sábado, 7 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Linguagem 2
Se os jovens que fogem do país vão para nações mais livres porque não dar-lhes liberdade cá?
Liberdade para realizar os seus sonhos, os seus projectos. Para os nossos jovens já não chega a liberdade de expressão e manifestação.
Liberdade para realizar os seus sonhos, os seus projectos. Para os nossos jovens já não chega a liberdade de expressão e manifestação.
Linguagem
Aquilo a que Sócrates, o Falso, chama ultra ou neoliberalismo deve ser chamado de promoção do empreendedorismo.
O termo foi usado pela troika amolecendo a imprensa.
Libertar a capacidade de empreendedorismo dos portugueses, nomeadamente dos jovens asfixiados pelo estado lento e gordo.
O termo foi usado pela troika amolecendo a imprensa.
Libertar a capacidade de empreendedorismo dos portugueses, nomeadamente dos jovens asfixiados pelo estado lento e gordo.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Ganhámos
Conheci, enquanto estudante, uma figuraça única que dizia ter raro faro para a actividade política associativa universitária. O jovem imaginava-se aliás primeiro ministro num futuro distante, frequentava embaixadas improváveis e escolhera de entre os amigos já alguns ministros para quando ocorresse o seu triunfo. Apesar de ser de direita e muito engravatado, teve sucesso na associação de estudantes duma faculdade que lhe seria em principio hostil dado o predomínio da esquerda nessa casa.
O rapaz sempre que podia aproximava-se do Prof. Adriano Moreira para buscar conselho e tentar mostrar serviço - mesmo que nenhum serviço lhe tivesse sido encomendado. Sentia-se perto de Deus quando chegava à fala com o Professor.
Contou-me uma pessoa próxima que numa das suas muitas aventuras político-mediáticas, um dia apoiou certa candidatura a uma faculdade Lisboeta. O resultado não foi mau mas perderam. O nosso arguto político, apesar da derrota, incumbiu um amigo que iria encontrar-se conjuntamente com ele com o Prof. Adriano Moreira de dizer que ganharam a eleição.
"Só tens de dizer que ganhámos quando o Professor perguntar. E manter sempre um grande sorriso. É preciso manteres um ar de vencedor. Eu depois explico o resto, instruiu o profeta". Chegados ao pé do Professor este indagou do resultado da contenda. "Perdemos" disse o amigo do profeta ao bom professor.
Quando viu a figuraça umas horas depois ainda cuspia fogo. "Só tinhas de dizer "ganhámos", é muito difícil de perceber? Ganhámos! Mais nada. Qualquer cigano ensaiado sabia fazê-lo, não é dificil! Ganhámos".
Pensei para comigo que estas figuras de banda desenhada só apareciam na estufa protegida da vida universitária. Não sobreviveriam na rua, no mundo "real".
Até que a vida me apresentou José Sócrates, essa figura patética e irreal que assessorado pelo Luis percorre a cavalo, numa armadura Armani, há mais de seis anos um país de nove séculos de história como se fora um grande senhor. Personagem duma farsa, provou-me que o descaramento vence quase sempre o ridículo, que as pessoas engolem quase tudo e, principalmente, que as pretensas elites são povoadas de invertebrados.
A Sócrates hoje, como o tonto profeta explicava na minha juventude, basta dizer "ganhámos" e pôr-se ares de vencedor.
Chegámos a isto.
A ameaça dos Gato Fedorento
Um amigo, brilhante jurista em Macau, disse-me há anos, durante a explosão de crescimento eleitoral do Bloco de Esquerda que esse partido tinha sobre ele uma ameaça eleitoral latente: Esvazíar-se-ia se os Gato Fedorento concorressem às eleições!
2/3 do eleitorado que vota BE nada tem a ver com a federação neocomunista que esse partido em boa verdade representa. Á medida que o tempo passa Louçã terá mais e mais dificuldade em aguentar o Bloco sem fazer opções claras. Ou se aproxima ao PC, enquistado e sem futuro ou compete pelas franjas do PS.
São duas mundivisões demasiado distintas para se manterem juntas no pós Socratismo.
1862
Em 1862 Pasteur demonstrou de forma aparentemente definitiva a falsidade da teoria da geração expontânea da vida. As tartarugas não nasciam da lama, os ratos não nasciam do lixo.
Hoje se virmos passar um qualquer ser vivo à nossa frente, podemos até questionar-nos se com açafrão e risotto daria um bom petisco mas podemos ter a certeza que não apareceu do nada, que é descendente de outro ser vivo.
