terça-feira, 16 de julho de 2013

E se a remodelação se der e o país começar a crescer?

Se Cavaco aceitar a remodelação após o compromisso de salvação nacional, o país começar a crescer e não emergir um novo PSD de dentro do PSD, Paulo Portas tem uma oportunidade como Lucas Pires teve antes de Cavaco ter surgido: a de se tornar um novo Sá Carneiro.

Não lhe falta talento e não lhe falta coragem.

Precisa apenas de uma oportunidade para acabar de tirar o CDS do gueto social de onde já quase saiu.

É claro que mesmo que a sorte lhe dê a janela que procura, Paulo Portas tem um inimigo poderoso perto de si e que pode estragar tudo: chamam-lhe Paulo Portas.

Se o PS perde, quem o pode derrotar?

O mesmo partido que derrotará Passos - o PSD.

Um novo PSD, com Rio ou outro, aparecerá, virginal, para tomar conta da loja.

São apenas necessários dezoito meses de compromisso do PS com o PSD para o PSD derrotar ambos.

O CDS manterá um pé dentro e um pé fora mal o PS entre. Trata-se de um trabalho difícil. 

A não ser, é claro ... que o país dê a volta economicamente. Que continue a crescer, ao contrário do que imagina Pacheco Pereira, como parece que vai crescer este segundo trimestre. Que a Europa acorde e a troika mude. Aí, ao primeiro erro do PS, a coisa seria bem pior para o pequeno Seguro: a direita exigira cumprir o mandato até ao fim alegando que o PS violara o compromisso. Surgiria a moção de confiança, o ataque à instabilidade, uma nova AD com listas conjuntas pré-eleitorais.

O que é que o PS quer?

Poder.  Depressa.

José António Seguro sabe que a sua oportunidade cinge-se a um tiro único. Se conseguir ser primeiro-ministro o seu poder no PS crescerá e ninguém se atreverá a contestá-lo. O costume. O PS (tal como o CDS) não é o PSD.

Por isso, guloso por eleições antecipadas, precipita-se na direção que lhe parece a mais curta para as conseguir: o compromisso de salvação nacional. Tenta vários malabarismos para fingir que se mantém coerente mas toda a gente percebe (e se não percebesse, o BE e o PCP gritá-lo-ão mil vezes em voz suficientemente alta para que se perceba) que corre atrás do pote.

O PS pensa que, se conseguir o tal compromisso, logrará prender o CDS e o PSD a um acordo que lhe permitirá governar sem maioria absoluta.

Nada mais falso. Ao embrulhar-se nesse compromisso o PS fica visto como um partido de negociatas, sem alma. Tira valor às autárquicas. Perde parte da esquerda para a esquerda, nomeadamente o BE e o PC, pois será obrigado a atacá-la a partir da oposição, muito diferente de ser já governo.

Haverá uma guerra civil à esquerda, não tenhamos dúvidas, e nessa guerra civil o PS não pode acenar com o papão da direita pois acaba de se comprometer com ela. O BE terá uma oportunidade única de ocupar espaço se mantiver o atual tom moderado. O PCP vive um novo fôlego.

O PS perde.




domingo, 14 de julho de 2013

Aplauso de pé nos Jerónimos

Não é irrelevante o tempo que mediou desde o aplauso de pé a Passos e Cavaco nos Jerónimos até às reações por parte da oposição ao governo.

Com as manifestações pela queda do Governo confrangedoramente vazias, o aplauso de pé a Passos foi um segundo momento de perplexidade para os opositores da coligação.

A perturbação necessitou de alguns dias para que surgisse uma tese explicativa.

A Quadratura do Circulo

Gostava de ter dados sobre as audiências da Quadratura do Círculo. O programa está de tal forma engajado no ataque e na maledicência previsíveis em relação ao governo que o seu interesse parece-me diminuído. 

Lobo Xavier aparece, com algumas exceções, prestando vassalagem a Pacheco que, por sua vez, aparece para ajustar contas com o governo. Costa, se bem que menos que o seu antecessor, representa diretamente os interesses do PS numa postura de militante e não de homem livre. Essa militância quase só compete com a sua necessidade de branquear o governo politicamente criminoso de que fez parte e depois apoiou - o governo de Sócrates.

Quando se liga a televisão já se sabe o que se vai ouvir. É chato demais.

Pacheco Pereira e "A primeira manifestação do sindicato do Governo" II

No texto a que aludimos Pacheco Pereira interpreta o aplauso de pé a Passos Coelho na missa dos Jerónimos como fazendo parte da luta das classes altas contra as classes baixas.

Esta interpretação da dinâmica social não tem fundamento e integra-se na radicalização do próprio Pacheco. 

Mas não é esse um dos problemas principais desse texto. Os problemas são outros. 

Um deles é o ataque à Igreja Católica tentando associá-la à figura do cardeal Cerejeira. Conotar a Igreja com o "fascismo" porque os crentes aplaudem o líder do PSD é de uma maledicência incompetente.

Outro é o pretender ligar à manifestação dos crentes presentes nos Jerónimos a presença de forças de segurança. Fica por saber se Pacheco acha que os católicos só se manifestaram porque estavam protegidos pela polícia ou se acha que nenhuma manifestação é apropriada se for feita na proximidade da polícia. Ambas as teses são delirantes.

Outro ainda é a ideia de que o aplauso de pé foi a face visível de um "sindicato" do governo. Essa organização sindical de que ninguém havia ouvido falar, distinta do PSD e do CDS é uma organização do estado, segundo Pacheco. Trata-se mais uma vez de uma tese delirante.

Pacheco não suporta a ideia de que haja uma parte da população que aplauda de pé o Governo. Percebe-se essa intolerância há algum tempo e também ela parece pessoal. Uma das vítimas dessa intolerância é o Lobo Xavier que se esgota na tentativa falhada de equilíbrio entre o apaziguamento com Pacheco e a defesa dalgumas das teses do Governo.

Pacheco Pereira e "A primeira manifestação do sindicato do Governo" I

É engraçado o texto delirante de Pacheco Pereira, com o título acima transcrito. Pacheco sente um antagonismo pessoal em relação a Passos Coelho e ao seu grupo e isso envenena desde sempre a sua análise política dos tempos que correm. O caráter pessoal desse antagonismo tem uma gota daquilo a que um documento revelado pela wikileaks descrevia como a personalidade do PR - a pulsão vingativa.

Essa pulsão vingativa não deve ser desconsiderada na estratégia presidencial, que falou prolongadamente com Passos e Portas sem nunca lhes dar sinais de que se preparava para a intervenção que  veio a fazer.

Mau grado a motivação ser racional ou não, o efeito da manobra presidencial é ou causticar ou humilhar o PS. PSD e CDS têm, neste contexto, melhores armas para se defenderem do ataque do PR.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Alemães despedem tradutores

Segundo fonte segura o governo alemão já despediu 16 tradutores Português - Alemão após o discurso de Cavaco.

O 17º está aflito pois de facto em alemão o discurso não faz sentido.

Alguém os avisa que em português também não?

Cavaco pede ao PS que se suicide. Este parece recusar.

Há um detalhe sobre a natureza do PS que Cavaco devia conhecer.

O PS governa de modo semelhante ao PSD pré-Passos mas vive de um eleitorado parcialmente diferente.

Esse eleitorado é parcialmente à esquerda do do PSD.

O PS precisa de "falar à esquerda durante a campanha para governar à "direita" depois".

Não pode falar antes das eleições de modo semelhante ao que fala depois das eleições.

Antes ataca o PSD e o CDS. Depois ataca o BE e o PCP.

