Perguntas a Mário Soares




#1 O Estado deve mais de 207 mil milhões de euros.

Quem pediu o dinheiro emprestado?


#2 Para onde é que foi o dinheiro?


#3 Soares tem uma fundação em seu nome, financiada com dinheiro público.

Cavaco ou alguém no governo também têm uma ?


#4 Quanto do dinheiro que devemos ao estrangeiro foi entregue pelos governos à fundação Mário Soares (não me interessa a percentagem - interessa-me o valor em euros)?


#5 Será justo que tanta gente pobre esteja a pagar o dinheiro que se pediu ao estrangeiro e foi parar às mãos da Fundação Mário Soares, seja muito ou seja pouco?


#6 Porque é que não toma a iniciativa de pagar pessoalmente a fração da dívida pública que os governos entregaram à sua fundação, em vez de esperar que tenhamos todos de a pagar?


#7 Passos Coelho deixou de alimentar a Fundação Mário Soares a Pão de Ló pago por todos, tal como deixou de o fazer a mil e um organismos que parasitavam o Estado.

Será que o ódio e o incitamento à violência de Mário Soares contra os membros do governo e contra Cavaco Silva, tem alguma coisa de pessoal por parte do nosso Che?


#8 Há quem ache um crime Lesa Majestade criticar-se Mário Soares.

Mas então o lápis azul não tinha sido extinto?


#9 Mário Soares clama pelo julgamento judicial dos membros do governo que anda a pagar a dívida que o PS contraiu.


Será que o Sócrates concorda e também acha que Passos Coelho devia ser julgado por pagar a dívida que o próprio Sócrates contraiu?



#10 Se o Lápis Azul desapareceu, onde se pode encontrar este livrinho (não é para ler - é para mandar uma cópia para a Procuradoria Geral da República)?




domingo, 13 de outubro de 2013

Mario Soares exige julgamento de membros do Governo

Existem nos Governos de Sócrates,  inúmeros exemplos de pessoas que desbarataram recursos públicos a bem de benefícios privados. Também os existem em governos anteriores, quer de Guterres, quer do PSD, mas em nenhum a coisa atingiu a gravidade do que se passou com Sócrates.

Com Sócrates procedeu-se a uma destruição com potencial para devastar gerações.

Mário Soares defende o uso do Ministerio Público para o ajuste de contas políticas.

Ninguém se levanta contra este senhor?

Ninguém o acusa de não ter feito o mínimo eticamente exigível - com tantos exemplos de colónias do mundo anglo-saxónico e tantos exemplos de intervenção das Nações Unidas para garantir a pacificação após uma guerra (no caso a guerra colonial) - de forma a tentar evitar as guerras civis de Angola, Moçambique e Timor, com os consequentes crimes contra esses povos?

Ninguém o acusa do tráfego de influências bem explicitado numa obra cujo autor se encontra em parte incerta?

E Sócrates, Paulo Pedroso e tantos outros, são deixados politicamente impunes?


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Costa perdeu cerca de 7 mil votos em Lisboa

Em 2009 Costa teve cerca de 123.000 votos.
Em 2013 teve cerca de 116.000 votos.

Em relação à coligação PSD / CDS que perdeu metade dos eleitores, a perda de Costa é pequena.

Mas os foguetes que lançou, auto-embevecido, e a perda de votantes em número absoluto - mesmo em Lisboa - ilustram os pés de barro das análises mais impulsivas.

Em Lisboa o povo ficou em casa.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vitória do PS nas autárquicas - melhor é impossível

Nas eleições autárquicas o PS diminuiu o seu número de votantes em relação a 2009. Dada a maior dispersão de candidaturas teve mais presidências de câmara, fazendo parte do PS achar que fora uma grande vitória. Não foi.

Como se previa Costa venceu folgadamente em Lisboa, tendo a dramática abstenção inflacionado a sua percentagem de eleitores.

A conjugação dos dois factos, o segundo previsível e o primeiro que agradecemos, garante ao Governo o melhor líder do PS que o PSD podia desejar: António Seguro.

Melhor era impossível.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Guerra do Chá - para quando uma declaração de António Costa?

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, continua a não se demarcar do Governo politicamente criminoso de Sócrates.

Deve fazê-lo agora que se prepara para usar a sua eleição como presidente da autarquia como rampa de lançamento para vir a ser primeiro-ministro.

IGF durante Governo Sócrates destrói 6 dossiers importantes - mais um episódio da guerra do chá

A auditoria que Albuquerque mandou fazer à atuação dos serviços de finanças durante o governo politicamente criminoso de Sócrates revelou que em 2008 a IGF eliminou seis importantes dossiers sobre os SWAPs, o que agora dificulta perceber a monitorização que era feita aos SWAPs tóxicos.

Cada cavadela sua minhoca.

Como explicámos há tanta diferença entre SWAPs e SWAPs tóxicos como há entre chá e chá venenoso. A imprensa e muitos comentadores tentam ignorar esta diferença essencial para confundir a opinião pública.

Mas, pergunto, se não houvesse diferença entre chá e chá venenoso teriam sido destruídos os dossiers?

Aguardamos detalhes para poder responder a esta questão.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Já não há peluches

O PS de Seguro, ao mesmo tempo que Sócrates e os Socratistas esganam Peluches, impa como um bébé chorão.

Com o crescimento inesperado do emprego, primeiro, e da economia, depois, os burlões e os mitómanos da moderada e da  extrema esquerda estão vulneráveis.

