terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Jornal o Público: os ricos são pouco solidários e o complexo politico-mediático não descansa.

O Jornal o Público traz uma notícia que apela à abjuração da educação e da vida economicamente digna, com várias nuances e poucos números. Fala de algumas coisas interessantes pela rama, citando um estudo da Universidade Católica.

A notícia é sobre um trabalho que vai no futuro ser apresentado, com o apoio duma princesa de uma casa real europeia.

Não conheço o estudo da Universidade Católica e seguramente não fico a conhecê-lo lendo a notícia que o Público faz sobre esse estudo nascituro.

Informar não é uma das missões principais dos nossos media, sendo claramente menos importante que fazer uns títulos sensacionalistas, dominados pelos clichês marxistas, nomeadamente que os ricos são maus, com a eventual exceção da princesa que aí vem bater palmas.

Nesta notícia os ricos são as pessoas que ganham, ilíquido, a partir de 4000 euros mês, ou seja cerca do salário mínimo do Luxemburgo em termos líquidos - isto contando por baixo o que lhes é dado pelo estado em género de um lado e de outro.

Porque são tão maus estes ricaços? Porque não valorizam a solidariedade social, entre outras maldades.

O que é a solidariedade social para o rico que ganha em Portugal aquilo que dá o salário mínimo no Luxemburgo? Provavelmente será dar dinheiro a quem tem menos e pagar com os seus impostos viagens a princesas que provavelmente gastam num mês o que eles ganham num ano.

O que é a solidariedade social para o pobre que ganha em Portugal uns míseros 500 euros por mês?  Provavelmente será receber dinheiro de quem tem mais.

Ou seja, o Público, até prova em contrário, parece ter descoberto que as pessoas preferem receber dinheiro do que dar dinheiro.

Não sei se descobriu que os referidos ricaços 4000 ilíquidos, se chateiam de ser alvo da extorsão estatal, pois sabem bem que o  anti-Robin Hood socialista os insulta primeiro e lhes tira o dinheiro depois para o depositar nos bolsos dos seus amigos - nobres ou plebeus - que com felicidade dividem entre eles parte da coleta.

Descobriu também o Público que as pessoas são cada vez mais individualistas, desconfiadas, cada vez mais defendem o "cada um por si", "olho por olho, dente por dente", valorizam principalmente os "valores imateriais", a "família", a "honra", o "amar e ser amado".

Muito coerente.

O estudo até pode ter qualidade, o que por bom senso se duvida. É impossível é extrair isso do artigo do Público, tal é a incompetência da notícia que parece tão só aproveitá-lo para regurgitar acriticamente lugares comuns promovidos pelo complexo politico-mediático.

Os grandes escritórios de advogados

Em todos os países desenvolvidos há grandes escritórios de advogados.

Esses escritórios têm obrigações éticas como toda a gente e os que não as cumprem devem ser criticados.

Agora, se me permitem a redundância, em todos os países desenvolvidos há grandes escritórios de advogados, pelo simples facto de que há problemas jurídicos que necessitam da intervenção de organizações com uma massa crítica mínima.

Triste seria se grandes escritórios de advogados estrangeiros tomassem conta dessa área de atividade e os nossos advogados fossem empregados deles.

Ainda o larapiozito da Meta dos Leitões: Tira um curso rapaz. Vais ver que ajuda.

O homenzinho da Meta pode ser mais competente a roubar militantes do CDS do que foi a não ser roubado por José Sócrates, mas é nos atos mais competente que nas palavras o homenzinho que sonhava em refocar um debate mas enganou-se, anunciado que o ia desfocar ... e não é que acabou mesmo a desfocá-lo? (veja-se esta desfocante listagem de rankings, entrecortados por má poesia, sem réstia de apresentação dos dados e das fórmulas originais e que o senhor acha tratar-se de um estudo - o ex-editor da ex-marxism today, vai concerteza perdoar-me do alto do seu fundamentalismo mas vejo-me obrigado a inspirar-me num olhanense, para perguntar retoricamente "letras, letras, números nenhuns. É assim que eles enriquem móce?).

