terça-feira, 25 de novembro de 2014

Mais sinais de cabala da área PS contra a justiça



Área PS continua na montagem da fase inicial do esquema que conhecemos no caso Paulo Pedroso.

Sócrates sabe que vai ser detido, pois os comparsas são ouvidos pela justiça. Escolhe o momento em que regressa a Portugal. O grupo Balsemão, neste caso a SIC, é avisada e monta uma câmara escondida para gravar imagens do carro da polícia que leva Sócrates, suficientemente escuras para não se perceber nada, mas suficientemente claras para se poder acusar a policia de “coboiada”. Imagens verdadeiramente claras fariam mal a Sócrates e nada acrescentavam aos mentores da operação contra a justiça. As sombras faziam o serviço.

Nada pois de imagens focadas que um simples telemóvel podia obter com clareza dentro do avião, no aeroporto ou à entrada para o carro da polícia. Apenas sombras indefinidas, just enough para atacar a justiça.

A SIC, o Expresso e imagino que em breve a visão, montam depois o circo mediático em que inúmeros comentadores acusam a justiça de promover a fuga de segredo, mas esquecem-se de dizer que a fuga foi entregue à SIC.

Ontem o advogado de Sócrates promove uma descarada fuga de segredo de justiça para proteger o seu cliente, pré-anunciando em alta voz a decisão do tribunal e defendendo a posição de Sócrates. Nada de misturadas com o amigo e o pobre motorista e nada de confronto com o facto de que um arguido (o advogado) não merecia ficar preso. Finge pateticamente que pensava que a imprensa já sabia da decisão judicial, quando sabia muito bem que todas as rádios e televisões estavam a leste.


Reação dos meios de comunicação a esta fuga em direto e à miss en scéne, com um autor que se auto-revela? Zero.

Contra a justiça vale tudo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sócrates, Marinho e Pinto e duas cartas de Duarte Marques

Marinho e Pinto é mal querido pela esquerda e pela direita. Em boa parte isso acontece por dizer coisas que só tem coragem de afirmar quem não tem acesso à televisão e aos media de grande dimensão. Isso é um mérito.

Mas essa coragem convive no mesmo homem com problemas inultrapassáveis de incoerência.

O mais visível foi o seu comportamento quando conseguiu deitar as mãos ao ordenado de até 18.000 euros todos os meses, como eurodeputado. Isso deu-lhe acesso a meios financeiros superiores aos habituais e perturbou-o. 

Como bem lhe recordou um deputado do PSD, numa troca de cartas mal escritas mas cheias de verdades, publicadas no Expresso e de que Marinho e Pinto sai muito mal-tratado, quem envereda pelo caminho fácil de dizer que os ordenados dos eurodeputados são uma roubalheira ao povo deve devolver a parte que considera excessiva, como faz o espanhol Iglesias do Podemos.

Não se pode abotoar com ele usando desculpas esfarrapadas. Se o ordenado é mau para os outros tem de ser mau para ele. Marinho aparece, aplicando-lhe o seu próprio remédio, como um comilão.

Ao pé de Sócrates que aparenta ser, com o seu amigo Salgado do BES, o grande comilão, Marinho e Pinto é apenas um pequeno comilão. Mas o que espanta é que enquanto Sócrates viveu anos de contenção, Marinho vendeu a alma na primeira oportunidade. Foi triste e, principalmente, foi precipitado.

É claro que Sócrates é acusado não apenas de ganância, mas de crime. O seu dinheiro, ao contrário do ordenado de eurodeputado de Marinho e Pinto, terá sido roubado não em sentido politico, mas no sentido criminal.

Mas também é verdade que Sócrates, como Marinho e Pinto, foi corajoso nalgumas medidas. Menos corajoso que Passos Coelho, mas corajoso.

Temos portanto três homens corajosos politicamente: Sócrates que a justiça acusa de ser um bandido, Marinho que Duarte Marques pôs na ordem recentemente, por destilar ódio, ser ignorante e ser incoerente e Passos Coelho que, não sendo um Sá Carneiro e rodeando-se de figuras pouco recomendáveis como Relvas e Paulo Macedo, está léguas acima dessa gente.

Marinho e Pinto já no passado saiu em defesa de José Sócrates e volta a fazê-lo exprimindo todo o ódio que verte há anos contra juízes e procuradores. Esse ódio, essa cegueira que confunde justos com pecadores só porque usam a mesma farda, é da mesma natureza da que o atrai para os 18.000 euros mensais de eurodeputado: é a perturbação emocional que levou à sua ascensão e levará à sua perdição.

Confesso que me desiludiu pois cheguei a pensar que esse demagogo iria causar problemas ao status quo, mas o tempo esclarece que pode suicidar-se, reduzindo-se à insignificância antes dessa praia.