A proposta de Cavaco a ser aceite seria suicida para o PS.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cavaco entala o PS e testemunha as suas próprias limitações pessoais

Cavaco acabou de falar com Passos, Portas e Seguro. Depois de os ouvir propõe ... falar com Passos, Portas e Seguro?

Na prática, depois da recusa de Seguro em entender-se com o Governo, Cavaco tomou o partido do novo governo Passos / Portas mas exige, antes disso, que o PS seja publicamente causticado por se recusar a chegar a acordo com PSD / CDS. 

Ou humilhado se aceitar o acordo e se deixar da conversa de eleições já, o que é de todo impossível.

O PS atacará Cavaco como tem vindo a fazer e recusará. O PCP e o BE espumarão de raiva e verão confirmada a suspeita de que o PS é de "direita". A esquerda dentro do PS espumará por ser colada à troika. 

Até lá, no PSD e no CDS ri-se a bandeiras despregadas.






Eleições autárquicas tornadas irrelevantes por Portas (Seguro em bicos de pés V)

Depois do derrube do primeiro governo Passos / Portas, Paulo Portas tornou o governo imune aos resultados das autárquicas.

Ou depois disto alguém vai deixar de se rir se depois das autárquicas Seguro exigir a ... demissão do governo?

Resumindo as coisas para o pequeno Seguro

Paulo Portas demitiu-se irrevogavelmente do Governo e fê-lo cair.

Passos, num passo de mestre, disse que o país não dispensava Portas dizendo que não apresentava o pedido da sua exoneração ao PR.

Cavaco, Passos e Portas exoneraram não Portas mas o anterior Governo e hoje pouco depois das 20h Cavaco anuncia um novo Governo Passos/Portas que sucede ao que Portas derrubou.

No processo as confederações patronais e a UGT deixaram-se de bluffs e puseram-se à disposição do governo para o que fosse preciso.

Os inimigos internos de Passos ficaram ou irrelevantes ou paralisados durante 6 meses.

Seguro ficou isolado da população que esvaziou as manifestações que a esquerda tentou organizar e esmagou com os aplausos a Passos nos Jerónimos.


Perceber Cavaco (Seguro em bicos de pés IV)

Muitos disseram que após o discurso do 25 de Abril Cavaco ficara reduzido a um ministro deste governo, impotente isolado.

Mas quem lhe deu agora força para pegar nas confederações patronais e UGT e entrega-las no regaço do governo?

Terá sido Paulo Portas e o seu choque de realidade ao demitir-se do 1º governo da coligação e dar origem ao segundo?

Paulo Portas, o novo Sá Carneiro? Ou Passos Coelho que percebeu como ninguém a psicologia de Portas e cresceu em autoridade com a famosa recusa em aceitar a sua demissão? Ou ambos?

Perceber Cavaco (Seguro em bicos de pés III)

Cavaco Silva ao ouvir, depois do susto da demissão de Paulo Portas do primeiro governo da coligação, os parceiros sociais obrigou-os a uma mudança de discursos até aqui imprevisível:
Todas as confederações patronais e a própria UGT ao declararem publicamente que não querem ou não pedem que este governo caia, tiveram de dizer ao presidente que os chamou para saber se havia suporte social para este governo que estavam dispostos a dialogar / concertar-se com o Governo. Que estavam dispostos a dar suporte social a este Governo. Foi isso que Cavaco lhes pediu para manter em funções o Governo.

O processo eleitoral não assusta por si mesmo os mercados. Acontece inevitavelmente de 4 / 4 anos. O que assusta os mercados é a possibilidade de se eleger um governo que não pague aos credores. Se estivesse em funções um governo tipo BE / PCP com uma política de "não pagamos" e esse governo caísse as eleições seriam bem vindas pelos mercados.

Não outra interpretação possível: patrões e UGT podiam ter pedido que o governo caísse mas assumiram que este governo é melhor que o que esperavam que resultasse de eleições. 

Ou seja Portas e Passos reganharam parte do suporte social que haviam perdido em 2 anos.

Vitória de ambos e redução de Seguro à sua irrelevante dimensão.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Seguro em bicos de pés II

A bem dizer, o discurso de Cavaco no 25 de Abril, a explicar que não há eleições nem que a porca torça o rabo, obrigou Seguro a ser um opositor não apenas do Governo mas também da Presidência da República.  Pior, com o exagero da sua reação, Seguro acabou por ficar a um passo de querer a demissão do próprio Cavaco.

Para uma pessoa com a devida dimensão e autenticidade isso podia fazer parte.

Para Seguro, é demais. Não dá para aguentar dois anos em oposição ao Governo, aos credores e ao PR e, a seguir, sacar nas urnas um resultado bom.

Seguro em bicos de pés I

A demissão irrevogável de Portas demonstrou que o país não resistira a uma crise eleitoral.

Se um arrufo de três dias entre dois partidos que defendem que se honrem os compromissos com os credores, provocou o terramoto que provocou - aquém e além fronteiras - imagine-se o efeito de meses de campanha com a esquerda a clamar "não pagamos", o polvo socialista dividido, Seguro a mentir com quantos dentes tem e terminar tudo num parlamento ainda mais fraccionado que o atual.

Com a crise que desencadearam e resolveram, PSD e CDS reduziram Seguro à sua dimensão - a de Chefe de Gabinete de um Sub-Secretário de Estado, admitido por cunha.

O que passa disso são bicos de pés.

sábado, 23 de julho de 2011

Colossal atraso mental

Ouvi hoje mais um debate em torno de um não assunto que tem enchido a nossa imprensa nos últimos dias: a (não) afirmação por parte de Passos de que haveria um desvio colossal nas contas públicas.

Passos é o Primeiro-Ministro e tem acesso a dados que mais ninguém tem. Diz que há um desvio nas contas públicas e que esse desvio põe em causa o cumprimento do deficite acordado com a troika de 5,9% para este ano. Por isso anunciou um imposto sobre a classe média e sobre a classe alta no valor de quase meio subsídio de Natal, bem como vai anunciar mais cortes na despesa pública. Os números publicados até agora são a favor de que nos primeiros meses deste ano não se estava a conseguir o deficite pretendido.

Afinal qual é a questão, para além da apetência nacional para a maledicência e para não conseguirmos distinguir o essencial do acessório? É o adjectivo começar por "c"? É acabar com um "l"? É ter 8 letras?
É sermos todos atrasados mentais?

Alguém me explica qual é a questão?

domingo, 17 de julho de 2011

É triste mas é Cavaco

A idade raramente melhora as pessoas.

Cavaco, o melhor primeiro ministro pós- 25 de Abril tão só pelo facto de que Sá Carneiro governou pouco tempo e os outros foram todos particularmente maus (dois foram mesmo politicamente criminosos - Vasco Gonçalves e José Sócrates), continua a revelar-se um mau Presidente.

Durante os seis anos de Sócrates, enquanto este dizimava o país Cavaco declamava maus poemas da sua própria autoria. O pior foi aquela história senil das escutas. Agora com um Governo que parece decente Cavaco pronuncia-se de forma tosca sobre assuntos externos.

A última versão é pôr-se a comentar de forma patética a força do Euro face ao dólar como se não fosse evidente para toda a gente que se trava uma batalha de enfraquecimento do dólar e outras moedas (como o real) face à moeda chinesa, o renminbi ou yuan. O dólar lutou pela desvalorização.

Os capitais que perderam confiança no dólar foram comprar euros? Não. Foram comprar ouro.