O meu conselho? - Tira um curso rapaz. Vais ver que ajuda.

Socratistas e Bloquistas - o sucesso dos leitões é a vitória dos porcos

Um conhecido blog exulta porque num restaurante para os lados da Mealhada 15 militantes do CDS foram roubados nos leitões.

A grande alegria dos burlões da moderada esquerda e dos mitómanos da extrema esquerda tem duas razões:

A segunda, é que roubar dinheiro como castigo por delito de opinião (ser do CDS) cai sempre bem à extrema esquerda. Fora desse blog todos nos lembramos do camarada Otelo que se propunha imitar Pinochet e pôr os fascistas numa praça de touros (seria para lhes dar rosas?). Falhado o PREC, não se podendo passar mandatos de captura em branco, roubar os fascistas, às vezes, é o que se pode fazer.

A primeira, é que quando um leitão por afinidade se convence que quem o rouba não é quem o obrigou a endividar-se sem lhe dizer água-vai, mas sim quem o faz pagar a dívida que contraiu, (explicando-lhe mil vezes que depois de se deixado enganar por Sócrates, Costa e quejandos, tentar não pagar é condenar-se à miséria e aí não há leitão que o salve) cai sempre bem aos Socratistas que anseiam por endividar o nosso povo outra vez.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Definição de Complexo Político-Mediático

Os media, ao longo dos anos, desenvolveram interesses comuns com os interesses do poder político do centrão que se extende a partir da ala esquerda do PSD, atravessa o PS e inclui as pessoas mais bem falantes da extrema esquerda.

Existe, entre ambos, uma permeabilidade biunívoca em que as pessoas saltam de um lado para o outro com enorme velocidade, usam uma cartilha comum do que é politicamente permitido dizer-se e não hesitam em suprimir, com um redescoberto lápis azul, quem os aponta como alvo.

Estes media, apesar de usarem uma linguagem que é a linguagem da esquerda, não estão já do lado da esquerda. Estão do lado do ouro que existe  - a caça ao dinheiro dos contribuintes, o acesso a bens comuns naturalmente escassos e os descontos competitivos no preço da burocracia socialista.

A corrente facilidade com que se admoestam escritórios de advogados é prova da viragem do poder centrado nas profissões jurídicas para as centradas nos media.

É só suster a respiração e esperar que passe.

Sem investigação jornalística própria e sem transparência por parte do Estado,  os media só reproduzem a ponta do iceberg do colapso em curso na medicina e na saúde em Portugal que lhes é fornecida por organismos com uma agenda de defesa reivindicativa dos seus associados, como por exemplo os sindicatos.

Melhor que nada, é certo, numa reação que era de esperar, após ter-se colocado um cobrador de impostos não num lugar técnico de bastidores que tratasse da parte de gestão financeira da saúde, mas no lugar de Ministro duma área que exige o que ele intrinsecamente não tem - respeito pelos direitos das pessoas e compreensão pela dinâmica dos grupos de trabalho.

No que toca à gripe e às suas mortes é só suster a respiração e esperar que passe, pensarão.

Que passe  o Inverno e que passe a Parkinsónica agitação dos media, que procuram vender o último sensacionalismo que arda tão fácil, tão visível e tão fatuamente como a palha.

Sabemos que o cobrador de impostos é melhor que a troika socialista do Falso, do Narciso e do Anão, mas como disse a propósito de Ariel Sharon, já não basta ser-se melhor que um Hamas no caso de Israel e não basta ser melhor que a troika socialista. É preciso mais.

Quando saberemos ultrapassar a fratura pendular entre a prosápia anencéfala dos burocratas que não compreende a natureza humana  e a energia vesga dos plutocratas que despreza quem não é visita de casa?