A Frente Popular de burlões e mitómanos descobriu que o INE não sabe fazer contas e que eles é que sabem. Vai disto e, depois de terem considerado sazonal a criação de cerca de 70.000 empregos no 2º trimestre, lembram-se de comparar o produto de um trimestre não com o trimestre anterior mas com 4 trimestres atrás. Como a subida da produção - nomeadamente da produção industrial - apesar de muito significativa 1,1 % em 3 meses, não foi tão grande que anulasse as perdas acumuladas nos últimos 4 trimestres eles acham que o crescimento económico não é crescimento. Se no próximo trimestre o PIB voltar a crescer eles se calhar comparam com há 2 anos para dizer que não cresceu.

É como um carro passar de 50 para 60 Km hora de velocidade e eles que não houve aceleração pois há dois anos ia a 70 Km / h.

É preciso ter paciência para esta gente.

Mas também é preciso ter energia e nas próximas eleições autárquicas nenhum  esforço  deve ser poupado contra o principal adversário de um novo dia claro e limpo - o ex-ministro socratista que o PS apoia para a câmara de Lisboa.

Um resultado menos bom desse ex-ministro e o PS percebia o que é crescimento económico ...

Crescimento surpreendente

O crescimento anunciado pelo INE de 1,1 % no terceiro trimestre, é surpreendente.

Contradiz a teoria irracional do "batemos no fundo".

Recorda a plasticidade invulgar de um país que nem Velhos do Restelo nem estatísticas capturam.

Reforça a necessidade de Paulo Portas explicar à Troika que não se atira fora o bébé com a àgua do banho.

domingo, 11 de agosto de 2013

Raquel Varela e os Pine Cliffs




Sócrates de Férias num Algarve


Passos Coelho de férias noutro Algarve


Raquel Varela pensa que os jovens são estúpidos e não distinguem quem passa férias em Manta Rota à sua custa e como sempre fez, e quem passa férias num Resort Cinco Estrelas, provavelmente à nossa custa.

Velhos Estatistas com horror à iniciativa, como Varela, não distinguem.

Os jovens que as teorias que as Varelas perfilham, empurraram para poder pensar em pouco mais do que como garantir a próxima refeição e querem fazê-lo à sua própria custa, em vez de ser à custa do dinheiro dos contribuintes, talvez distingam.

E quando lhes sobrar tempo - o que acontecerá mais cedo do que as Varelas julgam - vão mandar as Varelas para o sitio onde pertencem: uma ruela bem ao lado das avenidas por onde passa o futuro.



Marques Mendes e o suicídio em direto

Marques Mendes, um elemento da ala esquerda do PSD e dedicado comentador político fez no passado vários serviços à reposição de alguma ética na política.

Lembro o caso de Isaltino e lembro que nem o PS nem o CDS procederam da mesma forma em casos de autarcas com perfil semelhante.

É por isso que custa mais dizer o que direi a seguir, uma vez que se trata de uma pessoa que migrou da troca de investimento público desnecessário por votos na sua base "constituinte" para uma atuação mais limpa. Fez o trajecto que achamos que o PSD tem condições para continuar a fazer e suspeitamos que o PS já não tem, uma vez que parece ter atravessado o ponto de não retorno.

Mas a verdade é que Marques Mendes, tal como Morais Sarmento e Marcelo Rebelo de Sousa, é um comentador charneira do regime e está ligado visceralmente à perpetuação do status quo mais apto.

Liguei a televisão e ouvi Marques Mendes a apelar ao Bloco Central para parar com a guerra dos SWAPs dizendo que ambos perdem, que ninguém quer saber desse assunto e que a continuarem nessa via trata-se de um "suicídio em direto" para ambos os partidos.

Nada mais falso. É verdade que ninguém percebe nada do que são os SWAPs porque o PS e os media de referência - com especial relevo para a SIC, Marques Mendes, Morais Sarmento e Marcelo, tratam que ninguém perceba.

Noutro país todas as pessoas já tinham percebido que há SWAPs tóxicos e SWAPs normais, tal como há chá venenoso e chá normal. Aqui vocifera-se contra o chá e cala-se o problema do chá venenoso, e depois vêm os Marques Mendes dizer que devemos parar a guerra do chá.

Quem tem a perder com a guerra do chá é o PSD de que Marques Mendes faz parte e que vive em saudável convívio com o PS de Sócrates como se esse PS fosse semelhante ao PS de Guterres ou seja o PS histórico.

Ao PSD de uma nova geração que terá de pagar com suor e lágrimas a deriva politicamente criminosa de Sócrates, ocorrida durante o primeiro mandato de Cavaco Silva, a guerra do chá é uma guerra estrutural.

É uma guerra que tem contactos com a vontade do povo de que os responsáveis pela destruição do país têm de ser responsabilizados.

Sem essa guerra acontecerá ao PSD o que aconteceu em Itália e, de forma diversa, na Grécia, aos partidos do status quo: desaparecerá.

O PS corre esse risco e Passos Coelho, mais próximo da nova geração sente o que pessoas como Marques Mendes não sentem. A probabilidade de atravessarmos a crise que agora atravessamos e da nata social portuguesa se manter intocada é menor do que a probabilidade contrária.

Como no passado, o PSD está mais próximo do sentir nacional mais intrínseco e mais sui generis do que o PS.

Deve pois continuar a guerra do chá - hoje com os SWAPs e amanhã com outro crime político dos socratistas.