A seguir Cavaco pronuncia-se sobre Obama quando Obama disse que os Estados Unidos não são a Grécia ou Portugal. Ouvindo-o percebemos que Cavaco é tão irrelevante que o seu título de presidente devia ser removido. Podia-se chamar por exemplo Grão-Mestre da Ordem Constitucional.

Verdadeiramente não preside ao País. O País é presidido de fora.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Piratas Portugueses atacam página da Moody's

Piratas informáticos portugueses atacaram o site da Moody's e colocaram novamente Portugal em AA+.

Para além disso colocaram uma imagem de D. Afonso Henriques e insultaram a Moody's a propósito do uso que o rei poderia dar à sua espada.

sábado, 9 de julho de 2011

Cavaco e a Wikileaks

Cavaco diz que um vasto conjunto de políticos europeus criticaram a Moody's por causa da notação dada a Portugal. Protegido pelo que considera um inédito apoio a Portugal, Cavaco pede a fogueira não apenas para a Moody's mas também para todas as agencias de rating americanas ou sediadas nos Estados Unidos.

Ora segundo a Wikileaks, o Embaixada Americana classificou no passado Cavaco como "vingativo".

Cavaco teria levado a cabo "sérias vinganças políticas pelo simples facto de não ter sido convidado à Sala Oval na Casa Branca"


Promovam o Senhor Embaixador.

Cavaco Silva fala e diz

Todas as agencias de rating americanas são uma ameaça à europa.
Todas.

Provavelmente na América põem coisas na água e todos os americanos desatam a lixar a Europa.
Todos.

Como eles são mais de 300 milhões é muita água estragada.
Muita.

O Cavaco é que sabe.
O Bibi deve concordar. Já o lixaram com a coisa da água.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Moeda sem Príncipe?

Nenhum verdadeiro príncipe prescinde de cunhar moeda.

O Príncipe que se chegue à frente para saber se o deixamos ficar na nossa terra.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto

A sua vida fez a diferença

Moody's, a falência e o governo

O governo não deve comentar as decisões das agências de rating pela voz de ninguém que esteja acima da categoria de secretário de estado. Idealmente de chefe de gabinete.

Os comentários do Governo não têm impacto nas decisões das agências de rating, não têm impacto no exterior e só reforçam (se possível for) a importância mediática interna das notações.

O governo deve dizer que o que depende de nos será feito. Não estamos sozinhos no mundo mas temos 850 anos de história. A médio prazo dependemos de nós próprios.

Faremos o que tem de ser feito.

sábado, 2 de julho de 2011

Estado pequeno e forte (II).

Libertado depois da rápida ação de uma justiça séculos à frente da nossa.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

13º mês e Passos Coelho

Passos Coelho contradisse o que afirmara na campanha eleitoral.

Talvez não houvesse outra solução. Talvez venham aí cortes na despesa que mostrem que o equilíbrio da contas não se faz apenas à custa de cobrar mais impostos.

Estamos cá para ver

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mentir, mentir até à porta do inferno

Ainda recentemente secretários de estado demissionários (os ministros e o primeiro-ministro desapareceram) e políticos do PS proclamavam a eficácia da correção das contas públicas ocorridas no primeiro trimestre deste ano. Em certos balanços lançavam a orgulhosa expressão superávite.

Agora percebeu-se que era tudo ... mentira.

Mesmo depois de decapitado o estado socialista canta ossanas, mentindo e resfolegando de tão intensa alegria.

Duas camisas de forças para esses homens e para a Senhora que em Berlim os elogiava.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Boas ideias e os liberais mais extremados

Uma pessoa para ter uma boa ideia precisa desde sempre de ter pedigree.

As boas ideias não valem por si mesmas.

O Ministro da Economia apresentou uma ideia: atrair reformados do norte e centro da europa para o sul do país, como a Flórida faz nos USA.

Contudo o Ministro não tem o pedigree necessário pois não é empresário, segundo dizem.

As boas ideias só podem partir de quem tem conta bancária para isso e está disposto a pôr dinheiro seu nas suas ideias.

Desenterrem D. João II e enforquem-no. Ele teve uma ideia para este país.

Passos Coelho e a Europa

Não gostei que Passos Coelho passasse tão blasé pela cimeira europeia.

Não gostei que Merkel gostasse tanto dele - Merkel também gostava de Sócrates, tal como gosta de quem quer que seja que diga que sim.

Ter um programa para o seu país e ter um programa para o continente e a união excede a simpatia.

Merkel não promove nem paga a conta de bailes de debutantes.

Aguardamos a chegada da verdade.

domingo, 26 de junho de 2011

Rocha Vieira e Paulo Macedo

No fim do mandato de Rocha Vieira em Macau este para combater o crime mandou vir um magistrado que prendia mafiosos violando descaradamente a lei.

Alguns, poucos, acharam que melhor teria sido ser eficaz de forma civilizada como fazem os Suiços, os Canadianos, os Americanos, os Holandeses, etc. Decidimos, em vez disso, inspirar-nos na Arábia Saudita e no Irão. 

No combate à fuga ao fisco Paulo Macedo fez pior que Rocha Vieira: violou direitos de forma sistemática como muito bem lembrou Pacheco Pereira na última Quadratura do Circulo. Direitos dos mais fracos. 

Esta questão lembra-nos da herança do Estado Novo e da Iª República. Só conhecemos dois tipos de figuras públicas. Os que nada fazem para defender os interesses do estado, sendo incompetentes ou pior, e os que para serem eficazes na prossecução do interesse público violam a lei e os direitos das pessoas.

Terceiro Mundo.

Discordar de si próprio

Estanislau. Nome invulgar. Praxis invulgar.

Trata-se do caso de um administrador que decidiu levar mais longe aquele conceito que todos conhecemos dos políticos que "enquanto governantes" são bem distintos do que são "enquanto líderes partidários".

Corria o ano de 2010 e o local da ação foram os CTT.

O senhor decidiu como chefe hierárquico de si próprio dar ordem de demissão de si mesmo, alegando que não cumpriu as suas próprias determinações.

A palavra esquizofrenia terá saído do dicionário?

Numa coisa tem razão

Numa coisa Oscar tens razão:

A banalização da mentira e a histeria correctora que se lhe seguiu fez com que muitos comentadores, como é o caso de Pacheco Pereira no artigo de opinião do Público e de muitos outros em blogs, deixassem de conseguir distinguir dois conceitos totalmente distintos na ética privada e parcialmente distintos na ética de Estado: mentir e mudar de ideia.

Mudar de ideia e mentir não são a mesma coisa.

Pacheco Pereira - errata e dúvidas

Pacheco publicou com alguns erros um artigo de opinião no Público dia 25.

Apresentamos a errata a pedido de várias famílias e algumas dúvidas / agradecimentos pessoais:

"Caso Nobre" - Por erro saiu um não a mais. Pacheco queria dizer que o facto de Passos Coelho ter passado o dia inteiro no Parlamento a tentar passar Nobre e ter sido incapaz de o fazer vencer a eleição, nomeadamente ter sido incapaz de convencer Portas a fazer o que qualquer imitador de Amaro da Costa teria feito a qualquer imitador de Sá Carneiro, não ter um plano B, ter decidido pôr na ordem os dois candidatos que proclamavam o seu amor pela "casa" e ido buscar uma pessoa tão light que ficou delirante com a honra, dando saltinhos de alegria, foi uma derrota que alerta para uma questão simples: quem manda? A teoria dos inimigos, semi-inimigos, semi-amigos, amigos e amigados era a reinar e foi um tipógrafo que por maldade publicou.