Quando  aprenderemos com os idos de quinhentos e optamos pela energia lúcida da ambição realista?

História do complexo político-mediático e três exemplos de Centros de Excelência em destruição .

A história do complexo político-mediático também passa pelo seu silêncio na degradação-com-vista-à-destruição de instituições de excelência em Portugal.

IPO's.
Maternidade Alfredo da Costa.
Hospital de Santa Cruz.

A destruição de grupos altamente diferenciados, com sub-culturas de excelência, pela dupla Sócrates / Paulo Macedo e os mesmos yes-man de serviço a ambos.

A má moeda de que falava Cavaco, antes de se tornar ele próprio co-responsável pela má moeda.

A morte e o cobrador de impostos

Mais  um caso em que Paulo Macedo, o grande cobrador de impostos a quem Passos Coelho entregou uma pasta social, e a sua política de poupança incompetente, são responsáveis por falha de assistência médica a doentes graves, abandonados à sua sorte.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Porta da Loja: um pequeno senão

Recomendo a leitura deste post Porta da Loja.

Um senão: classificar como idealista o pensamento totalitário que tortura (sim, literalmente) e fuzila (sim, literalmente) os seus adversários políticos desarmados.

Essa é uma vitória histórica da esquerda totalitária: até os democratas os classificam de idealistas.

Mussulini não era idealista mas Estaline, Mao e Fidel eram idealistas.

O meu conselho ao "Porta da Loja": aperceba-se dessa colonização e não peça desculpa por ser democrata.

Confundir o erro com a mentira - umas das doenças do complexo politico-mediático

 A doença acima citada vem a propósito de um post do Aventar que repete um lugar comum em muitos meios. Não é específico desse blog mas não é aceitável. Contudo não se deve exagerar a culpa do Aventar no disparate - é como digo um disparate corrente.

Apesar de ser evidente que Sócrates é um mentiroso, a peça trazida do youtube nesse post em relação ao antigo primeiro-ministro tem um problema: é ela própria basicamente uma falsidade.

Passa-se o mesmo com a peça em relação a Passos Coelho.

Esses videos são falsidades de um tipo diferente da mentira. Não são mentiras e os seus autores não são mentirosos. Estão grosseiramente errados mas servem um sistema de mentira com o seu erro.

Explico-o por "noblesse obrigue", pois exigiria um longo texto para tratar este tema e um blog não é o sítio ideal para textos desses.

Uma pessoa que faz uma antecipação em relação ao futuro e se engana, só é um mentiroso se se enganar propositadamente. Pode, por exemplo, ter-se enganado na antecipação do que iria acontecer por escassez de dados disponíveis ou pela natureza do assunto que se antecipa. Quando essa antecipação se refere ao próprio comportamento, também aqui podem acontecer várias coisas e uma delas é ter-se enganado em relação à evolução futura e ainda assim manter a obrigação de corrigir a trajectória sem se afastar do seu posto.

Não sendo a economia uma ciência exata, o engano em relação a fenómenos futuros é a regra. Não perco tempo a explicar porque é que sendo o engano a regra se investem milhões em todo o planeta a tentar antecipar esse futuro. Isso seria pedir demais neste post.

Mesmo em ciências mais evoluídas como a Medicina, isso acontece corriqueiramente. Um médico pode antecipar que um pé de um doente vai melhorar com medicamentos e depois verificar-se que o pé necrosou e tem de ser amputado. O pior que o médico podia fazer era, para ser "coerente",  não amputar o pé deixando morrer o doente.

Para além da confusão anterior os videos do Aventar / youtube contêm outra falsidade: falseiam a natureza das promessas eleitorais apresentando-as como mentiras pessoais. O que se afirma em campanha eleitoral num Estado tão pouco transparente como o nosso, por parte dos partidos da oposição pode enfermar do problema acima exposto - dificuldade acrescida na previsão do futuro - e  enferma de um problema sistémico: o povo exige que se façam promessas douradas e castiga fortemente quem se recusa a fazê-lo. Essa mentira específica - as promessas eleitorais - é uma mentira partilhada entre o povo e os dirigentes partidários.

