quarta-feira, 24 de julho de 2013

Em defesa de Paulo Portas I


"On November 13, 2002, while the Prestige was carrying a 77,033 metric tons cargo of two different grades of heavy fuel oil, one of its twelve tanks burst during a storm off Galicia, in northwestern Spain. Fearing that the ship would sink, the captain called for help from Spanish rescue workers, with the expectation that the vessel would be brought into harbour. However, pressure from local authorities forced the captain to steer the embattled ship away from the coast and head northwest. Reportedly after pressure from the French government, the vessel was once again forced to change its course and head southwards into Portuguese waters in order to avoid endangering France's southern coast. Fearing for its own shore, the Portuguese authorities promptly ordered its navy to intercept the ailing vessel and prevent it from approaching further."

Agora... quem era o Ministro da Defesa da altura que não se vergou a Franceses e Espanhois ?


Não - a palavra mais importante da língua portuguesa.

(POST REPUBLICADO)

Eleições autárquicas 2009 - resultados eleitorais

2009:

PSD + CDS = 40%

PS = 38%

Cerca de.

O PS e as autárquicas

Durante a campanha eleitoral para o poder local o BE, o PCP, os pequenos partidos e o PS pedirão que as pessoas votem contra o governo. Infelizmente para os últimos esse tema foi esgotado precocemente pelos socialistas e anulado pelo Presidente com o compromisso de salvação nacional;  por isso a sua eficácia é agora reduzida.

Esse esgotamento do argumento fará com que os resultados da coligação melhorem.

Assim, depois da esquerda andar, durante a campanha que se avizinha, diariamente a chorar por eleições antecipadas, transformando um assunto predominantemente local num assunto exclusivamente nacional, um resultado nas autárquicas acima de 30% para a coligação e esta tem apenas uma pequena derrota.

Acima de 35% para a coligação e o Seguro estará gravemente abalado e a partir dos 40% tem morte súbita.

E quanto maior a abstenção, pior fica politicamente o PS pois significa que ninguém confia no PS para depositar um voto de protesto.

Antecipo as que autárquicas não deverão ser uma catástrofe para o PSD / CDS.

Mas podem ser uma catástrofe para Seguro.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Querida encolhi o PS

Com o fulgor do novo Governo que se origina num processo que expliquei em múltiplos posts, o PS começou a mirrar.

Que se prepara para dizer Seguro, o Anão, ao país?  exigimos eleições antecipadas ?

Cavaco e Rui Machete

A entrada de Rui Machete no Governo alarga a credibilidade do Governo. Trata-se de um peso pesado do PSD e uma pessoa duma geração anterior à atual.

Por outro lado Rui Machete é tido por alguns como próximo de Cavaco enquanto outros recordam que foi muito crítico para o PR recentemente.

Dada a sua trajetória política Machete terá contudo alguma facilidade em concretizar um desejo de Cavaco: a capacidade do Governo negociar com o PS. Machete, recordamos foi, durante escasso tempo é certo mas ainda assim significativamente, vice-primeiro ministro do governo do bloco central.

Esta novidade reforça a ideia de que se trata não de uma banal remodelação mas de um novo governo de Passos Coelho.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Entender a moção de confiança IV

Continuação:

Cavaco entregou no regaço do novo governo, formado após a queda do anterior pela demissão irrevogável de Portas,  os parceiros sociais e o Banco de Portugal.

Esta última condição é contrária ao espirito da lei mas o estado de emergência levou Cavaco a essa excepcionalidade.

Pelo caminho decapitou o PS, levando à demissão de Seguro.

Como Seguro é um homem simples ainda não percebeu que foi demitido.

O novo líder do PS decidiu esperar pelas autárquicas e pelo novo orçamento de 2014 para tomar conta do PS.

O novo líder ainda não decidiu se espera pelas legislativas de 2015, ou se toma o lugar, atualmente em gestão corrente, antes disso.

O novo líder do PS decidiu sufragar-se nas urnas em Lisboa. Nesse sufrágio terá a maior vitória do PS nas autárquicas, contrastando com o que acontecerá com o PS na única outra capital que temos - o Porto.