Nova pérola do PS: A honestidade prejudica a imagem do País.

Escrevi no último post que "O PS é um partido em que a desonestidade política não se cinge a um grupo autolimitado de pessoas. A indiferença para com a verdade, é uma característica sistémica dessa organização que hoje, com a tolerância de boa parte da ala esquerda do PSD, é um dos fatores sistémicos de degradação da democracia."

Apesar do BE e, em menor grau, do PCP também faltarem à verdade frequentemente, trata-se aqui duma coisa diferente. Se pensarmos especificamente  no PC, percebemos que eles acreditam em boa parte do que dizem e assim, boa parte do que nos distancia deles é político e não ético. O mesmo acontece com a ideologia fascista. Quer os comunistas quer os fascistas têm uma visão guerreira da estrutura do mundo e essa visão informa a sua interpretação dos factos concretos. O BE é um fenómeno de transição entre esse tipo de mitomania estrutural, esse tipo de delírio filosófico, e o charlatanismo típico do Partido Socialista.

O PS quando mente sabe que mente. Sabe que falseia para obter vantagem. Não acredita no que diz. Desperta mais repulsa do ponto de vista humano. Sabe que mal chegue ao governo fará exatamente o contrário do que afirma hoje que fará. Tem um discurso de oposição e um discurso de poder e entre os dois a distancia é inadmissível. O mesmo fenómeno existe no PSD mas aqui é duma escala logarítmica inferior e mais contido à sua ala esquerda, por isso menos prioritária para nós.

Isto tem a ver com culturas de grupo. Não tem a ver com comportamentos individuais criminosos - esses possivelmente mais frequentes entre militantes do PSD como vemos em Dias Loureiro, em Duarte Lima, etc.

Voltando a sub-culturas organizadas (de grupo) e para quem tem dúvidas sobre a manobra da SIC e do Partido Socialista, de uso de documentos grosseiramente falsificados, forjados, para tentar enlamear o Governo então é de atentar neste outro curioso facto:

O PS declarou, preto no branco, que a denuncia de falsificação de documentos prejudica o País no estrangeiro.

Leiam esta pérola única.

Duvido que se encontre em qualquer outro país da europa um exemplo factual tão direto sobre a desonestidade de um grande partido e, principalmente, sobre a usual tolerância da imprensa main-stream em relação a essa desonestidade.

Noutros lados uma declaração destas seria notícia de primeira página.

O PS declara que a denúncia de falsificação de documentos por parte de forças que fazem o jogo dos Socratistas prejudica Portugal. A verdade prejudica Portugal.

Percebe-se a coerência: Sócrates faz bem ao País e a Verdade é prejudicial.

Pais Jorge, o colaborador de Sócrates, e a desonestidade do PS

O PS é um partido em que a desonestidade política não se cinge a um grupo autolimitado de pessoas.

A desonestidade política, a indiferença para com a verdade, é uma característica sistémica dessa organização que hoje, com a tolerância de boa parte da ala esquerda do PSD é um dos fatores sistémicos de degradação da democracia.

É por isso altamente desaconselhável para o Governo trazer para o executivo elementos que tenham colaborado prolongadamente com o PS de Sócrates.

Pais Jorge pode ter sido agora vítima da pulsão criminal que orbita o Partido Socialista e que não tem qualquer pejo em falsificar documentos e alimentar com eles a SIC, sendo de seguida usados na campanha do PS.

Mas Pais Jorge tem um currículo de colaborador de Sócrates, negociando pelo lado do Estado, os ruinosos contratos de concessões de estradas em todo o País.

Sabemos que é difícil encontrar num país pequeno como Portugal pessoas com competência na área financeira que não tenham ou trabalhado para os grandes bancos ou para os Governos despesistas de Guterres ou ruinosos de Sócrates.

Mas é indispensável procurar essa pouca gente que ainda existe e trazê-los para os cargos de decisão política.

Os demais devem ter apenas funções técnicas e, mesmo nos serviços técnicos, nunca funções de direção

sábado, 10 de agosto de 2013

Guerra civil no PS, precisa-se.

Há nas pessoas, mesmo nas que têm graves limitações cognitivas como TóZero Seguro, um natural instinto de sobrevivência.

Atacado da forma certa - concorda ou não com o que fizeram os socratistas - a resposta natural de Seguro seria dizer 1º eu não tive nada a ver com essa gente e 2º essa gente já foi julgada em eleições.

Isto seria fácil, não fosse o golpe de estado que Sócrates e Soares operaram no Largo do Rato, precipitado pela iniciativa Presidencial.

Não sendo fácil para Seguro, sendo este um bébé chorão, ainda assim há o instinto de sobrevivência. Esse instinto empurra Seguro contra os socratistas.

O PSD deve insistir nesse caminho pois nele não há boa saída para Seguro. Deve, usando os inúmeros exemplos concretos que envolvem cúmplices de Sócrates na destruição do país, pegar em cada um e  repetir a questão "concorda ou não com o que fez o socratista A ou B que agora trabalha com Seguro ou é candidato pelo PS a este ou aquele cargo.

Antes da inevitável queda de Seguro, este chamuscará Sócrates e os Socratistas.

No limite podia sair a Passos a Sorte Grande duma guerra civil no PS.