Sou contra essa mentira eleitoral, sendo contra quem alinha com essa exigência do eleitorado porque estou na convicção que é possível ganhar eleições, por uma margem menor mas ainda assim ganhar, falando verdade. Exige um enorme esforço de preparação em relação às promessas do adversário e exige a escolha de uma linguagem que não é a expontânea mas é passível de ser construída.

Há dez anos não seria possível mas agora é.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Morreu Ariel Sharon

Ariel Sharon foi um herói para a nação israelita, um chefe militar audaz, de uma coragem pessoal e como líder, muito acima da média.

Israel é o único país do médio oriente, onde existe um estado de direito com alguma proximidade com o que se observa na europa e o único país da região onde a vida humana tem algum valor. É claro que a Turquia e, mais distante, a Jordânia, são também países onde o estado é minimamente fiável, ainda assim muito aquém de Israel.

Com a exceção da Turquia, se algum país da região tivesse a capacidade militar de Israel e Israel tivesse a capacidade militar desse país, ou seja se se invertessem os papeis, esse país fosse ele a Síria, o Líbano, a Jordânia, a Palestina sou outro, Israel desapareceria do mapa em 72 horas.

Estando em guerra, Israel usa para os seus vizinhos a força que tem, de uma forma mais branda do que a que seria usada para consigo na situação inversa.

Dito isto, importa dizer também que  isto não chega. Ser melhor que os nossos inimigos não chega.

Os massacres de Sabra e Chatila exemplificam isso muito bem e esse ato terrorista tinge de forma indelével a memória de Sharon. 

O facto do Estado de Israel ser um estado religioso, de Israel ser uma potência nuclear graças à França, de Israel tornar a vida dos palestinianos uma humilhação diária, de colocar colonos no seio do território de um país vizinho, de impedir o crescimento económico da palestina destruindo sistematicamente infra-estruturas e organizações de desenvolvimento social, exemplifica muito bem que ser-se melhor que os inimigos não chega.

De Klerk, na África do Sul, sonhou em construir um país só para os brancos, dividindo o território da África do Sul em vários países mononacionais. Falhou porque, segundo ele, os brancos foram gananciosos: queriam tudo o que tinha valor para eles próprios e o refugo para os negros.

Também Israel falhará pela sua ganância em querer o bife do lombo para si e o inferno para os palestinianos. Geração atrás de geração, os palestinianos não aceitarão o que lhes é dado por Israel.

Esperemos que o desaparecimento da geração que fez nascer Israel dê azo à ascensão de uma geração que permita a Israel sobreviver. Se a primeira só se podia fazer pela guerra, a segunda só se poderá fazer pela paz.




Pulido Valente, Camões e Eusébio

Pulido Valente escreve um artigo alegando que Eusébio ficaria bem no Panteão Nacional se não tivesse de suportar a companhia de quem lá está. 

Acha que Eusébio era um génio na sua profissão, tal como Amália e por isso devia ter direito a um Panteão.

Acontece que, seja por causa do joelho, seja por falta de talento, Eusébio era um jogador inferior a, por exemplo, Cristiano Ronaldo. Não é preciso ser perito: basta ver as imagens de jogos de Ronaldo, Maradona ou Pelé para se perceber que Eusébio não era do mesmo campeonato.

Eusébio era do campeonato de Carlos Lopes, outro grande desportista da segunda linha mundial na sua profissão, para usar a expressão de Pulido.

Eusébio, como os desportistas citados, era de uma enorme destreza motora no futebol e despertava o entusiasmo das massas. Golo, golo, gritavam os seus adeptos. Vitória, ganhámos, viva.