Apesar de saber que Cavaco, com a indigitação de Passos para um novo governo às portas das autárquicas, tornou esse governo imune ao resultado das autárquicas, o novo líder do PS propõe-se a tarefa que Sampaio já havia logrado conseguir: dar-se ao Galicismo de tomar a capital em grande, a partir da câmara municipal.

Contudo o novo líder decidiu imitar Sá Carneiro em vez de Sampaio, usando Helena Roseta à escala local do mesmo modo que Carneiro usara Medeiros Ferreira à escala nacional.

Quem não percebeu isto não percebeu nada.

O autor do texto que irritou o Joaquim evidentemente não percebeu isto. Temos de ter paciência com esta gente, Joaquim. Pessoa explicou que esta gente está para ficar.

Entender a moção de confiança III

Continuação:

Após a queda do primeiro governo de Passos como consequência da demissão irrevogável de Portas, Pedro Passos Coelho foi indigitado pelo PR para formar novo governo. Como esse governo não conseguiu incluir o PS, por culpa do PS, Cavaco aceitou que se mantivesse apenas com dois partidos mas fez exigências que ainda se encontram no recato do palácio de Belém.

Como em política o que parece é será dentro de algum tempo visível que exigências foram essas (a não ser que o novo governo também caia).

O novo Governo apresentará o seu programa à Assembleia da República em breve.

A sua aprovação, como todo o processo da criação do novo governo, saltará passos formais porque a crise que o país vive impede as delongas desses passos. Ainda assim Cavaco exigiu um passo formal mínimo: a aprovação de uma moção de confiança na AR.

Em todo este processo Cavaco deu novo fôlego à aliança e depositou no seu regaço os parceiros sociais.

Quem não percebeu isto, não percebeu nada.

(continua)

Entender a moção de confiança II


Continuação:

Voltando ao texto que o Palavrossaurus II caustica hoje , e bem, recordo que após a queda do primeiro governo de Passos como consequência da demissão irrevogável de Portas, Cavaco o indigitou para formar novo Governo.

Cavaco Silva ouviu um conselho de estado para a economia e convocou os partidos e os parceiros sociais.

Passos reuniu-se com Portas, reformularam de alto a baixo a coligação e propuseram novo governo a Cavaco.

Cavaco recusou o governo proposto por Passos e exigiu que se esforçasse para conseguir uma grande coligação de salvação nacional que incluísse um acordo de incidência parlamentar com o PS agora e com o PSD e CDS a partir de 2014 / 2015 quando o PS estivesse no governo.

Passos, Portas e Seguro reuniram-se e estavam a um milímetro de chegar a acordo.

Soares, Alegre e Sócrates tiveram acesso (ilegitimamente?) às negociações e à cedência de Seguro.

Tentaram travar Seguro dentro do PS mas não conseguiram.

Depois disso, lançaram uma campanha pública em que ameaçavam Seguro de fazer ao PS, o que Eanes lhe fizera no passado: rachá-lo em dois.

Seguro cedeu e saiu das negociações.

Cavaco avaliou positivamente o esforço negocial de Passos e aceitou um governo com apenas dois partidos desde que cumprissem determinadas condições.

(continua)

Entender a moção de confiança

O  Palavrossaurus Rex  faz hoje alusão a um texto medíocre publicado num jornal de referência.

Não é um texto particularmente ofensivo, é um texto habitual.

Esse é o principal problema - a obtusidade é normal.

Não vou perder demasiado tempo com ele, mas a propósito dele vou recordar alguns momentos dos últimos 20 dias.

Paulo Portas cometeu o erro de usar a expressão irrevogável ao demitir-se do cargo de MNE mas é inteiramente verdade que se demitiu e sairá.

Pedro Passos Coelho teve a frieza lúcida de dizer que não aceitava a saída direta de Paulo Portas do Governo.

Pagou por isso o preço da queda do governo, única forma de conciliar a saída de Portas e a manutenção da coligação.

Paulo Portas saiu do Governo e sua saída provocou a queda do governo.

Cavaco Silva, perante a queda do Governo, indigitou Passos para formar um novo governo.

(continua)

Juros a cair e bolsa a subir

Depois da decisão de Cavaco, de manter Passos como primeiro-ministro, os mais rápidos respondedores económicos - a bolsa nacional e o mercado de crédito - passaram de indicadores maus a menos maus.