Quando o PS foi atacado pelo BE / PC e pela coligação CDS / PSD na discussão da moção de censura dos Verdes, viu-se a dificuldade do PS e a tentação da sua bancada para reverter para a fórmula Socrática. Essa fórmula é um suicídio estando o PS na oposição. Só funciona com cargos para distribuir.

Na oposição o PS tem de dizer que é de esquerda e não sobrevive se a esquerda e a direita disserem que o PS é igual a Sócrates - com a esquerda dizer que com o PS temos a mesma austeridade porque Sócrates é memorando e austeridade e a direita a dizer que com o PS voltamos ao endividamento porque Sócrates foi endividamento e as propostas de Seguro são endividamento.

O PS precisa que quem ataca Sócrates pela direita, seja descredibilizado, branqueando a ação do Governo Sócrates e fingindo que o Memorando original era diferente deste e quem quem ataca o PS pela esquerda seja amenizado pela esperança de um frentismo de esquerda. A aproximação do BE ao PS poderia matar o BE mas transitoriamente anularia o PC.

O que o PS precisa, em resumo, é de atacar  PSD / CDS, criando no eleitorado de centro a ideia de que Sócrates não teria feito o que o Governo faz em termos de austeridade - ou seja persuadi-los que a austeridade não era inevitável  -  sem ter de defender explicitamente o Falso pela boca dos socratistas. Para isto é que é necessário Seguro que não é (ainda) conotado com Sócrates.

Ora isto só funcionaria se o Governo mantivesse a ideia inocente de não recriminar o passado e de não identificar o PS presente (pejado de socratistas) com esse passado de destruição do interesse nacional.

Ao atacar o passado, e o PS cúmplice com esse passado, como começou a fazer com o caso SWAP, o Governo põe em causa a estabilidade interna do PS.

Alguns comentadores, talvez não tenham percebido a mudança de estratégia que Passos está a operar e porque é que Albuquerque não pode sair.

Foi Passos quem pediu a Albuquerque que atacasse o PS nas SWAP.

Nem Portas, nem Passos, nem Cavaco poderiam imaginar o efeito positivo das suas ações na crise irrevogável e é dessas ações que surgiu neste governo a força e o nicho de oportunidade para a mudança de estratégia em relação ao período Sócrates. A crise irrevogável terminou a guerra civil no Governo e permitiu a guerra do Governo contra o PS.

As coisas são o que são e renascida dessa crise a coligação fará o PS pagar uma enorme fatura.

Na hipótese de Taluda, a fatura será a transplantação da guerra civil para o polvo rosa.


O PSD lê o Supraciliar - bom para ele, mau para os Socratistas

O PSD começa a mexer. Começa a fazer perguntas difíceis ao PS.

O PS não pode responder e insulta forte e feio - acusa o líder parlamentar do PSD de ser nem mais nem menos que soez.

Como eu expliquei o problema do PS é o problema dos socratistas, nomeadamente o proto-príncipe que se prepara para uma vitória em Lisboa.

Os socratistas necessitam de branquear a tragédia para Portugal que foi o Governo Sócrates pois, caso o não consigam fazer, têm mais dificuldade em voltar ao poder.

Os socratistas além de quererem o poder, como é normal e óbvio, têm muito a perder com a perda do poder.

Essa perda tem a ver com o que sabemos e com o que ainda não sabemos - mas saberemos.

Sócrates voltou para ter um púlpito televisivo a partir do qual pode enlamear quem chamar o boi pelo nome.

A estratégia do PSD tem de ser a do ataque puro e continuado aos cúmplices de Sócrates.

Parece que ao deixar-se de ilusões convoca a face mais trauliteira do PS e, mais do que isso, pressiona a Seguro a definir-se como cúmplice ou não de Sócrates.

Ora isso é difícil para Seguro.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

14 de Agosto 2013

Nesse dia o INE publica os dados da evolução do produto no segundo trimestre.

Se tiver tido uma evolução positiva, batendo certo com a evolução do emprego é indispensável que Portas explique à troika que não se pode atirar fora o bébé com a água do banho.

Não se pode atirar fora o bébé com a água do banho.

Balsemão, o nosso pequeno Berlusconi, contra-ataca

Balsemão, o nosso pequeno Berlusconi, e conhecido grupo de imprensa que tem atacado sistematicamente os Governos da ala direita do PSD (Durão Barroso, Santana Lopes e Passos Coelho) e que propagandeou um documento forjado fez hoje 3 perguntas ao Governo:

1º)  O Governo deve esclarecer se houve ou não manipulação de documentos.

Meu caro Berlusconi, o Ministério da Finanças já tinha respondido antes de ricos da sua laia (como diz Pacheco Pereira) terem perguntado: Sim, houve e é desonesta.


2º) Que documentos foram forjados?

Meu caro Berlusconi o Ministério da Finanças já tinha respondido antes do Sr. Tubarão ter perguntado: foi o documento que Vs. Excias propaganderam para fazer favores aos Socratistas.

3º) Quem forjou o documento?

Ora, ora caro Berlusconi ... porque não pergunta isso ao Balsemão?

Enquanto em Portugal desce, na Grécia o desemprego atinge máximos históricos. Sazonal?

Parece que há um caminho para se continuar a cair como se não houvesse fundo.

O caminho Socrático de que as dívidas não são para pagar como a Grécia seguiu.

O caminho dos colaboracionistas com Sócrates que nunca levantaram a voz para impedir que se mascarasse o déficite com mil e um truques, mesmo quando Ferreira Leite e tantos outros alertavam para a espiral impagável da dívida.