Amália tinha também uma enorme destreza motora: a sua voz. Emprestava a essa voz uma emotividade especial. Como a voz, o mais fantástico dos instrumentos, canta uma letra e canta uma música, suscita uma admiração especial. De qualquer forma a voz humana, por si só, desperta um tipo de emoções mais elevadas que o primitivismo do ganhámos, golo, viva.

Só que o que distingue a especial natureza da humanidade não é a sua competência motora, pouco impressionante quando comparada com a de uma águia ou a de um grande felino.

É o seu espirito.

Se Pulido tivesse escrito o romance ou o ensaio genial, para o qual parece ter mais talento do que a resiliência e obstinação necessárias, gostaria de ser recordado num panteão entre o Ronaldo, o Carlos Lopes e o Eusébio?

Ou preferia ficar entre Eça, Garcia D'Orta  e Camões?

Onde queria, acresce,  Pulido que ficassem os cenotáfios do Infante D. Henrique e D. Nuno Álvares? Ao lado de Ronaldo e Eusébio?

Façamos um último exercício. Imagine-se um Panteão Nacional nos Estados Unidos. Proporia, se fosse norte-americano, que esse monumento fosse enxameado pelas dezenas de Eusébios que essa nação produz todas as décadas em cento e um desportos ou por verdadeiros heróis e inspiradores como Adams ou Lincoln, Twain ou Jefferson, Edison ou Disney, Carnegie ou Salk?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Aventar desilude. Drago não.

O Aventar já teve mais interesse, apesar de continuar a valer a pena visita-lo. Neste post aparece em grande plano a inspetora Ana Drago, deixada impune - como é deixado impune o PCP -  pelos seus opositores de direita que julgam, mal, que responder à extrema esquerda serve apenas para valorizar a extrema esquerda, quando nos assuntos versados era fácil responder a Ana Drago verberando no mesmo tempo o principal responsável pela destruição do país, o PS.

Isto presumindo que não houve resposta, porque se a houve e foi apropriada seria desonesto não a publicar.

O fanatismo da Ana Drago que nas comissões de inquérito deixou, demasiadas vezes, bem visível o seu estilo de polícia política, não merece resposta detalhada. A pulsão pidesca dos extremistas não é novidade.

Mas há um assunto que merece resposta: a sua alusão aos SWAP.

Em relação aos SWAP a Ministra das Finanças utilizou, e bem, esse instrumento enquanto gestora pública com lucros de milhões de euros para o estado. Ana Drago sabe bem qual é a diferença entre o uso legitimo de um instrumento financeiro legal como os SWAP e o seu uso ilegítimo. A própria ministra lho explicou e todos podemos ver isso no Youtube. Ana Drago e o resto dos totalitaristas da extrema esquerda, sabem bem que o facto de se estacionar um carro bloqueando o acesso a um parqueamento público ser ilegal, não torna ilegal estacionar carros em termos gerais. O autor do post do Aventar pode não saber e ir atrás do gado mas Drago sabe-o bem. A direção do PS que é moderada mas não é honesta também sabe.

Isto sobre a acusação à Ministra das Finanças.

O resto suscita igual repulsa mas não há tempo nem pachorra.

Um ano de socialismo vendido com 90% de desconto. Tomem lá que é democrático.

O jornal Público noticia uma hipotética fraude na área da saúde por parte de um grupo privado de Coimbra. O Bastonário da Ordem dos Médicos ter-se-á congratulado com a ação do Ministério da Saúde neste caso concreto e pedido mais ações do género contra a saúde privada que não cumpre as regras. Fica por saber se essas regras são transparentes ou propositadamente obscuras mas, dando isso de barato, tudo OK até este ponto.

Contudo a notícia contém outros elementos, paralelos à história principal e que mostram bem em que país vivemos.

Segundo a notícia a instalação de um simples aparelho de TAC numa empresa privada demora até ser aprovado pelo estado nada mais nada menos que um ano. Uma aparelho inventado há décadas, cuja segurança exige parâmetros totalmente padronizados - tipo copy and paste - que se conferem num dia de trabalho a trabalhar devagar, demora em média um ano. Digam-me se um sistema destes não é feito para induzir corrupção?