Melhor assim.

domingo, 21 de julho de 2013

Eanes versus Soares / Sampaio / Cavaco

Mais do que a constituição é a ação concreta do PR que determina a sua capacidade de influenciar o processo político.

O presidente que mais perto esteve de revolucionar o xadrez político foi Ramalho Eanes, usando uma estratégia tão simples quanto independente da letra da constituição da República: a criação de um partido político.

Para isso concorreram vários fatores mas um deles é subestimado por uma sociedade formalista que não compreende que a verdadeira natureza do poder político é limitada e interage doutras formas com a lei mas não é determinada diretamente por ela.

Um desses fatores é biológico: a idade. Eanes foi o único presidente jovem da democracia. Dois dos outros eram de meia idade e um - Cavaco - idoso.

Para quem tem a superficialidade politicamente correta de pensar que num ser biológico como o homem  a biologia não conta proponho-lhes um exercício: imaginem que Cavaco tinha 41 anos (como Eanes quando se tornou presidente).

Alguém visualiza Portas ou Passos a lidar com um Cavaco de 40 anos, uma vida de estado pela frente e a sua apetência pela obra e não pela palavra, portando-se como se portaram?

Alguém crê que pessoas na quarta idade como Soares teriam alguma relevância que ultrapassasse a que as figuras já históricas têm? Que Seguro os temeria quando tinha que temer Cavaco?

Mensagem de Cavaco II

Apesar da falta de clareza com que os políticos em geral e Cavaco em particular, falam e que não dispensa que a seguir a uma intervenção sua, surja uma mole de tradutores que se propõem transformar em português padrão aquilo que acabou de ser dito, desta vez Cavaco foi um pouco mais claro.

Nada mal e seguramente muito melhor do que o prolixo Sampaio, capaz de falar durante uma hora para tentar dizer que faz mais calor ao sol que à sombra.

É claro que uma nação que atravessa a crise que atravessamos, em que a ameaça de colapso é verdadeira, teria a ganhar com maior liderança nos grandes objetivos, por parte duma presidência legitimada por sufrágio direto e que é acompanhada por um governo fragilizado.

Esta crise mostrou bem que não é necessário mudar a constituição para o Presidente ter um papel bem maior que o minimalista que tradicionalmente assume.

Ao invés do que muitos pretendem, o facto de três dos presidentes terem lançado a bomba atómica (sim Cavaco lançou-a, limitando-se a, por ora, não puxar a cavilha) e do outro - Ramalho Eanes - ter criado um partido político, demonstra à saciedade que a questão do papel da PR num regime semi-presidencialista é mais uma questão de vontade do que uma questão de meios.

Mensagem de Cavaco I

Habituados à inabilidade, habituados à superficialidade e habituados à falta de postura estadista não é necessário muito para aprovarmos uma intervenção presidencial.

Cavaco teve hoje uma intervenção normal e isso impressiona dada a baixa expectativa.

Disse que o recente exercício negocial dos partidos que representam 90% da AR, das confederações patronais e da UGT, o governo remodelado e uma moção de confiança modificam a situação política anterior e dão condições para uma segunda metade da legislatura melhor conseguida que a primeira.

Apontou discretíssimos objectivos políticos - o que foi bem mais do que é habitual.

Manteve a ameaça de dissolução no ar, na usual forma opaca, ao salientar que mantém os seus poderes intocados.

Escutas ilegais no PS - texto do discurso de denúncia por parte de Seguro, o anão.


Apresentamos o discurso que Seguro se prepara para fazer para denunciar as escutas ilegais detetadas na sede do PS:

"PORTUGUESES:

1. Após as  campanha eleitoral negociações para o compromisso de salvação nacional foram produzidas  declarações e notícias sobre escutas e espiões, ligando-as ao nome do Presidente da República Secretário Geral do PS e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Secretário Geral qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante, a não ser as que mandei fazer para os jornais.
Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer, estando disponível até para apostar.
E tudo isto sendo sabido que o Secretário Geral é um órgão unipessoal e que só o secretário fala em nome dele ou então os fundadores, dinossauros, socratistas e pessoas com brinco os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.