Muitas pessoas que se espantam hoje que em 1861 se acreditasse que do lodo apareciam expontaneamente tartarugas, espantar-se-iam nessa data que se defendesse que todos os "animais" descendem forçosamente de outros animais.
Pasteur contudo esqueceu-se de esclarecer que o mesmo acontece ao dinheiro. Não aparece do nada se bem que pode desaparecer sem deixar rasto.
Sócrates, tal como antes dele Madoff e a Dona Branca, aplicou o esquema da piramide a quem acreditou nele.
A Dona Branca atraiu pequenos e médios aforradores prometendo-lhes juros altos e, depois, financiava esses juros pedindo emprestado dinheiro a outros aforradores, a quem por sua vez prometia altos juros. O dinheiro que ia entregando a título de juros não caía do céu - caía dos bolsos de novos inocentes que lhe davam o dinheiro. Como os recursos não são infinitos deu-se o momento em que deixaram de aparecer novos clientes e ela deixou de poder pagar juros. O esquema estoirou e abriu bancarrota. Quem tinha o dinheiro nas mãos dela ficou sem nada.
Madoff atraiu grandes aforradores, empresas e milionários. Montou uma pirâmide em que com o dinheiro dos novos aderentes pagava os juros aos investidores anteriores. Quando estoirou deixou um buraco de 50 biliões de dólares.
Sócrates recebeu o país com uma dívida externa de 80 biliões de euros e em seis anos de gastar à tripaforra, enriquecendo uma classe de amigos, entre parasitas puros e empresários que comiam à mesa do orçamento, fazendo obra necessária e desnecessária desbaratou uma fortuna incalculável. É evidente que o investimento não era reprodutivo e o país não crescia. Durante esses anos Sócrates dedicou-se a culpar o governo anterior que durara cerca de 2 anos e meio e a fazer oposição à oposição. Atirou milhões e milhões para o lixo e para os bolsos da clique que orbita o poder.
A partir de certa altura, como a Dona Branca e o Madoff, passou a pagar os juros da dívida contraíndo nova dívida. A dívida externa passou de 80 para 160 biliões de euros. Os juros eram cada vez maiores, explodindo quando os credores perceberam que esse incompetente lhes estava a aplicar o esquema Madoff - pagava-lhe com dinheiro que pedia emprestado a outros investidores pois a economia do país não crescia.
A partir de certa altura, como a Dona Branca e o Madoff, passou a pagar os juros da dívida contraíndo nova dívida. A dívida externa passou de 80 para 160 biliões de euros. Os juros eram cada vez maiores, explodindo quando os credores perceberam que esse incompetente lhes estava a aplicar o esquema Madoff - pagava-lhe com dinheiro que pedia emprestado a outros investidores pois a economia do país não crescia.
Os nossos credores não eram os pequenos e médios aforradores que a Dona Branca enganou, nem os ricaços que o Madoff ludibriou. Eram bancos e fundos de diverso tipo com uma coisa em comum: eram profissionais.
A partir de meados / fins do ano passado o dinheiro começou a secar. Teixeira dos Santos, o incompetente, ainda tentou convencer Sócrates, o falso, a parar a bola de neve.
Sem sucesso. Sócrates, apostador de casino, queria que o país ardesse se necessário - não queria era perder o cargo.
Uma das coisas que está por esclarecer é o que tem Sócrates de tão valioso a perder com a perda do poder. Mas isso é conversa para outro dia.
Ontem o Falso alindou-se com o Luis e fez uma declaração cor-de-rosa na televisão. Depositou ao lado dele um boneco insuflável muito parecido com o ministro Teixeira dos Santos (mas menos falador) e disse que estava tudo bem.
Devemos 160 biliões de euros e está tudo OK. Os credores exigem poucas coisas: baixar as pensões acima dos 1500 euros e pouco mais.
Não Sócrates, que os burlões raramente se auto-burlam, mas toda uma série de políticos e analistas ficaram (pela enésima vez) baralhados com o comunicador e precipitaram-se para mesas redondas onde, com honrosas excepções, fizeram fé na geração expontânea do dinheiro.
Devemos 160 biliões, a 4% de juro ao ano seriam 6,4 biliões todos os anos que até aqui não podíamos pagar, mas agora vão chover do céu como o granizo choveu em abril.
Permitam-me que repita o que Medina Carreira anda a explicar há vários anos: vamos levar um apertão para arranjar esse dinheiro porque os credores querem de volta o que lhes pedimos e prometemos pagar.
Ou há petróleo no Beato ou as notas de euro não aparecem de geração expontânea.