O não pagamos a dívida nem emagrecemos o Estado até ser tarde demais.

Votar macissamente no Bloco de Esquerda. Eleger tipos que não tiram cursos, falam do que não sabem e vomitam veneno contra tudo o que mexe; eleger inspetoras cubanas que interrogam os sérios.

Parece que, quando nós melhoramos e a Grécia continua a cair, a teoria de só não pioramos porque batemos num imaginário fundo, fica sem base de sustentação... sem fundo, digamos.

O que Portugal conseguiu é pouco para a devastação que já ocorreu e a que ocorrerá durante 2014.

Mas é muito para a pesada herança Socrática.

Se Seguro der com a língua nos dentes os Socratistas dão-lhe tau-tau

Quando após a queda de um Governo politicamente criminoso como o foi o de Sócrates e aparece um líder não conotado com o governo derrotado, como Seguro, o que seria normal é que, perante ataques que envolvem o PS no buraco dos SWAPs Tóxicos, Seguro dissesse "não fiz parte desse governo", "não tenho nada a ver com isso" antes de dizer o que lhe aprouvesse - mesmo que fosse defender esse governo.

Ora isso nunca acontece.

Porquê?

Porque ocorreu um golpe de estado palaciano no Largo do Rato e Seguro foi aprisionado pelos Socratistas e até pelo avô Soares. Se levanta cabelo dão-lhe tau-tau e ele chora. Uma vez disse que ele é que era o presidente da junta e Soares respondeu logo que "o PS não é de Seguro".

Esta situação ocorreu pela virulência desesperada dos Socratistas, que têm muito a perder, e pela particular incompetência de Seguro.

Seguro, assustadiço por pouco, escassamente dotado intelectualmente, foi enganado pelos Socratistas, por Cavaco e outra vez pelos Socratistas. Já é gozar com o Anão

É confrangedor quando um homem que, tendo em conta o seu talento, nunca devia passar de chefe de gabinete de um sub-secretário de estado é colocado como candidato a Primeiro-ministro.

Sócrates e os seus Ex-Ministros Esganam Peluches

Após o convite do PSD Sócrates e vários dos seus ex-ministros, alguns dos quais conhecidos pelo seu estilo "Português Suave",  foram vistos, à falta de melhor alternativa, a esganar peluches.

Aguardam-se os comentários do Rapaz Que Não Tirou O Curso (não é Relvas, é o cubano) e da Inspetora Ana Drago.

Seguro, continua a chorar.

That's the way PSD.

Criados mais de 65.000 empregos de Abril a Junho

Mais noticias no sentido da economia estar a dar a volta.

Não admira que Seguro chore convulsivamente.

Não admira que comentadores usem palavras cada vez mais caras para desexplicar o óbvio.

Percebem agora porque é que o PS exige eleições? Percebem porque é que o BE e o PC exigem eleições? É porque sabem que é agora ou nunca. Dentro de dois anos o ambiente económico pode ser bastante diferente.

A oposição sem fim ou o curioso caso de Pacheco Pereira


No que toca à cobardia generalizada dos comentadores de centro-direita, por entre as honrosas exceções há um caso curioso.

Esse "caso" não terá medo de atacar o PS, quando lhe der para esse lado.

Trata-se de Pacheco Pereira.

Até lá dedicou-se a trabalhar para que o PS (com Seguro, imagine-se) regressasse ao poder.

Falhado esse objectivo, volta-se agora para a solução Costa.

Até que Costa ganhe. Nessa altura atacará Costa.


A importância duma imprensa dominada pela opacidade


O problema da demagogia é depois pagarmos o preço de termos milhares de pessoas como o Jorge a marrarem para o lado do isco que lhe lançaram.
Já o imagino médico, perante um doente que se tentou suicidar tomando caixas inteiras de antibióticos a clamar pela proibição de todos os antibióticos.

Enquanto não houver imprensa que explique ao povo a diferença entre SWAPs e SWAPs tóxicos, entre PPPs e PPPs com rendas abusivas, entre bons investimentos públicos como a 1ª autoestrada Lisboa-Porto e maus investimentos públicos como a 3ª que Sócrates começou a construir, estamos nas mãos dos Balsemões.

Mas não são apenas os Balsemões - é todo um grupo de comentadores que giram em torno da política sem nunca clarificarem os factos. No caso Albuquerque vejam-se as intervenções de Morais Sarmento, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes que falaram, falaram sem nunca clarificarem os factos.

Percebe-se nas entrelinhas que todos eles sabiam que Albuquerque não mentira, mas nem um teve a coragem de visitar os factos. Todos sabiam que seriam atacados ferozmente pelo PS e que a voz demagógica do PS seria amplificada mil vezes por Balsemão. Na verdade os três estão em simbiose frágil com os burlões do mundo Socrático. Voltarei a este assunto mais tarde.

Nada disto tem a ver com a questão Machete.

Sobre isso repito aquilo que expliquei ao rapaz que não tirou um curso: o problema deste Governo (ao contrário do que o rapaz pensa na sua simplicidade) é Machete e não Albuquerque.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Este País não é para Velhos

O fraco Secretário de Estado Pais Jorge demitiu-se.

Tal como Relvas, choramingou que não aguentava a pressão dos Mitómanos da extrema esquerda e dos Burlões da moderada esquerda.

Fez bem em demitir-se pois há sinais de que, tal como Relvas, não prestava.