2. Porquê e que sociedades secretas urdiram toda aquela manipulação?
Transmito-vos, a título excepcional, e só se prometerdes não gravar em cassetes, porque as circunstâncias o exigem, uma ideia que me ocorreu para a interpretação dos factos.
Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber a ideia que teve o  Secretário Geral Presidente da República.
Durante o mês de Julho Agosto, na minha casa em Lisboa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise das atas da negociação diplomas que tinha levado comigo para efeito de as dissimular com documentos escritos que dissessem o contrário do que acontecia nas reuniões com o PSD e o CDS promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades da esquerda, exigindo ao Sr.  Secretário Geral Presidente da República que interrompesse o merecido recato a que se dedicara férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua equipa casa civil na elaboração do programa para o compromisso de salvação do governo do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada – e perguntei duas vezes para me certificar - era uma invenção da direita pois eu nunca negociei nada e bati-me sempre pelo povo e os amigos do PS).
E não tenho conhecimento de que no tempo dos secretários gerais  presidentes que me antecederam no cargo, alguma vez os tenham incomodado nos seus fins-de-semana ou que os membros das respectivas equipas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos, negociações, negócios e negociatas das fações partidos a que pertenciam.
Considerei graves aquelas declarações, assim um tipo de ultimato dirigido ao Sr. Secretário Geral Presidente.

3. A leitura pessoal que fiz à bocado dessas declarações foi a seguinte (normalmente não demoro  quase nenhum tempo, a fazer saber a toda a gente a leitura pessoal que calha fazer de declarações de outros políticos mas, nas presentes circunstâncias, fui forçado a abrir uma excepção e esperei alguns minutos).
Pretendia-se, cá para  mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:
Primeiro: Arrepanhar o Secretário Geral Presidente para a clarificação e transparência do que se passara nas negociações, encostando-o àqueles senhores apessoados do PPD e do CDS, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou, desde pequenino, particularmente rigoroso na confusão em relação a todas as ideias políticas e costumo voltar logo atrás, mal Mário Soares, o soba, ou Sócrates, o falso, dão a ordem.
Segundo: Desviar as atenções do debate pré-eleitoral autárquico para as recentrar nas questões que realmente preocupam os cidadãos e  pessoas, o que, como é sabido, não costuma interessar ao PS.
Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração que já deu na televisão no dia 20 de Julho 28 de Agosto.

4. Muito do que será dito ou escrito envolvendo o meu nome próprio ou apelido, interpretá-lo-ei como visando aqueles dois objectivos.
Incluindo as interrogações que qualquer gajo pode fazer sobre como é que aqueles políticos e jornalistas saberiam dos passos dados por membros do PS da Casa Civil da Presidência da República – sim como é que saberiam? Não há fumo sem fogo e eu não sou ingénuo. Olha eu! que ando sempre a matutar nestas coisas, a escrevê-las no meu computador e perguntar ao Soares, o soba, e ao Sócrates,  falso, se acham bem.
Incluindo mesmo as informações que publicou um membro da minha equipa no site do PS Casa Civil , de que não tive conhecimento prévio, ou se tive quando fiz o discurso no Rato, entretanto passou-me, e que tenho ainda algumas dúvidas quanto ao significado e os termos das palavras caras,  aí usadas. 
Mas onde está o mal de alguém, a título pessoal, se alembrar de dissimular as razões que estão por trás das conversações políticas de outrem, apesar da versão oficial do site do PS.
Repito, cá para mim, pessoalmente, a verdade é que tudo não passava de tentativas de conseguir os dois objectivos que eu já disse: colar em sentido figurado o Sr. Secretário Geral ao PPD e CDS e desviar as atenções das pessoas para os problemas reais do país, tipo cortina de fumo, enfeite especial ou assim, no preciso momento em que quero ir para aquela coisa gira dos stand-up comedy, a que chamamos comícios.