Dias Loureiro - o nosso pequeno Sócrates

Onde pára Dias Loureiro, o pequeno Sócrates da "direita"?

Para quando um esclarecimento judicial sobre o seu papel no assalto ao BPN?




domingo, 23 de novembro de 2014

Vasco Lobo Xavier e a pergunta certa

No Corta Fitas VLX pergunta e bem se os demais herdeiros do avô rico também circulam de Mercedes de 100.000 euros e compram apartamentos de 3 milhões à custa da fortuna que a mãe de Sócrates herdou.

Já agora quem é essa misteriosa  e ancestral figura milionária? E a fortuna que deixou valia quanto??

Sócrates, os tontos e Nuno Garoupa

Nuno Garoupa, que consegue ser catedrático de direito e não ter o provincianismo do costume, diz, numa entrevista hoje no Expresso, o óbvio. Que o julgamento judicial e o julgamento político são coisas diferentes, que seguem regras diferentes. Há muito que o afirmo, em contracorrente.

Mas não diz a outra parte, a politicamente muito mais incorreta: essas regras são dúplices. Castram o julgamento político cingindo-o às normas do julgamento judicial, mas só se aplicam quando o acusado é de esquerda.

Quando é de direita nem é necessário haver acusação judicial - avança-se direto para o julgamento popular sem mais demoras. Veja-se o caso de Portas e dos submarinos.

Quando o alvo está à esquerda, pode ser acusado pela magistratura de crimes sexuais contra crianças  ou corrupção à escala dos milhões, que a presunção de inocência no julgamento judicial é usada para impedir o julgamento político. Fortíssimos indícios judiciais de saque em larga escala são silenciados porque todos são inocentes até prova em contrário.  E os mesmos que enfatizam a presunção de inocência judicial, tratam de atacar a justiça com todas as forças que têm para impedir o julgamento dos apaniguados. Não se pode julgar politicamente até haver julgamento judicial e depois impede-se o dito. O que interessa, percebe-se, é que os putativos criminosos de esquerda nunca sejam julgados pois eles na verdade não são inocentes à partida - são é inocentes à chegada.

Quando o alvo está à direita, mesmo que tão só culturalmente, aí já basta a teoria da conspiração e zero provas, para as Anas Gomes (inteligente mas desaustinada) e as Claras Ferreira Alves (também desaustinada, mas sem o resto) gritarem "fogueira, fogueira"  à primeira suspeição jornaleira.

Para atacar a direita e as profissões independentes não há presunção de inocência. Ela só existe quando se atacam, com fortes indícios, os indiciados corruptos à esquerda.

Pablo Iglesias ataca Sócrates, Salgado e Costa

Pablo Iglesias, numa intervenção a convite do BE, atacou ferozmente Sócrates, Salgado (o tal do BES onde Sócrates terá escondido os milhões) e António Costa, antigo número dois de Sócrates, pois declarou que Portugal tem uma elite sem vergonha. Provavelmente estaria também a pensar nos Varas, Dias Loureiros, Limas Duarte e resto da pandilha.

O mais importante membro da elite sob suspeita de não ter vergonha parece-me ser, não um alegado criminoso, mas o próprio António Costa: ele era ministro da Justiça e da administração interna (pasme-se) enquanto o seu grande amigo alegadamente roubava o país.

A vergonha, aliás, também não abunda na rapaziada do BE e do Livre.

Sócrates e Elina Fraga, Bastonária da Ordem dos Advogados

Será que Elina Fraga, a bastonária da Ordem dos Advogados, se vai prestar para fazer para o PS o trabalhinho que José Miguel Júdice fez no caso Carlos Cruz / Paulo Pedroso?

Sócrates e Costa: o azar de haver o Partido Livre

António Costa tem um problema prático. Uma das partes que alinhou ao lado do PS na teoria da conspiração, de forma a tentar salvar Paulo Pedroso e Carlos Cruz, tem agora um partido que compete com o PS pelo mesmo eleitorado: o Livre.

O Livre não vai apenas canibalizar o BE, vai tentar canibalizar o PS.

O interesse objectivo do Livre é que o PS caia sem se destruir. Isso pode passar por uma ajuda apenas suave a José Sócrates, de forma a manterem a sintonia emocional com o eleitorado da esquerda PS, facilitando a transferência de votos, sempre tão clubísticos em Portugal.

É diferente o "apoio suave" da campanha aberta que montaram com Paulo Pedroso. Se o PS avançar para a cabala contra a Justiça está quase só.

Sócrates: o dilema de Costa

Costa tem um dilema com Sócrates.