Associação Portuguesa de Hospitalização Privada pediu já que as regras do sector sejam mais transparentes - os pobres diabos não percebem que assim estragam o negócio aos vendedores de socialismo a preço de saldo . O negócio é não haver transparência.

Aqui o socialismo custa um ano da atividade económica parada. Um ano de "Lockout" imposto pelo estado. Como a fiscalização em si mesma é de "caracácá", quem tem os amigos certos ou paga a quem tem de pagar despacha-a num mês, ou seja compra um ano de socialismo a preço de um mês. Poupa mais de 90% da despesa. Quem vai para a bicha paga o ano de socialismo por inteiro (o financiamento do aparelhómetro sem o poder utilizar).

Era essa aliás a acusação a Sócrates nos célebres projetos aberrantes que assinou. O senhor - que, alegadamente, mais tarde se licenciou em Engenharia ao Domingo - conseguiria, alegadamente, talvez despachar as aprovações mais depressa na Câmara Municipal onde tinha conhecimentos. Os abortos que assinou não eram, alegadamente,  da sua autoria. O que era, alegadamente, da sua autoria era vender o socialismo a preço de saldo. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Á atenção do Conselho da Revolução: País saiu da recessão e taxas de juros continuam a descer.

Portugal saiu recentemente da recessão técnica.

Hoje soubemos que a taxa de juros implícita da dívida portuguesa continua a descer, diminuindo o fosso que nos separa da Alemanha, país por vezes visto como referência.

A taxa a cinco anos caiu para 3,95% e a taxa a dois anos para uns meros 1,9%.

Pede-se ao Conselho da Revolução que não destrua o que foi conseguido.

Mário Soares - o Almirante Américo Tomáz da Democracia

Arrisca-se a acabar nisto o velho soba.

Seguro agradece. Passos agradece duplamente.

Panteão Nacional: retirar D. Nun' Álvares

Os cenotáfios de Luis de Camões, D. Nuno Álvares Pereira, Afonso de Albuquerque, Pedro Álvares Cabral, o Infante D. Henrique, assim como os túmulos de Guerra Junqueiro, A. Garrett, Aquilino e João de Deus devem ser retirados do Panteão Nacional.

Eusébio, Amália e os políticos podem ficar.

Se houvesse um canto também se podia reservar já um lugarzinho para a partidocracia populista.

Pão e Circo?

O grande cobrador de impostos - história anunciada de mil mortes

Paulo Macedo, o grande cobrador de impostos, foi colocado numa posição em que nunca devia ter estado: gerir o Serviço Nacional de Saúde.

Antes da sua chegada a situação não era boa, ao contrário do que defendem os que dizem que o nosso sistema de saúde é um dos dez melhores do mundo.

Qualquer português que tenha vivido fora do nosso pacóvio pequeno rectângulo sabe disso.

Pode dizer-se, e é verdade, que quando confrontados com outros setores a nossa medicina e a nossa organização dos serviços de saúde eram melhores que muitos setores. Isso não faz da área um continente de excelência em termos internacionais. Podem haver ilhas de excelência mas a qualidade global é apenas sofrível.

Ao colocarem um cobrador de impostos a gerir a saúde, a morte voltou em grande força. Cada vez que um médico abre a boca é perseguido e muitas vezes erradicado. Cada vez que a Ordem dos Médicos abre a boca o complexo politico-mediático ataca-a ferozmentente. Como os médicos são escolhidos de entre os melhores alunos e ganham melhor que a média da população, a nossa cultura de mediocridade e inveja faz com que a medicina seja um alvo fácil. "Toda" a gente acredita na primeira mentira que se contar e "toda" a gente se sente à vontade para mentir.