5. E a mesma leitura fiz da publicação nos jornais diários, quer na página da frente quer noutras lá dentro, do que andei a fazer durante as negociações para o compromisso de salvação nacional.
Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo das referidas negociações, feitas nas minhas costas, apesar dos meus assessores passarem muito tempo dentro das sedes dos partidos da direita e não conseguirem ir à sede do BE por causa de alergias e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à ortografia das afirmações neles contidas. Mas juro pela saúde da minha falecida bisavó que não sei o que disseram os tipos da delegação do PS e ainda hei-de perguntar ao Justino para ele me explicar tudo num desenho.
Não conheço os membros da delegação do PS neles referidos, não sei com quem falaram estes dias, não sei o que viram ou ouviram durante as negociações, não sei quem é o David, e se disso fizeram ou não relatos a alguém como a minha pessoa e o PR.
Sobre mim próprio teriam pouco a relatar que eu sou um chato como o caraças, e por isso não atribuí qualquer importância às suas entradas e saídas do meu gabinete, à sua presença nas sedes dos partidos, apesar de me chatear pagar a conta da gasolina e dos almoços que eles andaram a comer.

6. A primeira interrogação que fiz a mim próprio, quando tive conhecimento da publicação do teor das negociações nos jornais (ainda por cima na página da frente para toda a gente ver) foi a seguinte: “porque é que é publicado agora, a escassos meses do acto eleitoral para as autárquicas, quando já passaram dois ou três dias da negociata”? Seria para lixar a minha carreira no partido? 
Liguei imediatamente no meu cérebro essas publicações aos objectivos visados pelas declarações produzidas por mim durante meses a fio, em que andei a dizer que o governo era da troika e o presidente estava feito com ele.
E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem adonde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro da direção do PS  staff da casa civil do Presidente, ter impulsos de desconfiança, suspeição, grãozinho debaixo da asa, pedra no sapato  ou de outro qualquer sentimento negativo em relação a atitudes de outras pessoas que queiram cumprir os compromissos internacionais do país.

7. Mas as noticias publicadas deixavam a dúvida na opinião pública, sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora no PS desde sexta-feira: ninguém está autorizado a falar em nome do Secretário Geral Presidente da República, nomeadamente os membros da delegação do PS às negociações, até terem treinado comigo as historietas que vão inventar para fingir que nunca negociámos nada. Os únicos que podem falar são o Galamba, o Soares, o Manel Alegre, o Sócrates, o António Costa e qualquer gajo que tenha um cartão do PS. Isto, embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse.
Foi por isso, e só por isso, que tive aquela ideia de proceder a alterações àquilo que disse ao Presidente da República sexta à tarde, quando ele me mandou ir a Belém, e correr para a televisão a dizer o que disse sem dar cavaco ao Cavaco.

Apesar de ser tudo falso, tudo uma manipulação pelos do governo, apesar do BE ser meu amigo há mais de 2 anos, lixei-o e corri pra os braços do PPD e do CDS durante nove reuniões, sem dizer água vai ao avô Soares e ao patrão Sócrates. Assim todos os cidadãos e pessoas viam logo que como eu gozei o Cavaco nas declarações de sexta às 20:00, é porque ele é que é o culpado de tudo. Se quiserem faço um boneco para explicar que os maus são do governo e eu por isso primeiro lixei o BE e o PCP, com grande pena minha que eu a mim tanto me faz, porque sou muito sério e só quero é ser primeiro-ministro e por isso hoje é que disse os meus pensamentos pessoais. Já expliquei tudo ao Galamba quatro vezes e ele já disse que sim que já percebeu e que eu agora não repita mais a ele e que diga na televisão mas sem fazer os desenhos que não faz falta.

8. A segunda interrogação que a publicação das referidas revelações, sobre como quase cheguei a acordo para o compromisso de salvação, me suscitaram foi a seguinte: “será possível alguém do exterior, por exemplo os do governo ou jornalistas ou até esquerdistas, entrarem no meu computador, sem me dizerem nada? Estará a informação confidencial contida nos computadores do PS suficientemente protegida? Tipo coisas que escrevo a rimar, os sites que visito e assim?”
Foi para esclarecer esta questão que ainda há bocado telefonei a várias entidades com responsabilidades na área da investigação criminal. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades nos computadores e telemóveis do PS e pedi que se estudasse a forma de as reduzir oferecendo-me para pagar se fosse preciso.