"A quebra de palavra de Nobre que mostra que a palavra de Passos nada vale". Nobre não quebrou a palavra dada porque não deu palavra nenhuma. Caíram em cima do bom doutor quando ele  ao telemóvel numa picada do Sri Lanka disse ao Expresso que não ficava no parlamento se não pudesse assumir a presidencia e o dito platinado doutor, já sentado e de cabeça fria, mudou de ideia e dizendo então que ficaria, se houvesse como servir os cidadãos sem presidir à casa. Isto há muito tempo. Além disso o que tem a palavra do Passos a ver com a do Nobre?

"teve quinhentos mil votos". A calculadora do arredondamento tinha pouca bateria. Quando pôs bateria e Pacheco viu que eram seiscentos mil o Público já estava nas rotativas.

A comparação que Pacheco faz entre as críticas à partidocracia de António Barreto Nobre e a acampada foram feitas já depois da meia noite e por isso não contam.

A manifestação da geração à rasca foi para aparecer na televisão e se as televisões desatarem a promover a acampada caiem lá imediatamente duzentas mil pessoas, o que eram muitos rolos de papel higiénico e por isso elas não alinham.

As criticas do António Barreto  movimento democracia verdadeira não têm qualquer fundamento pois todos sabemos que desde que existam partidos e eleições há democracia como os Mexicanos e Indianos bem sabem.

O Pacheco não grama o facebook mas não era para dizer já - era para outro artigo.

"Uma centena de pessoas decide pelo país inteiro" - ah não ma tinha apercebido disso.

"Era na acampada que Nobre devia estar"- eh pá Pacheco mas atão e aquele cabelinho com laca como era?

A malta da acampada apoia o general fuzilador de Singapura? É tudo a mesma coisa? - é bom que alguém avise.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Governo grego e a moção de confiança

Vencida a moção de confiança a Grécia deve limpar a casa e Portugal deve liderar a resistencia aos juros absurdos da UE.

Os apoios comunitários ao desenvolvimento devem deixar de depender do co-financiamneto nacional dos projectos durante três ou quatro anos.

Governadores Civis

Pedro Passos Coelho mantém a liderança ao não distribuir os Governos Civis pelos amigos.

Assunção Esteves

Pedro Passos Coelho surpreende ao escolher um nome inesperado.

Duplicidade, traição e a demissão de Fernando Nobre

Lamento que Fernando Nobre não se tenha demitido do cargo de deputado à AR após a sua derrota de ontem.

Um dos problemas de muitos independentes que decidem abraçar uma causa política é a compreensão incompleta da ferocidade desse meio. São muitas vezes pessoas com boas intenções, inteligentes, articuladas e com falta de treino na comunicação em ambiente em que predominam os sound bites de tom politicamente correto. Essa falta de treino, a bondade das suas intenções e a não compreensão da agressividade do meio político são-lhes geralmente fatais.

Parecia o caso do falecido Gentil Martins e talvez seja o caso de Fernando Nobre.

Acresce que muitas destas pessoas têm um pensamento original sem que contudo esse pensamento seja filosoficamente completamente estruturado. Por último são pessoas sós na migração para as causas políticas. O resto dos seus companheiros de sempre fica para trás.

Na actual praxis política há inúmeros casos de candidatos a deputados que não têm a menor intenção de ocupar o cargo. É prática corrente. Posso dar os nomes de Alberto João Jardim ou José Sócrates mas qualquer um de nós pode nomear muitos mais.

Não há qualquer razão decente para que alguém isole um candidato e faça campanha contra ele por se candidatar a deputado com outra intenção que não a de ficar na bancada. Quem o faz serve outra agenda.  Fernando Nobre devia ter-se mantido desde sempre fiel  à sua posição inicial: tinha um projecto para aproximar a AR dos cidadãos, esse projecto pode ser prosseguido apenas por grupos políticos organizados ou pelo presidente da AR pela projeção especial que é possível atingir através do cargo.

A quem  o acusasse de arrogância limitava-se a dar um ou dois exemplos de pessoas de se candidatam à AR com o propósito de prosseguirem outros projetos, notar a duplicidade do critério e repetir que a sua ambição era aproximar a AR das pessoas. Repetir e esperar. 

Mal foi derrotado, mal foi cuspido, o meio que o devorou entrou em damage control tentando amansá-lo e apaziguar a consciencia própria dizendo que afinal ele era uma pessoa prestigiada e boa. Só que não ao nível de um Guilherme Silva...

Por outro lado Paulo Portas foi prejudicado por ter falhado um cálculo. Portas convenceu-se que Nobre seria eleito sem os votos do CDS e por isso deu ordens para os deputados do CDS dobrarem à vista de toda a gente os boletins mal os recebessem para que fosse público que votavam em branco e não em Nobre. A ideia não era trair Passos - a ideia era atestar que cumpriam os compromissos com o seu eleitorado, que falavam verdade e eram coerentes. O país está carente de sinais de que os políticos falam verdade e Portas queria dar sinais nesse sentido.

A estratégia falhou até por incompetência de Nobre que tinha dito que a solidariedade maçónica garantia os votos necessários na bancada do PS.

Portas falhou a sua estratégia mas não traiu ninguém e manter-se-á leal à coligação.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Humilhação de um Nobre pela República

Um homem que dedicou toda a sua vida aos outros, que constituiu do nada a mais prestigiada ONG não religiosa portuguesa e a única com projecção internacional, quantas vezes com risco pessoal, foi hoje humilhado pela instituição mais desprestigiada da República.

Acresce que além de ter vida pública própria, o homem atreveu-se a criticar em voz bem alta um dos ninhos da partidocracia, verberou a casa que se propunha mudar. A casa, aqueles senhores que se levantam e sentam quando o dono manda não gostou. Como podia mandá-los levantar e sentar, falar e calar, agendar e desagendar um mestre de cerimónias que não está habituado a ajoelhar? Como podia competir com pessoas que como Guilherme Silva e Mota Amaral passaram todo o dia a lembrar que nada tinham contra a casa?

Sózinho todo o dia, com raros deputados do PSD a acompanharem-no, com excepção do Pedro Passos Coelho, abandonado pela maçonaria e pelo parceiro da coligação que num pequeno-almoço recente o amolecera, foi maltratado sem apelo nem agravo todo o dia.

Os candidatos a independentes retirem daqui a lição mais visível: pode não se ser político e tentar-se entrar na política. O que não se pode fazer é deixar em casa o killer instinct ... para o ter, é claro, ajuda muito ser político. Coisa que poucos nobres são. 

Perceber a posição do CDS

A posição do CDS na eleição para a presidência da AR é difícil de perceber.

Se o Presidente da AR tem alguma importância e é um deputado - ou seja é eleito pelos portugueses - faz até mais sentido que os partidos que se acham em condições de poder propor o nome em causa, o façam antes das eleições, do que acontece com o nome do Primeiro-Ministro. As eleições são para deputados em primeira mão.

O PSD fez bem em dizer que nome propunha aos portugueses para liderar o Parlamento e Passos Coelho fez bem em dizer que o partido defende a aproximação do parlamento aos cidadãos.

O PSD fez campanha eleitoral na rua por Fernando Nobre.

Aparentemente o CDS, não tendo um candidato tinha uma agenda de veto contra o candidato do PSD. Foi o que disse Portas: tinha-se comprometido com o eleitorado com o veto a Nobre e agora era coerente. Sabemos que isso é falso. Portas apenas dissera que o candidato revelava falta de humildade democrática e que a sua eleição não estava garantida.