Sócrates mentiu ontem como mente há seis anos.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Extinção da vida em Marte
Chavez descobriu a causa.
http://www.ionline.pt/conteudo/112290-chavez-diz-que-o-capitalismo-podera-ter-acabado-com-os-marcianos
(via Vista Alegre)
http://www.ionline.pt/conteudo/112290-chavez-diz-que-o-capitalismo-podera-ter-acabado-com-os-marcianos
(via Vista Alegre)
Festejar a morte em nome da vida
Não sei que chegue para decidir intimamente se a morte do terrorista Bin Laden foi uma acção de guerra ou uma execução extra judicial.
Talvez não houvesse outra solução que não a execução desse extremista.
Mas o que vai no coração dos que cantam e dançam nas ruas a sua morte?
Talvez não houvesse outra solução que não a execução desse extremista.
Mas o que vai no coração dos que cantam e dançam nas ruas a sua morte?
Autenticidade
Os branqueadores de Sócrates, o Falso, todos juntos - os Assis, Costas, Soares, Moreiras; Sérgios, Campos, Seguros, Silvas, etc, etc não têm uma gota da autenticidade que Catroga revela:
Via O Cachimbo de Magritte, http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1841183
Via O Cachimbo de Magritte, http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1841183
domingo, 1 de maio de 2011
Fugir ao confronto
- Há em Portugal uma tendência para justicializar a política tal como há uma tendência, apesar de bem menor, para politizar a justiça.
É um problema muito antigo do país.
Há o exemplo clássico do Marquês e dos Távoras que pela crueldade ofende e parece dum mundo que nos é estrangeiro, há inúmeros exemplos na Primeira República Jacobina, há décadas de tribunais plenários do Estado Novo e há a criminalização da extrema direita actualmente.
Esta tendência representa uma fragilidade da nossa capacidade exprimir discordância frontal à luz do dia e pouco tem a ver com perdoar ou não comportamento criminal nos políticos.
Na antiga URSS a dissidência era uma doença mental.
Cá a dissensão é um comportamento anti-social. Por isso quando discordamos visceralmente de alguém pedimos ajuda ao código penal: não somos nós que recusamos consenso é o outro que é um criminoso por capturar.
Vejamos o caso do Falso.
Sócrates, imaginemos por hipótese, comprou criminalmente as suas luxuosas casas, a sua e da sua progenitora.
Sócrates tenha assinado projectos de barracos da autoria de terceiros usando a sua ascendencia sobre a CM em seu favor. Sócrates tenha tentado limitar a liberdade de imprensa no caso da TVI e do seu Jornal de Sexta.
Sócrates tenha falsificado o seu curso de engenharia quando era secretário de estado.
Suponhamos pois que este contribuinte cometeu todos esses crimes comuns.
É esse o principal problema que o país tem a ajustar com dSócrates?
Que vale isso quando comparado, a título de mero exemplo, com o facto do primeiro-ministro Sócrates (não o contribuínte, o eleitor, o utente, o projectista, o aluno, o cidadão) mentir de forma grosseira dezenas e dezenas de vezes durante anos atrás de anos com a complacência da imprensa, das instituições, da intelectualidade, até há bem pouco tempo.
E principalmente com a complacência de Costas, Seguros, Assis, Jorge Coelhos, Vitorinos, Anas Gomes, Sérgios , Constâncios, João Soares, Correias de Campos, Marianos Gagos e a quase totalidade do seu partido.
Condene-se Sócrates, imaginariamente, por esses crimes comuns. A máquina oculta mantém-se. Dirá ou que a justiça falhou ou que nada sabiam. Porque ninguém os confrontou pelo branqueamento político de Sócrates.
Ninguém lhes pede contas pelo silencio de poucos e pela cumplicidade de quase todos - não nos putativos crimes que poderiam não conhecer com certeza suficiente mas pela cumplicidade com a gigantesca encenação de mudanças externas para justificar inflexões previamente preparadas, desonestidades políticas, traição a todos os compromissos, duplicidade constante, uso de dois pesos e duas medidas.
Mentiras deliberadas, repetidas, ao soberano, o povo.
Criminalizar Sócrates é fugir do debate principal, do ataque directo, político, ideológico aos que despezam a verdade para obter vantagem. Essa máquina disposta a tudo, até a abandonar o contribuínte Pinto de Sousa, ficará incólume.
Relvas elogia Costa, elogia Seguro, elogia Assis e elogiará todos os Pilatos, enquanto Catroga pede que crucifiquem este Agesta.
Não precisamos, como cidadãos, de nos esconder atrás das saias da justiça, por temermos invectivar o grupo sociopolítico que está disposto a tudo para comer à mesa do orçamento.
À justiça o que for da Justiça. À política o que é da política.
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