sábado, 7 de maio de 2011

Estar com Deus contra os homens

Aristide Sousa Mendes

A história impressionante deste heroi, tem um aspecto lateral pouco debatido.

O ditador que o removeu do cargo por desobediência, o impediu de se defender a si próprio apesar de ser jurista de formação, o impediu de receber pensão ou reforma ou de arranjar posto compatível e, mesmo anos após a derrota da Alemanha e a exposição do Holocausto, não o reabilitou, o ditador deixou entrar no país todos aqueles a quem ele facultara vistos.

Muitos desses vistos, à medida que ele ia atrás da coluna desesperada de condenados à deportação, eram papeis atípicos. Quando chegou a Hendaye os "vistos" que distribuía eram papeis banais carimbados, em que ele garantia em nome do governo direito de entrada em Portugal, não a pessoas singulares mas a todos os familiares do Sr. Fulano ou Cicrano.

Entraram todos em Portugal.

Mesmo aqueles já sem nenhum papel passaram; ele convenceu os guardas Espanhois em Irun, a deixá-los entrar em comboios dirigidos a Portugal (abriu ele pessoalmente a fronteira franco-espanhola exorbitando competências perante a complacência dos militares Espanhois que fecharam os olhos ao desespero daquele português "louco"), mesmo esses o ditador deixou entrar.

Um diplomata maldito tinha dado a palavra do Estado Português e o ditador assumiu essa palavra mesmo   perseguindo Aristide por desobediência.

Como disse o heroi "desejei mais estar com Deus contra os homens do que estar com os homens contra Deus".

Um mundo estranho, outro país, difícil de imaginar.

Se no mesmo campo visual imaginarmos a gente daquele tempo (os bons e os maus) e Sócrates com o seu séquito de branqueadores,  ficamos sem dúvida que estes não passam de anões à venda.

Fonte principal: http://www.raoulwallenberg.net/saviors/diplomats/mendes/jews-portugal-contemporary/

Clarificar, clarificar, clarificar

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1150454.html

(via albergue espanhol)

Democraticidade, Integridade e Coragem XIV

Democraticidade, Integridade e Coragem XIII

Democraticidade, Integridade e Coragem XII

Democraticidade, Integridade e Coragem XI

Democraticidade, Integridade e Coragem X

Democraticidade, Integridade e Coragem IX

Democraticidade, Integridade e Coragem VIII

Democraticidade, Integridade e Coragem VII

Democraticidade, Integridade e Coragem VI

Democraticidade, Integridade e Coragem V

Democraticidade, (Genialidade), Integridade e Coragem IV

Democraticidade, Integridade e Coragem III

Democraticidade, Integridade e Coragem II

Democraticidade, Integridade e Coragem I

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Linguagem 2

Se os jovens que fogem do país vão para nações mais livres porque não dar-lhes liberdade cá?

Liberdade para realizar os seus sonhos, os seus projectos. Para os nossos jovens já não chega a liberdade de expressão e manifestação.

Linguagem

Aquilo a que Sócrates, o Falso, chama ultra ou neoliberalismo deve ser chamado de promoção do empreendedorismo.

O termo foi usado pela troika amolecendo a imprensa.

Libertar a capacidade de empreendedorismo dos portugueses, nomeadamente dos jovens asfixiados pelo estado lento e gordo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ganhámos

Conheci, enquanto estudante, uma figuraça única que dizia ter raro faro para a actividade política associativa universitária. O jovem imaginava-se aliás primeiro ministro num futuro distante, frequentava embaixadas improváveis e escolhera de entre os amigos já alguns ministros para quando ocorresse o seu triunfo.  Apesar de ser de direita e muito engravatado, teve sucesso na associação de estudantes duma faculdade que lhe seria em principio hostil dado o predomínio da esquerda nessa casa.

 O rapaz sempre que podia aproximava-se do Prof. Adriano Moreira para buscar conselho e tentar mostrar serviço - mesmo que nenhum serviço lhe tivesse sido encomendado. Sentia-se perto de Deus quando chegava à fala com o Professor.

Contou-me uma pessoa próxima que numa das suas muitas aventuras político-mediáticas, um dia apoiou certa candidatura a uma faculdade Lisboeta. O resultado não foi mau mas perderam. O nosso arguto político, apesar da derrota, incumbiu um amigo que iria encontrar-se conjuntamente com ele com o Prof. Adriano Moreira de dizer que ganharam a eleição.

"Só tens de dizer que ganhámos quando o Professor perguntar. E manter sempre um grande sorriso. É preciso manteres um ar de vencedor. Eu depois explico o resto, instruiu o profeta". Chegados ao pé do Professor este indagou do resultado da contenda. "Perdemos" disse o amigo do profeta ao bom professor.

Quando viu a figuraça umas horas depois ainda cuspia fogo. "Só tinhas de dizer "ganhámos", é muito difícil de perceber? Ganhámos! Mais nada. Qualquer cigano ensaiado sabia fazê-lo, não é dificil! Ganhámos".

Pensei para comigo que estas figuras de banda desenhada só apareciam na estufa protegida da vida universitária. Não sobreviveriam na rua, no mundo "real".

Até que a vida me apresentou José Sócrates, essa figura patética e irreal que assessorado pelo Luis percorre a cavalo, numa armadura Armani, há mais de seis anos um país de nove séculos de história como se fora um grande senhor. Personagem duma farsa, provou-me que o descaramento vence quase sempre o ridículo, que as pessoas engolem quase tudo e, principalmente, que as pretensas elites são povoadas de invertebrados.

A Sócrates hoje, como o tonto profeta explicava na minha juventude, basta dizer "ganhámos" e pôr-se ares de vencedor.

Chegámos a isto.

A ameaça dos Gato Fedorento

Um amigo, brilhante jurista em Macau, disse-me há anos, durante a explosão de crescimento eleitoral do Bloco de Esquerda que esse partido tinha sobre ele uma ameaça eleitoral latente: Esvazíar-se-ia se os Gato Fedorento concorressem às eleições!

2/3 do eleitorado que vota BE nada tem a ver com a federação neocomunista que esse partido em boa verdade representa. Á medida que o tempo passa Louçã terá mais e mais dificuldade em aguentar o Bloco sem fazer opções claras. Ou se aproxima ao PC, enquistado e sem futuro ou compete pelas franjas do PS.

São duas mundivisões demasiado distintas para se manterem juntas no pós Socratismo.