Percebemos agora que o CDS vetava Sócrates e vetava Nobre. Sabemos porque vetava Sócrates  que tinha exercido o cargo e tinha falhado. É necessário explicar melhor porque teria (sabemos que não o fez) feito campanha eleitoral vetando Nobre.

O seu líder parlamentar fez pior que Portas: veio dizer que devia ser uma pessoa com a "inteligência necessária" para o cargo, entre outras características. As outras características serão currículo. Inteligência não.

Ou seja o CDS decidiu enxovalhar o candidato do PSD, já após a sua derrota, sem se perceber bem com que vantagem. 

Não percebo o que quer Portas. 

Spin doctors

Os spin doctors de Passos Coelho, devem estar a correr para as redações dos jornais para tentar que as primeira páginas de amanhã se foquem na pessoa de Fernando Nobre, escondendo a falta de liderança do Primeiro-Ministro que passou o dia no parlamento e não conseguiu fazer passar o seu candidato.

Vai ser difícil: ou o candidato não prestava e fica em causa a competência de Passos ou o candidato prestava e fica em causa a capacidade de liderança de Passos Coelho.

Se a coisa se arrastar para amanhã mais impacto terá a derrota de Passos.

domingo, 19 de junho de 2011

A má sorte dos inimigos da caridade (I)

Uma das pessoas que na minha opinião mais tem contribuído para a reanimação semântica de certas palavras em Portugal, tem sido Vasco Pulido Valente. Muita gente dedica tempo a tentar encontar e até colecionar os disparates desse génio. Não me dou a tal actividade porque sei bem que o que distingue o génio do homem comum, é a capacidade do primeiro ver mais longe que o último e não o facto de não avançar aqui ou ali um disparate.

Todos sabemos que o recordista mundial de velocidade pode andar tão devagar como um portador de deficiência motora, mas nunca um portador de tal deficiência pode correr tão rápido como o dito campeão.

Palavras que aqui há quinze anos estavam erradicadas do discurso público entraram em circulação. Palavras virtualmente ofensivas como bondade (reintroduzida em grande parte por VPV na expressão "bondade da decisão"), honestidade, herói, pessoa frágil, pobre (ao contrário de pobreza que se manteve sempre permitida), mentiroso, são agora ditas sem vergonha. 

Defendo que a melhor maneira de seguir a mudança duma cultura é seguindo a evolução das palavras do discurso aceite. As palavras proibidas começam a despontar em meios auto-limitados, sub-culturas, nichos, até que alguém as reintroduz (ou introduz) no discurso "mainstream", onde são  muitas vezes aceites com uma rapidez inesperada, que significa terem morrido ou sido digeridos conceitos que a conotavam de forma inaceitável ou, ao contrário, que soçobraram as ideias  que antagonizavam o seu uso. No naipe das palavras trava-se muito mais que uma batalha semântica, trava-se a guerra da mundivisão.

A evolução linguística das últimas duas décadas em Portugal tem sido uma sequência lenta de vitórias para a direita e para a verdade. Ainda recentemente, numa entrevista na SIC um homem da esquerda decente, António Barreto, teve uma expressão inesperada que dificilmente seria aceite há dois ou três anos: o entrevistador convidava Barreto a esclarecer que longe dele estava a ideia de demonizar fosse quem fosse, pois é óbvio que um homem tão ilustre não seria tentado por tal maniqueísmo, quando Barreto lhe diz de forma clara, quase brutal, que "não me importo de demonizar o demónio".

Essa entrevista é uma peça de antologia da mudança em curso na cultura portuguesa que quando passa pelo uso intencionado das palavras, tem como expressores pessoas com coragem intelectual acima da média.

Blair nunca. Perceberam agora porquê?

A Sra. Angela Merkel, a candidata a coveira do euro, recusou terminantemente a candidatura de Blair a "presidente" da europa, preferindo um senhor que é tão influente como Barroso mas mais calado. Aparentemente a senhora não gostava de Blair por causa da apetência deste para o estrelato e, mesmo, por falar demais.

Percebe-se agora com o comportamento suicidário da Alemanha, com a sua manha na busca do lucro a curto prazo, porque é que Angela preferia Herman José  Van Rompu.

Barroso não existe

"Eu não percebo - sem dúvida sou demasiado ingénuo - esta perversidade europeia que exige que, quando se trata de atribuir à Grécia volumes financeiros importantes em matéria de coesão e de política regional, continuemos a insistir na obrigação de co-financiamento daqueles programas", afirmou Jean-Claude Juncker


O presidente do eurogrupo propõe que a ajuda à Grécia venha do orçamento da UE e não de empréstimos.


Igualmente afirmou que se está a brincar com o fogo arriscando que com a queda da Grécia caiam Portugal, a Irlanda, a Espanha, a Bélgica e a Itália.


Barroso, como é evidente, não existe.


Portas tem uma oportunidade de entrar para a história falaando português claro no eurogrupo.

sábado, 18 de junho de 2011

Não digam ao Marcelo. É segredo

Fernando Nobre quer recandidatar-se com hipótese de vencer a próxima eleição para Presidente da República.

Quer juntar os 600.000 votos que obteve aos votos que Cavaco. Diz que é de esquerda e o timing é o correcto - nem precisará de se demitir de presidente da assembleia da república para ser candidato.

Percebe-se a ideia. Se fosse ministro não ia lá. Agora, antes disso, tem de conseguir vencer uma eleição, mesmo que esta só tenha um universo de 230 votantes.

Depois, tem de perceber que não se passa de número dois para número um do estado com um saltinho no pódio de prata para o de ouro. Tem de se descer até ao chão e começar do "zero".

Não digam a ninguém. Principalmente não digam nada a Marcelo, a Barroso e ao Freitas. É segredo.

Oscar, 18-06 (20:25)

Um ano depois da morte de Saramago

Pilar fala da cama que se partilha entre duas pessoas maduras, fala do amor maduro.
Gostei de a ouvir.

Negociar com estilo

Mário Nogueira, líder da Fenprof, afirmou que  "muitas vezes o estilo" constitui um entrave às negociações entre os sindicatos de professores e o Ministério da  Saúde. 

Muitas vezes.


Normalização

A política não acaba nunca enquanto existirem dois homens.
Mas a campanha pelo fim de Sócrates, quer da sua sombra quer da sua penumbra, teve o seu fim agora que o novo governo desponta e transforma os anteriores actores em memórias.

O novo governo, mal ou bem, é o advento de uma nova geração à direita.

Morreu o PSD que ninguém representa tão bem como Marques Mendes. Morreu de tal forma que até Cavaco parece estar a terminar o seu segundo mandato.

Parafraseando Barreto tomámos a tarefa de demonizar o demónio, cuidando que ajudávamos à nova alvorada.

Chegou a hora de enterrar essa campanha. Se algum leitor quiser cópias dos posts do tempo dessa batalha estou à sua disposição para os fornecer.

MBO

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ministro das Finanças

O Ministro das Finanças vai ter de saber uma coisa: ele é o portador de notícias de morte. Não pode pedir que lhe façam a justiça de perceber a sua situação, o que herdou, o que está e não está nas suas mãos. O sacrificado costuma ter pouca empatia pelos dramas do carrasco.

Tem uma coisa a seu favor: Pedro Passos Coelho não tem margem para o demitir.

Ministro da Economia

O ministro da economia tem um problema: não conhece a economia portuguesa.

O ministro da economia tem uma virtude: a economia portuguesa não o conhece.

Terá fibra para o que o espera?

Tem uma coisa a seu favor - Pedro Passos Coelho não tem margem para o demitir.

Coisas boas deste governo

A idade das pessoas. Uma nova geração.