O combate que o PS trava não é coisa para velhos: é um combate pela sobrevivência duma casta que sente que está em perigo vital. É um combate em que não recusará o crime se o crime lhe for útil.

Temo que a verdadeira perceção da gravidade do que é  defendido ainda não tenha atingido a luz do dia.

Mas à medida que gente no PS aproxima o seu comportamento do dos tempos da cabala que montou contra a justiça no caso Paulo Pedroso, percebe-se que não será coisa pequena.

Seguro, qual idiota útil, será regurgitado por esse organismo e cuspido para o esquecimento enquanto um novo Sócrates emergirá. Talvez nessa altura se perceba o que está em jogo. Talvez só mais tarde ainda.

Não sei com que clareza a ala direita do PSD e o CDS percebem isto. Temo que não percebam com clareza que chegue que, também do seu lado, este país não está para velhos.

Não sei se têm fibra para o enfrentar. Tenho esperança que sim.

Prefiro o risco da repetição a deixar de insistir que é preciso um novo Sá Carneiro para um novo dia claro e limpo, vassourando o informe parasita que Dias Loureiro e Sócrates representam, da mesma forma que o advogado do Porto vassourou o cadáver do PREC.

Seguro e o BE assustados: desemprego cai pelo 5º mês consecutivo

Pelo 5º mês consecutivo o desemprego está em queda.

Não se registava queda tão dramática desde 2000.

Desde Janeiro até agora há menos 50.000 desempregados.

Imagino que Pacheco Pereira explique que o desemprego só baixa por causa da emigração, das razões sazonais e porque batemos no fundo. Depois fale da engenharia social utópica e do preço irremediável que pagámos neste processo.

Seguro chore convulsivamente.

O BE exija a demissão da vizinha da prima do barbeiro do Ministro do Emprego. Imediata. Parece que mentiu porque há 18 anos disse que o seu filho havia de ser médico e o rapaz agora quer ser engenheiro. Parece que na altura, em 1995, mandou um email a dizer isso do iPAD. A fascista da aldrabona!

Ainda por cima agora diz que não sa lembra a que horas mandou o email e que sapatos calçava (coisas ca Inspetora Ana Drago não admite quando interroga, olha ... logo ela, tá bem tá).





PS trava batalha desesperada

Quer Seguro quer Cavaco queixaram-se de terem sido vítimas de espionagem.

Revendo e esclarecendo o que escrevi no último post:

Durante mais de dezoito meses Passos Coelho cometeu o erro de poupar o Governo que o antecedeu.
Foi um erro. Escrevi sobre isso.

Acresce que o ataque a Sócrates era mais fácil quando o Governo acabara de chegar pois estava na fase de "Estado de Graça".  Agora tem menos força.

Ainda assim Passos mudou de estratégia e iniciou um ataque ao PS sem poupar Sócrates.
Isso mudou tudo e o caso SWAP é a face visível dessa mudança.

No caso dos SWAP o Governo descobriu que houve falsificação de documentos para incriminar o Secretário de Estado Pais Jorge.

O grupo mediático ligado a Pinto Balsemão, é a face mais pública da propaganda  para branquear o Governo de Sócrates no caso dos SWAP.

Não percebi ainda porquê.

Esse branqueamento tem tido outros episódios, uns mais eficazmente vendidos que outros.

Recordo o coup d´état que impediu Seguro de assinar um acordo com o PSD e o levaria, para desgraça dos socratistas, a ser primeiro-ministro em 2014, e, pior, a acusação ainda não esclarecida por Seguro, de que estaria sob escuta no Largo do Rato.

Esse branqueamento de Sócrates, pretende também impedir que se use a herança desse governo, para diminuir as figuras que no futuro irão substituir Seguro na liderança do PS.

Percebida a mudança de estratégia de Passos, o objectivo é simples - os Socratistas precisam de anular os argumentos contra os seus governos e, se possível, classificar o PSD como mentirosos, indignos de confiança, tornando pouco credíveis revelações que Passos traga no futuro contra o governo do Falso. Contra Portas é fácil usar o chamado "caso dos submarinos".

Como é menos eficaz Sócrates, ou ex-ministros seus, fazerem esse papel de defesa em causa própria, estes têm empurrado Seguro - um dos poucos socialistas que não estava conotado com o Falso - para fazer esse trabalhinho.

A ideia deve ter vindo de Sócrates, de ex-ministros seus ou então ... dos espiões de que falava Cavaco... 

Após ter feito o que dele se espera Seguro será descartado.

Para emergir o substituto de Seguro, caso seja um ex-ministro de Sócrates, este terá de ser tornado parcialmente imune às patifarias do Governo do Falso.

Tudo será feito para proteger esse homem ainda nascituro.

Coisas que Balsemão podia explicar a Seguro, o idiota útil na cabala dos SWAP

Durante mais de dezoito meses Passos Coelho cometeu o erro de poupar o Governo que o antecedeu.
Foi um erro. Escrevi sobre isso.

Contudo Passos mudou de estratégia e iniciou um ataque ao PS sem poupar Sócrates.

No caso dos SWAP o Governo descobriu que houve falsificação de documentos para incriminar o governo.

O grupo mediático ligado a Pinto Balsemão, a SIC principalmente, é a face mais pública da propaganda  para branquear Sócrates no caso dos SWAP.