Se o PS não montar uma urdidura como fez no caso da pedofilia, será esmagado pela Justiça, pois os sinais de que Sócrates é corrupto são avassaladores há muitos anos, mesmo se até agora nunca provados.

Se montar uma urdidura contra os Juízes e os tribunais, o PS vai ter de travar durante 2015 uma batalha em duas frentes: uma contra a Justiça e outra contra o governo.

Pode sair-lhe a sorte grande e o governo entrar nessa batalha e entrar mal, permitindo ao PS transformá-la numa batalha política. É improvável que o PSD e o CDS caiam nessa tentação. Provavelmente vão ficar calados diminuindo a chance do PS ter sucesso na invenção duma cabala contra si, como fez no caso da pedofilia, em que fingiu que existia um príncipe negro na sombra que manipulava, através duma organização secreta, as crianças alegadamente violadas por Pedroso, os educadores dessas crianças, os pediatras, a polícia judiciária, a procuradoria da república e os juízes.

Quem é esse Príncipe Negro? perguntou na altura o procurador. Como consegue ser Todo-Poderoso? Como recruta os seus agentes? Quem são os seus agentes? Onde está a sua sede? Como se financia?

Depois do caso Paulo Pedroso o PS governou anos a fio, tendo na sua mão o ministério da justiça, a administração interna (nas mãos de Costa) e outros. Descobriu esse príncipe negro? Não descobriu. Porquê? Porque não existe.

Agora, pretender como se esboça, que o Principe Negro que não existe está de volta, é uma teoria da conspiração que não vai funcionar tão facilmente. As provas contra Sócrates, suspeito, não são apenas testemunhas. São provas documentais.

Mas o drama de Costa permanece: que caminho seguir?

Daniel Oliveira hesita no Expresso

Daniel Oliveira, mais inteligente que Clara Ferreira Alves (também não é difícil), escreve de forma cautelosa. Ainda não aderiu à campanha contra a justiça.

Provavelmente Daniel Oliveira suspeita duma coisa que Clara não percebe pois limita-se a vomitar as cassetes da ideologia dominante:

O caso contra Sócrates não se vai basear apenas em testemunhos, por credíveis que sejam, como foi o caso da Pedofilia contra Carlos Cruz e Paulo Pedroso. Há documentos.

No caso Sócrates a máquina judicial já aprendeu com a ofensiva do PS contra a Justiça. Sabe o que vem aí. Pensou nisso.

Daniel Oliveira suspeita que contra Sócrates a coisa pia mais fino.

Maria de Lurdes Rodrigues

O Diretor do Expresso escreve hoje on-line um artigo bem mais equilibrado que o desvairado artigo de Clara Ferreira Alves. Diz uma coisa com que concordo, mesmo sem provas para isso. A ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues parece ter sido condenada injustamente por um tribunal. Recorreu. Mas, recordo, a senhora tem uma carreira académica sólida, não dedicou a sua vida a mentir, a destruir um país, a viver uma vida faustosa que os seus rendimentos oficiais não podiam justificar, não publicou leis para se proteger no futuro e ninguém a acusou de ter roubado em corrupção milhões e milhões de euros ao povo.

Sócrates é um caso bem diferente.

Com Sócrates o lema vinha com o seguinte travo:
Paguem-nos impostos para nós darmos o vosso dinheiro aos nossos amigos.

Sócrates: Avança a bom ritmo a difamação contra a justiça, a caminho da cabala contra a justiça

A campanha de difamação contra a justiça e a sua concorrência a caminho da cabala contra a justiça progride por parte do PS e seus aliados.

Vimos isto no Caso Casa Pia para proteger pedófilos com acusações transitadas em julgado e em que as provas que incriminaram os criminosos incriminavam também o número dois do PS - Paulo Pedroso.

Estratégia?: mesma de sempre. Demonização das vítimas (como no processo da Pedofilia), dos defensores das vítimas (na Pedofilia os educadores da vítimas, os médicos das vítimas, da polícia e a demonização dos defensores do apuramento da verdade (procuradores e tribunais) + insulto a quem passe a mensagem da parte contrária (jornais como o Sol que interesses estabelecidos tentaram destruir) + teoria da conspiração sem provas.

Vejam hoje no site do expresso o artigo de Clara Ferreira Alves, cheio de vícios de pensamento mal-intencionados porque dirige esses vícios em grande parangonas para defender aliados (o PS) mas voa baixinho quando o alvos estão no outro lado.

Um procedimento processual, mesmo quando acertado, se tiver por alvo o PS ou a esquerda é crime lesa majestade. Quando tem por alvo o outro lado (o governo e as empresas que não estão a soldo do PS) é um detalhe esquecido e o que interessa é a substância da questão. 

Alegada corrupção de Sócrates: Vida privada?