Comparando o meu governo com o que saiu...

Há dois ministros melhores no governo que na minha proposta:

O ambiente.
A educação.

Propus um estrangeiro. Passos optou por vários estrangeirados.

"Demitir o Ministro, o PGR e a Direção do CEJ"

Já. (Sociedade)

Outra vez



Financiamento e qualidade

Para melhorar a qualidade sem diminuir a genuinidade deste sitio necessitamos de gerar receitas. Vamos tentar fazê-lo sem que isso perturbe o aspecto razoavelmente austero do sitio. Nalgumas páginas como Margem direita, Margem esquerda (ainda não activada), Economia (ainda não disponibilizada) e Medicina teremos um especial cuidado em evitar conflitos de interesses. Agradecemos opiniões e sugestões.

Jaime Gama, Fernando Nobre e a importância do dito cargo

É evidente que para isto é necessário ser-se um indivíduo da mais alta tarimba parlamentar.
Ou isso ou um mestre de cerimónias.

Agora perguntemos ao soberano, o povo, qual a mais desprezível instituição da república?

Sim, vocês sabem a resposta: é a Assembleia da República.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

"Quadratura do Circulo - 16-06-2011 (1)"

C'os diabos na Margem direita

Mão Invisível

Assisti em Madrid há algum tempo a um teatro de rua de Marionetes. É fantástico como os cordeis conseguem imprimir movimentos quase-humanos aos bonecos. A sua suavidade e a sincronização com a voz dão vida aos bonecos, que se tornam verdadeiros actores na pele de personagens credíveis. Apesar do Castelhano serrado os meus dois filhos mais velhos estavam enfeitiçados, absortos na acção. Eu confesso que só não entrei na fase onírica porque estava atento a uma outra "acção": a dos carteiristas locais. Não fui roubado mas a minha atenção foi-se fixando nas mãos invisíveis que controlavam o boneco. Voltarei a este assunto mais tarde.

"O que é o terror?"

Isto seria o terror (na Margem direita).

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Indigitado na situação inversa

Aquando do debate Passos - Sócrates a expectativa em relação a Passos era muito baixa. Era fácil ganhar.

Agora que foi indigitado a situação é exactamente a inversa e as expectativas são muito altas.

As minhas preferências que seriam revolucionárias.:

PM: Passos Coelho
MNE: Paulo Portas
Educação e Ciência: Mariano Gago (sim, não leram mal)
Assuntos Sociais: Bagão Felix
Finanças: Vitor Bento
Economia: Luis Portela (sim, o da BIAL)
Justiça: António Barreto (sim, nem pensar num jurista)
Agricultura: Roberto Rodrigues (sim, o brasileiro que revolucionou a agricultura desse país no governo de Lula)
Ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares: Paulo Rangel
Cultura: Jaime Nogueira Pinto
Defesa: Luis Amado (actualizado dia 16)
Obras Públicas : Leonor Beleza (actualizado dia 16)
Ambiente: Cecilia Meirelles (actualizado dia 16)

Quem enganou o nosso João Semana?

Mas diz que aprendeu. É bom saber. No Medicina.

A Equação

 Equação de Defesa da Verdade Oficial (em unidades de intensidade)


DVO = VO x (iAMA x PAT + iAQDV x PIN)

sendo que VO =  (iPC x PAT x UATI) / VF

DVO -  defesa da verdade oficial
VO -     verdade oficial
iAMA - índice de aceitação da mentira à vontadinha e sem espiga
PAT -   para os amigos tudo
iAQDV - índice de afogueamento no ataque a quem defender a verdade factual
PIN -    para os inimigos nada
iPC -    índice de politicamente correto
UATI -   usar os amigos que temos na imprensa
VF - verdade factual

Em defesa de Paulo Portas


"On November 13, 2002, while the Prestige was carrying a 77,033 metric tons cargo of two different grades of heavy fuel oil, one of its twelve tanks burst during a storm off Galicia, in northwestern Spain. Fearing that the ship would sink, the captain called for help from Spanish rescue workers, with the expectation that the vessel would be brought into harbour. However, pressure from local authorities forced the captain to steer the embattled ship away from the coast and head northwest. Reportedly after pressure from the French government, the vessel was once again forced to change its course and head southwards into Portuguese waters in order to avoid endangering France's southern coast. Fearing for its own shore, the Portuguese authorities promptly ordered its navy to intercept the ailing vessel and prevent it from approaching further."




Não! - a palavra mais importante da língua portuguesa.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Alemanha joga sujo

Lança pânico sobre pepinos espanhois protegendo a culpa e agriculturas próprias.

Taxa de Juro do BCE ao subir defende os interesses alemães (a crescer e com medo da inflação) contra os interesses mediterrânicos (que com pequeno crescimento económico queriam ver a taxa descer).

Pressionou Sócrates, o Falso lambe botas, a não pedir resgate pois não queria ter de levar ao parlamento alemão outro pedido de ajuda.

Finge que os trabalhadores mediterrânicos trabalham pouco e divertem-se muito.

Impediu que o BCE financiasse diretamente os estados e depois financia-os bilateralmente com lucro a curto prazo e risco a médio prazo.

"Planeta UCI"

Num sistema solar perto de si. Na página Medicina.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Justo?"

Em Medicina.

http://medicinasupraciliar.blogspot.com/2011/06/justo.html

"António Barreto - a esquerda de outro campeonato"

na Margem direita

"O que vende na TV nestes dias B)"

Mais boas ideias a vender programas de TV. Na Margem direita

"O que vende na TV nestes dias A)"

O que faz pingar dinheirinho de publicidade nestes dias. Na Margem direita.

Fascismo II (Salazar II) - uma impressionante máquina de crescimento económico

Poderemos nós aprender alguma coisa sobre desenvolvimento com o fascismo?

No blogue Portugal Contemporâneo o autor argumenta que no fim do Estado Novo Portugal seria o 24º país mais desenvolvido do mundo. Como não são dados os cálculos fui à fonte (http://www.photius.com/rankings/human_developement_index_1975-2005.html) e excluíndo a Eslovénia que na altura não existia, sendo quando muito a província mais rica de um país mais pobre e, com os parcos conhecimentos que tenho dessa área, concluo que Portugal seria o 26º país mais desenvolvido do mundo no fim do fascismo.

Ou seja o regime fascista "entregou" ao regime democrático um país que era o 26º pais mais desenvolvido do mundo. Ora hoje descemos para o 40º lugar no mundo http://hdr.undp.org/en/media/HDR_2010_EN_Table1_reprint.pdf) .

Em termos de desenvolvimento a democracia falhou. Mas isso é apenas metade da história. No referido texto o autor diz que durante o fascismo Portugal cresceu economicamente de forma ímpar na europa. Era o número um do crescimento no continente. Crescemos ao dobro da velocidade da Inglaterra, para dar um exemplo, segundo o autor. Ou seja muito mais do que olhar para os números e dizer que falhámos devemos olhar para esses dados e reconhecer que alguma coisa funcionava no Estado Novo.

Salazar, costumava com ironia dizer o meu falecido pai, cometeu crimes económicos terríveis quando "recebeu" o país da Primeira República:
Salazar, dizia ele, mandou esburacar as estradas e auto-estradas construídas pelo partido democrático, demoliu as escolas, tribunais, cidades universitárias, hospitais e institutos técnicos e científicos construídos de 1910 a 1926, mandou pegar fogo às florestas plantadas, terraplanou as barragens hidro-eléctricas e arrancou todos os aeroportos que os republicanos haviam deixado ao país.