9. Um Secretário Geral Presidente da República tem, às vezes, que enfrentar problemas bem difíceis, assistir a graves manipulações e urdiduras, mas tem que ser capaz de resistir, de se aguentar calado meia-hora se for preciso em nome do que considera ser o superior interesse eleitoral. Mesmo que isso possa causar custos pessoais aos dez milhões de portugueses. Para mim Portugal está primeiro, bem à frente dos interesses da direita, só ultrapassado pelos interesses do PS. E todos sabem como valorizo o PS, logo a seguir à minha pessoa.
O Secretário Geral  Presidente da República não cede a pressões, não faz comunicações tontas ao país, não interrompe o seu silencio, não se levanta da cadeira de baloiço, nem se deixa condicionar, seja por quem for e se alguém o tentar, lixa logo o BE e o país inteiro.
Foi por isso que entendi dever manter-me em silêncio durante a campanha pelo compromisso de salvação, tirando aquelas bocas que mandei off-record para a imprensa a dizer que os do governo estavam irredutíveis e, sexta-feira às 20:00, dizer na televisão que não negociei nada naqueles seis dias e mandar um mail ao Soares com letras muito grandes a dizer.
Agora, passadas as negociações, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência,  espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: partilhar convosco e com o BE, em público, a interpretação que me lembrei sobre este assunto que foi para a comunicação social durante vários dias sem que alguma vez a ela eu me tenha referido, directa ou indirectamente ou falado off-record. Já disse que foram só os mails para as redações a dizer que o governo estava irredutível e isso.
E sabendo todos que o Secretário Geral Presidência da República é um órgão unipessoal que sou eu e que, sobre as suas posições, só o Secretário Geral e todos os outros gajos que têm cartão de militante, se pronunciam.
Uma última palavra quero dirigir aos portugueses: podem estar certos de que, por maiores que sejam as dificuldades, estarei aqui para defender os superiores interesses do PS, lixar o BE, tramar Portugal e tomar as gotas."

sábado, 20 de julho de 2013

Quando a sombra da porca cheira mal

Pelos documentos disponibilizados, parece que o PSD concordou com a renegociação com a troika e propôs que o proponente da renegociação estivesse presente.

Governo e PS renegociariam com a troika e aceitariam o resultado da renegociação.

Ora aqui é que porca torceu o rabo! A porca pôs as coisas da seguinte maneira: exigimos a renegociação com a troika mas não aceitaremos o resultado dessa renegociação!

É porca mesmo, a porca. Vê-se pela sua sombra.

A sombra de Seguro

"Seguro tem medo da sua própria sombra, quanto mais da sombra de Sócrates" -  Marques Mendes.

Não está mal visto!

Pequeno Seguro finge que Cavaco claudica

O pequeno Seguro veio fingir que durante horas e horas, em nove reuniões sucessivas, o PS propôs aumentar a despesa do estado, enquanto o Presidente da República que tinha um observador presente, se congratulava com o bom evoluir das negociações.

Será que pode fazer-nos acreditar que Cavaco está irreversivelmente senil?

Mentir com quantos dentes tem

O pequeno Seguro, fingindo-se de Sócrates, veio pretender que fez nove reuniões com o PSD e o CDS e que da primeira à última foi defender que não havia cortes no estado e se tinha que aumentar a despesa em apoio social.

Que o disse uma vez, o governo disse que nem pensar e marcaram uma segunda reunião.

Nessa segunda reunião o PS repetiu o que já dissera, o governo repetiu que nem pensar e marcaram uma terceira reunião.

Que isto aconteceu nove vezes.

É preciso ser muito estúpido para acreditar nesta socratisse.

É preciso ser não mais que um pequeno chefe de gabinete, admitido por cunha, de um subsecretário de estado - ser, enfim,  um Pequeno Seguro - para tentar que o país acredite que isto se passou desta maneira.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Albuquerque

Gostei da combatividade da nova ministra das finanças durante o debate da moção de censura do PEV.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Irrevogável o quê?

Esta crise - a da salvação nacional -  apagou a memória da palavra irrevogável.

A coligação agradece.

O pequeno Seguro não percebe o que está a acontecer e quando acordar pode ser tarde.

O País agradece.