Veio agora a público mais uma morte anunciada às mãos do Ministério da Saúde e da sua política de destruição e má poupança - a história de uma suspeita médica de cancro que ficou dois anos à espera de ser confirmada ou infirmada e que quando foi confirmada era tarde demais.  Se fosse familiar de um político seguramente não tinha esperado um ano só para ir à consulta médica. É apenas uma entre mil mas a falta de transparência, a cultura de opacidade  que vinha de Sócrates, reforçada pelo atual ministério (que chega ao ponto de impedir que a ordem dos médicos entre nos hospitais), consegue esconder a grande maioria destas situações. As próprias vítimas a quem são sonegados cuidados muitas vezes não sabem porque lhes aconteceu o que aconteceu. Veja-se o que sucede no Norte do país. Os doentes mais frágeis, os idosos, os pobres e os que não estão organizados, são as principais vítimas silenciosas.

Como dizia Kennedy, é possível enganar toda a gente durante algum tempo e é até possível enganar algumas pessoas todo o tempo. Mas permanece impossível enganar toda a gente todo o tempo.

Paulo Macedo enganou toda a gente durante algum tempo. Uma parte do complexo politico-mediático continuará a permitir que engane algumas  pessoas todo o tempo. 

Mas Kennedy terá razão mais tarde ou mais cedo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sócrates - se um dia fala verdade morre de apoplexia

O conhecido mitómano José Sócrates, figura estimada pelo vácuo Soares, lembrou-se de inventar uma historieta sobre si próprio e Eusébio.

Eis a troika do PS no seu melhor: O Falso, O Narciso e o TóZero.

É claro que o aldrabão pelo mal que fez ao país é um caso especial. Trata-se de um analfa armani que usa no trecho em que o ouvimos a palavra legenda como se esta significasse lenda. O homenzinho que queria ser engenheiro, ouve falar em legend quando viaja em primeira classe de avião e pensa que legend é legenda.

Imagino o que os franceses devem rir deste caso de um parolo em Paris.

P.S. (8-1-2014) Depois da publicação deste post surgiram defensores de Sócrates, uns inventando que em meados da década de sessenta Sócrates à tarde de sábado, em 23 de Julho, iria ter atividades extra-curriculares na escola primária do obscurantismo. Infelizmente os factos não confirmam esta tese. Outros afirmando que qualquer um se pode enganar numa memória antiga. Ora isto é bem verdade mas o problema é que Sócrates dedicou anos da sua vida a enganar as pessoas, nomeadamente mentindo grosseiramente. Por isso cada vez que falta à verdade numa arena pública de combate político e em proveito próprio, não merece o benefício da dúvida.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eusébio - Soares, o novo Almirante, não sabia

Mário Soares declara, com a imbecilidade de sempre aliada à nova simplicidade da segunda infância, que sabia que o Eusébio bebia Wisky logo a partir da manhã, seguindo pela tarde fora mas não imaginava que essa beberagem lhe fizesse mal.

Um génio, como a grande parte dos políticos.
Por mim promovia-o, não a Almirante mas a Almirante Américo.

Soares não anda a votos e por isso pode não gostar de Eusébio, lembrando-se que este era "colaboracionista do Salazarismo" e por isso foi saneado do Benfica, tendo de sair do país.

Mas triste é também a nossa imprensa que noticía que Eusébio morreu de ... paragem cardíaca. Ou seja morreu porque o seu coração parou. É pois notícia dizer-se que Eusébio morreu porque morreu.

Entre o branqueamento pseudo-virginal do abuso e dependência do álcool por parte de Eusébio e as declarações de Soares (via Corta-Fitas) há uma coisa de comum: Terceiro-mundo dos dois lados.

Agora se colocarmos, longe das medalhas, das taças, das honrarias e dos cargos, Eusébio lado a lado com Soares, há um que na sua simplicidade é são  e há outro vaidosão e embevecido por si próprio, sem se aperceber que não tem razões para tanto.

Quem é quem?