Infelizmente sabemos que era ironia: os números mostram que Salazar recebeu um país miserável da Primeira República e o fascismo português, como nos diz o autor desse blog, foi uma impressionante máquina de crescimento económico.

Será todo esse crescimento justificado pela exploração de colónias e exportação de pessoas ou há outras condicionantes?

Ou seja, que fracção do crescimento se devia à exploração indevida das colónias e à emigração que não poderia ser substituído nesse regime por outras alternativas?

Que outras coisas teria o fascismo a seu favor que nós não temos?

Fascismo I ( Salazar I )

A ditadura do Estado Novo não é classificada como fascista pelos politólogos com algum afastamento em relação ao fenómeno político Salazarista. Apesar disso em Portugal é de bom tom chamar à ditadura de 26 de Maio "fascista" evitando ser-se conotado como tendo alguma simpatia pelo regime. Tomando este facto tão sui generis como identitário pela sua faceta ritual e, principalmente, para não perder tempo com coisas que até por motivos geracionais me dizem pouco, trato de secundarizar a "verdade" a bem de evitar o ruído.

Interessa-me sobremaneira perceber o sucesso do regime durante meio século, bem como o facto desse regime histórico suscitar em muita gente um inesperadamente intenso sentimento de oposição.

Esse sentimento de oposição terá alguma proporcionalidade com a falta de sucesso económico da democracia e tem relação com o carácter aparentemente vivo do defunto Estado Novo.

Estou convencido que a modificação do destino português ganhará muito com a compreensão do Estado Novo.

domingo, 12 de junho de 2011

Portugal

Data de descoberta: 1986

Descobridor: Richard Martin West

População: 0

Angola

Data de descoberta: 28 de Maio de 1935

Descobridor: Cyril Jackson

População: 0

sábado, 11 de junho de 2011

Rever o caso de Beja

Aguardemos os esclarecimentos sobre as declarações de Beja.

A verdade é que:

#1  há cargos de nomeação política.
#2  a desastrada intervenção do CDS de Beja e a pouco clara intervenção do PSD do mesmo distrito não podem ficar impunes. Incompetência política é o mínimo que lhes podemos atribuir.

Agora Paulo Portas e Pedro Passos Coelho têm a palavra.

Vai partir o Comboio da Alegria?

Em entrevista a uma rádio local a líder do CDS de Beja, Sílvia Ramos, declarou que chegou a hora dos militantes do CDS correrem atrás dos lugares a que têm direito  pela votação alcançada.

É o momento, repetia alegadamente a senhora. É o momento!

Interrogado o PSD de Beja este terá passado a ideia que as coisas se devem fazer pela calada, com bom recato.

Começou a grande corrida ao dinheiro dos nossos impostos?

RTP - 2 mil milhões de euros numa década não será demais?

Com a gravissima crise económica que atravessamos ter gasto mais de 2 mil milhões de euros nos últimos 10 anos não será demais?

Não será um luxo?

RTP tem de deixar de ser financiada com os nossos impostos.

Libia no atoleiro

O atoleiro em que se encontra a guerra na Libia prova bem a dependência da europa da força militar norte-americana.

Países como a França, o Reino-Unido e a Itália, em conjunto, são incapazes de pôr em ordem meio vizinho de pouco mais de 6 milhões de habitantes, apesar de terem no terreno o apoio da maioria desse país.

Militarmente a europa é um gigante de pés de barro. Um tigre de papel.

Agricultura

A agricultura representa talvez 2,6% do nosso PIB.

É claro que a importancia da agricultura não se esgota na economia.

Contudo, no que toca à economia, para o país crescer é necessário que os seus vários sectores, nomeadamente os dos bens transacionáveis, cresçam. Mas por muito que cresça um sector que assegura menos de 3% do PIB, dificilmente aceitaremos que é por aí que Portugal monta uma estratégia de crescimento com sucesso.

Desenvolvamos a agricultura mas não façamos disso uma moda que ocupe o espaço mediático para além do que realmente vale.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cavaco Silva e Pinto Monteiro - tomem lá que é democrático.

Pinto Monteiro, num acto de servilismo tão desprezível como o que revelou na protecção a Sócrates, o Falso, decidiu apressar-se a processar criminalmente o director da Sábado, por este ter anotado que Cavaco interpretara a sua vitória eleitoral da mesma forma que dois condenados pela justiça. 

Cavaco, o Simples, concordou com o processo crime. Apesar de péssima, essa decisão é menos má que a do serventuário de serviço, o yes-man a todos os actos provindos do poder.

A justificação vermicular que acompanha a decisão de processar o crítico de Cavaco tresanda ao que mais senil havia no estado novo.
Como dizia o ex-bobo oficial do regime ... não havia necessidade.

Em relação a Cavaco há vários sinais de mudança de personalidade e pobreza de pensamento preocupantes. A sério: ficaria mais descansado se tivesse a certeza absoluta que o cidadão Cavaco Silva não sofre de um processo demencial em fase inicial.

Pinto Monteiro - não pode ser verdade


Não pode ser verdade que este senhor tenha tomado a iniciativa de processar o director da Sábado por ter escrito que «tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas».


António Costa e a Quadratura

António Costa assassinou politicamente Seguro dizendo que o conhece pessoalmente há "décadas" mas "não sabe o que ele pensa".

Para bom entendedor: Seguro é mesmo muito fraco para o cargo a que se propõe.

António Costa lançou a sua candidatura a Primeiro Ministro após o esgotamento de Assis ("se não fosse presidente da CML é possível que me candidatasse a secretário geral do PS).

Em resumo: mata Seguro e descreve Assis como líder transitório.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quadratura do Circulo - 09-06-2011

António Costa


"Não conheço António José Seguro. Sei quem é mas não o conheço bem.
Não conheço o pensamento de Seguro."
"É necessário fazer a integração regional dos organismos desconcentrados do estado."
"Há coisas que se não se fizerem no início da governação já não se farão pois nessa altura os serviços já terão tido tempo de dar ao ministro as 100 razões pela qual não podem ser fundidos".

Pacheco Pereira


Nem que houvessem 50 génios no governo deixaríamos de ter enormes dificuldades de governação.
Repete a pergunta "com a extinção das instituições no estado para onde vão as pessoas?"
"É inaceitável que a primeira coisa que se faça para reduzir o estado é criar mais uma comissão".
"Não é possível emagrecer o estado sem despedimentos na administração pública"

Lobo Xavier


"Segundo Costa quem será Seguro? Ninguém!"
"Sou tido como ministriável porque um comentador (Marcelo) lançou essa ideia. Quando não há noticias fazem-se notícias sobre notícias."
"Eu e o Pacheco sempre dissemos..." - definitivamente ainda não o convidaram para ministro.
"Agora já estou a governar..." - definitivamente ainda não o convidaram para ministro.
"Se eu fosse governante..." - definitivamente ainda não o convidaram para ministro

Gulaguezinho

O Daniel está quase a descobrir que aquilo que lhe diziam ser uma arca frigorifica lá no BE é afinal a sementesinha do Gulag da esquerda caviar.

A propósito   ...   quem é Daniel Oliveira?

Cuidado na hora de telefonar

Conta-se, não sei com que fundamento, que Salazar teria decidido convidar o Prof. Ricardo Jorge para o que hoje é o ministro da Saúde. Contudo, por engano, alguém ligou ao filho que era homónimo - igualmente médico mas sem o talento do pai. O rapaz viria a exercer o cargo por escassos meses após o que  confirmada a sua menoridade foi afastado. 