Esse branqueamento tem tido outros episódios:

Recordo a história de que este Memorando já nada tem a ver com o Memorando original.
Recordo o renascimento do PEC IV como solução viável para o buraco que Sócrates criou.
Recordo o regresso de Sócrates, o Falso, e depois de Teixeira dos Santos, o boneco insuflável, para ter uma plataforma de se defender publicamente através da máxima de que o ataque é a melhor defesa.

Recordarei outros.

Esse branqueamento do Governo de Sócrates, pretende também impedir que se use a ação desse governo, para diminuir as figuras que no futuro irão substituir Seguro na liderança do PS.

O objectivo é simples - os Socratistas precisam de anular os argumentos contra os Governos de José Sócrates e, se possível, classificar os políticos da ala direita do PSD como mentirosos, tornando pouco credíveis revelações posteriores contra Sócrates.

Quando surgir o substituto de Seguro, caso seja um ex-ministro de Sócrates, será parcialmente imune à memória das patifarias do Governo do Falso. 

Como é difícil socratistas fazerem esse papel de defesa em causa própria, estes têm picado Seguro - um dos poucos socialistas que não estava conotado com o Falso - para fazer esse trabalhinho. Pacheco Pereira e Lobo Xavier têm ajudado, cada um à sua maneira, a esse branqueamento ao venderem, ou deixarem vender sem contradição firme, a ideia de que Passos é pior que Sócrates.

Depois de mim (Sócrates ou Teixeira dos Santos) virá quem o Pacheco Pereira, Rui Rio, Capucho e outros usarão (Passos Coelho ou Albuquerque), para bom de mim fazer (socratistas em geral).

Duvido que a ideia venha do falecido Mário Soares, agora na segunda infância. Deve ter vindo de Sócrates e/ou de ex-ministros Socratistas.

Após ter feito o que dele se espera, TóZero Seguro será descartado, como o é qualquer idiota útil mal passe a inútil.

O PS e a tentação da deriva criminosa - ultrapassado o ponto de não retorno?

A questão da falsificação de documentos para burlar a população na questão dos SWAP é de uma gravidade que, já o escrevi, não deve ser minimizada.

Durante a alegada cabala do PS contra a Justiça do caso de Paulo Pedroso, na altura o verdadeiro número 2 do PS e acusado pelas vítimas de agressão pedófila contra crianças desfavorecidas, bem como durante vários desmandos do governo de Sócrates, o Falso, este partido afastou-se da sua democraticidade original, numa deriva proto-criminosa politicamente assustadora.

Se sob a batuta de Seguro, o Anão, o mesmo PS usa documentos forjados para burlar os portugueses, então fico em crer que o PS como organização se aproxima do ponto de não retorno.

Seguro, a SIC e a nova cabala

Uma vez mais é levantada a suspeita de deriva ilegítima por parte do Complexo Balsemista-Socialista e desta feita contra o Governo democrático da República.

Agora PS, SIC e órgãos de comunicação escrita do Grupo Balsemão não só mentiram, com a ajuda do grupelho extremista conhecido como BE, não só mentiram grosseiramente contra Maria Luis Albuquerque, como, aparentemente, propagandeiam documentos forjados, contra uma pessoa nomeada pela Ministra.

O PSD não deve nem minimizar a ameaça Socrática por esta vir pela mão de um político descartável como Seguro. O PSD e o CDS não se devem acobardar e, se é verdade que o documento que incrimina o Secretário de Estado é uma falsificação com que se pretendem burlar os portugueses, devem levar esse assunto até às últimas consequências.


O PS, a Pedofilia e a cabala dos SWAPs

Se se confirmar a gravíssima acusação do Governo, de que as provas documentais que implicam Pais Jorge são documentos falsificados, então o Governo só tem um caminho: uma queixa crime por falsificação contra quem apresentou as provas e abertura de um inquérito para apurar a verdade.

Também na Assembleia da República deve ser criada uma comissão para esclarecer a possibilidade de no caso dos SWAP estarmos perante uma cabala organizada contra o regular funcionamento das Instituições Democráticas.

O Governo não pode esquecer que o PS não só destruiu as contas públicas no governo de Sócrates, mas no caso em que as crianças vítimas de pedofilia apontaram, e ainda apontam, alegadamente, o dedo identificador a altíssimas figuras dirigentes do Partido Socialista, este inventou, sem qualquer prova, uma pretensa cabala que se sabe hoje ser falsa, como cortina de fumo para a cabala que o PS de seguida lançou contra a máquina judicial.

Poderemos estar no caso dos SWAP perante uma nova cabala de figuras do PS?

No caso da pedofilia, o PS e aliados lançaram uma urdidura contra a Justiça, na mais vergonhosa campanha conta Juízes, Magistrados do Ministério Público, Policia Judiciária, Médicos pediatras e todos os Protetores das crianças agredidas. Essa cabala envolveu movimentos de algumas das mais influentes figuras da vida portuguesa, com violação grosseira do segredo de justiça e terminou com a receção apoteótica do acusado Paulo Pedroso na Assembleia da República.

PS e BE receberam o, na altura, alegado pedófilo como figura heróica e por momentos tememos que os apoiantes do BE, em vez de Che Guevara passassem a usar nas suas bandeiras vermelhas, fotografias de Paulo Pedroso.

Nos dias de hoje, depois do caso Albuquerque e, agora, depois dos documentos falsificados, das duas uma - ou há forças que servindo os interesses do PS forjaram documentos e este os propagandeou ou o Governo escolheu mesmo para Secretário de Estado um "grande SWAPER".