Ângelo Correia do PSD e figuras do PS avançaram com um argumento conhecido por essa bandas: os putativos crimes de Sócrates seriam assuntos da sua vida privada e nada teriam a ver com o PS.

Mas o Sr. Sócrates não cometeu alegadamente os crimes que cometeu durante o exercício de funções públicas e usando a influência que adquiriu por ter o cargo público que tinha?

Não Ângelo Correia.

Para o corrupto que embolsa vinte  milhões, a fortuna parece-lhe de facto muito privada.

Mas para nós que a pagámos com os nossos impostos parece-nos uma coisa muito pública.

Fica a questão de saber porque sai a terreiro parte da classe política para defender o indefensável em José Sócrates.

sábado, 22 de novembro de 2014

Percebem agora para que serve o programa de Sócrates na RTP?

Avisei por escrito no passado e repito agora:

O programa de Sócrates na RTP tinha como plano dar-lhe uma tribuna para atacar a justiça. Quando for libertado, se a RTP alinhar (como se espera que alinhe) o maior criminoso político desde Vasco Gonçalves, demonstrará como é patético e ineficaz o silencio do Ministério Público.

O silêncio dos procuradores

Ao contrário do que acontece nos países civilizados, entre nós a Procuradoria não dá entrevistas à imprensa. O procurador que acuse um putativo criminoso poderoso, como alegadamente será José Sócrates, é alvo duma campanha pública dos defensores do acusado, no caso de Sócrates vimos já hoje, no dia zero, o branqueador de serviço na SIC, ou João Soares ou mesmo o Francisco Louçã.

O procurador não responde.

Apanha e não responde.

A coisa torna-se unilateral: os advogados do Sr. Poderoso aparecerão constantemente na televisão como vimos com Paulo Pedroso e Carlos Cruz. O procurador cala-se.

Isto não defende a independência, a isenção ou a autoridade da justiça. Fragiliza-a e permite que seja julgada nas televisões sem se defender.

Já começaram as cenas que todos recordamos: Costa declara-se amigo do putativo criminoso, Louçã e Soares apareceram a questionar a detenção de Sócrates para prestar declarações.

Percebemos que da sua casa Sócrates podia proceder à destruição de provas. Louçã não.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Vitória de Costa

Discurso fraco, mas isso já se sabia. O homem não nada para dizer.

Discurso feio, antidemocrático.

Socrático. O mesmo homem que protegeu Paulo Pedroso está de volta.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Costa e Barroso

Costa lembra-me Barroso.
Os dois tinham / têm uma entourage que os reclamava / reclama como grandes líderes da nova geração.
Em ambos os casos quanto mais falarem mais se afundam.
A mensagem de Costa então, é cristalina: comigo o PS tem mais possibilidades de vencer. Eis o cerne da sua alternativa: ele próprio.
Ambos tinham / têm como adversários funcionários sem ideias nem ideologia. Um Nogueira e o outro Seguro.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Viva a Constituição.

Morte aos Estatutos. PS dixit.

Golpe de Estado no PS?

Em curso.

Em todas as frentes. Incluíndo a bancada dos deputados (escolhida por Sócrates)

Diz muito da natureza de Costa.

Também diz muito da sua natureza os nomes que o apoiam: Freitas do Amaral, Ferro Rodrigues, José Sócrates, Mário Soares. O mais triste, Freitas, declara qual virgem enganada "eu tinha consideração por Seguro, mas..". Pois. Se surgir um candidato com melhor imprensa que Costa, tu até tinhas consideração por Costa..."

Como dizia Soares "feio, feio é perder".

Para ganhar vale tudo.Até o mais plebliscitário dos populismos, desde que traga na travessa
 a cabeça dos adversários dos nossos amigos.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Um problema chamado Marinho Pinto

Já repararam no silêncio?
Tratasse-se do Livre, pelo mesmo que Marinho Pinto conseguiu nas urnas, falar-se-iam horas atrás de horas nas televisões.
A esquerda, sempre histriónica, está caladinha. Percebe-se que Marinho Pinto não é um deles.
Os media fazem o silêncio suportável. Percebe-se que Marinho Pinto não faz parte das cliques do politicamente correto que alimenta as empresas do regime.
A direita está estonteada e teme a erosão da sua base de apoio por um MPT de Ribeiro Telles, com uma voz da altura de Marinho Pinto.

Na forma como alegadamente se usam todos os truques para excluir as candidaturas presidenciais de discurso imprevisível, ou seja livre, percebe-se o medo do status quo.

Como uma das especialidades da esquerda é a mentira grosseira, incluíndo a falsidade do seu discurso sobre a mentira propriamente dita, Marinho e  a sua voz de trovão corre o risco de fazer muito mal a essa gente.

Vai ser divertido.