Recentemente Sócrates teria cometido um erro semelhante ao convidar para ministro da cultura não o homem certo mas um homónimo com grande vontade de dizer sim mas sem qualquer conhecimento da área.

Agora, com os olhos postos em nós, seria bom ninguém se enganar e telefonar à pessoa errada para um cargo ministerial.

Assédio sexual

Um grupo irrelevante de feministas lusas decidiu avançar com a proposta de criminalização dos comportamentos tipificáveis como assédio sexual. Que comportamentos serão esses? Segundo o grupo, comportamentos que incluam piropos, assobios e comportamentos afins.

Este tipo de proposta é divertida e atrai o interesse da opinião pública mas a comunicação social não a apresenta dessa forma - como uma curiosidade divertida. Porquê? Porque por um lado atrai o público falar dessa "notícia" infantil e levemente picante - ou seja vende - e por outro é politicamente incorrecto fingir-se que a proposta é patética. Assim é apresentada fingidamente como séria tendo por objectivo que o público se riA.

Blogues de Oposição

Alguns dos mais conhecidos escritores de blogues não se adaptam à vida após deixarem de ser oposição.

Têm três hipóteses - ou passam a fazer oposição à oposição ou passam a ser autodenominados porta-vozes do governo ou fazem como a imprensa escrita e procuram a independência possível a quem não é neutral.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Diáspora

Diáspora portuguesa. Termo interessante para designar aquilo que se chamavam "emigrantes" e depois "comunidades portuguesas".

Há medida que o mundo fica menor, mais próximos ficamos dos que partiram. A cooptação desses portugueses para a defesa dos interesses da nossa diplomacia é feito de forma errática e pode ser melhorado, muito melhorado. Outros países fazem-no de forma bem mais sistemática, usando os seus nacionais e as suas lideranças para alanvacar os interesses dos seus países junto das potências.

Israel é o gold standard, inimitável na sua extensão por motivos vários. 

Eis uma tarefa para o novo governo, nomeadamente se o novo MNE for um peso pesado dentro da coligação.

Candidatos Presidenciais do PS

Helena acha que António Costa e Sócrates são pré-candidatos do PS à Presidência pós Cavaco.

Não concordo. Não sei quem serão os pré-candidatos mas do lado do PS acho que Vitor Constâncio e Jaime Gama teriam outro peso.

Aditamento em 2013: No caso BPN Vitor Constâncio suicidou-se e Jaime Gama pode recusar reaparecer em 2014 pelos mesmos motivos que não quis suceder a Guterres no passado.

Liderança

Um líder aponta caminhos, interpreta e potencia vontades.

Não é um teórico e não é apenas um representante. Menos ainda é um analista ou um comentador. Quer ter sucesso mas esse não é o primeiro ponto da sua agenda.

O PS dificilmente encontrará um líder nestas eleições.

Francisco Assis

Francisco Assis é um homem sério e intelectualmente capaz.

É demasiado palavroso, lembrando um pouco Guterres, o "picareta falante".
Tem uma trajectória rica em que inclusivamente ponteia a presença de espírito em situações de adversidade física, como aconteceu em Felgueiras.

Há contudo nele e, pior, em António Costa, um passado recente de branqueamento da acção de um homem tão maligno como Sócrates.

Mais tarde ou mais cedo vai ter de se perceber porquê.

Vender os submarinos?

Cadilhe recomenda que se vendam todos os activos que têm comprador.

Recomenda nomeadamente que se vendam os submarinos.

Spread da dívida portuguesa em queda?

O spread da dívida soberana no mercado secundário parece ter deixado de subir.
É demasiado cedo para tirar conclusões.
A acompanhar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Casa Pia ? - Pessoalmente desaconselho

Pessoalmente desaconselho Ana Gomes a reacordar a vertente política do caso Casa Pia. Julgo que isso irá ajudar a impedir uma profunda renovação do Partido Socialista. Essa linha vai enquistar e barricar os interesses da parte do PS que dominava o partido quando ele teceu uma urdidura para proteger militantes seus da máquina judicial. Ora o timing é péssimo pois ainda não foram explantados os comedores de impostos (de grupo de Sócrates) e já se querem acordar os casapianos (do grupo de Ferro). Isto vai direitinho à re-judicialização da política.

Ora, judicializar a política, como escrevi no passado, é uma tradição portuguesa que impede o verdadeiro debate político.

É sinónimo da nossa dificuldade em assumir posições políticas antagónicas. Se discordas de mim, é a mensagem, é porque és criminoso ou mau.

Veja-se como o Bloco de Esquerda fez uma campanha centrada em valores morais não suficientemente associados a opções políticas.

Como dizia McCain, numa campanha impossível nesta triste europa, podemos discordar de pessoas que respeitamos.

domingo, 5 de junho de 2011

Parabéns ao Ricardo Baptista Leite

Os meus parabéns ao Ricardo com os desejos que sirva o país com o mesmo talento e empenho com que serviu a profissão médica.

You can copy but please don't paste

Copiem-se as leis da Alemanha e não seremos a Alemanha.
Copiem-se as leis dos Estados Unidos e não seremos os Estados Unidos.
Copiem-se as leis do Japão e não seremos o Japão.
Goes beyond that.
Copiado de um blog associado

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O último círculo do circo

Se olharmos para os braços armados da esquerda trauliteira peri-Socrática reconhecemos de imediato a presença isolada de gente de baixo estrato social à solta. Ou seja as pessoas mais instruídas que geralmente frenam esta gente estão pouco presentes.

Este é um dos sinais da decadência final de Sócrates. Está cada vez mais rodeado apenas pelos desesperados e pelos tontos.

Portugueses

Não sou patrioteiro mas ainda assim causa-me um incómodo particular quando se tratam mal portugueses.

Mau grado a nacionalidade do maltratante.

P.S. Portugueses, Angolanos, Romenos, Brasileiros, Ucranianos, ...

Sondagem unipessoal 03-06-2011

PSD 37%
PS 28,5%
CDS 13%
BE 7,5%
CDU 7,5%
MEP 1,2%
OB 5,3%

Aceitam-se apostas

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Devia a Alemanha sair do Euro?

O BCE perante a inflação alemã e o fraco crescimento económico do sul da europa decide aumentar a taxa de juro, o que diminui a inflação na Alemanha e trava o crescimento no sul da europa.

Perante isto ocorre-me uma sugestão: que tal a Alemanha sair do euro?

Liberdade e Transparência

Para além da necessidade de mudar o Estado, há a necessidade de aumentar a liberdade e a transparência.

Liberdade para que a iniciativa, o empreendedorismo e a imaginação, não sejam sepultados pela burocracia, a inveja e o status quo dos interesses já estabelecidos.

Transparência para que quem quer começar algo de novo saiba quais são as regras do jogo, as verdadeiras e não as expressas oficialmente, para que haja uma competição sã e para que as regras não mudem constantemente segundo interesses inconfessáveis. Se mudarem, temos de saber que vão mudar e temos que saber claramente porquê.

Mérito ético

O mérito ético não é um atestado de santidade nem a promoção de pregadores da moral.

O mérito ético é a compreensão dos efeitos deletérios para a "economia" de se usar o amiguismo e interesses de grupo em vez da transparência, da frontalidade, do primado da verdade e da defesa do interesse geral, na escolha de pessoas e de políticas para as instituições.

O aspecto essencial quando se escolhe uma pessoa é saber com que critérios é que essa pessoa escolhe os seus colaboradores.

As redes de influência que tomaram o estado com a intenção de distribuir pelos amigos o dinheiro dos impostos têm de ser identificadas e afastadas.