Exigimos saber a verdade e exigimos que o país não seja vítima duma nova cabala.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Joaquim Pais Jorge, o Grande SWAPER

Não havia necessidade...

ADENDA A 07-AGOSTO: acabei de saber que o Governo acusa pessoas ainda não identificadas de terem forjado o documento que tenta implicar JP Jorge como responsável ou co-responsável da estratégia de ajudar Sócrates no seu conhecido modus operandi de esconder dívida pública. Se isso se confirmar então também eu fui burlado por esses falsificadores. Aguardamos os desenvolvimentos deste assunto que agora assume contornos de tipo criminal.

PSD substitui candidato que atropela e foge

Um candidato autárquico minor do PSD, está em processo de ser substituído após ter atropelado fatalmente um jovem de 19 e ferido gravemente a sua namorada, quando conduzia alcoolizado.

Os atropelamentos fatais continuam a ceifar vidas , nomeadamente vidas jovens num país envelhecido.

Quando será que aprendemos?

sábado, 3 de agosto de 2013

O falecido Mário Soares e Semedo

Quando o falecido Mário Soares teve a intuição e a coragem de, na Alameda, lançar o novo grito "O Povo não está com o MFA", seguramente que Louçã estava com o MFA contra Soares.

De que lado estaria Semedo, se Soares e o PREC renascessem: do lado da Alameda ou do lado do MFA?

Esta é a questão.

Imagine-se a sequência

Cavaco Silva, o Sério mas Simples
António Guterres, o Picareta Falante
Durão Barroso, o Camaleão
Santana Lopes, o Pintas
José Sócrates, o Falso
(Passos Coelho)
José Seguro, o Anão

A dúvida sobre a decadência constante da qualidade de decisão dos líderes, só permanece em relação a Passos Coelho. Há neste sinais contraditórios, acentuados com a forma corajosa e particularmente  lúcida com que lidou com a demissão de Portas.

Nos outros foi sempre globalmente a descer.

Globalmente porque Guterres é intelectualmente muito acima de todos os outros mas tem aquele problema de falta de "testosterona" política e Sócrates é intelectualmente superior ao pobre Seguro - este particularmente mau - e só isso compensa o facto de ser o maior criminoso político que vimos desde a saída de Vasco Gonçalves, o comunista.

Pacheco Pereira e a teoria do "bater no fundo"

Pacheco veio uma vez mais, num artigo que versa outra coisa, repetir uma ideia que em breve poderia fazer o seu caminho - caso se confirmasse que a retoma de Portugal vai iniciar-se - a ideia de que só podemos melhorar porque batemos no fundo.

Esta ideia esquece dezenas de exemplos históricos que demonstram à saciedade que o colapso de uma sociedade não tem fundo que a aguente endogenamente e só em boa verdade a ocupação externa pode travar seja que fundo for.

Mesmo aqui ao lado, no espaço a Grécia e no tempo a Argentina, demonstram bem que há muito mais pobreza potencial além da pobreza que já sofremos, caso se desestruture mais a economia do país.

A ideia de bater no fundo pretende desvalorizar os aspetos positivos da política governamental e acentuar os negativos. O país só não piora porque é fisicamente impossível que piore, não porque a crise tenha tido duas fases uma em queda e uma em crescimento.

Esta teoria foi contradita há escassos dias quando a crise no governo provocou um aumento relevante das taxas de juros da dívida no mercado secundário - afinal podia-se ir abaixo do fundo, bastava a ameaça de que Seguro, o anão que mente, tomasse o poder com um partido minoritário.

Todas as foças que defendem a economia de mercado e não estão em campanha eleitoral sabem disso.

Como eu expliquei antes do discurso de Cavaco a 10 de Julho, o PR e, num certo sentido Passos Coelho, nesta crise entregou, assustados, a UGT e as Confederações patronais no regaço do governo, exatamente porque todas viram o que já sabiam: não há fundo e as coisas podem piorar e podem piorar muito.

Antevejo que a teoria do bater no fundo fará algum percurso entre diversos opinadores e protagonistas. Contudo, tal como aconteceu com a teoria de que Albuquerque mentiu, a escassa inteligência desta explicação é como a espuma da cerveja: enche o copo mas dura pouco.

Mas as más noticias para os Velhos do Restelo não são as que levam Pacheco a falar em bater no fundo ou no sindicato do Governo. Essas são oscilações que serão contraditas por noticias negativas para o Governo e positivas para os detratores do Governo.

As más noticias virão mais tarde como mencionei a 31 de Julho e os Velhos do Restelo e as suas lamentações de vem aí uma crise para 20 anos, serão devastadas.

Balsemão e o ataque ao CDS / PPD

O Expresso, a SIC e outros órgãos de comunicação de Balsemão foram sempre máquinas de propaganda do poder instituído e da lógica socialista - que vai da ala esquerda do PSD à ala direita do BE, incluindo todo o PS com a possível exceção de um ou outro elemento de integridade pessoal excepcional e que por isso faz perigar o interesse do grupo.

É evidente que o conjunto da imprensa pensa grosso modo da mesma maneira, à exceção de um ou outro elemento radical da esquerda ou da direita e de um ou outro elemento íntegro como Gomes Ferreira - e veja-se aqui o desconforto da sua entrevistadora que seguramente sabe o que quer Balsemão e o leve tremor de Gomes Ferreira que sabe ter a carreira em risco naquela casa.